"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

sexta-feira, janeiro 28

Los Piratas de los bares

O retorno da Piratinha
Monstro Gaia e As aventuras no mar vermelho
De volta a pirataria
  Depois de alguns capítulos desconexos, as histórias da pirataria voltam a preencher os assuntos nas tabernas gaulesas dos arredores. O tópico em questão depois do sumiço da piratinha, que foi dada como morta pelo seu capitão e a tripulação que compunha a barca furada, tomou novos rumos, assim como os caminhos percorridos por aqueles aventureiros que não são guiados por bússolas ou mapas, suas respectivas sortes estão lançadas nos jogos de vida ou morte que reinam os sete mares.

  Sem complacência de ninguém, como rege a essência pirata, capitão Alma Negra não lamenta e sequer cita o nome da piratinha, eis que uma noite de águas calmas, ouve-se passos no convés, inicialmente acredita-se que pode ser um ataque inimigo...

  Todos armados se dirigem estrategicamente para o combate, quando surge maltrapilha a sumida Piratinha. A tripulação desconfiada chega a crer que as lendas dos piratas fantasmas, tem seu cerne verdadeiro... e contra almas penadas nem os piratas mais destemidos e suas espadas afiadas podem fazer algo para se defender. No entanto, depois da verdade revelada, a barca furada está completa mais uma vez, apesar do Papagaio de pirata ter tido uma noite onde teve seu bico mergulhado no melhor rum da fragata e pela manhã ter resolvido por um ovo...

  A Piratinha na sala de interrogatório do capitão Alma Negra tentou dar explicações, por causa da revolta e tentativa de motim, segunda ela a causa de seu sumiço tenha sido provocada por um feitiço das águas, que a seduziram e incentivaram que atirasse seu próprio corpo ao mar, não temendo o que poderia ocorrer...
Assim, o fez, porém foi salva por uma embarcação a serviço do rei, que só lhe ofereceu abrigo depois de um dos tripulantes ter ficado obcecado com o olhar da piratinha, que segundo ele é algo assombroso e ainda assim fascinante...

  Enfim, de volta as aventuras promovidas por aquela barca furada onde tudo falta, menos as experiências únicas de viver aquilo que nenhum homem ou mulher nunca antes sonhou sentir...

  Alguns portos foram visitados sem maiores ambições, a caça aos tesouros havia sido adiada por um tempo, já que saqueadores mesclavam-se aos piratas aventureiros, o que de algum modo fez com que a cúpula de piratas se limitasse a sondar quais os melhores locais a serem explorados, mesmo que para isso precisassem ir até o inferno para consegui-lo.

O retorno  O comandante da barca e seus companheiros abandonaram por uns tempos a taberna gaulesa, o amigo europeu expandiu seus negócios e o lugar não era mais o mesmo. O que motivou o interesse de nossos heróis em partir para terras nunca dantes navegadas.

  Capitão Alma Negra, Mestre das Ilusões e seu inseparável amigo da capa preta, firmaram contrato com um “Monstro Gaia”, que ao contrário do que se sabia não era uma fêmea. Gaia era conhecido por comer pessoas, em especial mulheres...

  Não se sabe ao certo o critério do monstro que inicialmente perde o interesse por suas vítimas e assim que as mesmas se distraem ele entoa um canto de desdém. Rege a lenda, que este canto, quer dizer que o famigerado monstro perde o interesse por suas presas, que diante de tal manifestação, baixam a guardam e motivam o infame assombro a devora-las impiedosamente...

  As viagens do Mestre das Ilusões, capitão Alma Negra, e o já citado monstro Gaia se tornam mais frequentes... E numa delas, os navegantes entoados pelo amigo da capa preta, tiveram a honra de conhecer em um dos portos onde a barca precisou atracar um poeta meio bronco, meio iluminado cuja música mencionava a essência da luxúria nas quais os homens se deleitam... (as mulheres também). Este poeta se aproximou da piratinha e lhe pediu que enviasse uma mensagem a sua musa: “Diga a ela que preciso de um tempo sozinho, preciso da minha música e escrever”. Depois disso voltou sua atenção aos amigos que acompanhavam seu canto, e em cada refrão dava uma pausa beijava pequenos lábios envoltos em uma teia, talvez de alguma tarântula gigante, rsrs

  O Pirata poliglota esteve em águas calmas, e o capitão Alma Negra o enviou mais cedo para cumprir uma missão da qual nada sabemos.

  A Bandeira de pirata a meio pau, já não tremulava como antes, as marcas do tempo agora com a distância e maresia aparecem aos habitantes em terra firme como “anexos” que “yan” favorece-los, mas isso não foi confirmado e ninguém sabe o porquê.

 Aspira por sua vez, ensaia fugir com o marinheiro. Diante de tais circunstâncias, estava instaurada a crise dos sete mares, bem longe dos olhares... Talvez separado por uma balsa.

E em uma festa na barca furada, uma pequena personagem surgiu e anunciou a próxima aventura: Naquela noite a tripulação atravessaria o mar vermelho… mas esta é uma outra história. Rsrs

* Esta história foi escrita com a companhia de meia garrafa de absinto e dois copos de rum.