"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli
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sexta-feira, agosto 6

Agenda

Amigos tem cadeira cativa nesse blog. Só para quem curte o lance é o seguinte: Hoje a “Festa nunca Termina”. 

Festanuncatermina

Local: Boite Mosaico - Avenida Presidente Vargas, bairro Santa Rita.
Hora: 22h.
Ingressos: Antecipados a R$10,00 na loja "Na base Skate Shop", no Araras Center, na portaria da Mosaico a R$15,00

A “Festa Nunca Termina” é um evento de Rock and roll que visita gêneros do rock alternativo em geral desde os anos 70 até a década atual. (Iniciativa de Elton Tavares e amigos). Leia mais

domingo, agosto 1

Opinião não é terrorismo

Ontem teve apresentação de bandas no bar Crepúsculo, que fica no Araxá (orla de Macapá/AP).
Uma noite regada à boa música e ótimas companhias. Pelo menos era o que esperávamos. As duas primeiras bandas a se apresentarem, serviram como trilha para o “jantar”, filé na chapa, com fritas. Uma porção de azeitona (adoro) e outra de camarão empanado e refrigerante.
A lua estava linda compunha o cenário quase perfeito. Ah, quase você se pergunta?
Explico: Na apresentação da banda SEED FALLS, a vocalista Vanessa Rafaelly, que tem uma voz abençoada quando o quesito é lírico, isso ninguém discorda. Quanto ao gutural, tem muito a percorrer para se tornar boa. O domínio de palco também deixou a desejar no que tange a postura musical. Alguém deve ter soprado em seus ouvidos aguçados um outro palavrão além de “porra” só para variar, pena que isso foi só no final, antes ela intercalava com um  “hey, hey”.(Puts, imaginei que fosse imendar how, how e de repente tocar Whiski a go go, rsrs – fala sério). Mas, o que realmente motivou ao troféu “el micon de la noche” foi no meio do show ela tirar as botas, imaginei que fosse puxar uma dança da chuva depois disso…
Por isso não vou nem comentar a incitação à violência que ela fazia toda vez que gritava no microfone "bate cabeça, bate cabeça porrrrrraaaaaaaaaaaaaaa" (ela tinha a intenção de dizer aos presentes para benguear - para quem não sabe é balançar a cabeça, hahahahaha). Me diverti para caramba
Afinal, estamos em Macapá. De repente ela poderia ter dado uma nova roupagem à “Pérola Azulada” rsrsrs.
Aquilo está totalmente àquem do que se espera de uma amante do black metal. Destruiu a imagem que eu tinha dela. Contudo, para o cenário amapaense, não posso reclamar, é o que tem, fazer o quê?!
Já estavamos cansados de esperar, a brisa da noite tava um charme. Mas, já começava a incomodar, sabe quando bate um soninho? Pois é, fomos nos despedir do Antônio (nosso amigo que toca na banda Hidrah), já que a apresentação tinha sido trocada de horário por sei lá quantas vezes. Foi quando a “desorganizadora” comunicou a ele, que a Hidrah, ficaria para o fim, para dar lugar para o White Metal. #Nãocreio
Partimos na mesma hora.
Inri Cristo x white metal           Lado negro da força!
Bom, não pude assistir a apresentação do meu amigo. Interceptei meus pais que estavam a caminho e os alertei de que tipo de som também encontrariam por lá. A minha mãe como é mais direta, descartou logo a hipótese de prestigiar a banda de white metal. “Tá louca, não vou assistir mesmo, vamos dar uma volta depois iremos ao Crepúsculo, não saí de casa para assistir “gospel”. Tem coisas que não devem se misturar”, enfatizou Lu Cortezolli. Meu pai, disse que a bagunça se deu em função da já citada desorganizadora, não ter aguentado a pressão dos rapazes, por se tratar de uma mulher sem pulso, que deixou passaram na frente de outras bandas, uma banda que sequer estava no local na hora marcada, pura palhaçada.
Como prometido vou deixar o link da Hidrah para vocês conferirem como foi no dia mundial do rock.

Por que será que ela pensou isso? hahahahaha Grito meu - “Venho de uma cultura onde todos os espaços devem ser respeitados, ninguém deve profanar o território de ninguém. Assim, quando me sinto incomodada, me retiro logo. Para o meu entendimento tem coisas que são como água e óleo, não se misturam e não deve-se forçar a barra. É melhor definir de que lado você está”. Ah, quase esqueço. Quando disse ao Antônio que isso merecia um post, a vocalista me chamou de terrorista. Confesso que gostei, no que concerne ter minha opinião definida, se é assim que ela define quem prefere usufruir do direito de não se misturar, então tudo bem.

domingo, janeiro 24

Original, só os “Piratas”

(Dá-me a mão a mim, e a outra a tudo que existe. E assim vamos os três, pelo caminho que houver)… Frase tirada da agenda 2010 do Alma Negra.

Não se tratava de um sábado entediante, só não estava normal, talvez porque a sexta-feira não havia sido como as dos últimos tempos…

Havia uma tristeza esquisita, ou qualquer outra coisa que se aproximasse disso. A cidade parecia deserta, pessoas dispersas e um lugar bonito que falava de solidão o tempo todo.

