"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

sexta-feira, dezembro 16

Gente, motivação, máquina do tempo e o novo

De repente você se toca de que é a única pessoa capaz de se magoar, porque ninguém mais tem esse poder, você na verdade cede o espaço ao baixar a guarda. “Tu és responsável por aquilo que cativas” - Antoine De Saint Exupéry.
És quem se obriga a viver situações desconfortáveis, que o submetem a sensações constrangedoras, porque quer. E, não tão de repente assim percebe que todo o poder de mudar está em suas mãos.

Nota que não existe motivos no mundo que o obriguem a levantar todas as manhãs e, em vez de agradecer pela família, saúde, trabalho, amizade e todas as coisas boas que a vida oferece, você se preocupa com que roupa deve vestir para ir àquele inferno que chama de “emprego”. Isso é mais do que prova de que precisa mudar. Fazer o que gosta, o que sente prazer.

Não são as pessoas, ou os lugares, é a rotina que te destrói, é fazer todos os dias as mesmas coisas, percorrer os mesmos caminhos, ver a vista da janela como um flashback.

Eu me vi assim, presa em minhas crises por muito tempo. E resolvi parar de me machucar tanto. Logicamente que me submeti por um longo período para conhecer minha própria capacidade. Já que por mais que eu conviva comigo, nunca saberei ao certo como serão minhas reações frente aos inúmeros percalços que a vida me impuser. Discordo quando alguém sustenta, mesmo que por hipótese que conhece alguém, mal nos conhecemos a nós mesmos. 

Essa afirmação de conhecer a si mesmo seria se sentenciar a jamais evoluir, renegar as possíveis transformações.

Macapá tem um peso sem dúvida na minha vida profissional. Aqui escolhi outra profissão, parei de trabalhar com banco (porque dinheiro dos outros dá muita dor de cabeça). Optei pela comunicação, por acidente. Não havia curso de psicologia à noite (justificaria as minhas constantes autoanálises, né? rsrs)

Costumo dizer que caí de paraquedas no jornalismo e me apaixonei. Como em toda a relação movida pela paixão, tive crises de fé constantes. Duvidei da minha capacidade por mais de mil vezes e questionei meu potencial por três milhões de vezes mais.

Ao longo desse tempo entre academia e profissão - já que atuo na área tempos antes de me formar - Conheci muita gente que fez jus a expressão “burra”. E também gente muito inteligente, gente evoluída que mais tarde, involuiu. Gente que não sabia o rumo que queria dar à vida, mas se deixou levar até que finalmente se encontrou, e está feliz. Gente que só me deu orgulho de chamar "colega jornalista". Gente ética, profissional, dedicada, íntegra...

Gente merecedora da minha atenção, admiração e apreço. E, também gente que se mostrou ser indigna do meu respeito como gente mesmo.
Gente que se esforçou e hoje é mais do que era antes.
Gente que mudou ideias sem se perverter, e outras que se corromperam por bem pouco. Gente que chutou o balde e deu exemplo do que é ser líder e, gente que não importa o que faça nunca o será.

Conheci gente que se prostituiu por publicidade gratuita, não só seus valores, porque quem faz isso, não tem nenhum. Gente que usou a academia para autopromoção, bem como outras instituições e fará isso até que consiga o que quer, que se diz jornalista competente e atuante em outras áreas. Tipo capa para qualquer coisa, mas no fundo, não respeita ninguém, nem a si mesmo.

Gente que também trabalhou vestindo a própria camisa, porque ninguém pode nos roubar a alma.  Conheci gente que deixou de inteligente. Que se deixou fazer lavagem cerebral e que ainda não sabe disso. 

Em contrapartida, conheci gente que pensa e não pensa que pensa. Gente que trabalha para esse ou aquele nicho, mas não vende a mãe por um lugar ao sol.

Todos os modelos e antimodelos foram muito importantes nesse início de caminhada e tenho um longo caminho a percorrer. Nossa! Como conheci gente, não sei quanto dessa gente toda me conheceu, ou reconheceu, mas não importa...

Faço exercícios constantes para não me perder por aí, mas se não for possível evitar que eu me procure ou não, (rsrs).

Vou estampar no peito que ninguém me censura ou pode achar que têm esse direito.
Ninguém é dono de mim ou me comprou, porque não estou à venda. Porque não vendo noites de sono e, não assino embaixo de mentira, a menos que acredite nelas com todas as minhas forças, até que um dia seja capaz de me decepcionar (como sempre acontece).

Vou lembrar sempre de quem trabalhou duro para galgar uma carreira com integridade moral. Com esforço e valores éticos, itens estes que não foram apenas disciplina da faculdade. Gente que soube usar isso na prática todos os dias e tive a honra de conviver.

Levo comigo a lembranças dos amigos que fiz, da lealdade com a qual se entregam de cabeça ao jornalismo.
Levo ainda as amizades verdadeiras que fiz dentro e fora do jornalismo.De quem vou sentir saudades e espero não perder contato.
Quanto às pseudo-amizades? Não lembro!
Não tenho inimigos, porque não desperdiço energia com coisas ínfimas. O que não me serve mais, apenas descarto e ponto.

As verdades que disse não as retiro, nem volto atrás.
Por falar em descarte...
Tive que dar fim, até por causa da falta de espaço, nos arquivos de faculdade. Percebi que reuni tanta porcaria, tanta coisa que não me servia mais. E, de certo modo me causou tanta tristeza em reencontrar, reler.

Assim como as fotografias, os arquivos, vídeos, textos, objetos, tudo nos faz lembrar os momentos...

Engraçado, como sempre mencionamos de uma forma hipotética como seria voltar no tempo, só que isso é possível, apenas não é como imaginamos ou concordamos que seja, como o cinema nos apresenta. Porém, todas as vezes que mexemos no passado, revivemos nossos passos, apenas não podemos muda-lo, contudo, a partir das experiências adquiridas, podemos mudar nosso futuro. Então, existe máquina do tempo, porque o tempo nos modifica. Ele me deu as costas por um longo período e corri tanto para alcança-lo. Por vezes me senti tão velha e quanto mais velha mais eu corria para tentar ganhar de volta o tempo que perdi.

