"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

domingo, novembro 29

Energia Negativa

Quando o físico inglês Paul Dirac (1902-1984) provou em 1931 que os prótons (que têm carga elétrica positiva) podem ser negativos e os elétrons positivos (já que têm carga elétrica negativa) após solucionar uma determinada equação, e chamou isso de “antimatéria”. Certamente não imaginou que as pessoas podem transmitir essa carga negativa e, guardadas as devidas circunstâncias, provocar mais que uma antimatéria…

Sendo possível resultar num“antifimdesemana”, ou ainda, uma “antisaídasozinha”…

Os cálculos foram devidamente ajustados, refeitos e no final do segundo tempo, precisou mais que argumentos cientificamente comprovados para a tal saída sozinha.

Já que minhas tentativas de acompanhantes falharam todas.

Meu namorado não quis, o que de fato me obrigou a não obrigá-lo a nada que ele não quisesse… Minhas amigas também não colaboraram comigo e a mais perigosa de todas… Minha mãe fez a maior e mais carregada expressão de “você não deve sair sozinha” de todos os tempos… Ufa!

Mesmo assim, teimosa e obstinada, deixei meu namorado emburrado em sua residência e dirigi até o Liverpool para curtir o som da banda vitrola não sei das quantas.

Eu só queria sair, depois de um mês de confinamento “forçado”… só queria espairecer. Conhecer gente nova se fosse possível, rir de coisas que normalmente não riria e sei lá, voltar para casa com histórias na bagagem para contar.

Contudo, dirigi até o local, cheguei cedo demais… Meu amigo de “plástico” e sua excelentíssima esposa foram as únicas pessoas que aceitaram me acompanhar na minha mais nova empreitada… Sair sozinha à noite…

Esperei em frente ao Liver… Dei uma volta até o Francês que estava às moscas… Voltei para o Liver, era quase meia noite e começou a bater o arrependimento, que mania que as pessoas daqui têm de não cumprir o horário…

Para encurtar esta saga da desbravadora fracassada… A expressão de poucos amigos não foi só pose para foto... Só pra registrar.

Após a meia noite, eis que toda aquela energia negativa acumulada dos meus pais, do meu namorado e sabe-se Deus mais o quê… Falta luz.

Pronto! Era do que eu precisava. Alguém me ligando aquela altura do campeonato para dizer: “Eu te avisei para não sair”.

Tudo bem que aqui no Amapá tudo chega meio atrasado, mas acho que o apagão que ficaram dias lamentando no país todo, chegou aqui com lag. Junto com a internet local.

Tinha que ser logo no sábado que escolhi para sair?

Dos males o menor, pelo menos não bati o carro.

Voltei dirigindo no breu e a cada semáforo apagado eu torcia para que nenhum bêbado se atravessasse no meu caminho.

Pra dormir foi outro inferno… Mas também sobrevivi.

Meu humor?

Adivinha?!

quinta-feira, novembro 26

Um destino melhor

(Um conto dedicado à Fausto Suzuki pela influência).

 

  Laís tinha 17 anos, corpo formado, cabeça vazia, uma cara de sonsa...

  Esforçada na escola, lia todos os livros que podia, passava horas na biblioteca. Os pais a deixavam na porta da escola, depois iam buscá-la, certos de que não tinham com que se preocupar.

  Marcos era um cara boa pinta, sério, dava aulas de filosofia, desejado por todas as mulheres com as quais trabalhava, recusava todos os convites para sair. Falava várias línguas, usava roupas caras. Nas horas vagas, estudava artes...admirava.

  Eles se encontravam na esquina da escola, depois que todos a viam entrar no prédio. Mal podiam desconfiar que ela pulava o muro. Entrava no carro dele, iam para outro lugar, mais afastado dali.

  Sofia tinha um corpo perfeito, um cabelo cor de fogo. Se escondia em roupas sem graça, não usava maquiagem, e andava sempre cabisbaixa. Um dia no elevador do museu esbarrou num homem bonito, que lhe pediu desculpas e sem querer pegou em sua mão... Ele comentou que acabara de ler o mesmo livro que lhe pertencia, enquanto o juntava do chão.

  Por algum motivo que Sofia não pode explicar aquilo mexeu muito com ela, que imediatamente desviou o olhar daqueles olhos lindos.

  Depois daquela tarde, Sofia não o conseguia tirar da cabeça. Passava minutos a fio alisando a capa do livro, que ele havia tocado.

