"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli
Mostrando postagens com marcador jornalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jornalismo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, dezembro 16

Gente, motivação, máquina do tempo e o novo

De repente você se toca de que é a única pessoa capaz de se magoar, porque ninguém mais tem esse poder, você na verdade cede o espaço ao baixar a guarda. “Tu és responsável por aquilo que cativas” - Antoine De Saint Exupéry.
És quem se obriga a viver situações desconfortáveis, que o submetem a sensações constrangedoras, porque quer. E, não tão de repente assim percebe que todo o poder de mudar está em suas mãos.

Nota que não existe motivos no mundo que o obriguem a levantar todas as manhãs e, em vez de agradecer pela família, saúde, trabalho, amizade e todas as coisas boas que a vida oferece, você se preocupa com que roupa deve vestir para ir àquele inferno que chama de “emprego”. Isso é mais do que prova de que precisa mudar. Fazer o que gosta, o que sente prazer.

Não são as pessoas, ou os lugares, é a rotina que te destrói, é fazer todos os dias as mesmas coisas, percorrer os mesmos caminhos, ver a vista da janela como um flashback.

Eu me vi assim, presa em minhas crises por muito tempo. E resolvi parar de me machucar tanto. Logicamente que me submeti por um longo período para conhecer minha própria capacidade. Já que por mais que eu conviva comigo, nunca saberei ao certo como serão minhas reações frente aos inúmeros percalços que a vida me impuser. Discordo quando alguém sustenta, mesmo que por hipótese que conhece alguém, mal nos conhecemos a nós mesmos. 

Essa afirmação de conhecer a si mesmo seria se sentenciar a jamais evoluir, renegar as possíveis transformações.

Macapá tem um peso sem dúvida na minha vida profissional. Aqui escolhi outra profissão, parei de trabalhar com banco (porque dinheiro dos outros dá muita dor de cabeça). Optei pela comunicação, por acidente. Não havia curso de psicologia à noite (justificaria as minhas constantes autoanálises, né? rsrs)

Costumo dizer que caí de paraquedas no jornalismo e me apaixonei. Como em toda a relação movida pela paixão, tive crises de fé constantes. Duvidei da minha capacidade por mais de mil vezes e questionei meu potencial por três milhões de vezes mais.

Ao longo desse tempo entre academia e profissão - já que atuo na área tempos antes de me formar - Conheci muita gente que fez jus a expressão “burra”. E também gente muito inteligente, gente evoluída que mais tarde, involuiu. Gente que não sabia o rumo que queria dar à vida, mas se deixou levar até que finalmente se encontrou, e está feliz. Gente que só me deu orgulho de chamar "colega jornalista". Gente ética, profissional, dedicada, íntegra...

Gente merecedora da minha atenção, admiração e apreço. E, também gente que se mostrou ser indigna do meu respeito como gente mesmo.
Gente que se esforçou e hoje é mais do que era antes.
Gente que mudou ideias sem se perverter, e outras que se corromperam por bem pouco. Gente que chutou o balde e deu exemplo do que é ser líder e, gente que não importa o que faça nunca o será.

Conheci gente que se prostituiu por publicidade gratuita, não só seus valores, porque quem faz isso, não tem nenhum. Gente que usou a academia para autopromoção, bem como outras instituições e fará isso até que consiga o que quer, que se diz jornalista competente e atuante em outras áreas. Tipo capa para qualquer coisa, mas no fundo, não respeita ninguém, nem a si mesmo.

Gente que também trabalhou vestindo a própria camisa, porque ninguém pode nos roubar a alma.  Conheci gente que deixou de inteligente. Que se deixou fazer lavagem cerebral e que ainda não sabe disso. 

Em contrapartida, conheci gente que pensa e não pensa que pensa. Gente que trabalha para esse ou aquele nicho, mas não vende a mãe por um lugar ao sol.

Todos os modelos e antimodelos foram muito importantes nesse início de caminhada e tenho um longo caminho a percorrer. Nossa! Como conheci gente, não sei quanto dessa gente toda me conheceu, ou reconheceu, mas não importa...

Faço exercícios constantes para não me perder por aí, mas se não for possível evitar que eu me procure ou não, (rsrs).

Vou estampar no peito que ninguém me censura ou pode achar que têm esse direito.
Ninguém é dono de mim ou me comprou, porque não estou à venda. Porque não vendo noites de sono e, não assino embaixo de mentira, a menos que acredite nelas com todas as minhas forças, até que um dia seja capaz de me decepcionar (como sempre acontece).

Vou lembrar sempre de quem trabalhou duro para galgar uma carreira com integridade moral. Com esforço e valores éticos, itens estes que não foram apenas disciplina da faculdade. Gente que soube usar isso na prática todos os dias e tive a honra de conviver.

Levo comigo a lembranças dos amigos que fiz, da lealdade com a qual se entregam de cabeça ao jornalismo.
Levo ainda as amizades verdadeiras que fiz dentro e fora do jornalismo.De quem vou sentir saudades e espero não perder contato.
Quanto às pseudo-amizades? Não lembro!
Não tenho inimigos, porque não desperdiço energia com coisas ínfimas. O que não me serve mais, apenas descarto e ponto.

As verdades que disse não as retiro, nem volto atrás.
Por falar em descarte...
Tive que dar fim, até por causa da falta de espaço, nos arquivos de faculdade. Percebi que reuni tanta porcaria, tanta coisa que não me servia mais. E, de certo modo me causou tanta tristeza em reencontrar, reler.

Assim como as fotografias, os arquivos, vídeos, textos, objetos, tudo nos faz lembrar os momentos...

Engraçado, como sempre mencionamos de uma forma hipotética como seria voltar no tempo, só que isso é possível, apenas não é como imaginamos ou concordamos que seja, como o cinema nos apresenta. Porém, todas as vezes que mexemos no passado, revivemos nossos passos, apenas não podemos muda-lo, contudo, a partir das experiências adquiridas, podemos mudar nosso futuro. Então, existe máquina do tempo, porque o tempo nos modifica. Ele me deu as costas por um longo período e corri tanto para alcança-lo. Por vezes me senti tão velha e quanto mais velha mais eu corria para tentar ganhar de volta o tempo que perdi.

E não seria absurdamente injusta, se afirmasse que não mudaria nada. Pelo contrário, mudei tudo. As alterações foram tão grandes que restaram espaços vagos, porque apaguei recordações que não me eram úteis. Acredito que seja por isso que me desapego tão facilmente.

Espero que com todas estas ações e reflexões eu esteja pronta para o novo, e por mais que ele assuste o desejo tanto, como quem espera um novo amor.

É um até logo, não um adeus!

Essa era a equipe que iniciou este ano de 2011, no dia do meu aniversário. A turma diminuiu, as saudades são permanentes assim como as lembranças que levarei comigo. 

Esta manhã foi minha despedida da Secretaria de Estado da Comunicação (Secom/AP)... Nunca imaginei que seria tão emocionante relembrar e compartilhar com os colegas de trabalho e amigos que fiz, os momentos que passamos juntos. Não foi fácil, mas o conhecimento e a amizade a gente leva para sempre.

Chorei até não poder mais...

E vê-los emocionados, já sentindo a minha falta, não tem preço. Na verdade nem esperava que fosse assim.

Principalmente por ser a pessoa que sou, descrita como geniosa, difícil, extremista, mesmo assim, conquistei a admiração deles e a amizade e isso é muito importante.

Gostaria muito de ter agradecido a oportunidade que minha ex-professora de Jornalismo Comunitário e Ambiental, Jacinta Carvalho (in memoriun), que mais tarde veio a se tornar a secretária de Estado da Comunicação, pudesse saber o quanto lhe sou grata pela confiança no meu potencial e respeito pelo meu trabalho. Sempre busquei isso pelos lugares por onde passei, e aqui na Secom e da parte dela, do Aldeci, meu chefe direto do Núcleo de Atendimento e Produção/NAP, eu tinha. Assim como com meus colegas.