E não seria absurdamente injusta, se afirmasse que não mudaria nada. Pelo contrário, mudei tudo. As alterações foram tão grandes que restaram espaços vagos, porque apaguei recordações que não me eram úteis. Acredito que seja por isso que me desapego tão facilmente.

Espero que com todas estas ações e reflexões eu esteja pronta para o novo, e por mais que ele assuste o desejo tanto, como quem espera um novo amor.

É um até logo, não um adeus!

Essa era a equipe que iniciou este ano de 2011, no dia do meu aniversário. A turma diminuiu, as saudades são permanentes assim como as lembranças que levarei comigo. 

Esta manhã foi minha despedida da Secretaria de Estado da Comunicação (Secom/AP)... Nunca imaginei que seria tão emocionante relembrar e compartilhar com os colegas de trabalho e amigos que fiz, os momentos que passamos juntos. Não foi fácil, mas o conhecimento e a amizade a gente leva para sempre.

Chorei até não poder mais...

E vê-los emocionados, já sentindo a minha falta, não tem preço. Na verdade nem esperava que fosse assim.

Principalmente por ser a pessoa que sou, descrita como geniosa, difícil, extremista, mesmo assim, conquistei a admiração deles e a amizade e isso é muito importante.

Gostaria muito de ter agradecido a oportunidade que minha ex-professora de Jornalismo Comunitário e Ambiental, Jacinta Carvalho (in memoriun), que mais tarde veio a se tornar a secretária de Estado da Comunicação, pudesse saber o quanto lhe sou grata pela confiança no meu potencial e respeito pelo meu trabalho. Sempre busquei isso pelos lugares por onde passei, e aqui na Secom e da parte dela, do Aldeci, meu chefe direto do Núcleo de Atendimento e Produção/NAP, eu tinha. Assim como com meus colegas.

Ela nunca vetou nenhuma matéria/reportagem minha, ou me mandou reescrever, por falta de informações, coerência, erros de qualquer natureza, ou linha política. Foram poucas é bem verdade, de agosto para cá, mas mesmo assim, tiveram muito de mim. E tive prazer em escrevê-las.

A secretária sempre que nos encontrávamos elogiava meu trabalho, que sem graça eu dizia que “estava me esforçando”, assim mesmo no gerúndio. Afinal, no fundo, nunca tá bom.

Um dos motivos da minha saída, além da vontade de aprender mais e investir na minha carreira, foi vê-la partir tão cedo. Foi dito: “ela exerceu suas funções com lealdade e competência”. Mas, para mim ouvir não foi suficiente, sei de seus trabalhos juntos às comunidades acadêmicas, de ensino médio e fundamental, da colaboração em outras vertentes sociais e sem dúvida a gente sempre espera mais.

Gostei muito de tê-la como professora de Jornalismo Comunitário, ela falava daquilo com vontade. Continuo sem gostar de Jornalismo Ambiental, mas isso é irrelevante. Ela deu a vida pelo trabalho, pelos estudos, hoje uso isso como exemplo para eu começar a viver, já que levo tudo muito a sério. Não nego que mexeu muito com todos nós sua partida, por ser tão jovem. Nunca fui próxima a ela, nem aqui, nem na faculdade. Mas, eu via o quanto ela se dedicava ao trabalho e morreu no exercício da profissão.

Não quero desaparecer com o sentimento de que poderia ter feito mais... Sei lá... É tudo tão estranho.
Engraçado que apesar da breve convivência com alguns, em especial a minha ida para o Núcleo de Jornalismo Institucional (NJI), que no início achei que fosse castigo. Abracei a causa,  bem verdade. 
Rsrs, nunca tive atrito com ninguém. E pela manhã bem cedo sempre rolava muitas risadas, repetidas no fim de tarde também (nem sempre), mas boas. Nem se compara aos traumas da Expofeira, mas como diz um outro alguém que me é importante “não vale a pena lembrar dos traumas, só das coisas boas”.

Meu amigo Elton Tavares, que desde nosso início juntos no ano passado, se tornou meu irmãozão, me ouvia e apoiava sempre (me puxou as orelhas para k... também)... Depois foi o Ewerton França, que se tornou meu amigo, irmão e confidente! Amos os dois #foreverandever.

Nas melhores pautas o França e eu estivemos juntos, Show do Angra, 7 de Setembro, Museu Sacaca, texto e foto, ou minha ou dele. Vamos dar continuidade ok? Fora o tempo de academia, que notamos há pouco tempo que foi cinco anos de feitos jornalísticos juntos.

Obrigado aos amig@s:
Do NJI, Marcelo Gonzalez, Anselmo Wanzeler, Júnior Nery, Nayron Coelho, David Diogo, Edi Prado, Núbio Pontes, Fabíola Gomes, Karla Marques, Pérola Pedroza, Amelline Borges.
Sem esquecer os que já estiveram aqui, Sílvio Carneiro, Renan Corrêa.
Da Ccom, sr. Paparazzo, Edgar Rodrigues, dna. Graça Penafort, Fê Sampaio, Francisco Gomes, Dark, Chico Terra e Anax Viana.
Do NAP Aldecy Pantoja, Cleiton Souza, Tãgaha Soares, Clayse, Cíntia Souza, Brito e o recém chegado Aog Rocha (pirata e amigo de farras).
Sou muito grata a tod@s, não só pelo aprendizado como também pelo carinho.

Não é fácil ser vidraça, assessorar pastas com muita visibilidade. Quando me deram a Polícia Militar, a Politec e a Jucap, imaginei que fosse um teste para saber até onde seria capaz de suportar.

Mas, não foi nada do que descreveram para mim, minha relação com a Polícia Técnico Científica (Politec) e seus servidores, desde a portaria até o diretor Odair Monteiro, foi a melhor que eu poderia desejar. Profissionais que entendem e respeitam o trabalho do assessor e da comunicação. Lá eu não era a última a saber das ações. Meus assessorados não marcavam entrevistas por eles mesmos...  o tratamento era sempre atencioso, profissional e humano.

A Polícia Militar foi mais difícil e não tive espaço, mas não me deu problemas porque eles têm assessores lá, então tudo bem. A Jucap é tudo que descrevi da Politec, só que ao contrário. #Aloka

O Núcleo de Atendimento e Produção/NAP, era onde iniciei os trabalhos com publicidade, todos os dias os desafios eram novos, não havia rotina. Se todo o jornalista tivesse a oportunidade de conhecer cada etapa da criação de tudo, a relação não seria competitiva como na faculdade, onde o “jornalista e o publicitário” queria ser melhor ou mais importante que o outro, além de esquecer do “Relações Públicas”, saberia o quanto todos são importantes!

