"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

sábado, novembro 21

Dores de Amores

Ontem fomos ao teatro, assistir a “Dores de Amores”… Não sei ao certo a que horas iniciou, estava previsto para às 20h, chegamos às 19h para evitar tumultos…

Deixei meu celular e relógio em casa, queria me perder no tempo, quase consegui, não fiquei ansiosa para que começasse, estava mais preocupada em não ter crises de tosse durante o espetáculo…

Não foi bem o que imaginei que fosse, mas…

Era uma peça sobre casamento, uma comédia…

O público feminino foi maioria, alguns poucos casais…

Parece que os homens não gostam de cultura... Devem ter feito a mesmice de sexta-feira, por isso tanta mulher sozinha.

A atriz Nathália Rodrigues elogiou  a estrutura do Teatro das Bacabeiras e desejou que “…outras peças possam vir para cá, para essa troca de cultura”. Foi legal.

quinta-feira, novembro 19

Get out

Depois de um dia mais ou menos e, uma noite cujos comentários permanecerão impublicáveis…

… de chegar em casa após ter reclamado de tudo que não deu certo…

…e, de um longo banho frio…

ProjetorA escolha do filme trash foi proposital…

Possuída pelo mal”, uma produção coreana….

Vou assistir e prometo que próximo post é com uma crítica do filme, afinal o cinema sempre me leva a reflexões profundas,

então até lá…7 dias

 

Get out.

Ameaças ensaiadas

Quando alguém afirmar que “o cravo é que sai ferido”, acredite, isso não é uma observação, é uma ameaça.
xxx
Mais tarde quando alguém for dormir, é bom que se lembre que “preto não é cor, mas ausência de luz”, e que se você não tem o hábito de pedir nada emprestado, quando o fizer, nunca vai conseguir… Então é melhor que não peça nunca.
  xxx
Depender de outras pessoas é como usar força demais para abrir a tampa de uma garrafa de refrigerante … e toda essa filosofia barata é para dizer que:
ODIEI MEU MALDITO DIA, DESDE A HORA QUE ACORDEI.
Mas tudo vai ficar bem, enquanto houver rosas brancas, tinja-as da cor que quiser. E quando encontrar uma rosa azul então seus sonhos irão se realizar.
Se você acredita nisso…
Procure um psiquiatra urgente. Não existe poesia, só gente escrota.

quarta-feira, novembro 18

Sem desculpas

  Tinha pensado o que iria dizer, treinado em frente ao espelho, ou não, mal pude encarar, mas não tem espaço, tempo ou privacidade…

  Tenho algumas coisas em mente, que às vezes não saem do papel, fico meio frustrada e uma grande aura negra me envolve.

É assim que me sinto quanto aos trabalhos da faculdade ultimamente, até que me divirto. Mas, esse lance de tempo, acaba comigo. Não falo nem da pressão, nada vê. É não poder estar em vários lugares ao mesmo tempo que destrói as minhas idéias…

 

Comunicação

  Fiquei quase dois dias completamente sem voz, o pior é que eu tinha tanto pra falar…

Mas, nunca dá, tem sempre @#$ no &$ que não sai do meu caminho.

Fiquei pensando… e se de repente eu ficasse muda pra sempre?

Muita gente iria gostar.

 

Trabalho

  Hoje foi divertido, no sentido de deboche mesmo. Vi gente “madura” se comportar como adolescente, não chega a ser ridículo, é quase digno de pena, e uma esperança… Quem não sabe se comportar agora, quando envelhecer a coisa toda só piora.

Vi aspirantes a repórteres perderem alguns minutos por não conseguirem bolar um texto bacana para matérias de tv… isso explica muita coisa. Principalmente, lembrei de Noblat, que disse no congresso que os jornalistas nivelam pela mediocridade, pode crer! 

Vi a blusa de zíper da repórter, que não conseguia esconder a barriga, que insistentemente ficava para fora das calças, nem o terninho apertado dava conta. Sério, se um dia eu ficar assim, e perder o senso do ridículo me avisem.

Mais um trabalho para o “supercinegrafista”, fechar na altura do peito, rsrsrs.

