"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli
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sábado, fevereiro 13

I came back!




Depois de um hiato que parecia interminável: "Olhaaaa elaaaaa!", o gosto pela escrita voltou.

Na verdade nada volta a ser como antes, e isso é ótimo, porque o antes já passou e o futuro é imprevisível, como tem que ser. 


As boas novas se dão em virtude dos passos cautelosos de quem não tem nada a perder, mas também não quer perder mais tempo. 



Este espaço promete retomar publicações que respeitem um certo período, não tão certo ainda, como exercício de desapego. Porque não dá para carregar tudo na bagagem sozinha.




Afinal, algumas histórias merecem ser contadas com detalhes, por mais sórdidos que possam parecer, pois não poderemos contar com a memória para sempre. Assim, 2016 merece vários ensaios vintage, com gosto de "ainda não sei".

domingo, abril 7

Novos ensaios

Senti a temperatura do corpo se elevar, enquanto o termômetro marcava 18°C lá fora. Os batimentos cardíacos se aceleraram, eu sabia o motivo. Em circunstâncias semelhantes isso é bem comum. A boca ressecada, pactua com as mãos suadas e trêmulas.
E deixam as perguntas pré-estabelecidas fugiram da mente...

Esperei pelo momento certo em que minhas fraquezas conhecidas fossem evidenciadas até que possível encará-las. Chegada a hora de subir ao palco e encarar a plateia e, minha apresentação foi quase um monólogo.


Depois da primeira aula de teatro "Palco Aberto" com Michel Godinho e uma turma harmoniosa, acredito que encontrei uma maneira de praticar alguns conhecimentos adquiridos ao longo da minha vida, carreira e demais aprendizados, além é claro da assimilar estudos e observações. Esse momento é importante porque achei que não conseguia mais escrever com a alma. 

Outro ponto importante que me motivou a subir ao palco, além da vontade de conhecer outras versões de mim mesma, foi a necessidade de entender o brilho no olhar dos atores com os quais tenho tido o prazer de trabalhar no projeto do documentário que fala sobre o teatro. Eu chamei de "monstro faminto" esse sentimento que nos arrebata a cada entrevista...

Achei que tivesse perdido a vontade de compartilhar minhas observações com o mundo, porém, notei, ao menos até aqui, que apenas mudei a direção. Contudo, continuo amando o que faço. 

quinta-feira, agosto 18

Porções de arte

Vista  do Rio Guaíba, em frente ao Museu/Galeria de arte da Fundação Iberê Camargo
Às vezes custa até que as sensações permitam ser traduzidas pelos toques suaves e apressados no teclado.
Por dias me contive, até quando a maior das necessidades se fez quase sufocante, no momento em que precisava compreender minhas novas percepções.  

3° andar das galerias
Não é sempre que se entende um mundo novo... E isso me deixou ainda mais confusa. Não era o que sentia que me perturbava, mas o porquê de sentir.

Assim como são raros os momentos em que se está perdido e caminhando sem parar por até duas horas, sem perguntar a ninguém o caminho certo, quem nunca passou por isso, não sabe o que é estar perdido.

Então, o frio não doía e aquela manhã tinha um charme estranho... O sol depois de dois dias cinzas dos quais confesso ter sentido saudades, apareceu esplendoroso. Que filho da mãe! Como pode ser tão exibido, num cenário que dividia a natureza com a selva de pedra, da qual sempre quis fazer parte.  

Eram blocos e mais blocos de concreto, dispostos de um jeito especial, ladeado pelos 496 km² de um lago conhecido como rio e aquele tapete de betume espesso por onde os carros desfilavam precipitados, e as pessoas ignoravam toda a conjectura da coisa, culpa da rotina. Onde de um lado e de outro transitavam veículos diferentes, e daquele ponto de vista, pareciam tão próximos. Um contexto envolvente onde não cabiam falas.

Mais surpresas no interior e a visão seletiva nem sabia por onde começar, ninguém poderia indicar quais caminhos seriam os mais apropriados por mais que a arte fosse composta por teorias. 

A cada curva de cada lance acima havia mais de alguém cujo nome de origem Tupi “Iberê”, (significa nome de personagem de ópera, e traz a energia das artes. Há quem diga que o nome não tem tradução ou simbologia específica) provocava reações diversas, as obras tinham períodos peculiares e era possível sentir a vibração de cada movimento, independente da técnica... Eu poderia passar o dia lá, sem cansar.


Em especial a tela que mais rendeu reações, era um misto de energias boas e ruins que pareciam saltar aos olhos, promovia angústia e alívio, dor e prazer, um 3D quando não se cogitava tal tecnologia. Dependendo de como foi seu dia apreciá-lo no fim de tarde, talvez conseguisse traduzir tudo que sentiu, quem sabe até mais. Eu teria na parede da minha sala... contrário a outra opinião tão bem argumentada. 