Aprendi muito. Agora busco a chance de aprender mais e aplicar.

Toda a experiência é válida... acho que não dá para terminar porque já estou de olhos inchados. #prontofalei

As fotos de hoje eu posto mais tarde.

domingo, novembro 27

Trilha sonora da madrugada

I Wish I Was The Moon
Neko Case

Chimney falls and lovers blaze
Thought that I was young
Now i've freezing hands and bloodless veins
As numb as I've become

I'm so tired
I wish I was the moon tonight

Last night I dreamt I had forgotten my name
'Cause I had sold my soul but awoke just the same
I'm so lonely
I wish I was the moon tonight

God blessed me, I'm a free man
With no place free to go
I'm paralyzed and collared-tight
No pills for what I fear

This is crazy
I wish I was the moon tonight

Chimney falls and lovers blaze
Thought that I was young
Now I've freezing hands & bloodless veins
As numb as i've become

I'm so tired,
I wish I was the moon tonight

How will you know if you found me at least
'Cause i'll be the one, be the one, be the one
With my heart in my lap
I'm so tired, I'm so tired
I wish I was the moon tonight




domingo, novembro 20

Exponha o seu melhor

As redes sociais são a grande vitrine do momento. 
Enganam-se aqueles desavisados que não sabem aproveitá-la como deveria, por outro lado, isso é bom para quem tem fome de conhecimento e os antimodelos auxiliam na excelência. Afinal, o que seria dos bons se não houvesse os maus?
É óbvio que me refiro à mostruário profissional nos quais nos expomos/exibimos diariamente. Com nossos comentários descontraídos ou falando mais sério do que em discurso de funeral.
Vasculhando aqui e ali achei um endereço muito interessante com produção constante de material não só inspirador, como especializado. O blog do idealizador, o publicitário e pós-graduado Israel Degasperi, faz um apanhado dos temas mais atuais.  O blog Mídias Sociais!
O conteúdo e superinteressante e os colaboradores além de abalizados te dão acesso a todo tipo de informação da área que dominam. Por enquanto acessei este, mas adianto que tem muito mais lá. Confira!
O slide é do pesquisador e analista de comunicação, cibercultura e marketing, com foco em Métricas, Monitoramento, Inovação, Interações e Mídias Sociais, Tarcízio Silva que compartilha o conteúdo originário ou resultante de palestras, cursos e capacitações ministradas por ele.

#Ficaadica

sexta-feira, novembro 18

Morte online

Nasce, cresce, se reproduz e morre...
Esse não é mais um texto daqueles para recordar as suas aulas de ciências do primeiro grau. 
Mas, as coisas dão continuidade a alguns conceitos aprendidos ao longo da vida... e algumas vidas são tão breves que não têm continuidade.

Basta estar vivo para morrer. Me refiro exatamente as redes sociais, melhor ainda às ferramentas que desde que virou febre fazem parte das consultas diárias aos acontecimentos imediatistas que os instrumentos de comunicação requerem para alcançar o maior público possível. Contudo, bate uma tristeza a falta de continuidade que as aguardam logo ali, na próxima postagem, ou até mesmo assassinadas pela falta de criatividade.

Agora tudo que é evento tem twitter, perfil no facebook e blog, isso é bacana. Porém, depois das ações, ficam às traças as mídias criadas para divulgação.

Assim como há materiais muito interessantes, há espaço para as "belas" porcarias também. No início desta semana, fiquei arrasada quando li alguns textos produzidos por pessoas que já tiveram talento, mas, perderam totalmente a noção do ridículo, enfim, esse não é o foco.

E, o coitado do Orkut é quem leva a culpa pela mediocridade com que as redes sociais são tratadas. A expressão “orkutando” está na ponta da língua para se referir a qualquer coisa feia, cafona e que cause vergonha alheia no universo virtual.

É gerado todo o tipo de lixo. Os convites para os eventos chovem nas caixas de e-mails e quem usa smartphones então, atualização o tempo todo com: Nada de aproveitável! Perfis incompletos, sem imagens, sem dados atrativos. Tudo feito de qualquer jeito.

Não há continuidade, insisto!
Ninguém faz a manutenção e certamente no ano seguinte, virão outros blogs, twitters ou perfis no facebook, preenchidos pela metade. Porque as senhas foram esquecidas ou o template ficou demodê.

Tá se você não entendeu ainda, que tal um estudo de caso, hein?
#Ficaadica

Improdutividade, conversa paralela e vôos mais altos

Quase todas as manhãs encontro assuntos interessantes dos quais gostaria de discorrer meus ácidos, porém, quando encontro a hora ideal para fazer isso vejo a criatividade voar pela janela como no comercial de TV...

Essa semana foi tão improdutiva para o meu universo umbilical... Fiquei doente e me senti mais fraca e mais descartável do que nunca.  Sei que se eu não me cuidar, não vai adiantar toda a dedicação do mundo ao trabalho. As noites de insônia não tem ajudado muito também. 

Mas, hoje em especial troquei opiniões com um jornalista colega meu, que tem anos luz de experiência e um texto bacana de ler. Sem a mesmice dos releases, que me perdoem os demais colegas adeptos desta prática, seja por obrigação ou necessidade.  Surgiu então, a vontade de escrever, qualquer coisa, mas escrever...

Abri aspas no pensamento e lembrei do meu pai que falava sobre o serviço público: “tem “profissional” puxa-saco que não faz nada nunca. Bate a vontade repentina, ele decide fazer qualquer coisa, o chefe passa e lá está o puxa trabalhando. Daí o chefe “constata o quanto o cara é dedicado”. Por outro lado, tem recepcionista que passa o dia em pé, trabalha até o limite do humanamente possível, na hora em que resolve sentar o chefe passa e pergunta o que ela faz sentada”. Complicado, né? Duvido que você não tenha lembrado de alguma situação. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

Voltando ao papo do meu colega jornalista, temos quase a mesma idade. Fiquei encantada quando ele comentou com um amigo - falavam alto, sendo assim, acredito que não tenha sido indiscrição minha ter prestado atenção - Ele disse mais ou menos assim: “Se queres voar alto a hora é agora, não deixa para mais tarde. Porque depois dos trinta anos, mudar dá medo”.

