"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

sábado, abril 23

Retrospectiva egoísta


Chega de nós  Os dias não têm sido iguais. Cada um com seu valor e potência energética me consomem num gozo voraz e na hora seguinte, não lembro mais.

  Assim será até que meus sentidos tenham perdido a intenção de me controlar. Me encontro como uma quase perfeita metralhadora giratória travada num só alvo: Eu (myself)! O importante sou eu, o que fiz, o que farei... E danem-se os nós.

  Que transformação é esta que me reduz a um ser maléfico sem vontade de compartilhar, se até agora tudo que fiz foi doar partes de mim? Meus cacos estão partidos e partindo para lugar algum, com isso me sinto mais forte. Quem entende? Ninguém é bom o bastante para juntá-los, quero que permaneçam assim, soltos, livres, dispersos.

  As quedas vieram para que pudesse me levantar. E tenho caído muito. Há marcas e se espalham pelo meu corpo, nem lembro como as fiz. Amanhã não doerão mais... nem menos.

  Efêmeras, transitórias, volúveis, sensações ou impressões de ter tido alguma ou muitas. Não perco tempo em procurar achar respostas, espalho-as pelos cantos e espero que sejam varridas por mentes desavisadas.

  Não analiso mais sentimentos, não sei se me permito sentir... ou não sentir. Desfaço os laços, todos...