Foto: Éverton Fagundes
Rio Guaíba
O Guaíba é um grande lago ao qual a capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre está ligada. Descoberto há pouco mais de 20 anos, depois de pesquisa da UFRGS e universidades norte-americanas. Rico em biodiversidade, o lago integra diversas espécies vegetais e animais, que requerem preservação.
Fonte: Wikepédia





Foto divulgação: Fundação Iberê Camargo
Iberê Camargo
Um dos grandes nomes da arte brasileira do século 20. Autor de obra extensa, que inclui pinturas, desenhos, guaches e gravuras. Iberê Camargo nasceu em Restinga Seca, interior do Rio Grande do Sul, Brasil, em 1914. E empresta o nome ao Museu/ Galeria de Arte na Avenida Padre Cacique, 2000, Porto Alegre, RS.




Foto: Hellen Cortezolli - No final do passeio é possível comer bem.

quinta-feira, junho 9

Dentro da Mata

O SESC Amapá traz ao Estado a exposição do pintor Miguel Penha, de Mato Grosso. Dentro da Mata – Exibe obras sobre as belezas da fauna e flora da Chapada dos Guimarães, no cerrado brasileiro, que estarão à disposição para visitação pública no período de 10 a 30 de junho de 2011, nos horários de 8 às 12h e 14 às 18h, na galeria de artes do SESC Araxá Antônio Munhoz Lopes.
Esse intercâmbio entre as várias linguagens culturais; música, artes visuais e artes cênicas, faz parte do Projeto SESC Amazônia das Artes, criado há três anos para atender as necessidades de desenvolvimento no campo artístico na região da Amazônia Legal.
O pintor Miguel Penha também ministrará a oficina “Pintura Dentro da Mata” no dia 9 de junho, das 9 às 12h, na casa de cultura do SESC Araxá. A oficina será gratuita.
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Assessoria de Comunicação e Marketing - ASCOM
SESC Amapá (96) 3241-4440, ramal 235
Para a oficina: (96) 3241-4440- Ramal Cultura 257
E-mail: sescapartesvisuais@gmail.com

sábado, maio 21

A boa de hoje

Quando se tem ideia de algo bacana, mesmo que seja uma avaliação muito particular, a primeira coisa que você pensa é compartilhar com quem gosta, para de repente fazer isso juntos...  
Hoje têm algumas opções dessas coisas bacanas. 
A partir das 14h em frente a Escola de Artes Cândido Portinari, tem Liberdade ao Rock. Na sequência, às 17h tem Projeto "Bem Baixinho", acústico da banda Beatle George, ao lado da sorveteria Q Sabor. 
O melhor é que os lugares ficam próximos, é possível ir caminhando, até sozinho... Vamos?

quarta-feira, maio 18

As viagens que os riscos na pele podem promover

  O que se vê em um studio como o Ö.R.E é gente interessante produzindo, assim mesmo, nesse gerúndio. Já na entrada da sala organizada, um ambiente clean, as imagens já atraem os olhos mais curiosos, que inevitavelmente usam as cores e os traços como condução a viagens mais intensas, rumo às criações por vezes reprimidas no subconsciente, reprimidas até ali, porque os artistas as fazem sair do papel, por meio dos traços e esboços...5614221805_19e1686956_m

  Eis as artes finais, que na verdade não se findam. Porque cada olhar, tem um jeito de interpretar. Ninguém olha apenas com os olhos cujo intensão é exclusivamente admirar. Todos se questionam de certo modo, como foi feito, quem terá executado, por quê foi realizado, quais os contextos? Mesmo quando não se sabe ao certo o que o desejo “de se riscar” pode conter, ou expandir.

  Arte é transição, continuidade, quase nunca conclusão. Porque às vezes o fim é meio, ou início de um sentimento que partiu ou retornou. 5614796182_6eba77b976_m

  A vontade surge não se sabe de onde, ter o corpo desenhado, seja por impulso ou algo que realmente necessite ser eternizado na pele, para sempre, mesmo que o “para sempre, sempre acabe”...como dizia quem um dia foi poeta e via arte onde nem sempre havia.

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sábado, janeiro 15

Madrugada de domingo

  A falta de sono te leva a fazer coisas… criativas ou não. Desde que mantenha sua mente ocupada, então tudo bem.

  Mente vazia não descansa, não produz… Os remédios que antes faziam dormir já não tem o mesmo efeito.

  O corpo também cansa de não fazer nada, dói.

  Então me ocupei assim:

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Não consegui decidir qual cor usar. Escolhi as que mais gosto e claras… dos esmaltes mais novos. Assim não preciso decidir qual cor de roupa usar… Faço dessas coisas, às vezes uma tortura não saber o que usar, o que é mais confortável, adequado a ocasião ou o que irá me deixar mais segura. Por que buscar tanta segurança? Quando se poderia apenas sentir… mesmo que seja medo. Já não me reconheço mais, mas ao menos não me rejeito.