A primeira coisa que percebi é que não estou sozinha nessa constatação. Não fiz nem metade do que sonhei e de fato, sonho todo o tempo com um monte de coisas. Assim fica difícil organizar por ordem de chegada o que realizar primeiro, não é mesmo?

Tenho sentido muito o frio na barriga... Aquele que dá quando se começa do zero, no escuro ou qualquer coisa assim.

terça-feira, novembro 15

Temporário

Faz algum tempo que tinha identificado alguns defeitos no blog. Mas, a preguiça ocupava 50% do meu corpo/tempo e mente... e do restante também.  

Então, enquanto estudo novas adaptações aos blogs alheios, vou deixar minha "casa" com esta aparência. Ok?

É temporário... como algumas mudanças precisam ser. ^^

sábado, novembro 5

Quem assopra as 'velhinhas' hoje é a Thay

Você percebe o quanto o tempo passou e mudou você, quando seus amig@s comemoram mais um ano de vida. Porque você busca as fotos do ano anterior e enxerga a efemeridade de cada segundo vivido.


Que bom que tenho muitos dos quais posso sentir falta com uma saudade gostosa como um abraço, desses que faz tempo que não dou na minha amiga Thainá Rodrigues.


Thainá é um nome de origem Tupi, e significa estrela. 


Também quer dizer que é alguém que traz consigo muita compaixão e amor para dar, é capaz de passar a vida fazendo o bem as pessoas, chega até a se esquecer que também pode precisar receber ajuda e amor. ---> (Rá é aí que entramos nós reles mortais, rsrs, pra defender o mundo da devastação... ops. Essa é outra história) 


Em algumas situações não consegue perdoar ou esquecer o mal que lhe fizeram (fiz força para que aprendesse isso comigo, lembra Thay? ), mas isso é o mínimo de que pode se valer para defender-se.
Parabéns pelo seu dia. Muitas, muitas felicidades mesmo. 

Ciência x consciência

“A crise não está no mundo, mas na nossa consciência” (Krishnamurt*), é com essa frase que discorro o primeiro episódio da série “provar da conveniência do meu próprio ácido”, na qual avaliarei constantemente meu desempenho. ¬¬ Nada muito diferente do que já faço, porém, desta forma dá a impressão de reorganização...

A velha estratégia de nova roupagem para falar das mesmas coisas. Quem sabe funcione?

Já passa das 3h... O papo com um dos meus melhores amigos por celular também findou, porque ele precisava dormir. Decidi então, por vasculhar meu HD a procura de um filme ou série qualquer para ocupar a mente.

Durante as buscas encontrei arquivos da minha primeira capa de jornal (do tempo da faculdade), parece que já faz muito tempo.

Tive paciência para reler o que escrevi e me debulhei em lágrimas... Acho que perdi o que tinha de mais bonito na hora de escrever. Não sei se consigo apontar os culpados, ou reconhece-los em mim.

Talvez eu tenha me tornado aquilo que mais abomino nos profissionais da área... Quem sabe a cegueira da rotina já obscureceu minha retina?

Recordo de uma frase minha que ainda faz sentido, que falava sobre minha relação com o texto: “O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém”. Acho que me tornei refém não só dos textos ruins que construo, mas da rotina de construir textos.  Não! Não espero por elogios ou reconhecimento, quero apenas reconhecer os pensamentos que deram origem as linhas propositalmente ordenadas, quem sabe me enxergar na desordem.

Os sentimentos com que escrevia, talvez tenham se perdido em algum lugar nessa trajetória e provavelmente, aquilo em que acreditava e hoje não creio mais seja reflexo da minha escassez.
Hora de mudar, tudo... de novo!


segunda-feira, outubro 31

As mentiras produzidas e consumidas diariamente

Nestes últimos dez dias, tive poucos momentos para exercer a reflexão saudável. Entre um questionamento e outro dos porquês de me submeter à sistemas que não funcionam, ou melhor, funcionam em meio ao caos... Agora mais descansada, analiso o reflexo dos contextos onde estou inserida.

Para ser mais específica, no salão de beleza enquanto esperava minha mãe ficar do jeito que desejava, para não criticar os assuntos comumente abordados pelas pessoas que lá labutam (quem casou, se separou, quem é amante de quem, quanto pagam por isso ou aquilo), resolvi folhear algumas revistas... 

Encontrei um álbum com o passo a passo de tratamento químico capilar. As fotos eram realmente horríveis, pixealizadas, escuras, não valorizavam o efeito/resultado do tratamento, tão pouco o desempenho do profissional (não sei se as consumidoras concordaram em não querer ficar como as “cobaias das fotografias”, ou se foi meu olhar “adestrado” que ficou ainda mais exigente). Sendo assim, viva a publicidade!

Hoje, descobri que minto o tempo todo. Principalmente para mim mesma, quando digo, por exemplo, que durante meu descanso não irei passar perto de tecnologia/rede social alguma (já que trabalho com isso). 
Mentcheeeeeeeeeera!

Cá estou depois de tanto tempo, para dividir minhas novas asserções, ou não tão novas assim, só mais conscientes, quem sabe, consistentes?
Não sei bem como fui parar no twitter de uma celebridade, que me levou a outro link, de seu site. Muito ergonômico por sinal, atraente, não só pelos ensaios fotográficos, mas principalmente pela facilidade e velocidade com que são as imagens e aplicativos são carregados (fator preponderante para uma internet não tão boa como a que a maioria das pessoas tem acesso).

Contudo, o que mais me chamou a atenção e motivou meu retorno obrigatório ao programa de elaboração de textos e todos os passos que são conhecidos para se postar um tema na internet, foi o texto explicativo de um dos ensaios fotográficos da referida celebridade. Minha dúvida foi em saber se ele foi de fato escrito por ela, ou por sua assessoria de comunicação.  