Ela nunca vetou nenhuma matéria/reportagem minha, ou me mandou reescrever, por falta de informações, coerência, erros de qualquer natureza, ou linha política. Foram poucas é bem verdade, de agosto para cá, mas mesmo assim, tiveram muito de mim. E tive prazer em escrevê-las.

A secretária sempre que nos encontrávamos elogiava meu trabalho, que sem graça eu dizia que “estava me esforçando”, assim mesmo no gerúndio. Afinal, no fundo, nunca tá bom.

Um dos motivos da minha saída, além da vontade de aprender mais e investir na minha carreira, foi vê-la partir tão cedo. Foi dito: “ela exerceu suas funções com lealdade e competência”. Mas, para mim ouvir não foi suficiente, sei de seus trabalhos juntos às comunidades acadêmicas, de ensino médio e fundamental, da colaboração em outras vertentes sociais e sem dúvida a gente sempre espera mais.

Gostei muito de tê-la como professora de Jornalismo Comunitário, ela falava daquilo com vontade. Continuo sem gostar de Jornalismo Ambiental, mas isso é irrelevante. Ela deu a vida pelo trabalho, pelos estudos, hoje uso isso como exemplo para eu começar a viver, já que levo tudo muito a sério. Não nego que mexeu muito com todos nós sua partida, por ser tão jovem. Nunca fui próxima a ela, nem aqui, nem na faculdade. Mas, eu via o quanto ela se dedicava ao trabalho e morreu no exercício da profissão.

Não quero desaparecer com o sentimento de que poderia ter feito mais... Sei lá... É tudo tão estranho.
Engraçado que apesar da breve convivência com alguns, em especial a minha ida para o Núcleo de Jornalismo Institucional (NJI), que no início achei que fosse castigo. Abracei a causa,  bem verdade. 
Rsrs, nunca tive atrito com ninguém. E pela manhã bem cedo sempre rolava muitas risadas, repetidas no fim de tarde também (nem sempre), mas boas. Nem se compara aos traumas da Expofeira, mas como diz um outro alguém que me é importante “não vale a pena lembrar dos traumas, só das coisas boas”.

Meu amigo Elton Tavares, que desde nosso início juntos no ano passado, se tornou meu irmãozão, me ouvia e apoiava sempre (me puxou as orelhas para k... também)... Depois foi o Ewerton França, que se tornou meu amigo, irmão e confidente! Amos os dois #foreverandever.

Nas melhores pautas o França e eu estivemos juntos, Show do Angra, 7 de Setembro, Museu Sacaca, texto e foto, ou minha ou dele. Vamos dar continuidade ok? Fora o tempo de academia, que notamos há pouco tempo que foi cinco anos de feitos jornalísticos juntos.

Obrigado aos amig@s:
Do NJI, Marcelo Gonzalez, Anselmo Wanzeler, Júnior Nery, Nayron Coelho, David Diogo, Edi Prado, Núbio Pontes, Fabíola Gomes, Karla Marques, Pérola Pedroza, Amelline Borges.
Sem esquecer os que já estiveram aqui, Sílvio Carneiro, Renan Corrêa.
Da Ccom, sr. Paparazzo, Edgar Rodrigues, dna. Graça Penafort, Fê Sampaio, Francisco Gomes, Dark, Chico Terra e Anax Viana.
Do NAP Aldecy Pantoja, Cleiton Souza, Tãgaha Soares, Clayse, Cíntia Souza, Brito e o recém chegado Aog Rocha (pirata e amigo de farras).
Sou muito grata a tod@s, não só pelo aprendizado como também pelo carinho.

Não é fácil ser vidraça, assessorar pastas com muita visibilidade. Quando me deram a Polícia Militar, a Politec e a Jucap, imaginei que fosse um teste para saber até onde seria capaz de suportar.

Mas, não foi nada do que descreveram para mim, minha relação com a Polícia Técnico Científica (Politec) e seus servidores, desde a portaria até o diretor Odair Monteiro, foi a melhor que eu poderia desejar. Profissionais que entendem e respeitam o trabalho do assessor e da comunicação. Lá eu não era a última a saber das ações. Meus assessorados não marcavam entrevistas por eles mesmos...  o tratamento era sempre atencioso, profissional e humano.

A Polícia Militar foi mais difícil e não tive espaço, mas não me deu problemas porque eles têm assessores lá, então tudo bem. A Jucap é tudo que descrevi da Politec, só que ao contrário. #Aloka

O Núcleo de Atendimento e Produção/NAP, era onde iniciei os trabalhos com publicidade, todos os dias os desafios eram novos, não havia rotina. Se todo o jornalista tivesse a oportunidade de conhecer cada etapa da criação de tudo, a relação não seria competitiva como na faculdade, onde o “jornalista e o publicitário” queria ser melhor ou mais importante que o outro, além de esquecer do “Relações Públicas”, saberia o quanto todos são importantes!

Aprendi muito. Agora busco a chance de aprender mais e aplicar.

Toda a experiência é válida... acho que não dá para terminar porque já estou de olhos inchados. #prontofalei

As fotos de hoje eu posto mais tarde.

sábado, novembro 5

Ciência x consciência

“A crise não está no mundo, mas na nossa consciência” (Krishnamurt*), é com essa frase que discorro o primeiro episódio da série “provar da conveniência do meu próprio ácido”, na qual avaliarei constantemente meu desempenho. ¬¬ Nada muito diferente do que já faço, porém, desta forma dá a impressão de reorganização...

A velha estratégia de nova roupagem para falar das mesmas coisas. Quem sabe funcione?

Já passa das 3h... O papo com um dos meus melhores amigos por celular também findou, porque ele precisava dormir. Decidi então, por vasculhar meu HD a procura de um filme ou série qualquer para ocupar a mente.

Durante as buscas encontrei arquivos da minha primeira capa de jornal (do tempo da faculdade), parece que já faz muito tempo.

Tive paciência para reler o que escrevi e me debulhei em lágrimas... Acho que perdi o que tinha de mais bonito na hora de escrever. Não sei se consigo apontar os culpados, ou reconhece-los em mim.

Talvez eu tenha me tornado aquilo que mais abomino nos profissionais da área... Quem sabe a cegueira da rotina já obscureceu minha retina?

Recordo de uma frase minha que ainda faz sentido, que falava sobre minha relação com o texto: “O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém”. Acho que me tornei refém não só dos textos ruins que construo, mas da rotina de construir textos.  Não! Não espero por elogios ou reconhecimento, quero apenas reconhecer os pensamentos que deram origem as linhas propositalmente ordenadas, quem sabe me enxergar na desordem.

Os sentimentos com que escrevia, talvez tenham se perdido em algum lugar nessa trajetória e provavelmente, aquilo em que acreditava e hoje não creio mais seja reflexo da minha escassez.
Hora de mudar, tudo... de novo!


terça-feira, agosto 2

Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida

Não é preciso dizer o quanto Confúcio estava certo em sua afirmação, o cara sabia das coisas. 
E a dor na coluna que há dias não me deixava nem dormir em paz, deu uma trégua... e lá estava eu a contemplar com estes meus olhos arregalados o quanto foi linda a festa de rock em Macapá... A Hidrah arrebentou, fazia tempo que não assistia a uma apresentação dessa banda, palmas para performance da vocalista grávida, essa foi um dos raros momentos em que consegui registrar o barrigão!