  Como não podia ficar sem debochar, pedi socorro ao rapaz do lado, com quem nunca tinha conversado. Eu precisava dividir a observação, se não eu iria morreeeeeeeeeer. Dei graças que ele entendeu, demos boas risadas juntos. Talvez ele tenha rido da minha futilidade, mas não faz mal.

Estava muito ridícula. Coitada!  (Jornalista formada e atua na área algum tempo);

 

Planos

Tô com umas idéias meio tortas, que talvez melhore meu astral, se ficar bom eu divido com você…

terça-feira, novembro 17

Sem cravo, sem rosa…

Então, foi uma noite mal dormida cheia de pesadelos.
Dormir do lado esquerdo da cama e poderia ter acordado no chão… Não seria embaixo da escada?
Noite de horror, tudo por culpa…de não pensar quando fala. Aquele lance de novo de pensar, ou não.
Brigas sem graças dos dois que se amavam, que não se amavam.
A rosa com seus espinhos e o cravo tão sensível.
Logo, antônimos gritaram aos ouvidos enquanto o corpo fingia o descanso dos injustos.
Força, sutil.
Raiva, por não saber responder… Por não tentar.
Barulhos, silenciosos.
Provocação, desprezível.
Paixão, desapegada.
Morte sem vida.
Brincadeiras sem graça. Já é tarde.
E amanhecer sem querer, literalmente, para atividades pouco produtivas, e a ambiguidade não se cala.
Ok, torture à vontade.
Sabe quanto custa uma rosa?
Sabe o quanto custa para uma rosa?

Veneno em doses homeopáticas

Fazer um resumo de tudo que acontece numa segunda-feira é quase que uma terapia de choque.
Leva-se pouco tempo, para recordar os fatores que são infinitamente mais agressivos ao âmago de um ser humano, que relativamente não evolui.
Quem disse que o tempo não pára?
Questões que se proliferam na mente de alguém como eu, que não se resume, nem se rotula, forçam a um mergulho quase suicida nas próprias convicções.
Raiva, paixão, ódio, desejo, sentimentos que movem o mundo e ao mesmo tempo o mantém inerte, quase incontroláveis e onde fica a razão nisso tudo?
Sei lá, deixe na sala de estar!
Falsos julgamentos e prismas tendenciosos essa foi a segunda-feira.
Então, feche a porta, apague todas as luzes, que a escuridão seja a única a me fazer companhia e que meus pensamentos não gritem enquanto durmo.
Faço minhas as palavras da “Luxúria”, “…esse meu ódio é o veneno que eu tomo, querendo que o outro morra”!
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segunda-feira, novembro 16

Só pensei...sobre o assunto



 Sábado foi um dia atípico, quase não saí do meu quarto, com exceção para tomar banho, por quatro vezes, e quando minha mãe me obrigou a comer... Deus sabe lá o motivo de tanto mau humor, só não queria ver ninguém, falar com ninguém...
A internet me fez companhia, alguns telefonemas e só.
Acho que eu queria fazer parte de um filme velho.



















O domingo foi um dia interessante, não só pelos filmes que assisti, tão pouco pela companhia, mas pelo ponto de vista que exercitei, com todas as limitações de um “robô” (apelido carinhoso dado pelas pessoas que realmente me amam, pai, mãe, irmão, namorado).


Não sei dizer se foi um up grade ou o teste de novos sistemas. Contudo, mergulhei no consumismo medíocre, aquelas porcarias de redes fast food, coisinhas gordurosas do shopping. Enquanto esperava, percebi uma cena corriqueira em pelo século XXI, uma menina de sei lá, aparente quatro anos em companhia de seu pai. Um homem de cabelos grisalhos a quem não lhe dava muita atenção, compensava com compras...


Ela olhou pra ele e entre uma mordiscada naquele hambúrguer maior que sua mão, disse:
- Eu quero que você fale com o dono do shopping para fazer meu aniversário aqui.
Aquilo acabou comigo, lembrei da minha infância e de como via meus pais como meus heróis, jamais falaria assim com eles. Mas, não a condeno. Ela é fruto de uma geração que não tem atenção e é compensada com presentes, dos mais estapafúrdios possíveis.
Quatro anos... Fútil assim?


