"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli
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sábado, fevereiro 13

I came back!




Depois de um hiato que parecia interminável: "Olhaaaa elaaaaa!", o gosto pela escrita voltou.

Na verdade nada volta a ser como antes, e isso é ótimo, porque o antes já passou e o futuro é imprevisível, como tem que ser. 


As boas novas se dão em virtude dos passos cautelosos de quem não tem nada a perder, mas também não quer perder mais tempo. 



Este espaço promete retomar publicações que respeitem um certo período, não tão certo ainda, como exercício de desapego. Porque não dá para carregar tudo na bagagem sozinha.




Afinal, algumas histórias merecem ser contadas com detalhes, por mais sórdidos que possam parecer, pois não poderemos contar com a memória para sempre. Assim, 2016 merece vários ensaios vintage, com gosto de "ainda não sei".

segunda-feira, outubro 31

As mentiras produzidas e consumidas diariamente

Nestes últimos dez dias, tive poucos momentos para exercer a reflexão saudável. Entre um questionamento e outro dos porquês de me submeter à sistemas que não funcionam, ou melhor, funcionam em meio ao caos... Agora mais descansada, analiso o reflexo dos contextos onde estou inserida.

Para ser mais específica, no salão de beleza enquanto esperava minha mãe ficar do jeito que desejava, para não criticar os assuntos comumente abordados pelas pessoas que lá labutam (quem casou, se separou, quem é amante de quem, quanto pagam por isso ou aquilo), resolvi folhear algumas revistas... 

Encontrei um álbum com o passo a passo de tratamento químico capilar. As fotos eram realmente horríveis, pixealizadas, escuras, não valorizavam o efeito/resultado do tratamento, tão pouco o desempenho do profissional (não sei se as consumidoras concordaram em não querer ficar como as “cobaias das fotografias”, ou se foi meu olhar “adestrado” que ficou ainda mais exigente). Sendo assim, viva a publicidade!

Hoje, descobri que minto o tempo todo. Principalmente para mim mesma, quando digo, por exemplo, que durante meu descanso não irei passar perto de tecnologia/rede social alguma (já que trabalho com isso). 
Mentcheeeeeeeeeera!

Cá estou depois de tanto tempo, para dividir minhas novas asserções, ou não tão novas assim, só mais conscientes, quem sabe, consistentes?
Não sei bem como fui parar no twitter de uma celebridade, que me levou a outro link, de seu site. Muito ergonômico por sinal, atraente, não só pelos ensaios fotográficos, mas principalmente pela facilidade e velocidade com que são as imagens e aplicativos são carregados (fator preponderante para uma internet não tão boa como a que a maioria das pessoas tem acesso).

Contudo, o que mais me chamou a atenção e motivou meu retorno obrigatório ao programa de elaboração de textos e todos os passos que são conhecidos para se postar um tema na internet, foi o texto explicativo de um dos ensaios fotográficos da referida celebridade. Minha dúvida foi em saber se ele foi de fato escrito por ela, ou por sua assessoria de comunicação.  

Um rápido mergulho no mundo da manipulação da informação: Publicidade, jornalismo, assessoria de comunicação e por aí vai. Esse meu olhar, identifica quem escreve o quê, provoca e praticamente responde sozinho que: a assessoria dela é muito eficiente.  Já que o texto elaborado tem, obviamente características da celebridade assessorada, mas também destaca um trabalho delicado, atento de que não foi ela quem escreveu a próprio punho em razão da forma com que escreve em seus twittes, complicado?  Respondo que não. E não vale apelar para a acentuação nem sempre disponível nos aparelhos de celular com aplicativos que facilitam tudo.

Viajando ainda mais na imaginação, posso seguir essa linha de raciocínio e pensar que foi uma pergunta que deu origem aquela resposta tão profunda, que justificou a entrada do ensaio fotográfico. Porém, mais do que uma pergunta foi a forma com que foi formulada. De maneira bem natural, talvez respondida enquanto folheava uma revista, conferia seus twittes no celular ou esperava o cabeleireiro ou maquiador terminar de produzi-la.
Tantas mentiras, que se tornaram verdades gostosas de consumir.
E você, também mente gostoso ou apenas gosta de mentir? 

sexta-feira, junho 17

Modelo de diálogo

Ele diz:
Hey.
EU TE AMO!

Ela diz:
Amo você também, mesmo.
Vou até me casar contigo.

Ele diz
Posso te confessar uma coisa?

Ela diz
Pode.

Ele diz
Bem, eu já te disse que evoluímos e estamos sempre a evoluir. Disse que fico feliz por você fazer parte da minha história. Isso você já sabe. Não sei onde quero chegar exatamente, mas sei que o meu ponto de chegada será um ponto de partida. Acho que toda essa enrolação é pra dizer que te gosto! Não encontro palavras.

