"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli
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sábado, janeiro 15

Madrugada de domingo

  A falta de sono te leva a fazer coisas… criativas ou não. Desde que mantenha sua mente ocupada, então tudo bem.

  Mente vazia não descansa, não produz… Os remédios que antes faziam dormir já não tem o mesmo efeito.

  O corpo também cansa de não fazer nada, dói.

  Então me ocupei assim:

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Não consegui decidir qual cor usar. Escolhi as que mais gosto e claras… dos esmaltes mais novos. Assim não preciso decidir qual cor de roupa usar… Faço dessas coisas, às vezes uma tortura não saber o que usar, o que é mais confortável, adequado a ocasião ou o que irá me deixar mais segura. Por que buscar tanta segurança? Quando se poderia apenas sentir… mesmo que seja medo. Já não me reconheço mais, mas ao menos não me rejeito.

sábado, dezembro 26

Obstruções, insônia e vida real

Tá difícil dormir hoje…

Tô viajando um pouco… Meus pensamentos meio tortos, talvez inteiramente.

Uma noite dessas, não sei ao certo quando. Sonhei que precisava passar por um caminho apertado, totalmente claustrofóbico… Eu conseguia apesar das dificuldades, do medo, não estava só. Porém, quando finalmente conseguia atravessar, o caminho se repetia, mais uma vez, e mais uma, era possível ver quantas vezes mais ele iria se repetir, não havia volta, nem outra saída…

Só aquele caminho que se repetia. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

Então, ficarei por enquanto com uma letra cifrada, e uma estrofe não cantada, de uma música que nunca ouvi. Que fala de “vida real”…

Quando perco o sono, sem criatividade para escrever, nem poesias, nem contos.

E, de meus sonhos, já nem sei.

quinta-feira, dezembro 10

Não olhe no pote

   Durante a tarde… logo cedo tenho vontade de escrever e não posso, não quero anotar, queria postar na hora que as coisas acontecem (ou quase), que me vêm à mente. Depois, quando chego em casa, não lembro mais. Onde foi parar o T?

    No trabalho é só contagem de horas, minutos e segundos. Mas os trinta últimos minutos da tarde antes das seis, são os que demoram mais a passar. Já terminei esses aí, admito leio romances bestinhas, pelo menos leioP1060211…os romances…bestinhas. Ai,ai, e gosto muito.

    Meu pote de idéias está vazio.

     Já troquei o dia pela noite, passo as madrugadas em claro… Febre de novo, será psicológico, o que eu tô fazendo comigo?

    Meu corpo todo dói. Sinto muito mas, não consegui fazer nada do que havia planejado. Não retoquei a exposição, nem saí pra filmar nada… Logo hoje que era dia de pontos finais!

   Vou ficar jogada aqui, tá?P1060234

terça-feira, novembro 17

Sem cravo, sem rosa…

Então, foi uma noite mal dormida cheia de pesadelos.
Dormir do lado esquerdo da cama e poderia ter acordado no chão… Não seria embaixo da escada?
Noite de horror, tudo por culpa…de não pensar quando fala. Aquele lance de novo de pensar, ou não.
Brigas sem graças dos dois que se amavam, que não se amavam.
A rosa com seus espinhos e o cravo tão sensível.
Logo, antônimos gritaram aos ouvidos enquanto o corpo fingia o descanso dos injustos.
Força, sutil.
Raiva, por não saber responder… Por não tentar.
Barulhos, silenciosos.
Provocação, desprezível.
Paixão, desapegada.
Morte sem vida.
Brincadeiras sem graça. Já é tarde.
E amanhecer sem querer, literalmente, para atividades pouco produtivas, e a ambiguidade não se cala.
Ok, torture à vontade.
Sabe quanto custa uma rosa?
Sabe o quanto custa para uma rosa?

