"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli
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sábado, março 12

Hoje queria ser mais de uma

 

Maksuel

Então tá combinado, hoje no Auditório do MIS, depois Praça da Bandeira e Proibidus… próxima parada: Jamais Saberás, rsrs.

sexta-feira, fevereiro 11

Amatribo – vem sentir o som

AMATRIBOEP_FRENTE1  O processo ocorre de forma lenta. É quase possível perceber o som viajar pela corrente sanguínea, os batimentos cardíacos se alteram e então é quando tudo acontece, uma força que percorre por todo o aparelho auditivo, invade o cérebro magneticamente que lança impulsos sensíveis capazes de permitir a experiência transcendental...

 A estabilidade não acontece depois dos primeiros acordes, a fusão de riffs, o choro da guitarra anuncia o Dia do Treinamento, estes são os primeiros efeitos da música da Banda Amatribo, que convida para submergir a realidade não tão distante, nem dos olhos, tão pouco da mente...

 Muitas vezes conectada a sistemas psicológicos, políticos e sociais, uma vez que a letra traz em sua essência temas como revolução, caos e religião. Intenso, não só em ouvir, mas uma oportunidade para entrar nessa viagem e de preferência sem volta, quem experimenta o Dia do Treinamento anseia no mínimo pela Guerra, outro caminho arriscado que descreve o quão intenso pode ser os sentimentos, nesse caso, sonoros roncos profundos, que traz à tona um jeito peculiar e brusco de querer ser ouvido, sentido e idealizado.
Foto: Camila Karina 
 Inigualável, por não ser só um som, mas um jeito de se fazer constante, diafragmático produzido pelo vocalista Maksuel Martins, um misto de drive vocal e gutural, no baixo de Salomão Alcolumbre, pela guitarra de Rulan e no bumbo duplo da bateria de Vinícius.

 Enfim, estas foram as duas músicas da banda Amatribo, eleitas por mim para descrever o que senti quando curti esse som pela primeira vez, numa tarde de terça-feira, depois de um dia comum de trabalho, no som do carro à caminho de casa…Experiências assim, não podem ficar só comigo.
  
Sentiu vontade de conferir? Então, a chance será no sábado 12/02, no Malocão do Sesi, às 19h, lançamento do EP e contará com a presença das bandas: Anonymous Hate, Stereovitrola, Nova Ordem e Arsenyo. Sorteio de brindes e uma guitarra!
  Te encontro lá.

terça-feira, maio 18

Quando a recíproca é verdadeira

 Hoje tive um sonho estranho, não dormi muito bem, dores de cabeça absurdas me fazem companhia há algumas noites… Nesse sonho tive revelações que não pude ainda discernir se foram observações contidas no meu id ou foi meu subconsciente que falou mais alto… Só sei dizer que alguém me falou algo sobre amizade, resolvi transcrever o pouco que pude lembrar:
Diz-se da afeição recíproca entre duas pessoas, equivalente a mesma proporção. Amizade é um lance estranho… Fazemos amigos, descartamos os que nessa regra não cumprem seu papel. Se não há consideração quanto à reciprocidade ou recompensa na mesma proporção, logo, não é amizade.
Diz-se ainda não ser possível mantê-la unilateralmente, pois é embasada em reflexões e ponderações de algo que foi sentido. O que leva a crer que esse sentimento “amizade” é forte o suficiente para manter o respeito entre as partes. Então, se os amigos tendem a fazer escolhas que o prejudicam e ainda assim são felizes, que o sejam. E não se fala mais nisso.
Amigos precisam administrar o tempo, para não perder amigos…


  *Sejamos todos metal, raios, relâmpagos, trovões, tempestades completas, façamos todo o estrago do mundo, mas que o metal seja aquele forjado pela fogo e a água e todos os extremos capazes de resultar em algo digno de apreciação, de experiências que nos façam pessoas melhores. Que as tempestades por nós provocadas, arrasem estruturas já abaladas e que no local sejam construídos não mais portos seguros, mas lugares que instigue o desejo de voltar sempre que sentir necessidade, quando nos propusermos alçar vôos mais altos ou mergulhos mais profundos. Que apenas nossas almas se dispam das máscaras que usamos todos os dias.

quarta-feira, janeiro 13

Delícia!