Um rápido mergulho no mundo da manipulação da informação: Publicidade, jornalismo, assessoria de comunicação e por aí vai. Esse meu olhar, identifica quem escreve o quê, provoca e praticamente responde sozinho que: a assessoria dela é muito eficiente.  Já que o texto elaborado tem, obviamente características da celebridade assessorada, mas também destaca um trabalho delicado, atento de que não foi ela quem escreveu a próprio punho em razão da forma com que escreve em seus twittes, complicado?  Respondo que não. E não vale apelar para a acentuação nem sempre disponível nos aparelhos de celular com aplicativos que facilitam tudo.

Viajando ainda mais na imaginação, posso seguir essa linha de raciocínio e pensar que foi uma pergunta que deu origem aquela resposta tão profunda, que justificou a entrada do ensaio fotográfico. Porém, mais do que uma pergunta foi a forma com que foi formulada. De maneira bem natural, talvez respondida enquanto folheava uma revista, conferia seus twittes no celular ou esperava o cabeleireiro ou maquiador terminar de produzi-la.
Tantas mentiras, que se tornaram verdades gostosas de consumir.
E você, também mente gostoso ou apenas gosta de mentir? 

terça-feira, outubro 18

Expurgação do aprendizado

Foto: Ewerton França (fotógrafo das estrelas) *-*

Hoje pela manhã cometi mais um daqueles erros estúpidos, dos quais costumo ficar remoendo e me cobrando o resto do dia. 
Falar de sonhos com quem não sonha, é desperdiçar sensações. Pior ainda com quem não é capaz de sentir. Resolvi silenciar de vez...
Ocupei a mente com as coisas chatas que faço todos os dias. E, entre uma produção de texto e consultas constantes ao email, recebi esta mensagem e a readaptei, obviamente:

quarta-feira, setembro 28

UNIFAP lança rede social



O construtivismo social enfatiza o aprendizado das pessoas para melhor interagirem umas com as outras, a partir dessa fundamentação, o Grupo de pesquisa "Tecnologia, Educação e Aprendizagem" - TEA participou do Edital nº 015/2010, CAPES e, aprovou o Projeto Unifap/NING: Rede Social da Universidade Federal do Amapá. 

A iniciativa consiste na implantação da Rede Social da UNIFAP que integrará todos os cursos de graduação ofertados pela Instituição, no qual  professores, alunos e técnicos administrativos terão seus perfis na rede social.

A rede social englobará diversas ferramentas da web 2.0 como Blogs, fórum, grupos, além de postagem e incorporação de vídeos, imagens, apresentações e textos. 

O lançamento oficial do Projeto Unifap/Ning: Rede Social da Universidade Federal do Amapá acontecerá no dia 10 de outubro de 2011, às 16h, no Anfiteatro da UNIFAP.

Carlos Henrique Chagas dos Santos
Coordenador do Projeto Unifap/Ning: Rede Social da Unifap

Elda Gomes Araújo
Coordenadora do Grupo TEA

Fonte: Assessoria Especial da Reitoria
3312-1704

segunda-feira, setembro 26

Quando a criatividade pede licença para se retirar

Cessação de ruído improdutivo,
O calar por falta de vontade ou motivo...

Um reencontro inesperado com o que não foi dito,
O silêncio...


Provocado, solicitado, incompreendido,
Desejado, explicado e bem vindo...


Na solidão da alma, o silêncio é quem mais fala.
Seu discurso é quase um conter e interrompe a comunicação.
Um olhar, para dispersar até onde for possível o alcance da voz...

E nós?
Nada a declarar!

sexta-feira, setembro 23

As oscilações dos sete dias consecutivos

Ainda é cedo para fazer o balanço da semana. Mas, os pensamentos gritam por espaço na correria das horas, que só querem passar em seu próprio ritmo.

Pautas, cobertura de eventos, reportagens, perfis e o olhar, sempre o olhar que serve como termômetro para saber quando os ouvidos precisam ser explorados um pouco mais.
A criatividade tem dado voltas solitárias por Deus sabe onde. E sinto que a alma já não divaga tanto. Talvez esta última me faça ainda mais falta.


Tenho saudades galopantes de fotografar, mas vou providenciar o sacio dessa necessidade em breve.
Ah, as viagens! Dessas preciso todos os dias, caso contrário teria murchado como flor que não é regada.
Toda vez que passo em frente à faculdade, não sinto nenhuma saudade. Pelo contrário é uma sensação ruim. Mas, fico com vergonha de pedir para o pai não passar por aquela rua... Contudo, anseio por mais conhecimento.

quinta-feira, setembro 22

Presentes das blogueiras do Ideia²


 
Hoje recebi esse presente muito fofo das meninas do blog Ideia². Esse selo lindo. 
Muito obrigado @WelenMedeiros @IlmaraRibeiro.

segunda-feira, setembro 19

Viva a revolução!

Aos amigos que fiz de todos os cantos desse mundo, peço licença para festejar a história que trago em minhas veias e o orgulho que não escondo. Saúdo o povo da minha nação, porque antes de ser brasileira, sou gaúcha!

Hino do Rio Grande do Sul

Como aurora precursora
Do farol da divindade
Foi o 20 de Setembro
O precursor da liberdade

Mostremos valor constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra

De modelo a toda Terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra

Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo

Mostremos valor constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra

De modelo a toda Terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra



Hoje na minha terra é feriado, mas mesmo distante, comemoro como se estivesse lá. ^^

sábado, setembro 17

As vidas de uma vida

Um verso de vários.
Por alguns instantes, os pensamentos se conectam e constroem teorias difíceis de acreditar, porém, se de alguma forma fazem sentido, acreditar é uma questão de tempo.
Num período não muito distante, eu costumava dizer que sou muitas mulheres em um modelo compacto, é assim que me descrevia... Ter várias vidas em uma única. Ter acreditado que minhas decisões e opções me conduziram a ser a pessoa que me encaro no espelho hoje.

Mesmo que no momento seguinte tenha sido capaz de aprender algo novo e portanto, me sentir diferente. Eis uma nova Hellen, sob a pele e com o mesmo DNA da anterior, todavia, díspar e por essa razão, única.

Nesse contexto aparentemente motivado por alguma influência superficial da teoria quântica mais rasa que já foi possível assimilar, pensar que a existência de um universo paralelo não parece ser algo tão inadmissível assim. E, se houvesse mais de dois? Se não fosse resumido a apenas duas versões, a boa e a ruim?

