"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

domingo, fevereiro 7

Infrutífera

Nunca começo um post, texto ou redação pelo título, contudo é exatamente assim que me sinto nesses últimos dias.

Estava tão ansiosa por festas, saídas ou sei lá o que, que criei expectativas muito fortes, que resultaram em desastres completos. Meu fim de semana foi chato, frustrante e deixei desencadear em mim o que há tempos não acontecia, uma explosão de raiva.

 4699emo-messbrasil (salvo os momentos únicos que pude usufruir, mas é que os ruins foram marcantes… tamanha a quantidade de controle físico e mental que tive que exercitar, e um a zero para raiva).

Se analisado pelo lado otimista da “coisa” isso é bom, estou de volta à todo vapor. Entretanto, minha preocupação e consequente decepção maior ainda, é que acreditei que essa minha raiva incontrolável já estava dominada e tratava-se de mais uma página virada em minha personalidade. Estava redondamente enganada. 

Pior ainda é ter ciência disso agora com o reinício das aulas.

Amanhã será o primeiro dia do curso de roteirista e retomada das aulas na faculdade também. O primeiro dia é sempre o pior de todos (sempre foi assim comigo), mesmo assim nunca evito de comparecer. Deixar de fazê-lo é como dar minha razão à alguém, gratuitamente. Isso me desarma e dificilmente ando desarmada .

Então lá estarei eu, pontualmente.

Mas, voltando a origem do título deste post, é exatamente o que me tirou o sono ou incitou meus pesadelos mais complexos nesse período turbulento de férias, crises de falta de criatividade. Não é à toa que alguns posts não contribuíram em nada para você ou pra mim. Não me arrependo de tê-los escrito, porém, sou consciente que realmente foram bem pobres. Mas, o que me motivou de certa forma é dizer que também tive muitas dessas ausências criativas.

E, culpo de fato ter me deixado escravizar pela tecnologia. Tudo bem, sei que não é desculpa. Também não é para minha letra manuscrita ter ficado tão feia por falta de uso. Entretanto, deixei de anotar muitas coisas que observei e que poderiam render ótimas discussões e posts criativos, no entanto, não o fiz por não estar com o notebook, como faço no período letivo. Faço minha mea culpa.

Não deixe de anotar nada, ou você pode perder as suas melhores idéias. Depois não adianta fazer cara feia.Todavia as anotações são imprescindíveis para apreender todas as idéias que surgem de apenas uma deixa, por exemplo, é lógico que se perdem porque nem todas são inseridas no contexto no momento da criação, mas é de uma importância quase imensurável mantê-las vivas, mesmo que seja num guardanapo de papel de uma mesa de bar, que ficou esquecido na gaveta do lado direito da cômoda...

Acho que podemos combater o bloqueio criativo nos antecipando ao seu surgimento, não é?

Apesar de infrutífera hoje, deu até para dar uma dica do que não se pode fazer daqui pra frente.