"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli
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terça-feira, dezembro 7

Parabéns nerdzinha, você arrebentou!

Foi com esse título que meu amigo Elton Tavares me dedicou um texto em seu blog, o qual me deixou muito emocionada. Assim, disponibilizo aqui a forma com que ele retratou minha defesa de Trabalho de Conclusão de Curso, que aconteceu ontem à tarde. Obrigado “Eltão”, amo você.
                                            Por Elton Tavares
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Minha querida amiga, e colega de trabalho, Hellen Cortezolli, defendeu, ontem (6), o seu Trabalho de Conclusão de Curso, o famigerado TCC. A defesa foi acompanhada por amigos da nerdzinha, como a chamo carinhosamente, acadêmicos, jornalistas e blogueiros. Fora a banca, formada por professores amigos meus, Luciano Araújo, Silvio Carneiro e Alexandre Brito (pirataria total).
Ela começou nervosinha, com direito a toque de seu telefone e a cômica frase: “é o meu!? Que absurdo”. Hilário! Logo depois, com uma frieza invejável, seguiu com altivez e desenvoltura.
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Apresentação perfeita
Hellenzinha foi simplesmente perfeita na apresentação, ela discorreu com clareza e explicou muito bem como se faz um documentário. Pontuou a importância dos docs para a identidade e memória de um povo.
Em suas palavras finais, Cortezolli agradeceu aos que foram ali lhe prestigiar, amigos, familiares e os profissionais que formaram a banca. E disparou emocionada: “ Escrevam suas histórias, façam seus documentários, coloquem suas idéias em prática”.
Após a apresentação, nos retiramos e aguardamos a nota. No retorno a sala, depois de ouvir elogios de Luciano Araújo e Silvio Carneiro, Cortezolli escutou do presidente da banca, Alexandre Brito a seguinte declaração: “Sempre esperamos mais de alunos como você. Não importa a nota, precisas maturidade para aceitar sua pontuação”.
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Hellen esperando a sentença da banca.
A nerdzinha ficou pálida, mas a tensão foi rapidinha, após o terrorismo, o Brito anunciou o tão esperado “10”. Eu vibrei com aquilo. Hellenzinha passou e com louvor.
Eu fiquei emocionado ao abraçá-la, quase choro com a Hellenzinha, pois fiquei muito orgulhoso dela. Sei o quanto é difícil escrever um relatório, um trabalho escrito e um documentário. Também passei por essa experiência.
Assim é Hellen Cortezolli, ela sabe fazer de forma bela e inteligente, sim ela é brilhante. Parabéns nerdzinha, você arrebentou!
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Elton Tavares e Hellen Cortezolli, um abraço emocionado depois da defesa

sexta-feira, agosto 14

Ponto e vírgula nos separam

O ponto e vírgula é uma pausa maior que a vírgula e menor que o ponto, esse ponto final, pior que isso é uma história sem fim, autores que abandonam obras. Inacabadas, jogadas pelos cantos, deixam vestígios de sentimentos…dúvidas, indecisões e uma solidão camuflada, daquelas que se sente mesmo acompanhada.
A coisa toda era mais ou menos assim:
Nua, sem armadura
Olhos sem brilho, garganta sem nó
Língua que fala, que cala, que lambe
…só por um instante, não estava mais só…
Ele disse:
Era um e não estava só
Eram dois que faziam nós
A nudez que a armadura revela
Permanece enlouquecida diante da língua
A míngua
Querendo sede e água
Querendo brasa e calma
Querendo provar a si mesma
Como quem estremece pensando em sentir
A entrega plena e sutil
Violenta e viril
Que ali acontecia
Permanecia
Entristecia
Na embriaguês do sono
Ela disse
Vamos brincar
Vem vamos brincar
Vou mandar
Mandou
Brincou
A noite passa
O tempo agora dorme
Na esperança de acordar
Se o tempo dorme
O que acontece com ela?
Como ficam seus desejos?
Seus medos?
Seus olhos?
Seus sonhos?
Seu colo?
Ponto e vírgula nos separam;
Ninguém prometeu nada, não há culpa nas projeções, só estão vazias, sozinhas…como têm que ser.
Autoria: H.Cortezolli e A. Brito