Não sou uma pessoa totalmente boa, ou ruim na totalidade, ninguém o é. Logo, como seriam as outras variantes de mim?

Numa propaganda de prevenção a AIDS antiga, mas que ainda lembro. Havia uma cena em que um coração era talhado em uma árvore com o nome dos amantes, em seguida surgiam outros nomes... A conclusão era de que um dos dois havia “amado” muitas outras pessoas.

Não há nada de incomum no exemplo, cuja moral era de que todos deviam antes de amar alguém, amar a si mesmo e, usar preservativo e evitar a AIDS. Enfim, o foco do tema não é bem este, mas apenas as vidas que somos capazes de vivenciar nessa mesma vida.

As relações perecíveis, as pessoas que fomos diante de algumas situações, inusitadas ou não. Escola, trabalhos, lazer, amigos, inimigos, lugares... Fizemos escolhas que geraram consequências, positivas ou negativas. Ainda assim, não nos damos por satisfeitos e desejamos uma vida após esta. Depois de todas as que vivemos.

Há vida pós-morte?
Quantas mortes? O que é a morte? A morte física, a intelectual, a romântica?
O sol morre, dorme, descansa? A lua vai embora, volta, renasce, retorna?

Vida, morte. Morte, vida. O sol nasce e morre, a lua nasce e morre. Ao dormirmos morremos para esse dia e renascemos para o seguinte. E, seguimos sempre insatisfeitos. Querendo sempre mais. Às vezes esquecemos que talvez não haja o próximo dia, noite, chance...

De repente, este universo, com interferência de outro, ou não, conspira para que voltemos ao início de um ciclo. Se fizermos uso da lógica e formos capazes de percebermos este giro, podemos interpretar como algo que não foi concluído, e por isso precisa ser terminado.

Por outro lado, nos sugere que as vidas que vivemos nessa vida, foi para que aprendêssemos a dar valor, ou a nos comportarmos de maneira a usufruirmos de fato da felicidade, ao invés de sermos cegados pelo ceticismo e buscarmos incessantemente pela felicidade que esta ali, diante de nós, mas somos incapazes ou indignos de ver.

Então, o que visivelmente pudesse nos insinuar apenas mais um ciclo, ou experiência a ser vivenciada plenamente ou não, na verdade é a única história que vivemos.

Louco isso não?! E, quem definiu o que é loucura ou sanidade?

segunda-feira, setembro 12

Autoanálise e os desafios de admitir os porquês

Quando um problema gera reflexões tão profundas que a única alternativa é falar, para dar início ao processo de admissão da própria responsabilidade perante as escolhas que fazemos, é hora de compartilhar.

No início pode parecer apenas com a necessidade de exteriorizar, mesmo que no fim não dê em nada.
Vejamos, numa conversa com um amigo com quem não vejo problema algum em falar o que penso ou sinto, dividi minha insatisfação com meu comportamento perante os últimos acontecimentos, e neles destaco a ansiedade que me desgasta brutalmente. É quase um cansaço físico.


As coisas demoram a acontecer, o tempo custa a passar e minha expressão se modifica. Se de algum modo digo o que penso e espero as reações, por outro lado independe da aprovação ou consentimento de alguém, porque se eu tiver vontade, farei mesmo assim, sobretudo no campo particular.

Considerando essa visão num contexto macro, identifiquei que o que não me faz bem, não dura muito tempo. Me desfaço facilmente de coisas assim. Usufruo tranquilamente do descarte, o que não me serve mais, não ocupa espaço nem meu tempo, itens de sobrevivência imprescindíveis.

No fim de semana, li uma frase que marcou: “Pelo menos 70% das atividades devem satisfazer o profissional, os 30% restantes são inerente a qualquer organização” daqui óh. A frase martelou tanto que levei para as relações pessoais, logo, é preciso estar satisfeito 70%, os 30% restantes são as diferenças, que mantém o equilíbrio de uma relação. 

É impossível permanecer tanto tempo com alguém que apenas concorde e ninguém é assim tão sádico que queira semear a discórdia o tempo todo...
Enfim, quanto à avaliação do meu amigo sobre mim, foi a forma com que ele me vê, “... muito independente... isso às vezes é bom, você quer alguma coisa, vai e faz. Por outro lado, assusta” disse depois de me ouvir.

Sempre quis que alguém me dissesse o que há de errado comigo. Pronto, me disseram. O pior é que não vejo isso como algo ruim... E olha que me vejo dependente às vezes. Só não me submeto.
Tanto numa situação de relação pessoal, quanto na profissional penso dessa forma, se algo não me faz bem, é hora do descarte.

E, hoje estou de péssimo humor, dia de ficar por mais tempo possível calada!

sábado, setembro 10

A origem... no meu olhar

Não sei bem como...só sei olhar.

 
O que vejo muitas vezes não me parece confuso, não é preciso focar. 
Meu olhar já é seletivo. 
Quando percebo, já vi, registrei... a mim faz muito sentido.

quinta-feira, setembro 8

Um dia... até a exaustão

Duvido sempre...
Depois de um dia estranho, não senti passar, não senti me engolir. Senti só tontura... no descer das escadas, passava das cinco da tarde.
Acho que foi adrenalina demais. Mas, resolvi tudo. Terminar o dia com o dever cumprido, parece mentira. Enfim, venci mais um dia... Apenas mais um.

Ainda sentindo um vazio, talvez aquele que não foi preenchido pelas respostas que esperava no e-mail. Muito tempo atualizando a tela e nada. E, costumo responder o mais rápido que posso, por que então não recebo as respostas?
Desisto de pensar a respeito. Depois do jantar, tomei alguns goles de vinho (aprendi a apreciar... talvez não. Quem sabe seja para sentir o sono chegar mais depressa).

Amanhã começar do zero. Falando assim me sinto como os personagens de vídeo game, com a barra de energia por preencher e todos os obstáculos por desbloquear.  Nerdices afinal!
Sei que exijo muito de mim, não sei ser diferente. Temo nivelar pela mediocridade e temo mais ainda o tempo. Sempre o tempo!

Apesar de tudo, não sinto que fiz o melhor, fiz o possível. Dez minutos relativos para um spot de 30 segundos? Como assim? Apenas faça. Fiz e agora? A sensação não foi embora.
O Boletim Informativo? Aquele título, aquela diagramação, aquele prazo. Chega de pensar no assunto.