Veneno em doses homeopáticas

Fazer um resumo de tudo que acontece numa segunda-feira é quase que uma terapia de choque.
Leva-se pouco tempo, para recordar os fatores que são infinitamente mais agressivos ao âmago de um ser humano, que relativamente não evolui.
Quem disse que o tempo não pára?
Questões que se proliferam na mente de alguém como eu, que não se resume, nem se rotula, forçam a um mergulho quase suicida nas próprias convicções.
Raiva, paixão, ódio, desejo, sentimentos que movem o mundo e ao mesmo tempo o mantém inerte, quase incontroláveis e onde fica a razão nisso tudo?
Sei lá, deixe na sala de estar!
Falsos julgamentos e prismas tendenciosos essa foi a segunda-feira.
Então, feche a porta, apague todas as luzes, que a escuridão seja a única a me fazer companhia e que meus pensamentos não gritem enquanto durmo.
Faço minhas as palavras da “Luxúria”, “…esse meu ódio é o veneno que eu tomo, querendo que o outro morra”!
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domingo, outubro 25

Autores mortos e devaneios tortos

Tentei dar início a uma leitura recomendada por uma amigo distante… Não saí do primeiro parágrafo.

Depois de um dia onde fui muitas em uma só, porém todas que não queriam ser… Não mais!

Todas Nós

Me perdi entre os ruídos da casa, lá fora, alguns estalos… se fundiam ao som dos toques apressados no teclado em busca de concluir o pensamento, confuso, obsoleto.

Ainda navegando, encontrei mais coisas que não procurava como de costume, enquanto postava fotos no site de relacionamento, que mais parece um grande álbum de fotografias, (espalho-as por todos os cantos, receosa em perdê-las… Já me ocorreu antes); Lia trechos de contos de Quiroga, minha alma velha e vazia se encheu de algo que não sei dizer… só sentir. Ao mesmo tempo que pesquisava sobre nomes para os personagens da peça dividida pela moldura do espelho…duas realidades numa só, onde o ponto e vírgula os separam e não desatam nós.

Buscava por um conto antigo, que havia lido ainda no início da academia, me marcou um bocado, mas não lembro o nome, tão pouco o autor, triste vida essa minha, de raras lembranças…

Lembro que estabelecia a análise fria entre loucura e sanidade… um dia reencontro…

Achei Beco do Crime e me surpreendi. Há muitos além do fim do Rio. Estou rodeada de hipocrisia, ladrões de idéias e concorrência eternamente desleal, todos vitimados pelo vampirismo habitual, sigo em frente. Anêmica!

Foi então que meus olhos se umidificaram… Tão bom encontrar o que se procura. Ando tão descontente e fugazmente irrequieta, encontrei o que minhas memórias haviam perdido, eis O Alienista, de quem a pouco citava, obra machadiana de quem vez ou outra me faço refém e, de bom grado, num refluxo como os que sofrem da síndrome de Estocolmo

Permaneci a míngua, após o partir das estrelas e da lua que quando se muda, me deixa mais maluca, e quem me diz bom dia?

quinta-feira, outubro 22

Dores que emburrecem…

Já são mais de duas da manhã, não sei a hora certa porque o relógio marca o horário de Brasília.
Não consigo dormir porque estou sentindo dor de cabeça, desde o início da noite. Por isso não me concentrei em nada…
A dor tinha aliviado um pouco, mas agora voltou mais forte.
Se espalhou e não sei ao certo onde dói mais.
Escrevi um post mais cedo, aliás dois. Mas, o segundo em particular, era bem grande. Diante da minha falta de atenção, não sei o que fiz, mas perdi tudo que tinha escrito. Agora não estou com paciência para reescrever.
TN140_PazSei que vou dormir e acordar no meio da noite, ainda com dor. Covarde finjo que não estou nem aí… É sempre assim, até que ela resolva me deixar em paz. Dor.
Meu rosto parece que vai saltar da cabeça.Talvez ganhe vida própria.
Deve ter se estressado com a mesmice.
Então, pulsa mais que meus batimentos cardíacos. Será que existem outros? Um desejo?
Um “remédio” do tipo que cura como tirar com a mão. Pena, não posso!