"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

quinta-feira, julho 7

Evidências desconstruídas

Me deparei com provas da desconstrução contínua das ideias que tive ontem. Das impressões que mexeram com meus brios e valores.

Li um texto cheio de emoções, não sei se foi escrito com tantas as quais pude observar... Mas, havia muita emoção, dessas de imergir numa história o suficiente para imaginá-la acontecer, para recordar mesmo que vagamente do que havia sido escrito.

Era isso que tanto procurava.

Sentimento maior ainda de chegar ao fim do texto sem esperar ansiosamente pelo desenlace da trama e ficar com aquele gosto de quero mais, de fato querer.
Havia quanto tempo?

Não obstante busquei um texto antigo que me fere muito, ainda fere. Quando li a primeira vez imaginei que falavam sobre mim e logo quando pensava até que eu não existia naquela história. Mas, já era uma intrusa. 

E, talvez por isso doa tanto. O reli hoje, quase um dia e meio. Vi minhas feridas abrirem e sangrarem o suficiente. Existia naquelas linhas bem mais que o menosprezo, os argumentos construídos para desvalorizar quem sou usava de premissas racionalizadas com o intuito de convencer, mesmo que a mensagem subliminar fosse despeito ou ciúmes.

Doeu por ser aprendiz, dói ainda porque parece que continuarei a ser... E nunca boa o suficiente.