Acadêmicos da UNIFAP recebem Restaurante Universitário

A Universidade Federal do Amapá (Unifap) entrega nesta sexta-feira, 9, às 10h, o Restaurante Universitário (RU). O prédio ocupa área de 1.300 m² e tem capacidade para atender até 320 pessoas sentadas. De segunda a sexta-feira, serão oferecidos diariamente 650 almoços, no horário das 11h às 13h30. O RU vai atender acadêmicos e funcionários da instituição, além de trabalhadores de empresas terceirizadas que prestam serviços para a Unifap.

A obra custou cerca de R$ 2,5 milhões divididos entre a parte física e de equipamentos. O atraso de um ano na conclusão dos serviços ocorreu devido problemas burocráticos. Parte do dinheiro previsto em emenda parlamentar não foi liberado e a Unifap teve que buscar meios junto ao Governo Federal para obter os recursos necessários para o término do RU.

"Apesar de todas as dificuldades, a Unifap possui seu próprio restaurante com apenas 21 anos de criação. No Brasil, várias universidades, com mais tempo de existência, ainda não têm um RU", afirmou o pró-reitor de Extensão e Ações Comunitárias (Proeac), professor Steve W. de Araújo. Além de facilitar à alimentação, o RU também contribui para a qualidade de vida dos acadêmicos. 

Restaurante Universitário Foto: Kleber Soares

Com a inauguração do restaurante, a Unifap não vai apenas garantir o acesso dos estudantes à universidade, também vai possibilitar a permanência e a conclusão dos estudos desses. Quatrocentos alunos de baixa renda foram cadastrados para isenção total no almoço. Os demais pagarão R$ 1,50 e funcionários R$ 4,25.  "Neste primeiro momento o RU vai atender apenas à demanda do almoço. Brevemente nós vamos oferecer o jantar", garantiu o professor Steve Araújo.

Bolsistas que trabalham em um horário e estudam no período subsequente, e estudantes de cursos que funcionam em horário integral também comemoram a entrega do Restaurante Universitário. Para esses jovens é muito penoso ter que trabalhar, ou estudar, ir para casa e retornar à universidade. A bolsista do 4º semestre do curso de licenciatura em história, Rayane Celestino, enumerou como principais vantagens a economia de tempo e dinheiro.

Rayane Celestino estuda pela manhã e estagia à tarde na Unifap. "O preço da passagem de ônibus, ida e volta, para almoçar em casa fica acima do valor para almoçar no RU. E ainda aproveito na biblioteca o tempo em que estava dentro de um ônibus", disse a estudante. Serão R$ 0.80 economizados diariamente no horário de almoço a partir de sexta-feira.

Doze pessoas, entre nutricionistas, cozinheiros e auxiliares de cozinha irão trabalhar no preparo dos alimentos.  Esses profissionais passarão periodicamente por treinamentos específicos as suas áreas de atuação, incluindo relações humanas e higiene no trabalho, para aprimorar cada vez mais a qualificação profissional. Segundo o professor Steve de Araújo, o RU da Unifap tem estrutura para atender a comunidade acadêmica pelos próximos 10 anos.  Após a solenidade de inauguração, será oferecido almoço gratuito a todos os presentes.

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Kleber Soares
Assessoria Especial da Reitoria 
3312-1704

terça-feira, setembro 6

Dia do sexo

Isso mesmo, 06 de setembro é dia do sexo!


E para fazer sexo, tem dia?

segunda-feira, setembro 5

Música de hoje - Só porque é segunda-feira



Bad Things - Jace Everett - Tradução 


Coisas más
Quando você entrou o ar foi embora
E toda sombra se encheu de dúvida
Eu não sei quem você pensa que é
Mas antes que a noite acabe,
Eu quero fazer coisas ruins com você.

Eu sou do tipo que fica acordado a noite inteira em seu quarto
Coração doente e olhos cheios de tristeza
Eu não sei o que você fez comigo,
Mas eu sei que esse tanto é verdade:
Eu quero fazer coisas ruins com você.

Quando você entrou o ar foi embora
E toda sombra se encheu de dúvida
Eu não sei quem você pensa que é
Mas antes que a noite acabe,
Eu quero fazer coisas ruins com você.
Eu quero fazer coisas realmente más com você
Ow, ooh

Eu não sei o que você fez comigo,
Mas eu sei que esse tanto é verdade:
Eu quero fazer coisas ruins com você.
Eu quero fazer coisas realmente más com você.

domingo, setembro 4

Meias verdades ou mentiras inteiras?

Meu relacionamento com a escrita, por vezes já falei sobre isso... Na ocasião me referia a uma relação meio problemática, não muito diferente das relações pessoais. Às vezes me faz refém, outras é quase como um vício.

Tive momentos em que não pude escrever, não sei se a ação me ajuda a organizar os pensamentos, se na busca da construção das frases meus problemas diminuem, ou percebo outros ângulos da dificuldade, só sei que preciso tanto disso quanto do ar que respiro.

Escrevo muito, textos enormes que acabam na lixeira, em pedaços de papel que perco em meus bolsos, no bloco de anotações sempre a mão, nos milhões de arquivos que acabo por excluir.

Mas, escrevo. Durante as madrugadas já despertei de um sonho que foi traduzido em outras formas, contos, poesias mal feitas, textos revoltados, meus sentimentos mais íntimos e que nunca serão divididos, enfim... Havia muito mais de mim neles, naquelas linhas, do que as frases que costumo proferir.

Mesmo quando aparentemente tenho intimidade. Me recordo de um tempo em que escrevia cartas. Nas muitas mudanças que fiz na vida, em razão do trabalho do meu pai e nos mudamos para um lugar, em que odiava tudo, até o clima. Foi por meio de uma carta que consegui descrever o tamanho da minha aflição.

Cartas... Não as escrevo mais.  Contudo, escrevia muitas histórias verdadeiras, outras unilaterais, muitas linhas foram direcionadas, algumas perderam o sentido, outras ganharam consistência.  Talvez ainda continuem sendo unilaterais.  Meias verdades ou mentiras inteiras?