Ela diz
Oh, que lindo!
Também gosto muito, muito de ti, desde o início, né?!

Ele diz
Porra!! Tu é foda! As vezes eu fico tentando entender sabe, mas não dá!

Ela diz
O que tu ficas tentando entender?

Ele diz
Tantas coisas.

Ela diz
Eu também... e tenho me debatido tanto, pareço bicho arisco preso... Tô tentando mudar algumas coisas na minha vida... Não tô muito feliz. Mas, não sei se as mudanças irão mudar isso.

Ele diz
Penso da mesma forma. Tento mudar algumas coisas para estar feliz, mas não sei se as mudanças serão suficientes.

Ela diz
Pois é... Estamos crescendo eu acho... ou envelhecendo, secando por dentro, algo assim...

Ele diz
Acho que precisamos de novos ares. Novos rumos. Um novo horizonte. Novos por quês? Aff, que merda...

terça-feira, outubro 26

5 passos para tornar seus slides e apresentações menos chatas

  1. Grife - Para que os slides não provoquem confusão visual, simplifique as mensagens, a regra do menos é mais, faz milagres;
  2. Um pensamento por slide - Permite que o apresentador dê tempo para que a platéia raciocine, assim o processo de compartilhamento de ideias se torna mais eficaz;
  3. Imagens coerentes - As imagens devem apoiar o ponto principal de cada slide e não desviar a atenção dele;
  4. Regra dos 30 pontos - Não use fontes em seus slides menores que 30, nem todos têm sua visão perfeita. Utilize seus conhecimentos de twitter, 140 caracteres está ótimo;
  5. Explore o visual para si - Você precisa informar seu público exatamente o que quer. Ao projetar uma apresentação, inclua sutilmente lembretes visuais para aquilo que deseja que as pessoas saibam. As #hastags fazem isso muito bem;

 

140 caracteres também podem ajudar *Esse texto foi totalmente baseado no artigo publicado por - Dan Zarrella - pesquisador premiado, cientista e autor do livro O'Reilly Media "O Social Media Marketing Book".Ele tem um fundo de desenvolvimento web e combina recursos de sua programação com uma paixão pela comunicação social, com o propósito de estudar o comportamento dos meios de comunicação social a partir de um backup de dados cientificamente fundamentado nas melhores práticas.

domingo, junho 20

Com vocês: in T er V alo

A in T er V alo foi um projeto de iniciativa do coordenador dos laboratórios de tv e rádio, Regi Cavaleiro e da professora de telejornalismo Cláudia Arantes.

Foram duas versões do jornal experimental, que seria divulgado na hora do intervalo, essa que disponibilizei aqui no blog e a outra seria um especial do Congresso de Comunicação, mas muito material foi perdido, com as idas e vindas do conserto do único computador que captura imagens da faculdade. Vírus, a faculdade não conhece anti-vírus, todos os laboratórios são minados. E, quem “conserta” são os técnicos da GETEC, já viu né?

Porém, apesar da aprovação da diretoria da Faculdade Seama, o projeto naufragou diante da falta de equipamentos, já que a faculdade só dispõe de três câmeras e dois microfones pobrezinhos (estão tão velhos e ralados, que fizemos uma vaquinha para mandar fazer uma canopla, porque ficávamos morrendo de vergonha, hahaha), para atender toda a demanda dos cursos.

Isso mesmo, outro projeto foi também aprovado pela diretoria (acho que estavam de bom humor), disponibiliza “todos os equipamentos” o computador para captura das imagens e técnico para edição, para atender todos os cursos que a faculdade oferece, inclusive a trabalhos de professores… Estão todos fazendo documentários, legal, né?

Seria mesmo se não fosse a situação tão precária que o curso de Comunicação Social se encontra, acredita-se que segue rumo à extinção.

Pense bem você que pretende fazer vestibular, não se iluda com o que os folders promovem, busque informações com os alunos que já estudam e com os que conseguiram se formar.

Boa sorte aos alunos que como nós, não vêem a hora de terminar o curso e sair da SEAMA.

  DSC01141                                                                                                    

* O tempo de duração do jornal da Tv intervalo são 16 minutos, mas o youtube só admite dez, então foi reeditado, tá?

