

Afinal, algumas histórias merecem ser contadas com detalhes, por mais sórdidos que possam parecer, pois não poderemos contar com a memória para sempre. Assim, 2016 merece vários ensaios vintage, com gosto de "ainda não sei".


| Vista do Rio Guaíba, em frente ao Museu/Galeria de arte da Fundação Iberê Camargo |
| 3° andar das galerias |
| Foto: Éverton Fagundes |
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| Foto divulgação: Fundação Iberê Camargo |
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| Foto: Hellen Cortezolli - No final do passeio é possível comer bem. |
O que se vê em um studio como o Ö.R.E é gente interessante produzindo, assim mesmo, nesse gerúndio. Já na entrada da sala organizada, um ambiente clean, as imagens já atraem os olhos mais curiosos, que inevitavelmente usam as cores e os traços como condução a viagens mais intensas, rumo às criações por vezes reprimidas no subconsciente, reprimidas até ali, porque os artistas as fazem sair do papel, por meio dos traços e esboços...![]()
Eis as artes finais, que na verdade não se findam. Porque cada olhar, tem um jeito de interpretar. Ninguém olha apenas com os olhos cujo intensão é exclusivamente admirar. Todos se questionam de certo modo, como foi feito, quem terá executado, por quê foi realizado, quais os contextos? Mesmo quando não se sabe ao certo o que o desejo “de se riscar” pode conter, ou expandir.
Arte é transição, continuidade, quase nunca conclusão. Porque às vezes o fim é meio, ou início de um sentimento que partiu ou retornou. ![]()
A vontade surge não se sabe de onde, ter o corpo desenhado, seja por impulso ou algo que realmente necessite ser eternizado na pele, para sempre, mesmo que o “para sempre, sempre acabe”...como dizia quem um dia foi poeta e via arte onde nem sempre havia.
A falta de sono te leva a fazer coisas… criativas ou não. Desde que mantenha sua mente ocupada, então tudo bem.
Mente vazia não descansa, não produz… Os remédios que antes faziam dormir já não tem o mesmo efeito.
O corpo também cansa de não fazer nada, dói.
Então me ocupei assim:
Não consegui decidir qual cor usar. Escolhi as que mais gosto e claras… dos esmaltes mais novos. Assim não preciso decidir qual cor de roupa usar… Faço dessas coisas, às vezes uma tortura não saber o que usar, o que é mais confortável, adequado a ocasião ou o que irá me deixar mais segura. Por que buscar tanta segurança? Quando se poderia apenas sentir… mesmo que seja medo. Já não me reconheço mais, mas ao menos não me rejeito.