"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

segunda-feira, setembro 12

Autoanálise e os desafios de admitir os porquês

Quando um problema gera reflexões tão profundas que a única alternativa é falar, para dar início ao processo de admissão da própria responsabilidade perante as escolhas que fazemos, é hora de compartilhar.

No início pode parecer apenas com a necessidade de exteriorizar, mesmo que no fim não dê em nada.
Vejamos, numa conversa com um amigo com quem não vejo problema algum em falar o que penso ou sinto, dividi minha insatisfação com meu comportamento perante os últimos acontecimentos, e neles destaco a ansiedade que me desgasta brutalmente. É quase um cansaço físico.


As coisas demoram a acontecer, o tempo custa a passar e minha expressão se modifica. Se de algum modo digo o que penso e espero as reações, por outro lado independe da aprovação ou consentimento de alguém, porque se eu tiver vontade, farei mesmo assim, sobretudo no campo particular.

Considerando essa visão num contexto macro, identifiquei que o que não me faz bem, não dura muito tempo. Me desfaço facilmente de coisas assim. Usufruo tranquilamente do descarte, o que não me serve mais, não ocupa espaço nem meu tempo, itens de sobrevivência imprescindíveis.

No fim de semana, li uma frase que marcou: “Pelo menos 70% das atividades devem satisfazer o profissional, os 30% restantes são inerente a qualquer organização” daqui óh. A frase martelou tanto que levei para as relações pessoais, logo, é preciso estar satisfeito 70%, os 30% restantes são as diferenças, que mantém o equilíbrio de uma relação. 

É impossível permanecer tanto tempo com alguém que apenas concorde e ninguém é assim tão sádico que queira semear a discórdia o tempo todo...
Enfim, quanto à avaliação do meu amigo sobre mim, foi a forma com que ele me vê, “... muito independente... isso às vezes é bom, você quer alguma coisa, vai e faz. Por outro lado, assusta” disse depois de me ouvir.

Sempre quis que alguém me dissesse o que há de errado comigo. Pronto, me disseram. O pior é que não vejo isso como algo ruim... E olha que me vejo dependente às vezes. Só não me submeto.
Tanto numa situação de relação pessoal, quanto na profissional penso dessa forma, se algo não me faz bem, é hora do descarte.

E, hoje estou de péssimo humor, dia de ficar por mais tempo possível calada!

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