Tenho um sobrinho que é muito parecido comigo, invocado, talvez com humor seco, sarcástico e sagaz para alguém de cinco anos.
Ele também é fruto de relações deste século. Casamentos que não dão certo (como um robô das antigas, não quero casar, porque sei que meu programa também tem falhas e não fracasso nunca, por isso não quero).


Nessa viagem meio sem rumo, me peguei refletindo sobre as novas relações. Hoje não dá para chamar de família somente pai, mãe e filhos. Agora são duas mães que levam os frutos do relacionamento anterior ao cinema.
O velho vestido de boyzinho com as duas namoradas, o namorado novo da mãe de filhos gêmeos. E daí?


Famílias de todos os tipos. Tá certo que aqui não tem muito opção de lazer...
Acho um saco ver aqueles pais antipáticos, descontar nas crianças na praça, com uma cara que mais parece bicho papão... Sua eterna insatisfação na vida. E eu também não tenho filhos e logo, não sei nada como é e tals...

Tudo isso me veio à mente depois de ver uma guriazinha passar, ela não usava salto, nem essas roupas horrorosas que as crianças usam hoje, era roupa de criança mesmo. Como as que eu usava...


E, lembrei das minhas conversas com os meninos, onde eles perguntavam por que meu cabelo era tão grande, e nossa curiosidade de quando crescêssemos se os cabelos iriam arrastar no chão, e cresceria também os cílios e não poderíamos enxergar. Menino pensa cada coisa!


O filme “Tá chovendo hambúrguer” outra animação cheia de surrealidades com mensagens subliminares de relacionamento difíceis entre pais e filhos. A necessidade de ouvir incentivos, a dificuldade de transmiti-los. Porém, um “eu te amo” salva o dia.


E nessa coisa toda, quase me engasguei por duas vezes, era tanta comida que imaginei que ao longo da noite eu ficaria enjoada, mas não. Esqueci do filme em seguida. Não foi muito relevante para mim. Me concentrei mais nas futilidades das pessoas, nas minhas. Na lei da compensação.  Nas coisas que quero da vida ou não.


Lembro quando eu brincava de imaginar coisas.
Quando criança escrevi meu primeiro livro, era boa de imaginação.
Sabia ser malvada também e meu irmão que o diga. Aplicava mentiras memoráveis quando ele tinha dúvidas e eu tirava sarros gigantescos com a cara dele.
Lembro também do meu papel de irmã mais velha, tinha que alertá-lo dos perigos da vida e aos amigos patetas dele também.Aconteciam coisas do tipo, recomendá-los para não andar de bicicleta na rua, pior ainda sem capacete.


Sutilezas como:
-Se você andar por aquela rua ali, tá vendo, sem capacete, vem um carro e te atropela e se você não ficar todo espatifado com a batida na cabeça você pode morrer bem depois.
Era aquela choradeira, mas ninguém fazia.
O mesmo acontecia no segundo grau...


O pior é que ainda faço isso, o discurso não mudou muito, a psicologia menos ainda.
Tem muito garoto sem rumo querendo um puxão de orelha.
 Às vezes levar um bom susto ajuda, às vezes só piora. Tem gente que machuca os outros, porque não sabe amar... Tem uma música que diz uma coisa parecida, né?!


Cheguei à conclusão que gosto das histórias das pessoas, daquelas que elas contam até com o simples andar, jogada de cabelos, gestos, ou as que não são contadas... Ouço as histórias que dos corpos que não dizem nada, mas nunca param de falar.
É isso que me fascina nelas. E também me afasta.


Nem sempre o que dizem é a verdade, talvez não por maldade, talvez acreditem realmente, e se repetir com bastante força pode ser que transforme em verdade, então...

Me questiono quanto às pessoas ao meu redor, por que as escolho, tolero, me importo...
Acho que sei também a resposta, ou talvez as leia, ouça e continue observando... Quem sabe um dia eu compreenda?