"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

terça-feira, janeiro 25

Barrigada ou humor macabro do destino?

 mi Não existem explicações suficientes que justifique o mal que uma informação errada pode causar... O mundo tomou proporções quase descabidas quando o assunto é sair na frente, os blogs ganharam espaço em razão das constantes atualizações... facilidades de acesso, rapidez e mais prós que contras. Ah, porém, os contras existem! De fato, é o equilíbrio entre o bem e o mal, o certo e o errado e blá, blá, bla´...

  Voltando para o raciocínio que motivou tal desenvolvimento... as informações e os blogs da vida, em outra oportunidade o diário na internet, era algo extremamente pessoal, não havia livros ou tutoriais que auxiliasse a disseminação do modo como as pessoas interpretam suas experiências. Algo particular e pronto. Então tudo mudou...virou ferramenta de trabalho. Wou! Surgiram os blogueiros que falam sobre tudo que se possa imaginar, inclusive coisas nada proveitosas.

  Hoje um desabafo é discutido. Uma história realmente é difundida numa rapidez quase descomunal. As pessoas tomam partido, fazem amizades e tudo com, pelo e a partir do blog, microblog, twitter, facebook.

  Um universo recheado de delícias para quem tem dificuldades de falar, conversar ou simplesmente se manifestar, seja de que jeito for. Geeks, nerds e todos os tímidos de plantão agradecem.

  Tudo isso para dizer que recebi uma notícia ruim, muito ruim e cada um tem maneiras de enfrentar tais impactos, cometi o erro senão o mais grotesco, o certamente mais terrível da minha profissão, que se inicia... é bem verdade, mas da pior maneira é se deparar com tais fracassos. E devo admitir que não sei se me portaria de maneira diferente, não...

  Não questionar a fonte! Ah, isso não tem preço. Acreditar que a notícia dada é real e passa-la à frente, em casos de comunicados de mortes é quase um grito de revolta, não fofoca... Mas, acontece! E aconteceu.

  Que bom que não era verdade!

  Alguém em quem confio muito me disse aos prantos no celular que eu tinha perdido uma amiga. Duro acreditar, mas não é coisa que meu cérebro conseguiu me alertar para duvidar.

  Não naquele momento. Fiz o que algumas pessoas fazem, ligam para os contatos, de preferência da pessoa que supostamente é a mais envolvida, nesse caso a vítima (minha amiga). Contudo, a modernidade também faz com que as pessoas troquem de números telefônicos como trocam de roupas, e ninguém envolvido com sua própria vida vai lembrar imediatamente de ligar para toda a sua agenda. Principalmente se estiver em férias...

  Meu vizinho é enfermeiro e falou que atendeu a uma Luana, loirinha, linda e seu marido, que morreu após a cirurgia. Baque!

  Nunca havia perdido ninguém tão próximo, alguns parentes na minha infância e pré-adolescência, o que não quer dizer que nunca senti antes. Acho que o que motivou a minha cegueira e principalmente emoção em dividir quem era quem aqui no meu blog, foi justamente meu erro.

  Aqui no Amapá pessoas morrem todos os dias, em terríveis acidentes de trânsito. Coisas que são tratadas de alguma forma pela sociedade, como fatalidades, porém, até as notícias no rádio, não tem todos os dados e às vezes erram. Este não foi o caso, mas já houve.

  O fato é que ninguém faz nada a respeito... e quando digo isso, não falo “das autoridades olhar com carinho” (patético pensa assim).  Porque não é o trânsito que mata, são as falsas carteiras de motoristas que ainda existem, mesmo após os escândalos. São os pais que não criam seus filhos, só dão-lhe coisas... E lá cresce o barbadão achando que fazer pega é ser homem de verdade. Encher a cara e pegar o carro, porque “tô bom, tô bom”. Se fosse para ficar bom, ninguém bebia tomava remédio.

  São os ciclistas que se jogam na frente dos carros, ou andam na contramão, pior ainda aquelas mulheres horrorosas que acreditam que faixa de pedestre é passarela, e “desfilam” sua má vontade em viver.

  É visível identificar o motorista que não sabe dirigir e ainda assim guia um veículo. Não obedece a sinalização, a novidade agora é o tal do “rabo de sinal”... Ah, vá... Rabo da mãe deles... Ok, sem perder a compostura! De volta ao raciocínio, é possível ouvir crianças de até seis anos, reproduzirem aquilo que é comum no meio em que vivem.

  “Fulano morreu”!

  Como assim?

  “Mas, nossa história, não ficará pelo avesso assim sem final feliz. Teremos coisas bonitas para contar...” (Legião Urbana).

família araújo  * A minha amiga Luana Araújo, está bem viva, graças à Deus. Um amigo seu, ouviu no rádio e espalhou a notícia, até chegar a mim, que publiquei aqui no blog. O marido dela também está bem com saúde! Eles não se acidentaram. O marido ficou sabendo e ela hoje entrou em contato com todo mundo. Eles mudaram de residência por isso não achamos ninguém em casa. A mudança aconteceu na sexta-feira, dia em que recebi a notícia. Feliz por tê-la conosco, esperamos que por muito tempo!

  Pena que de fato houve a morte de uma jovem também chamada Luana! Da forma como descrevi aqui... no trânsito e lamentamos o que aconteceu.

  Aos amigos que leram a notícia aqui, sinto muito mesmo. Jamais faria algo usando de má fé se não tivesse realmente acreditado. Minhas sinceras desculpas.