"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

sábado, novembro 5

Ciência x consciência

“A crise não está no mundo, mas na nossa consciência” (Krishnamurt*), é com essa frase que discorro o primeiro episódio da série “provar da conveniência do meu próprio ácido”, na qual avaliarei constantemente meu desempenho. ¬¬ Nada muito diferente do que já faço, porém, desta forma dá a impressão de reorganização...

A velha estratégia de nova roupagem para falar das mesmas coisas. Quem sabe funcione?

Já passa das 3h... O papo com um dos meus melhores amigos por celular também findou, porque ele precisava dormir. Decidi então, por vasculhar meu HD a procura de um filme ou série qualquer para ocupar a mente.

Durante as buscas encontrei arquivos da minha primeira capa de jornal (do tempo da faculdade), parece que já faz muito tempo.

Tive paciência para reler o que escrevi e me debulhei em lágrimas... Acho que perdi o que tinha de mais bonito na hora de escrever. Não sei se consigo apontar os culpados, ou reconhece-los em mim.

Talvez eu tenha me tornado aquilo que mais abomino nos profissionais da área... Quem sabe a cegueira da rotina já obscureceu minha retina?

Recordo de uma frase minha que ainda faz sentido, que falava sobre minha relação com o texto: “O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém”. Acho que me tornei refém não só dos textos ruins que construo, mas da rotina de construir textos.  Não! Não espero por elogios ou reconhecimento, quero apenas reconhecer os pensamentos que deram origem as linhas propositalmente ordenadas, quem sabe me enxergar na desordem.

Os sentimentos com que escrevia, talvez tenham se perdido em algum lugar nessa trajetória e provavelmente, aquilo em que acreditava e hoje não creio mais seja reflexo da minha escassez.
Hora de mudar, tudo... de novo!