Banda Hidrah

Estava a postos desde a hora marcada, como habitual... e confesso nem uma empolgação tomava conta desse meu ser insignificante. Apesar do entusiasmo do meu amigo e colega jornalista Ewerton França, tudo parecia anestesiadamente acontecer.
No início bateu aquela timidez, consequência até das atrações, depois da recepção por parte das banda Angra... mas eu chego lá...
E logo eu que pensava em permanecer confortavelmente invisível, não, não foi assim. Mas, foi legal.
Não estava mais a trabalho, era só divertimento, e me divertia levando tudo a sério, como sempre.
Banda Angra

E o Angra aconteceu... e lá estava eu... curtindo, cada segundo, no camarim (morta de vergonha de tietar, sempre fico, não gosto de demonstrações públicas de afeto e/ou admiração) no backstage, embaixo da torre improvisada me esquivando da chuva, no espaço reservado para imprensa e depois desviando da galera que invadiu a área em frente ao palco , foi a melhor onda rock que já fui. 
Lindo ver o público curtir, cantar as letras e tals, meus amigos todos emocionados.
O Ewerton não se descuidou e registrou tudo, como ele diria: "Cortezolli é a cara da prepotência". Rsrsrs
Foi o meu melhor banho de chuva! ^^
Que venham os próximos eventos, shows e o meu divertimento garantido. Esse é um marco na minha nova fase profissional. Ufa! Bora ver se aguento o tranco. Na chuva até que é fácil, difícil mesmo é o sol.

quarta-feira, maio 11

Inscrições abertas para o 1. Congresso de Comunicação da Unifap

1º Congresso de Jornalismo da UnifapA Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), através do Curso de Jornalismo, promove o 1º Congresso de Jornalismo da Unifap. O evento acontece de 28 a 30 de maio (sexta-feira, sábado e segunda-feira) no Anfiteatro da Universidade. O investimento é de R$20,00 para alunos de qualquer curso da Unifap e R$40,00 para a comunidade amapaense, as inscrições estão abertas e podem ser feitas junto aos alunos de Jornalismo da Universidade, ou pelo e-mail jornalismounifap@gmail.com, encaminhado à Roberta Scheibe.

O primeiro congresso de Jornalismo organizado por universidade pública terá como tema “Os rumos do Jornalismo”. Estarão presentes o coordenador do projeto Foca do jornal Estado de São Paulo, Francisco Ornellas, que realizará uma palestra sobre o Jornalista do Futuro. A pós doutora em Comunicação Joana Puntel participará através da conferência A cultura Midiática. Também estarão presentes o senador Randolfe Rodrigues, a jornalista Alcinea Cavalcante, o jornalista Chico Terra, a Secretária de Comunicação do Estado do Amapá Jacinta Carvalho, o sociólogo e professor da Unifap Luciano Magnus, entre outros profissionais, que participarão da mesa-redonda A ética na Comunicação.

Oficinas

O participante do Congresso de Jornalismo da Unifap também poderá escolher uma oficina para enriquecer os seus conhecimentos. Fazem parte da grade de oficinas os seguintes temas: reportagem para rádio, com o jornalista Clay Sam; reportagem para TV com o jornalista da Amazon Sat David Diogo, Mídias Sociais, com a jornalista e blogueira Hellen Cortezolli e Assessoria de Imprensa com a profissional Graziela Miranda. As oficinas acontecerão dias 27 e 30 de maio, das 14h às 18h na Unifap.

Concurso de vídeo

O primeiro Congresso de Jornalismo da Unifap promove paralelo às palestras o 1º Concurso de vídeos de 01 a 05 minutos. Poderão submeter produtos audiovisuais as pessoas inscritas no congresso. Os vídeos podem ser de ficção ou documentários. Os mesmos devem ser enviados para o e-mail jornalismounifap@gmail.com. Os vídeos participantes serão apresentados no sábado, às 15h, no anfiteatro da Unifap. Haverá premiação para o melhor audiovisual.

Confira a programação e os horários

francisco-ornellas

Palestra de Francisco Ornellas – Coordenador do projeto Foca do jornal Estado de São Paulo “Jornalista do Futuro”: O Case do projeto Foca . Sexta-feira, 27 de maio: Abertura – 18h30

Candidato Randolfe Rodrigues (PSOL/AP).<br />

Participação de Jornalistas e profissionais da área de Comunicação no Amapá, entre eles: Jornalista Alcinea Cavalcante; Jornalista Chico Terra; Senador Randolfe Rodrigues; Secretária de Comunicação do Estado do Amapá, Jacinta Carvalho; Sociólogo e professor Luciano Magnus de Araújo; Entre outros profissionais. Sábado, 28 de maio: Mesa Redonda “A Ética na Comunicação” – 10h

kmencoder-icone-7634-96

Mostra de vídeos de 01 a 05 minutos que participam do CONCURSO VÍDEOS CRIATIVOS. Poderão participar inscritos no congresso. Os temas poderão ser de ficção ou documentários. Sábado, 28 de maio: Mostra de Vídeos – 15h

joana-puntel

Palestra com a pós-doutora Joana Puntel – “A cultura Midiática” Premiação do Concurso de Vídeos. Segunda-feira, 30 de maio: Encerramento – 18h30

Fonte: CRONICANDO...

sexta-feira, abril 29

1º Congresso de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá

  O Curso de Jornalismo da UNIFAP, ainda bebê já ensaia passos ousados rumo à disseminação de conhecimento. Para isso três dias foram escolhidos para fomentar discussões pertinentes, com o intuito de reunir alunos da instituição, professores, profissionais da área da Comunicação Social e a comunidade amapaense.

PROGRAMAÇÃO:
1º Congresso de Jornalismo da Unifap

  • Sexta-feira, 27 de maio: Abertura e palestra de Francisco Ornellas – “Jornalista do Futuro”: O Case do projeto Foca – 18h30 no Anfiteatro da Unifap;
  • Sábado, 28 de maio: Mesa Redonda “A Ética na Comunicação” – Participação de Jornalistas e profissionais da área de Comunicação no Amapá – 10h no Anfiteatro da Unifap
  • Mostra de vídeos de 01 a 05 minutos que participam do CONCURSO VÍDEOS CRIATIVOS. Poderão participar inscritos no congresso. Os temas poderão ser de ficção ou documentários.
  • Segunda-feira, 30 de maio: Palestra com a pós-doutora Joana Puntel – “O jornalismo moderno” – 18h30 no Anfiteatro da Unifap Premiação do 1º, 2º e 3º lugar do Concurso de Vídeos e Encerramento.

Fonte: Cronicando…

sexta-feira, abril 8

Um jornalista é sempre um jornalista?

PROFISSÃO
Um jornalista é sempre um jornalista?
Por Washington Araújo em 8/4/2011

A resposta comporta ao menos três variáveis. Uma afirmação, uma dúvida e uma negação. Algo tão monossilábico quanto "sim", "depende" e "não". Comecemos analisando do fim para o início. 

Se a resposta for não é porque você não é jornalista, está jornalista. Estamos diante da velha noção de dualidade que o verbo ser nos apresenta, de forma tão escancarada, em português. É a pessoa que tem no jornalismo apenas a profissão. 
Mas dispensa a pretensão de ter a vocação e menos ainda de se sentir dono do talento para seu exercício. É o que escreve seu texto com a mesma criatividade com que lava o rosto e escova os dentes diariamente. É presa fácil para usar a profissão com muitos outros fins que não o de informar a realidade, os fatos que ocorrem e dar a interpretação destes com a paleta que carrega consigo e de onde extrai as cores que simbolizam a ideologia, a moral, a filosofia, a crença. 

Sente-se jornalista quando entra na redação onde trabalha, quando se conecta com seu editor via iPad ou note/netbook, quando, qual um peixe, movimenta-se em seu aquário particular. Esta resposta é escorregadia pelo volume de equívocos que transporta. A pessoa pode agir como jornalista sempre em conformidade com suas conveniências e interesses, cada vez mais pessoais. E pode deixar de agir como jornalista exatamente pelos mesmos motivos: sonegando informação do público em troca do vil metal ou como gesto de gratidão por recompensa previamente recebida. Os que se enquadram nesta resposta não merecem confiança. E muito menos se chamarem jornalistas.

