"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

sábado, julho 19

Subliminar

Fingimos falar de sexo abertamente, como uma coisa natural, contudo, qualquer xingamento tem conotação sexual, porque há sempre algo feio, ou sujo a ser salientado. Não sou eu quem afirma, me apoderei das palavras da sexóloga e escritora Regina Navarro.

Na verdade o que mantém a atenção seja numa conversa casual ou num debate seríssimo, é a malícia, a sagacidade nas provocações. Vence o jogo quem rir primeiro, quem entender a piada, quem se revoltar e tiver os argumentos mais bem fundamentados. Quem provocar no outro profundas reflexões.

A manipulação está em excitar o sentimento de querer provar algo, principalmente, que não há nada a ser provado. Plantar a semente da dúvida, porque quem não duvida, tem certeza e se está sempre certo, não enxerga o óbvio. 

Um tipo de sedução menos onerosa ao bolso, ao raciocínio, que chega ao fim após o último gole do que tiver no fundo do copo ou da xícara. Na última garfada de bolo...

Por que discorri sobre isso? 
Porque daqui há dois segundos não lembrarei mais.