Foi um dia meio a meio…

Um início de noite chato, até que os sons ganharam espaços, invadiram a alma, a guitarra de alma lavada liberava o som das almas famintas ao seu redor. A minha era uma, de várias no local.

Noite de metal, a última banda foi porrada, mas não lembro o nome...  Às vezes fico tão eufórica que tenho amnésia temporal. Foi no Sesc/Centro, tudo culpa do Pirata. O alma negra também estava lá, ai dele se não estivesse!

Tanta gente bonita, ambos os sexos. Depois das últimas festas que fui, onde via gente se acabando de tão feias, nossa! Meus olhos até ardiam, e eu não desejei ir embora. Por que tinha que ser uma terça-feira? Mas não lamento.

Depois na orla, a cidade vazia, os garçons nos bares ainda abertos nos expulsavam ainda do outro lado da rua, foi engraçado. Tinha até um silêncio chato, algo que beirava os anos 80, Aff! Lembrei da minha infância.

Sexta-feira da semana que vem tem mais e, vou de táxi. Rsrs

Espero a pirataria, na companhia de um “velhinho”.

domingo, novembro 8

Alma lavada

Depois de quase quatro dias de clausura, saí para respirar, lavei minha alma velha...
Avistei de longe muita gente, com vestes negras de todos os modelos, teve espaço para uns tipos estranhos, uma branca de neve por exemplo e um coroa de camisa xadrez estilo Alice no país das maravilhas, acho que ele era uma carta de algum naipe... (Na mesma noite da festa de halloween na cidade e o pessoal aproveitou).
Mas, era fácil diferenciar quem curte o som mais pesado e agressivo do bumbo duplo, do gutural e da guitarra com uma alma linda. Com direito a tapin e tudo mais.
Público na praça da Fortaleza de São José.
Fazia muito tempo que não me sentia assim, segura, mesmo com tanta gente. A hippie que vendia brincos, parou para benguear (movimento de balançar a cabeça ao som do metal, se tiver cabelos compridos ajuda, não tem no dicionário por isso expliquei) um pouco, é legal ver quem realmente aprecia. Não sabia que tinha um público bastante considerável em Macapá que curte o som… Mas a culpa é minha, não saio muito.
Ratos de Porão em Macapá E não fizeram feio, tinha uma roda punk de respeito. Agitaram o tempo todo, mesmo quando o João Gordo tirou uns babacas (sempre tem nesses lugares) que estavam brigando “...vão tomar um banho no Rio Amazonas para ver se esfriam a cabeça” enfatizou o vocalista da banda Ratos de Porão, que ainda este mês completa 29 anos.
O rato ao fundo, depois do batera. Com sons de 1989, tão atuais quanto os “problemas que não são resolvidos”, como explicou João Gordo antes de anunciar “Amazônia nunca mais”, se referindo ao nome da música que chama a atenção para o descaso com o chamado pulmão do mundo.
P1050126

Fiquei próxima a barraca da mesa de controle de áudio mas, foi muito bacana, descobri recursos na máquina fotográfica que nem sabia que tinha...
E ninguém ficou se encostando!


O que foi possível capturar divido aqui com você.
Quase consegui
Não sei mensurar a distância, mas eu estava muito longe, por isso essa aí é uma pérola.
À esquerda deu tempo para galera que tava trabalhando tirar umas fotos.
Da esquerda para direita, a primeira foi uma tentativa de uma técnica de fotografar que não aprendi, Rsrs. A terceira foi pra registrar quem tava trabalhando e teve um tempinho para fazer pose “de estive aqui”.
Ah! O show fez parte do Festival Quebramar, então vale dar o crédito, porque estava ótimo!