Simulacros
Sendo a resposta "Depende" estamos diante de um cenário furta-cor, lusco-fusco, aqueles que nem são noite nem são dia. São seres acostumados à penumbra da madrugada. E mesmo tendo a aparência de jornalista, falarem como jornalista, escreverem como jornalistas, contudo não podem ser confundidos com jornalistas. Podem até ter aquele jeitão de jornalista, caçador implacável de uma quimérica objetividade; ainda assim, são meros simulacros de jornalistas.

Estes têm predileção pelo off, pelo sigilo, pelo secreto. E são peritos no toma-lá-dá-cá. Sabem zelar, com especial apuro, quartos com esqueletos de histórias de suas fontes e também suas próprias histórias, estas que nunca foram devidamente esclarecidas: plantaram notas, foram descobertos, caíram em desgraça por um par de dias ou semanas e, num passe de mágica, retiraram a nódoa de suas biografias ressurgindo sempre como talentosos profissionais da imprensa em um telejornal, em redação de uma outra revista, na editoria de qualquer outro jornal. 

Não titubeiam em entregar série de reportagens bombásticas, escritas com a tinta do escândalo criado para atravessar semanas e meses em troca de um reles emprego para o filho, a mulher, a irmã ou para o sobrinho talentoso do irmão mais velho. O emprego tanto pode ser no serviço público, em qualquer dos Poderes da República, quanto na iniciativa privada, em especial no ramo das empreiteiras e do sempre hipervalorizado mercado da telefonia. O trágico é que para quem dispõe apenas de um martelo tudo que aparece à sua volta tem o formato de prego.

Olhos interrogativos
Sendo a resposta "Sim" inferimos que a profissão não nos abandona ao longo de todo o dia e ficará conosco por todo o resto de nossa vida. É que um jornalista pode ver a realidade que o cerca (e muitas vezes o envolve) apenas com o que chamamos de "olhar jornalístico", aquele par de olhos interrogativos, sempre disposto a colocar em alto relevo as famosas questões centrais para a redação de uma notícia (onde, quando, quem, como, por que etc). 

Um jornalista que é jornalista em tempo integral consegue sempre enxergar naquela direção que seus olhos apontam um princípio de reportagem, uma peça a mais na matéria investigativa que está lapidando, um comentário pertinente, desses "caídos do céu", para dar brilho à coluna diária que tem de escrever. E também pode sentir ali, ao alcance da vista, a poucos metros de seu nariz, a semente de uma crônica ou, no mínimo, a idéia-base para algum artigo futuro. 

Este tipo de jornalista é reconhecido por seus textos. Estes dispensam adjetivos adulatórios e se põem de pé pela força das idéias que trazem, pela maestria dos argumentos lançados ao alcance dos leitores. E se recusam a concluir em nome do autor pelo simples fato de não terem recebido destes procuração para tal. A palavra empenhada por um jornalista a tempo completo, sete dias por semana, é tida como algo sagrado. Merecem fé sem precisar de chancela cartorial. 

Mas, como tudo na vida que envolve paixão – no caso, a paixão pelo jornalismo – são estes Don Quixotes que pagam o preço mais elevado da vida: seu tempo tem cotação mais alta que barril de petróleo tipo Brent... em tempos de crise no Oriente Médio. Por ousarem trocar a camisa trocada diariamente pela própria pele que lhes reveste, estes jornalistas – muitas vezes em total inconsciência, quando não em opção insana de viver – sacrificam sua relação familiar. Não espanta que sejam useiros e vezeiros na arte de construir famílias: algumas não passam dos alicerces, outras avançam pelas paredes e por ali ficam. 

Apenas quando entrados em anos, ultrapassando o limiar da terceira idade é que conseguem construir uma família com cara de família, com jeito de família, com sabor de família. Esta última, se fosse casa, brotaria do chão por completo, com sólidos alicerces, paredes confiáveis, teto acolhedor e dependências generosas para abrigar pensamentos e vontades, sentimentos e perdas – sim, as sempre inevitáveis perdas. 

É fato também que quando este jornalista escreve um texto seu intuito não é outro que mostrar o que encontrou e não o que esteve procurando. Simples assim. O jornalista em tempo integral percebe muito cedo que o prazer está em escrever e não em terminar o texto. Entende que o fim do texto – seja um artigo, seja um livro-reportagem – pode ser visto como mais uma de suas muitas mortes. 

E não me parece pretensioso afirmar que este jornalista bem poderia se sentir como o inglês Andrew Wiles (1954 - ) que consumiu oito anos de sua vida em total estudo para solucionar o Último Teorema de Fermat – finalmente publicado em 1995 – e que ficara 300 anos sem solução desde que havia sido proposto pelo francês Pierre de Fermat. A verdade é que Andrew Wiles chorou copiosamente quando demonstrou o teorema. O que se passava em sua mente? Ele pensava: "Nada do que eu fizer de novo na minha vida vai ser tão importante". Porque para Wiles o importante era o processo de descoberta e não o fim. O jornalista que exerce a profissão a cada respiração investe no processo de escrever porque é isto que lhe dá prazer, satisfação, realização.

Turma
Você que é jornalista pode muito bem pairar por cima de cada uma destas respostas. Mas não por muito tempo. Cedo ou tarde haverá de encontrar seu nicho, de encontrar sua turma, a turma do Não, a turma do Depende, a turma do Sim. E mesmo que deseje continuar pairando... não se preocupe: os leitores, ouvintes, telespectadores e internautas saberão – mais dia menos dia – em que turma você melhor se encaixa. Porque, no fundo mesmo, o que é duro é ser um ser humano. Você, como jornalista, pode até tirar um dia de folga, mas como ser humano, não existe tal possibilidade. Tem que ser humano em tempo integral. Do contrário terá que conviver com toda aquela profusão de coisas que morreram dentro de você enquanto você ainda estava vivo. No meio destas coisas encontram-se, amontoados ou de pernas pro ar, seus sonhos.
Volto, então, a lhe perguntar: Um jornalista é sempre um jornalista?


* Grifo meu - Ontem 07 de abril Dia do Jornalista, muitas congratulações aos profissionais... E você profissional já se perguntou se de fato és jornalista?

terça-feira, janeiro 25

Barrigada ou humor macabro do destino?

 mi Não existem explicações suficientes que justifique o mal que uma informação errada pode causar... O mundo tomou proporções quase descabidas quando o assunto é sair na frente, os blogs ganharam espaço em razão das constantes atualizações... facilidades de acesso, rapidez e mais prós que contras. Ah, porém, os contras existem! De fato, é o equilíbrio entre o bem e o mal, o certo e o errado e blá, blá, bla´...

  Voltando para o raciocínio que motivou tal desenvolvimento... as informações e os blogs da vida, em outra oportunidade o diário na internet, era algo extremamente pessoal, não havia livros ou tutoriais que auxiliasse a disseminação do modo como as pessoas interpretam suas experiências. Algo particular e pronto. Então tudo mudou...virou ferramenta de trabalho. Wou! Surgiram os blogueiros que falam sobre tudo que se possa imaginar, inclusive coisas nada proveitosas.

  Hoje um desabafo é discutido. Uma história realmente é difundida numa rapidez quase descomunal. As pessoas tomam partido, fazem amizades e tudo com, pelo e a partir do blog, microblog, twitter, facebook.

  Um universo recheado de delícias para quem tem dificuldades de falar, conversar ou simplesmente se manifestar, seja de que jeito for. Geeks, nerds e todos os tímidos de plantão agradecem.

