"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

sexta-feira, dezembro 16

É um até logo, não um adeus!

Essa era a equipe que iniciou este ano de 2011, no dia do meu aniversário. A turma diminuiu, as saudades são permanentes assim como as lembranças que levarei comigo. 

Esta manhã foi minha despedida da Secretaria de Estado da Comunicação (Secom/AP)... Nunca imaginei que seria tão emocionante relembrar e compartilhar com os colegas de trabalho e amigos que fiz, os momentos que passamos juntos. Não foi fácil, mas o conhecimento e a amizade a gente leva para sempre.

Chorei até não poder mais...

E vê-los emocionados, já sentindo a minha falta, não tem preço. Na verdade nem esperava que fosse assim.

Principalmente por ser a pessoa que sou, descrita como geniosa, difícil, extremista, mesmo assim, conquistei a admiração deles e a amizade e isso é muito importante.

Gostaria muito de ter agradecido a oportunidade que minha ex-professora de Jornalismo Comunitário e Ambiental, Jacinta Carvalho (in memoriun), que mais tarde veio a se tornar a secretária de Estado da Comunicação, pudesse saber o quanto lhe sou grata pela confiança no meu potencial e respeito pelo meu trabalho. Sempre busquei isso pelos lugares por onde passei, e aqui na Secom e da parte dela, do Aldeci, meu chefe direto do Núcleo de Atendimento e Produção/NAP, eu tinha. Assim como com meus colegas.

Ela nunca vetou nenhuma matéria/reportagem minha, ou me mandou reescrever, por falta de informações, coerência, erros de qualquer natureza, ou linha política. Foram poucas é bem verdade, de agosto para cá, mas mesmo assim, tiveram muito de mim. E tive prazer em escrevê-las.

A secretária sempre que nos encontrávamos elogiava meu trabalho, que sem graça eu dizia que “estava me esforçando”, assim mesmo no gerúndio. Afinal, no fundo, nunca tá bom.

Um dos motivos da minha saída, além da vontade de aprender mais e investir na minha carreira, foi vê-la partir tão cedo. Foi dito: “ela exerceu suas funções com lealdade e competência”. Mas, para mim ouvir não foi suficiente, sei de seus trabalhos juntos às comunidades acadêmicas, de ensino médio e fundamental, da colaboração em outras vertentes sociais e sem dúvida a gente sempre espera mais.

Gostei muito de tê-la como professora de Jornalismo Comunitário, ela falava daquilo com vontade. Continuo sem gostar de Jornalismo Ambiental, mas isso é irrelevante. Ela deu a vida pelo trabalho, pelos estudos, hoje uso isso como exemplo para eu começar a viver, já que levo tudo muito a sério. Não nego que mexeu muito com todos nós sua partida, por ser tão jovem. Nunca fui próxima a ela, nem aqui, nem na faculdade. Mas, eu via o quanto ela se dedicava ao trabalho e morreu no exercício da profissão.

Não quero desaparecer com o sentimento de que poderia ter feito mais... Sei lá... É tudo tão estranho.
Engraçado que apesar da breve convivência com alguns, em especial a minha ida para o Núcleo de Jornalismo Institucional (NJI), que no início achei que fosse castigo. Abracei a causa,  bem verdade. 
Rsrs, nunca tive atrito com ninguém. E pela manhã bem cedo sempre rolava muitas risadas, repetidas no fim de tarde também (nem sempre), mas boas. Nem se compara aos traumas da Expofeira, mas como diz um outro alguém que me é importante “não vale a pena lembrar dos traumas, só das coisas boas”.

Meu amigo Elton Tavares, que desde nosso início juntos no ano passado, se tornou meu irmãozão, me ouvia e apoiava sempre (me puxou as orelhas para k... também)... Depois foi o Ewerton França, que se tornou meu amigo, irmão e confidente! Amos os dois #foreverandever.

Nas melhores pautas o França e eu estivemos juntos, Show do Angra, 7 de Setembro, Museu Sacaca, texto e foto, ou minha ou dele. Vamos dar continuidade ok? Fora o tempo de academia, que notamos há pouco tempo que foi cinco anos de feitos jornalísticos juntos.

Obrigado aos amig@s:
Do NJI, Marcelo Gonzalez, Anselmo Wanzeler, Júnior Nery, Nayron Coelho, David Diogo, Edi Prado, Núbio Pontes, Fabíola Gomes, Karla Marques, Pérola Pedroza, Amelline Borges.
Sem esquecer os que já estiveram aqui, Sílvio Carneiro, Renan Corrêa.
Da Ccom, sr. Paparazzo, Edgar Rodrigues, dna. Graça Penafort, Fê Sampaio, Francisco Gomes, Dark, Chico Terra e Anax Viana.
Do NAP Aldecy Pantoja, Cleiton Souza, Tãgaha Soares, Clayse, Cíntia Souza, Brito e o recém chegado Aog Rocha (pirata e amigo de farras).
Sou muito grata a tod@s, não só pelo aprendizado como também pelo carinho.

Não é fácil ser vidraça, assessorar pastas com muita visibilidade. Quando me deram a Polícia Militar, a Politec e a Jucap, imaginei que fosse um teste para saber até onde seria capaz de suportar.

Mas, não foi nada do que descreveram para mim, minha relação com a Polícia Técnico Científica (Politec) e seus servidores, desde a portaria até o diretor Odair Monteiro, foi a melhor que eu poderia desejar. Profissionais que entendem e respeitam o trabalho do assessor e da comunicação. Lá eu não era a última a saber das ações. Meus assessorados não marcavam entrevistas por eles mesmos...  o tratamento era sempre atencioso, profissional e humano.

A Polícia Militar foi mais difícil e não tive espaço, mas não me deu problemas porque eles têm assessores lá, então tudo bem. A Jucap é tudo que descrevi da Politec, só que ao contrário. #Aloka

O Núcleo de Atendimento e Produção/NAP, era onde iniciei os trabalhos com publicidade, todos os dias os desafios eram novos, não havia rotina. Se todo o jornalista tivesse a oportunidade de conhecer cada etapa da criação de tudo, a relação não seria competitiva como na faculdade, onde o “jornalista e o publicitário” queria ser melhor ou mais importante que o outro, além de esquecer do “Relações Públicas”, saberia o quanto todos são importantes!

Aprendi muito. Agora busco a chance de aprender mais e aplicar.

Toda a experiência é válida... acho que não dá para terminar porque já estou de olhos inchados. #prontofalei

As fotos de hoje eu posto mais tarde.