Não sei ao certo o porquê do texto de hoje. Me sinto quebrada, algo dói e não sei bem o porquê. Triste isso!
No fundo, somos todos incongruentes, dizemos o que queremos e o que não queremos. A incongruência está na nossa capacidade de mudar de ideia. Não me opus à mudança alguma, às vezes me pergunto: O quanto posso e quero mudar, ou por que eu mudaria?

Por hora de mim, não sei.


sábado, setembro 3

Superpoderes, ceticismo e outras considerações

Só mais um dia da semana cheio de afazeres profissionais. No caminho até cumprir outra missão. Me perdia em mil pensamentos furiosos. Eles brigavam entre si, todos queriam falar ao mesmo tempo, acontecer na mesma hora.

Saí do carro, passei pela porta de vidro, me anunciei na recepção, a atendente sorriu e mandou que eu subisse, dois lances de escada, virei a esquerda, puro instinto... Mal sabia onde era, mas era simples seguir as placas de identificação.

Depois da porta uma sala estreita e comprida, quase claustrofóbica, senão fosse o ar condicionado na potência máxima. Um sofá três lugares, ao fundo a escrivaninha da outra secretária. Alguns barulhos além dos pensamentos verborrágicos... Cheios de indagações.

A atmosfera da sala tinha algo além do desconforto por eu ser a estranha, apesar de já me esperarem. Eis que surge não sei bem por que, histórias de todos os tipos, desde o início.

Sobre a escolha por estarem ali... Isso despertou meu interesse e não fitava mais o bloco de anotações, o dedo descansou e não estava mais tão pronto a pressionar o REC no gravador.

Olhava os olhos de todos os que ali permaneceram bem mais que eu e, por alguns instantes fiz da minha invisibilidade impossível, uma aliada importante. Os observar me atribuía poderes que não sabia que tinha superaudição, por exemplo. Para ouvir até as palavras ditas entre os dentes e superimaginação para construir em minha mente os cenários descritos com tantos detalhes. Achei meus personagens...

O mais falante deles me questionou tanto que por um momento me senti como o próprio raio laser e não era para ser assim, pensei o que havia me denunciado? Por que a figura interessante passava a ser eu? Aff meu sotaque me denunciou...

A teia toda se deu no instante em que me perguntou se eu acreditava em destino. Os pensamentos que até então eram mais falantes que eu, cessaram e pensei:

Droga! Justo agora ele me pergunta isso. Nessa fase em que o destino me deu uma volta?

Respirei fundo e respondi:

“Sempre fui muito cética para essas coisas, mas diante das últimas circunstâncias na minha vida, não posso mais repetir que o destino é a gente que faz, apesar de sermos responsáveis por nossas escolhas”.

Será o fim do meu ceticismo? No que acreditar?


Depois da entrevista, que foi tranquila. Senti que saí daquela sala cheia de riquezas. Tão subsidiada que o tempo finalmente poderia parar.

Mais tarde em casa, exausta. Sim, porque cada um tem um ritmo e o meu não é dos mais acelerados. Recebi a visita de uma amiga que há tempos não via, e tínhamos muito que conversar. O tempo foi proveitoso, o papo também, contudo percebi que essa cobrança por algo mais não era coisa só minha. Todo mundo quer bem mais. E sempre de algum modo, acaba por ficar frustrado, talvez seja culpa da ilusão. Talvez não.

Ceder, recomeçar, dedicação, ambição, delicadeza, fé, amor. Essas palavras ecoaram...

Sentir ou experimentar com alguma intensidade


“Agora, minhas respostas sobre quem sou eu não satisfazem ninguém. Porque o melhor e mais honesto que posso oferecer ao meu interlocutor são mais pontos de interrogação.” Eliane Brum – Trecho retirado da coluna A prisão da identidade da revista Época.


Engraçado o tweet ter me chamado tanta atenção nesse sábado, onde fico mais tempo no meu quarto em cima da cama, revisando textos e vasculhando coisas interessantes na internet, que me levem para longe daqui. 


Era apenas mais um link de divulgação de profissionais que respeito e costumo acompanhar... Não, era bem mais que isso. Se tratava de uma conversa... que eu gostaria de ter. E, tive.


Meu texto anterior falava de rótulo, não com tanta coerência como o da profissional em questão, mas ainda vivo essas indagações e quando li a coluna da Eliane, entendi exatamente o que ela dizia, logicamente que adaptada a minha realidade. Não quero comparar a experiência da jornalista que tem anos luz a minha frente, profissionalmente falando e como mulher que viveu bem mais, mãe, esposa, profissional e humana... Essas coisas das quais não provei ainda, contudo, descreve uma vivência que eu reconheço em mim.


Talvez a minha luta constante com o tempo, tenha antecipado sentimentos que apesar de não ter tido a chance de viver, já posso sentir. A intensidade das vivências faz isso conosco.


Não sei se meu momento é responsável por isso. Desconheço se foram os novos sabores que a vida me proporcionou... 


Contudo, as indagações que ela faz (recomendo que leia o texto ao qual me refiro), faço todos os dias, quando me levanto, vou ao trabalho e lá me deparo com as mais diversas reações, que vão desde as coisas mais remotas até os grandes acontecimentos. Minha primeira reação é usar o raciocínio lógico sempre, já que a emoção é um universo totalmente novo.


Insisto em destacar que estar é diferente de ser, hoje estou aqui, mas continuarei sendo esta mulher cheia de dúvidas quanto a tudo, talvez até mais surgirão com o avançar das horas, tanto faz. 
Continuo sonhando!



terça-feira, agosto 30

Rótulo

Por que é tão necessária a identificação?
Ando vazia e tão cheia de mim.
Minhas dúvidas ganham espaço somente porque quero sempre mais. E, essa covardia repentina, inóspita e indelével, será que não sou digna?

Mas, os caminhos que percorri tão cheios de espinhos, não valeram?
Trago na face cicatrizes das guerras que travei contra mim. Meus desejos eram somente doces caprichos. O meu querer era apenas teimar com o tempo. Agora o que sinto faz de minha fragilidade a força que nunca havia alcançado antes.

Será mais uma fase e quão velha devo ficar, até que meu ventre seque?
Me sinto só, só quando não reconheço meu rótulo. O impresso que supostamente identificaria meu conteúdo, o caráter atribuído a quem sou, o que sou e como penso. Porque ser é diferente de estar.


Foto: Aécio Cortezolli