  Tudo isso para dizer que recebi uma notícia ruim, muito ruim e cada um tem maneiras de enfrentar tais impactos, cometi o erro senão o mais grotesco, o certamente mais terrível da minha profissão, que se inicia... é bem verdade, mas da pior maneira é se deparar com tais fracassos. E devo admitir que não sei se me portaria de maneira diferente, não...

  Não questionar a fonte! Ah, isso não tem preço. Acreditar que a notícia dada é real e passa-la à frente, em casos de comunicados de mortes é quase um grito de revolta, não fofoca... Mas, acontece! E aconteceu.

  Que bom que não era verdade!

  Alguém em quem confio muito me disse aos prantos no celular que eu tinha perdido uma amiga. Duro acreditar, mas não é coisa que meu cérebro conseguiu me alertar para duvidar.

  Não naquele momento. Fiz o que algumas pessoas fazem, ligam para os contatos, de preferência da pessoa que supostamente é a mais envolvida, nesse caso a vítima (minha amiga). Contudo, a modernidade também faz com que as pessoas troquem de números telefônicos como trocam de roupas, e ninguém envolvido com sua própria vida vai lembrar imediatamente de ligar para toda a sua agenda. Principalmente se estiver em férias...

  Meu vizinho é enfermeiro e falou que atendeu a uma Luana, loirinha, linda e seu marido, que morreu após a cirurgia. Baque!

  Nunca havia perdido ninguém tão próximo, alguns parentes na minha infância e pré-adolescência, o que não quer dizer que nunca senti antes. Acho que o que motivou a minha cegueira e principalmente emoção em dividir quem era quem aqui no meu blog, foi justamente meu erro.

  Aqui no Amapá pessoas morrem todos os dias, em terríveis acidentes de trânsito. Coisas que são tratadas de alguma forma pela sociedade, como fatalidades, porém, até as notícias no rádio, não tem todos os dados e às vezes erram. Este não foi o caso, mas já houve.

  O fato é que ninguém faz nada a respeito... e quando digo isso, não falo “das autoridades olhar com carinho” (patético pensa assim).  Porque não é o trânsito que mata, são as falsas carteiras de motoristas que ainda existem, mesmo após os escândalos. São os pais que não criam seus filhos, só dão-lhe coisas... E lá cresce o barbadão achando que fazer pega é ser homem de verdade. Encher a cara e pegar o carro, porque “tô bom, tô bom”. Se fosse para ficar bom, ninguém bebia tomava remédio.

  São os ciclistas que se jogam na frente dos carros, ou andam na contramão, pior ainda aquelas mulheres horrorosas que acreditam que faixa de pedestre é passarela, e “desfilam” sua má vontade em viver.

  É visível identificar o motorista que não sabe dirigir e ainda assim guia um veículo. Não obedece a sinalização, a novidade agora é o tal do “rabo de sinal”... Ah, vá... Rabo da mãe deles... Ok, sem perder a compostura! De volta ao raciocínio, é possível ouvir crianças de até seis anos, reproduzirem aquilo que é comum no meio em que vivem.

  “Fulano morreu”!

  Como assim?

  “Mas, nossa história, não ficará pelo avesso assim sem final feliz. Teremos coisas bonitas para contar...” (Legião Urbana).

família araújo  * A minha amiga Luana Araújo, está bem viva, graças à Deus. Um amigo seu, ouviu no rádio e espalhou a notícia, até chegar a mim, que publiquei aqui no blog. O marido dela também está bem com saúde! Eles não se acidentaram. O marido ficou sabendo e ela hoje entrou em contato com todo mundo. Eles mudaram de residência por isso não achamos ninguém em casa. A mudança aconteceu na sexta-feira, dia em que recebi a notícia. Feliz por tê-la conosco, esperamos que por muito tempo!

  Pena que de fato houve a morte de uma jovem também chamada Luana! Da forma como descrevi aqui... no trânsito e lamentamos o que aconteceu.

  Aos amigos que leram a notícia aqui, sinto muito mesmo. Jamais faria algo usando de má fé se não tivesse realmente acreditado. Minhas sinceras desculpas.

terça-feira, dezembro 7

Missão cumprida

É desse sentimento a que me refiro agora e, aproveito a sensação de ter tirado um peso enorme dos ombros (talvez a balança me surpreenda com vários números a menos) rsrsrs.

Fico feliz com os amigos que fiz nessa trajetória, pude contar com amigos que conheço a algum tempo, amigos (as) que também são colegas de trabalho, outros cultivados por esse espaço sem fronteiras que é a internet. A Lara, foi uma menina que conheci aqui e me ajudou também com a revisão dos meus textos, assim como a Thay e a Lílian que paravam o que estavam fazendo para ler os meus escritos… Enfim, ainda estou tão feliz, que não falo, penso ou recordo outra coisa…(ledo engano tem outras coisas que penso também rsrs) mas, tem espaço para tudo…

Pela manhã já havia recebido um texto lindo de presente do Eltão e à tarde, ganhei outro da Larinha e também da Lílian, fiquei muitíssimo emocionada, obrigado pelo tempo dedicado à mim, aos textos tão amorosos e principalmente por suas presenças num momento tão importante!

***

Tia Cotezolli dá ogulho pá eu :) Por Lara Utzig

Dia 6 de dezembro. 16:40. Uma moça branquinha e nervosa na porta da sala. Uma moça branquinha e nervosa que trajava saia, meia-calça e sapato pretos e camisa social azul. A guria estava à beira de um ataque de nervos, e eu também.

A começar pelo fato de que eu sequer a conhecia pessoalmente. Era "só" amiga virtual mesmo, relacionamento que começou graças à Thainá Rodrigues, e quando dei por mim já era leitora assídua do http://cortezolli.blogspot.com.

Não me arrependi em nenhum momento de ter ido assistir a defesa de TCC dessa guria. A monografia era um guia para os iniciantes que desejam fazer documentário. Um texto fluido e gostoso, como tudo que a Hellen escreve.

Depois de discorrer sobre o assunto, a banca pede que nos retiremos. Normal. A banca pede que entremos novamente. Normal. O que não foi normal foi a introdução torturante do Alexandre, orientador da Cortezolli. Ele basicamente disse que, independente da nota, era preciso maturidade para aceitá-la. Acrescentou também que a nota não era para ser divulgada, mas a banca era esculachada e ia falar mesmo assim.

Após ouvir um sonoro e esperado "10", bati palmas freneticamente e fiquei sorrindo embasbacada por um tempo. Fiquei tão feliz que parecia que era a MINHA defesa, que era eu que tinha tirado aquela nota. Sério, fiquei extasiada, tanto que esqueci que tinha que levantar da cadeira.

A melhor parte foi o abraço beeem apertado que a mais-nova-jornalista me deu depois. Foi um abraço que me transmitiu uma paz interior, um alívio, uma sensação de dever cumprido.

Só esqueci de perguntar se rolou o tão esperado absinto pós-defesa...

***

Nota 10! Por Lílian Guimarães

Amiga linda, fiquei nervosa quando te vi tão tensa, todos os olhares direcionados na sua direção, e como sempre você nos surpreendeu com seu jeito de mulher fatal, numa elegância única e inteligência incomparável.

Lá no fundo daquela sala fria, meu coração ficava acelerado quando me olhava nos olhos, como se dissesse: me ajuda ou me tira daqui. Claro que não era isso que você queria, era apenas uma maneira de ter a confirmação que tudo estava indo muito bem.

Não poderia ser diferente Hellenzinha, 10 é nota mais do que merecida, não apenas pelo TCC. Você é 10 como profissional, pessoa, amiga e tenho certeza que como filha também.  Não tenho dúvida que serás uma profissional de sucesso, e que bom saber que posso ter você ao meu lado.

 

Obrigado pelo carinho *-*!