  Enquanto isso, Laís continuava com sua rotina. Não ligava para os rapazes da escola, se acabava de estudar, não abria a boca para nada. Mas, usava roupa da moda, que parecia terem sido costuradas a vaco no próprio corpo. Quando estava com Marcos, usava batom vermelho, que ficava na bolsa de maquiagem guardada no porta luvas do carro dele. Ele afrouxava o nó da gravata...

  Depois de um mês, Sofia acreditava saber tudo sobre o homem misterioso que não a deixava dormir uma noite, sem que sonhasse com ele. Resolveu escrever uma carta, sem assinar. Deixou perto do lugar onde ele sentava para admirar as esculturas do museu, era sempre o mesmo lugar... Ele olhava para elas e se perdia nos pensamentos. Mas naquela tarde foi diferente, havia um envelope com seu nome. Ele viu, o abriu e leu.

  Sofia escondida, observava de longe. A carta tinha os mais intensos sentimentos, ele emocionado procurava por todos os lados daquela sala fria, quem poderia ter escrito tais palavras, todas dirigidas a ele, um lado que ele nem sabia que tinha, mas que gostou muito de ter transmitido... Imaginou como seria aquela mulher delicada que havia preenchido aquelas linhas.

  Passados mais oito meses. Marcos não lembrava mais da carta, continuava sua rotina de recusa aos convites das outras mulheres. Sempre parecendo distante. Nenhuma era boa o suficiente para ele.

  Laís seguia também com suas fugas sem sombra de dúvidas, ela não tinha amigas, ninguém que quisesse conversar com a cdf da sala, então tudo bem.

  Quando não agüentava mais aquele sentimento rasgando seu peito, Sofia resolveu seguir seu amado, e se declarar, lembrá-lo da carta...

  Vestiu um vestido tubinho preto, arrumou seus cabelos ruivos compridos, colocou salto (que precisou ter aulas para se equilibrar), comprou uma rosa branca e levou consigo o livro que havia os “unido” naquela tarde de chuva, dentro do elevador do museu.

  Laís, repetiu sua rotina com Marcos... Pulou o muro da escola, entrou no carro dele, passou o batom vermelho e ele afrouxou a gravata...

  Sofia estava na rua onde ele morava, já era possível avistar o prédio de longe... Só mais alguns passos...

  Foi quando viu o carro dele chegando, havia uma mulher com ele. Sofia sentou no meio fio e chorou. Se sentiu ridícula com aquela roupa e todos os esforços em vão, como pôde acreditar que ele já não amava outra mulher?

  O carro entrou no prédio e Marcos não demorou para sair novamente, desta vez a pé. Atravessou a rua, caminhou até a banca de jornais, ascendeu um cigarro, lá tinha um homem, bem mais velho a quem lhe entregou as chaves...

  Sofia sentada no meio fio despertou o interesse de Marcos, que se aproximou e perguntou se já se conheciam. E por que ela estava chorando. Ela respondeu que talvez já tivessem se visto em algum lugar, mas que ela não lembrava.

  Ele a convidou para um café. Depois de alguns minutos de conversa ela pergunta se ele não deveria ir para casa, afinal um homem como ele deveria ter alguém o esperando lá. Ele ruborizou e respondeu que não poderia ir ainda. Pois seu apartamento serve de encontro para um casal. Ela não pergunta mais nada, mas ele certo de que não a veria outra vez resolve falar.

“Eu conheço uma moça, que se encontra com homens mais velhos no horário de aula, por um certo valor, depois que ela termina, dividimos o dinheiro.”

  Sofia sente seu mundo cair, e o chão se abrir por entre seus pés. O homem com quem ela imaginou que poderia ter alguma coisa, era um gigolô. A moça com quem ele estava no carro era uma prostituta.

  Sofia agradece o café e vai embora. Esquece sobre a mesa, a rosa branca e o livro...

  Quando volta para casa, Marcos encontro Laís morta com um tiro na cabeça, seus miolos espalhados pela sala e o velho morto ainda de meias com um tiro na boca... Crime passional grita o vizinho, que já haviam chamado a polícia.

Marcos sai correndo dali, sem saber o que fazer...

O que diriam os colegas de trabalhos, as mulheres com quem ele se recusou a sair? Foi quando ele lembrou de Sofia, poderia usá-la como álibi ou sei lá, uma companhia. Correu sem olhar a rua, e um ônibus o atingiu em cheio. Estavam todos mortos, o gigolô, a prostituta e o velho nojento.