Antes obviamente, uma mesa quem sabe no lado norte, quem sabe até, bem perto das águas, onde está fixada “mais uma obra do Governo do Estado do Amapá”. Entre estressado e saia zen…Interprete como melhor lhe convir.

Viagens à parte, esse foi um sábado, onde a “Pirataria” estava inspirada, nunca igual, sempre diferente.

Contudo, Alma Negra, o Pirata Bilíngüe (que domina o inglês mandarim) este estava sumido, e resolveu dar as caras… É claro, que não poderia faltar o Mestre das Ilusões. Aspirante convocada, e o moço de cabelos compridos, cujo riso se consegue fácil… Todos ao redor da mesa, naquele lugar onde naquela noite em especial, o vento não batia, parecia preguiçoso, o que havia acontecido ao lugar?

Especulações vinham de todos os lados… Até que um rapaz com sorriso branco, dentes perfeitos, olhos vermelhos, e uma frase de efeito, roubou a atenção.

Sabe aquele tipo, que te diz alguma coisa e você fica sem reação, só para ver no que vai dar? Então.

Ele fazia trabalhos manuais e reproduziu a imagem que estava em sua mente…Mostrou aos que sentados sorviam a cevada de seus copos pequenos, porém, transbordando de intensões, a cada gole uma frase, um flash e submergiam todos às lembranças de infância, que trouxeram à tona também “Brasis autênticos”, perversões, citações e tantos outros ãos e ões.

As lembranças depois de alguns dias sofrem mutação, farei o possível.

… Mas, o que marcou foi o cara dos trabalhos manuais… Que depois da paisagem no azulejo, se levantou, deu de brinde mais um sorriso e concluiu:

“O incentivo não é comprar… é deixar mostrar o trabalho”.

Poderia ter encerrado a noite aí, mas pirata que se presa não parte em barca furada sem antes rir bastante, e que seja de alguém vivo. O cantor mambembe que o diga, ofereceu o cd de mesmo nome, todo mundo liso… Deu mais uma volta e ofereceu novamente para o Alma Negra. Cara! Logo para quem. Virou chacota na mesa logo ali em frente.

E falou-se sobre a falta que o vento fez. E da “Perestróica”, que ninguém lembra porque foi citada na história, de Isabela que só ficou olhando de longe, talvez com saudades do arroche do Hermético na semana anterior, esta entrou de vez para o clube dos carentes.

E o guarda-roupa que virou penteadeira no meio do nada. Mosquitos sortudos, e a recusa do dinheiro que não foi feita, por ser dinheiro… Aff!

De Alma Negra, o homem filosofa:

“Relaxa que o ser humano é cachorro… Dilata e fica”.

E mais:

“Até gelo pra esquimó eu vendo”.

Conclui-se com esta que pode-se esperar tudo.

Até que a lua fique logo ali, como vida breve de mosca que não almeja nada menos que tocá-la, mesmo que morra feliz acreditando que poste é paraíso. Deixa que morra feliz.

Porque “original, só os piratas”. E que tudo fique registrado!

quarta-feira, janeiro 13

Delícia!

Foi um dia meio a meio…

Um início de noite chato, até que os sons ganharam espaços, invadiram a alma, a guitarra de alma lavada liberava o som das almas famintas ao seu redor. A minha era uma, de várias no local.

Noite de metal, a última banda foi porrada, mas não lembro o nome...  Às vezes fico tão eufórica que tenho amnésia temporal. Foi no Sesc/Centro, tudo culpa do Pirata. O alma negra também estava lá, ai dele se não estivesse!

Tanta gente bonita, ambos os sexos. Depois das últimas festas que fui, onde via gente se acabando de tão feias, nossa! Meus olhos até ardiam, e eu não desejei ir embora. Por que tinha que ser uma terça-feira? Mas não lamento.

Depois na orla, a cidade vazia, os garçons nos bares ainda abertos nos expulsavam ainda do outro lado da rua, foi engraçado. Tinha até um silêncio chato, algo que beirava os anos 80, Aff! Lembrei da minha infância.

Sexta-feira da semana que vem tem mais e, vou de táxi. Rsrs

Espero a pirataria, na companhia de um “velhinho”.

sábado, dezembro 26

Obstruções, insônia e vida real

Tá difícil dormir hoje…

Tô viajando um pouco… Meus pensamentos meio tortos, talvez inteiramente.

Uma noite dessas, não sei ao certo quando. Sonhei que precisava passar por um caminho apertado, totalmente claustrofóbico… Eu conseguia apesar das dificuldades, do medo, não estava só. Porém, quando finalmente conseguia atravessar, o caminho se repetia, mais uma vez, e mais uma, era possível ver quantas vezes mais ele iria se repetir, não havia volta, nem outra saída…

Só aquele caminho que se repetia. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

Então, ficarei por enquanto com uma letra cifrada, e uma estrofe não cantada, de uma música que nunca ouvi. Que fala de “vida real”…

Quando perco o sono, sem criatividade para escrever, nem poesias, nem contos.

E, de meus sonhos, já nem sei.