Parabéns nerdzinha, você arrebentou!

Foi com esse título que meu amigo Elton Tavares me dedicou um texto em seu blog, o qual me deixou muito emocionada. Assim, disponibilizo aqui a forma com que ele retratou minha defesa de Trabalho de Conclusão de Curso, que aconteceu ontem à tarde. Obrigado “Eltão”, amo você.
                                            Por Elton Tavares
defesa1
Minha querida amiga, e colega de trabalho, Hellen Cortezolli, defendeu, ontem (6), o seu Trabalho de Conclusão de Curso, o famigerado TCC. A defesa foi acompanhada por amigos da nerdzinha, como a chamo carinhosamente, acadêmicos, jornalistas e blogueiros. Fora a banca, formada por professores amigos meus, Luciano Araújo, Silvio Carneiro e Alexandre Brito (pirataria total).
Ela começou nervosinha, com direito a toque de seu telefone e a cômica frase: “é o meu!? Que absurdo”. Hilário! Logo depois, com uma frieza invejável, seguiu com altivez e desenvoltura.
defesa2
Apresentação perfeita
Hellenzinha foi simplesmente perfeita na apresentação, ela discorreu com clareza e explicou muito bem como se faz um documentário. Pontuou a importância dos docs para a identidade e memória de um povo.
Em suas palavras finais, Cortezolli agradeceu aos que foram ali lhe prestigiar, amigos, familiares e os profissionais que formaram a banca. E disparou emocionada: “ Escrevam suas histórias, façam seus documentários, coloquem suas idéias em prática”.
Após a apresentação, nos retiramos e aguardamos a nota. No retorno a sala, depois de ouvir elogios de Luciano Araújo e Silvio Carneiro, Cortezolli escutou do presidente da banca, Alexandre Brito a seguinte declaração: “Sempre esperamos mais de alunos como você. Não importa a nota, precisas maturidade para aceitar sua pontuação”.
defesa3
Hellen esperando a sentença da banca.
A nerdzinha ficou pálida, mas a tensão foi rapidinha, após o terrorismo, o Brito anunciou o tão esperado “10”. Eu vibrei com aquilo. Hellenzinha passou e com louvor.
Eu fiquei emocionado ao abraçá-la, quase choro com a Hellenzinha, pois fiquei muito orgulhoso dela. Sei o quanto é difícil escrever um relatório, um trabalho escrito e um documentário. Também passei por essa experiência.
Assim é Hellen Cortezolli, ela sabe fazer de forma bela e inteligente, sim ela é brilhante. Parabéns nerdzinha, você arrebentou!
defesa4
Elton Tavares e Hellen Cortezolli, um abraço emocionado depois da defesa

segunda-feira, dezembro 6

Beautiful Blogger

Recebi mais uma gentileza do meu amigo Luan, fiquei três dias sem acessar, me preparando para hoje…Beatiful Blogger

E, não poderia deixar de agradecer, fiquei até sem graça, puxa dois selos em tão pouco tempo, isso significa o quanto ele gosta do que escrevo. Junto com essa felicidade vem o peso da responsabilidade, mas, sem mais delongas deixo o meu registro de agradecimento ao nobre e sensível amigo, Luan Gentil e seu sutil desvairo. Que me deixou sem palavras.

Como de costume devo indicar outros tantos que me fascinam nesse ambiente virtual sem trancas, de onde entramos e saímos sem necessidade de ser vistos…Num exercício para quem sabe usar, de um poder fabuloso de ser ou se manter invisível e, ainda assim ver tudo de um ponto de vista privilegiado, uma espiada na alma de cada autor.

Assim, sob esse argumento de espiar as almas, começo por minha amiga Lílian Guimarães, autora das asserções descritas no blog Caleidoscópio, vale a pena conferir; Do mesmo modo, os textos, textinhos e textículos do meu amigo Plácido de Assis, adoro ver o mundo em preto em branco também; Nesse ritmo onde a alma se destaca indicarei também a Thay Rodrigues ela é assim… com seu olhar particular (mesmo que já tenha sido indicada, rsrsrs). Continuo com Quimera Jornalista de Thiago Soeiro, alguém que pretendo ver por aí, fazendo coisas legais no jornalismo; O cantinho do Marcos Gomes, onde ele diz que O poeta não pode chorar, mas muitas vezes nos faz lembrar do quanto somos sensíveis;

Devo me recolher agora, pois ainda preciso superar mais um obstáculo nessa jornada que se finda, espero poder dividir com vocês meus louros, mas se isso não for possível, saberei que aqui meus fracassos não terão um gosto tão amargo. Beijos e aos que faltou indicações prometo fazer um selo meu, bem ácido, crítico e com pitadas de profunda admiração. Aos amigos que fiz e faço todos os dias cada vez que olham um pedaço da minha alma, um até breve!

terça-feira, novembro 23

4ª Edição da Exposição Fotográfica “Olhar Ecológico”

Nesta quarta-feira, 24, às 19 horas, no Sesc Centro, acontecerá a abertura oficial da 4ª Exposição Fotográfica Olhar Ecológico. O evento é promovido pela Faculdade Seama através de projeto interdisciplinar formado pelas disciplinas de Fotojornalismo e Jornalismo Ambiental.
A edição deste ano mostra que os alunos de jornalismo estão atentos as diversas nuances que envolvem o meio ambiente e a sociedade. A exposição é composta por trabalhos fotográficos bastante diversos. Ao longo deste semestre letivo, os alunos trabalharam oito temas distintos até chegarem ao resultado final que ficará aberto a visitação pública e gratuita até o dia 15 de dezembro em horário comercial.
Arte_peq
As temáticas que integram a 4ª edição do projeto são:

- Asas da liberdade;
- Sabor açaí;
- Semeando o futuro;
- Mistérios do Amazonas;
- Afuá: o cotidiano da ilha;
- Lagoa poética;
- Reflexos;
- Olaria: do barro ao fogo;
Os coordenadores do projeto professor Alexandre Brito (Fotojornalismo) e professora Jacinta Carvalho (Jornalismo Ambiental) afirmam que a iniciativa traz várias contribuições a formação dos futuros jornalistas, dentre elas, destacam a possibilidade de os acadêmicos poderem sair do ambiente de sala de aula e entrarem em contato diretamente com a realidade que os circunda, por outro lado, “os alunos tem a oportunidade de compartilhar com a sociedade seus pontos de vista sobre esses diversos temas, é uma excelente forma de mostrar para a comunidade amapaense o que estamos produzindo e pensando em nosso curso de Jornalismo”, enfatiza Alexandre Brito.
Além da atração maior, que são as belas fotografias realizadas pelos futuros jornalistas, a abertura da exposição contará também com coquetel para convidados, música ao vivo e declamações poéticas para compor o cenário sonoro do criativo trabalho dos acadêmicos de Jornalismo do 6º semestre da Faculdade Seama.
Para mais informações:
Prof. Alexandre Brito (096) 8118- 3510
Profa. Jacinta Carvalho (096) 9905 3412