  Sofia ainda caminhava sem sentir o chão... Rumo a sua casa, sem saber o que havia acontecido...

  Depois de uma noite sem dormir, juntou o jornal do chão da sala de seu apartamento, vestiu o robe e foi tomar café.  Entre um gole de café folhava o jornal, nas páginas policias estava estampado o título do crime passional, na seguinte de um atropelamento...de um homem de 30 anos, por negligência...

Sofia põe a mão na boca e sufoca um grito, enche os olhos de lágrimas e de repente, gargalhadas profundas lhe escapam, um riso aliviado. Ela olha para o jornal e diz:

“Não poderiam ter tido um destino melhor”!

quarta-feira, novembro 25

Melhor… Obrigada!

A água não morre, seca, se esvai... Foge entre os dedos, como os desejos...

Abri meus olhos e sorri para mim...

Tive um sonho bom, como há tempos não tinha.

Pela manhã um bom banho, iogurte, conversas no café da manhã, nebulização a cada 3 horas para respirar melhor, o último capítulo do seriado preferido no computador, agora acabou. Alguns apagões (efeito da medicação) e trabalho à tarde.

Entrevistas... Diversão.

Prova, outra aflição.

Que venham todas, acho que fico mais aflita com os trabalhos.

Aff! Esqueci de um, minha culpa, que droga, esqueci, não era pra hoje, não era pra mim...

Textos, tanto pra expressar pouco para dizer.

Contenha-se!

Chorar ou não? Lave a alma, velha, nova, sua ou minha.Agora não adianta não chorar ou chorar.

Tenho que correr atrás do tempo, lá vai ele de costas para mim outra vez, será que um dia nos veremos frente a frente?

Desejo tocá-lo. Será que ele sabe?

Exposição... Use filtro solar.

Proteja-se!

Cubra-se, não revele tudo.

Revelação...

Minha mãe diz que tenho que aprender a mentir, controverso isso, ela me ensinou anteriormente que era feio fazer isso... “Você precisa aprender a ser falsa às vezes!” Disse alto e em bom tom. “É verdadeira demais, transparente demais”... “Tenha segredos”!

Eu tenho alguns, poucos, que escondo até de mim. Se não... não é segredo.

Acho que ela tem razão mas, porque algo em mim diz que não?

Repete que é tarde.

Não tem mais jeito.

Fotos... Quais serão?

Relação difícil essa... Tão impossível quanto as outras.

Mas a noite vem, e o tempo agora dorme, quais serão os sonhos, o que pensar agora?

Quero um jasmim.

segunda-feira, novembro 23

Segunda de quinta

Ok! Estou aqui de novo.

Tô num clima estranho, do tipo de quem vê o dia cinza…

Entreguei as fotos… sem resposta como sempre. Sempre!

Fiz uma prova, não sei como, só sei que não estava lá. Fui a primeira a entregar, me livrei daquela coisa.

Saí da faculdade como quem foge do altar, hehehe. Essa é boa!

Parecia efeito de lexotan, tudo em câmera lenta. Por mais força que eu fizesse para voar pela janela. Sem ter que explicar, partirei um dias nas horas...

Conto os dias, as horas. Que não passam.

No trabalho foi, sei lá…

Estou incumbida de fazer os textos para as fotos, nem sei quais.

Não concordo que não faça diferença, faz muita. Fugi da minha pauta, dane-se. Todas iguais…

No banho, imaginei os sons e os textos que deverão ecoar no recinto, sinto muito, imaginei.

Vi algumas coisas, fiquei com aquilo pra mim. Me apossei sem pedir para ninguém.

Ouvi outras tantas hoje… E não achei um buraco para me enterrar.

Voltei pra casa cedo da noite… cedo… noite. Confesso que não vi o tempo passar. Olhava para o relógio e não via as horas. Não sei… aonde vim parar.

Fiz coisas por reflexo, não sei onde perdi minha cabeça.

Amanhã tudo outra vez.

Ausência

Olhar Ecológico I

É como não estar em si mesma,

não pertencer a lugar algum.

 

Não sentir que força a move…

Não ter qualquer sentimento comum.

 

Ensurdecer-se para o resto do mundo,

Emudecer frente ao profundo…

E só assim, perceber a ausência do âmago

Que impaciente se desfaz …

 

Ser,

Permanecer

Desistir…

Então ele parte,

E leva consigo o que nunca possuiu.

domingo, novembro 22

Quebra de paradigma

  Achei que não escreveria nada, porque hoje é domingo, e quem convive um pouco comigo sabe o que significa pra mim…

  Mas, surpreendentemente foi bom.