quinta-feira, agosto 19

Um sopro no castelo de cartas - A visão poética de um iniciante

“Na destruição do castelo de cartas, surgiu a gana de tornar os alicerces mais sólidos a ponto de não ruir novamente todo o sonho concebido... ou quase”.
Ter seus paradigmas desconstruídos para torna-los menos conservadores e ultrapassados. Trazer à tona novas formas de ver o mundo. Quem sabe por intermédio de lentes capazes de se transformar durante as mais diversas formas que o dia pode adotar? Aquele dia cinza que faz feliz alguns pouco incomuns, que enxergam o tempo não passar diante da ausência do sol.
Sem calor, só cinza.
Se o vento estiver presente então? Ah, o vento. Que chega como um amante cheio de saudades e não se preocupa em deixar seus cabelos arrumados. Beija seu rosto enlouquecidamente e não te deixa respirar, seus olhos mal se abrem...
Por hora, bem que a escuridão da noite seria bem vinda. Cheia de mistério, mesmo que este queira trazer em seu lençol de estrelas apenas um reconfortante abraço. Braços que sejam fortes para não deixar cair toda a consternação que trazem os dias iguais. Que se repetem, como num dejavù...
Construa seu castelo de cartas, pela primeira vez.
Sinta a satisfação que mal pode acreditar fronte ao êxito obtido com o equilíbrio de uma carta sobre a outra. Andar a andar. Até que reste apenas uma e, enfim lá esteja ele, pronto para ser surpreendido em pleno estado de contemplação, àquele iniciante...
Todavia, seus olhos orgulhosos não podem conter uma corrente de ar qualquer, sutil e indelével. Lá se vão seus andares, todos de uma só vez.
E o peso nos ombros, quase não se sente, nem arrepio algum. Há um sentimento um tanto “orgasmico”, um misto de dor e prazer.
Ter seus sonhos destruídos, o faz mais forte para sustentar os próximos em outra oportunidade.
Despeça-se do título de iniciante, porque a próxima tentativa o proporcionará pôr em prática o conhecimento adquirido com o experimento. Sopro bem vindo por faze-lo conhecedor de alguma coisa...
P1010299 *Tive um sonho onde tinha a missão de destruir um castelo, cujas portas e janelas eram de ouro, no interior do mesmo havia uma rainha, quando a vi, me dei conta de que ela era eu. Quando acordei soube que deveria desistir do “manual” como “ele” havia dito. Isso tudo me encheu de coragem, o que outros chamariam de ambição, eu chamo de força de vontade.

segunda-feira, agosto 16

De papel e tinta…

Recebi indicação de um livro da minha amiga Naiane Feitoza, disse que irei gostar. Quando mencionou achei que já havia ouvido falar dele, sabe aqueles lances de vaga lembrança? Fiquei muito curiosa, principalmente depois dos trechos citados...“Meu nome é Will - Sexo, drogas e Shakespeare”. 

Pois, é. Estou lendo três livros ao mesmo tempo, lógico que estou gostando, apesar de ter levado um tempo para presumir de onde deveria começar o meu…

Meu namorado trouxe o “Vendedor de armas” de Hugh Laurie (é daquele ator que interpreta o Dr. House mesmo, adoro aquele humor sarcástico, o cara é phoda. Já curtia pelo fato dele mesmo escolher as trilhas e roteirizar alguns episódios do seriado, agora então…).

Devaneios à parte. Os outros livros do qual me refiro, sendo que um irei receber até quinta-feira, são para municiar esta blogueira de informações pertinentes, quanto ao contexto que será explorado para o trabalho de conclusão.

P11003600 (As aulas começaram faz sei lá quanto tempo, e não vejo a hora de acabarem de vez).

terça-feira, agosto 10

Quando o fim se aproxima...

TexturasDespertar de um pesadelo, do qual morrer seria um alívio.

Adentrar um abismo interminável... cujo ar deletério, misturam-se odores de tramas regadas de insídias.

Sentir o peso sobre seus ombros, maior que o mundo... a ainda assim, percorrer pelos corredores lutuosos. Onde a ostentação é notória, contudo, enganam os olhos desprovidos de cautela.

Não é apenas o fim que se aproxima, mas o processo até alcança-lo.

Mesmo que a redenção seja compreendida inevitavelmente...

É só um estado solidificado que propõem fixa-lo para não ganhar o espaço em demasia. Não torna-los as próximas ameaças...

Tranquem por fim todas as portas, não os deixem prosseguir...

Irrealizável, diante de tantos esforços... Somos mais fortes e determinados.

Dedicado aos guerreiros que persistem em sua formação!

quinta-feira, julho 29

Internet não é a casa da sogra

Recebi o link do meu namorado.
Aos blogueiros de plantão segue a informação: Tramita na Câmara dos Deputados, um projeto de lei de autoria do dep. Gerson Peres (PP-PA) que responsabiliza os proprietários de blogs, fóruns e sites com funcionalidades semelhantes por comentários anônimos que se constituam crimes contra a honra - calúnia, injúria ou difamação - de qualquer pessoa.
O ofendido poderá acionar a Justiça Civil para a reparação do dano moral. O projeto também diz que o Poder Judiciário poderá aplicar multa de R$ 2 mil a R$ 10 mil ao proprietário do blog que permitir a publicação dos comentários ofensivos. Ainda de acordo com o a proposta, todos os blogs serão obrigados a fazer registro com o nome completo, CPF e identidade de seu proprietário no site Registro.BR.
Para ler o texto original clique aqui.
IMG_7524Grifo meu
O que mais se encontra nesses blogs por aí são ofensas gratuitas, que não contribuem para debate algum, carregados de falta de conteúdo, ou pior, escritos com dicionários do lado por pessoas com necessidade de auto afirmação que tiram uma intelectual.
Como futura jornalista, me informo sobre tudo e também tenho assessoria jurídica, quando aconteceu um lance patético sobre um post meu (que aliás teve mais repercussão do que eu imaginava, com relatórios de alcance que são irrelevantes agora, mas que se for necessário terei a boa vontade em divulgar) me respaldei que se houvesse represálias de qualquer gênero, não hesitaria em buscar meus direitos. Particularmente os valores nem sempre são relevantes, dependendo de quem imagina que pode nos atingir gratuitamente, e que fofocas de desocupados não dão em nada, eu proporia trabalhos voluntários, adoraria ver aqueles que se acham tão superiores, ajudando garis e fábricas de reciclagem. Imagina o quanto me agradeceriam por proporcionar esse “crescimento quanto indivíduo que vive em coletividade”. Ah, adoro ser , boazinha!
Perdoe seus inimigos, mas não esqueça o nome deles…nem onde trabalham, moram, dormem”. Rsrs

segunda-feira, julho 26

A culpa é nossa

Meu fim de semana foi em casa, assistindo todas as porcarias que as tvs paga e aberta oferecem.

O twitter também não forneceu nenhum assunto atraente. Isso no âmbito nacional, porque se depender do local, é sempre a mesma chatice. Sobretudo, porque utilizam essa ferramenta como msn. O que na minha avaliação é um retrocesso ao tempo do mirc (chat onde todo mundo via as conversas de todo mundo), o que provocava um bruta lag.

Então, resolvi contribuir com o “agendamento” triste, das emissoras de televisão, sobre o comentário do ator Sylvester Stallone referente à visita feita ao Brasil no ano passado, para filmagens de algumas cenas para seu filme, em um evento de anime (não sei o que esse cara fazia lá, rsrsrs). Obviamente que tratou-se do morro do Rio de Janeiro que utilizaram como cenário. Como será que conseguiram subir lá? E não faço menção a logística, tá? Eu sei que você entendeu.

Acredito que a falta de assunto, já que o goleiro do Flamengo e suas peripécias sexuais, apesar de ainda vender jornais já ter caído na mesmice. Agora a onda é cutucar o ego abatido dos “pobres brasileiros”. Como se não fosse verdade o que o cara declarou.

Quando fala-se em Brasil, no exterior, as pessoas ligam à “caipiruinha”, “moulatas”, “semba” ou “proustituixon” (a escrita caótica foi proposital, então poupe seu tempo em corrigir). Quantas mulheres brasileiras fazem de seus objetivos na vida, casar com um estrangeiro, obviamente, ter filhos (para garantir seus green cards) e ir morar fora do Brasil. Não é uma crítica infundada, isso acontece mesmo. Raros casos em que não foi premeditado…

Não falo só dos EUA não. Se lavarmos em consideração a fronteira com a Guiana Francesa… Os franceses são recebidos no Brasil a pão de ló e dirigem da pior forma possível, não acontece nada… Saem numa boa e levam de brinde algumas crianças como aperitivo. Agora tem político que sobe em palanque para falar asneiras que incentivam as pessoas a entrarem pelo quintal da casa alheia e desejarem tratamento VIP.

Você gostaria que alguém pulasse o muro da sua residência, entrasse na sua casa e ainda dissesse à você que o dinheiro que recebe por seu trabalho é dele também?

A culpa é nossa em todos os aspectos.

Na escolha de pessoas burras para ocupar cargos que dão trabalho mental, como na escola, por exemplo. No desinteresse por assuntos pertinentes que dizem respeito à coletividade, apenas por optar pelo silêncio para evitar aquela gastrite nervosa já conhecida, quando um babaca qualquer faz seus ouvidos de privada para despejar seus dejetos (pensamentos) nada intelectualizados… ou pior ainda, quando um intelectualóide quer autopromoção para massagear seu ego infeliz. Para não mencionar sua genitália ínfima, compensada com algum carro último tipo (nada contra os carros, só contra os caras).

Ainda sobre o filme do carinha, eu vou assistir, assim como assisto, ouço e observo tantas outras porcarias ditas como cultura por muitos que se acham inteligentes. Nada a ver, esse lance de ficar ofendidinho. Bem que poderia rolar de vez em quando um ataquezinho xenofóbico. Eu mesma já passei por isso inúmeras vezes (e olha que só porque não sou do Amapá), não dou a mínima. Nenhum comentário vai mudar os planos que tracei para eu atingir.

Ah, me poupe! E, isso porque hoje é segunda-feira.

domingo, junho 20

Com vocês: in T er V alo

A in T er V alo foi um projeto de iniciativa do coordenador dos laboratórios de tv e rádio, Regi Cavaleiro e da professora de telejornalismo Cláudia Arantes.

Foram duas versões do jornal experimental, que seria divulgado na hora do intervalo, essa que disponibilizei aqui no blog e a outra seria um especial do Congresso de Comunicação, mas muito material foi perdido, com as idas e vindas do conserto do único computador que captura imagens da faculdade. Vírus, a faculdade não conhece anti-vírus, todos os laboratórios são minados. E, quem “conserta” são os técnicos da GETEC, já viu né?

Porém, apesar da aprovação da diretoria da Faculdade Seama, o projeto naufragou diante da falta de equipamentos, já que a faculdade só dispõe de três câmeras e dois microfones pobrezinhos (estão tão velhos e ralados, que fizemos uma vaquinha para mandar fazer uma canopla, porque ficávamos morrendo de vergonha, hahaha), para atender toda a demanda dos cursos.

Isso mesmo, outro projeto foi também aprovado pela diretoria (acho que estavam de bom humor), disponibiliza “todos os equipamentos” o computador para captura das imagens e técnico para edição, para atender todos os cursos que a faculdade oferece, inclusive a trabalhos de professores… Estão todos fazendo documentários, legal, né?

Seria mesmo se não fosse a situação tão precária que o curso de Comunicação Social se encontra, acredita-se que segue rumo à extinção.

Pense bem você que pretende fazer vestibular, não se iluda com o que os folders promovem, busque informações com os alunos que já estudam e com os que conseguiram se formar.

Boa sorte aos alunos que como nós, não vêem a hora de terminar o curso e sair da SEAMA.

  DSC01141                                                                                                    

* O tempo de duração do jornal da Tv intervalo são 16 minutos, mas o youtube só admite dez, então foi reeditado, tá?

quarta-feira, junho 2

Sabores de chás

Admito minha preferência pelos gelados. Tá certo, que ressecam um pouco a pele, mas tudo depende da quantidade “consumida”.

Assim é o famoso chá de cadeira. Contudo, os efeitos não são tão nocivos... A vantagem está na aparência das roupas, isso mesmo. Chá de cadeira gelado não te deixa suar, logo, saiba que continuará apresentável, mesmo após duas horas.

Já o chá de cadeira quente, esse é temido por todos os jornalistas. Até mesmo os de sangue frio.

O gosto varia, não há como dosar o amargo de consumi-lo por mais de meia hora. Além de elevar a pressão sanguínea abruptamente, este te faz suar em menos de quinze minutos, sobretudo quando se trata do “Meio do Mundo”.

Ambos, entretanto, fazem qualquer jornalista ou aspirante, refletir sobre os mais diversos assuntos, enquanto sorve os sabores variados do chá de cadeira.

Há situações ainda que rementem automaticamente ao gênero cômico, do tipo, saias justas, que não combinam com costas largas...

 Aceita uma caneca de chá * E aí, deu água na boca?

segunda-feira, maio 24

Mi Com da semana

Click de Emanuel Costa

Como havia dito no outro post, coisas bem interessantes me aconteceram. E cá estou para dividí-las com você.

Agora não lembro direito o dia (minha memória ficou seletiva demais), enfim, foi a minha primeira pauta. Fiquei sabendo na hora e achei muito bacana, porque iria ver meu amigo Sílvio. (No fim isso não aconteceu).

Cheguei lá e encontrei “profissionais” da área que já atuam há algum tempo… Que apresentavam em seus crachás imaginários, toda a arrogância do mundo, pobres egoístas brigaram a tapa na fila da falta de modéstia e excesso de confiança. Bom para os que tem isso de sobra.

Essa constatação não se restringe aos que há tempos fazem parte da imprensa amapaense. Os jornalistas formados ano passado também, nada além de piedade me passa pela cabeça quando presencio cenas de “carteiraço”, para ter acesso à locais mais badalados por políticos e não sei mais quem… Fora o fato de atrasos imperdoáveis e com pompas de: “O quê já acabou?”

Tudo que peço é para não ficar assim. Tá certo que sou arrogante por natureza, minha mãe me ensinou a fazer caras de poucos amigos. É uma defesa muito útil, quando queremos distância de algumas pessoas.  Mas, no trabalho isso não é ajuda muito.

Banco muitas vezes a tola e os que possuem problemas mentais, que me perdoem, pois sorrio também para quem não merece. Faço isso principalmente se estiver nervosa. Dã!

Voltando ao mico que originou esse post… a pauta… eu estava indo bem, fiz minha primeira pergunta e antes disso um repórter das antigas de uma emissora bem conceituada daqui de Macapá, pediu carona na minha entrevista, tudo bem.

Já o tinha visto algumas vezes por aí, e não havia outra impressão senão a de uma pessoa extremamente arrogante, pedante e sei lá quantos “ante” mais… Fomos para o segundo entrevistado, eis que fiz minha pergunta e cometi uma gafe abominável, parei na hora, me desculpei e o meu entrevistado com uma paciência de Jó brincou e me deu o aval para refazer a pergunta. Se trata de uma autoridade, o chamei pelo cargo e na hora da pergunta crucial me referi a ele com um sonoro “você”, que lástima"!

Fiquei com tanta vergonha que deixei que um tremor pavoroso tomasse conta do meu corpo. Perdi o controle do braço esquerdo, tamanho foi o pânico. Um sentimento de culpa daqueles que pesam mais que uma bigorna, afinal, não podia ter errado. Depois disso pedi ao repórter do qual me referi anteriormente, que fizesse a pergunta. Isso foi puro reflexo, não demorou segundos… Ele então do auge de sua sapiência errou o cargo do entrevistado, que disse: Faz de novo! (Rsrsrs)

Fiquei muito bem, depois que vi o erro do repórter, de cocô do cavalo do bandido fui promovida ao cargo de bandido, porque me segurei para não rir na cara dele.

Depois disso entrevistei mais um e fui bem. Terminei o dia com um alívio e frouxos de riso em casa na hora do jantar para contar aos meus pais sobre meu mico do dia. :)