Acordei cedo por causa da tosse, fui a primeira da casa, lembro que quando acordei pensei num nome e o quanto eu odeio essa pessoa agora… Acho que deveria estar sonhando com ela;

Achei que ficaria de mau humor o domingo todo (como de costume).

  Então, tomei banho, o café e juntei meus cacarecos para tentar construir a idéia que vem latejando na minha mente, desde o início...

Não defina, só perceba Fotos e mais fotos para ser entregues amanhã… Porque minha mãe pediu que eu me esforçasse e só desistisse depois de tentar… Mesmo sem querer mais nada, resolvi atender ao pedido dela.

  Apesar das implicâncias constantes do meu pai comigo, (ele faz isso quando tá de bom humor, adora me ver irritada, os homens da minha vida gostam disso, meu irmão, meu namorado, meu sobrinho também são assim, enquanto não dou um “piti” eles não páram, ainda descubro qual é a graça)…

Daí fui lá fora e fiz meus lances…

Depois saí, e mais fotos…

Apelação para o domingo ficar melhor Hoje teve cachorro quente e bolo de chocolate.

Como alguém pode achar o domingo ruim desse jeito?

Já é apelação.

 

Mais fotos, mesmo sabendo que todas serão reprovadas, não ligo mais…

  Me diverti fazendo, porque achava que não podia. Até registrar as hélices do ventilador em movimento eu consegui. Me diverti um monte fazendo isso. Mais e mais fotos. Nenhuma que eu julgasse “a foto” mas me diverti.

Cheguei em casa e mais fotos, depois um filme e muitas bobagens gostosas…

  Assisti a um romance muito bacana, talvez o melhor de todo o ano, uma história tão envolvente… mas não tive vontade de chorar, “ My Sassy Girl”, que em português ficou como “Ironias do Amor”. O final nem passou pela minha cabeça, mas vale a pena.

Caso você acredite que pode seguir o caminho só, vá se danar!

Como digo sempre: O cinema me faz refletir… Foi quando me dei conta que se pudesse desistiria de muita coisa…Sairia do emprego, largaria a faculdade hoje, só pra não ter que olhar para cara de muita gente… Neruda faz parecer tão fácil…

Percebi também que as pessoas me ligam para me pedir alguma coisa, nunca pra perguntar se estou bem. Agora me importo com isso. Adotei o celular desligado por uns tempos… Já que não posso falar mesmo, também não quero ouvir.

Hoje também descobri que nada que planto vinga, como também não quero filhos, minha última esperança é escrever um livro. Afinal de contas, não quero viver para sempre.

Amanhã começa a semana de provas, tomara que acabe logo, tomara que o ano acabe logo.

Algumas coisas precisam morrer, para ceder o lugar

sábado, novembro 21

Get out 2

Quinta-feira selecionei um filme, depois de um dia que não me acrescentou nada, e como prometi…

Eis o post sobre o que achei do filme:

Só terminei de assistir hoje… Naquela noite a gripe me venceu, (já perdi as contas de quantos hounds ela já tá na minha frente) mas tudo bem…

Como havia mencionado anteriormente, o filme é coreano…

E, assim como os japoneses, chineses, enfim, os coreanos também contam histórias de terror baseados na própria cultura, principalmente nas contos populares, em sua maioria tem a ver com morte de algum ancestral, blá, blá, blá.

(Adoro essa parte!)

Filme Coreano, que escolhi por causa da capa, o humor ajudou bastante também. O filme “Possuída pelo Mal” (como o arquivo é compartilhado, não sei o nome original) é rico nos detalhes e usa artifícios de filmagens super-ultra – mega- power de interessantes…

Imaginei que seria um pouco mais trash, mas  me enganei redondamente.

 Vale a pena se for visto pelo olhar de quem curte cinema, mas não só leigo que se restringe a pipoca e refrigerante, nada contra, mas é que demora um bocado e só chega ao fim quem tem ambições maiores…

Era isso!

Ah! Bateu aquela frustração, por que achou que eu iria contar o filme?

Se tiver muito a fim de assistir e, dependendo de quem for… se me pedir com jeitinho… Agora se é só para impressionar alguém, nem me peça, vai se Ph$&* pra lá…

A história até que é interessante, tem alunos de fotografia, um professor, cabelos pretos e compridos como os da foto, um estúdio, uma noiva que não casa, e muito sangue.

HA HA HA!