sábado, maio 22

Ví… bora

Tive muitas emoções nessa semana, de todos os tipos… o que na minha avaliação significa que o saldo foi positivo. Contudo… já sei, você deve estar se perguntando:
*Precisa ter um “contudo”, sendo que o saldo foi positivo?
Calma, trocarei em miúdos para você entender, “qual é o papo”. Lembra daquela “liga torta” que normalmente costumo mencionar, sobre minha mania de observar antes de falar qualquer coisa? Pois bem. Observei bastante, assimilei um bocado, me mantive fria, o suficiente para não absorver as doses cavalares de energia negativa, emanadas de pessoas… digamos, extremamente indesejáveis e profundamente “evils”.
Na quarta-feira quando fui para aula, depois de um dia que foi muito bacana. Me deparei com realidades com as quais já estava muito na cara, mas sabe quando falta fé? Então… Tem muita gente de caráter duvidoso por aí.
Sabe qual é a pior constatação sobre pessoas ruins? É que elas não se acham ruins, sempre têm justificativa para tudo e no final das contas deitam a cabeça no travesseiro, dormem o sonos dos anjos e amanhecem com a mesma cara deslavada de sempre.
Afinal, a única coisa que importa para elas é a possibilidade de passar por cima de quem quer que seja, para alcançarem seus objetivos. E garanto a você, essas pessoas não têm medo de descer o nível. Não respeitam o adversário, e jamais jogam limpo.
O “bacana” é que a maioria dessas pessoas evils, não tem talento algum, são mediocres e têm um ego maior do que a pobre carcaça é capaz de suportar. São extremamente mal amadas, irritantes, do tipo de gente que entra em um recinto e traz consigo uma nuvem negra. O que resulta em 100% de rejeição para as demais. 
O que é mais irritante nas minhas concepções de mundo, é que dificilmente me engano quando o assunto são pessoas com as quais não fui com a cara, depois de trocar algumas palavrinhas.
Tá certo, que ultimamente tenho usufruido da educação que meus pais me deram, talvez tenha sido uma forma de gratidão da minha parte, já que tanta coisa boa tem acontecido comigo. Normalmente eu faria questão de ser anti-pática e minha justificativa seria: “Só uso minha educação com quem eu acho que é merecedor”. E daí?
Bom, tô enrolando muito para dizer que essa imagem (aí de baixo) não me saiu da cabeça essa semana. Pensei em deixar uma mensagem subliminar. Mas, acredito que é dispensável, né?
Bona petit!
cobra-comendo-rabo

sexta-feira, abril 30

O segredo do meu silêncio

Eu olho, observo, absorvo, descarto.
Enfatizo o “olhar observador” em virtude do hábito de “olhar sem ver”, que confesso ser uma defesa altamente eficaz. Não vejo nada logo, o nada não me atinge, nem me incomoda. Mas, estou ali, se for preciso, sentindo...
Retorno a premissa do olhar observador... E dentro desse contexto assimilo o quanto posso. Anteontem, por exemplo, durante uma palestra sobre comunicação, um renomado pós-doutor exemplificou sobre o silêncio que também comunica. Citou o comportamento de alguém que não fala muito em uma mesa de bar(me identifiquei na hora), segundo ele há apenas quatro possíveis motivos de seu silêncio:
· Está zangado com alguém da mesa;
· Insegurança;
· Tristeza;
· Ou não gostou do assunto...
Naquele momento em diante me ausentei... Divaguei, mal sabe ele que sou do tipo, que fala pouco, porque me contenho bastante, acredito que o falar muito nem sempre é bem-vindo, ouço muito e sei o quanto cansa.
Obviamente, que o pós-doutor está certo, porém, isso não pode ser encarado como uma regra. Ele se esqueceu de dizer que algumas pessoas não falam porque são mais lentas, como é o meu caso (rsrs). Então, penso, assimilo, absorvo ou descarto, compreendo e quem sabe, aceito e guardo.
Me penitencio, registro em algum lugar da minha mente, para mais tarde acessar os dados mais importantes e possivelmente me divertir...
Olho sem ver, me defendo, vejo, julgo, condeno, absolvo. Deixo passar... Esqueço. Entendo, nem sempre aceito. Deito e penso no que vi, como vi e o que me fez sentir. Respiro, lamento, agradeço, durmo.
Eis os motivos do meu silêncio. Depois de tudo isso, escrevo aqui, rsrs.

quarta-feira, abril 28

Saí de casa

Depois de quase dez meses na família do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, a tarde de ontem foi de despedida, em função da minha “mudança de casa”.
Eu prometi que irei visitá-las e irei.
Foi num clima cheio de saudade que eu disse um até breve aos amigos que fiz naquela instituição. Lugar cheio de gente interessante, onde passei ótimos momentos. Sem ressalvas!
Às charmosas meninas da Presidência/ASCOM, que sempre me trataram com muito carinho, paciência e atenção, Nira, Denise, Cianúzia e Luciene, o meu muitíssimo obrigado. 
Dr. José Façanha, Diretor Geral, pessoa humilde cheia de conhecimento, super atencioso e paciente. Apaixonado por fotografia a quem irei perseguir para saber como ficou o estúdio novo. Cianúzia Almeida, assessora de comunicação do TRE-AP, jornalista formada e viajante pelo mundo. Blogueira iniciante a quem irei continuar pegando do pé para continuar a postar, hihihi.
A Nira, que sempre me fazia ser útil. Vou enviar email com modelinhos novos, como combinamos. rsrsrs 
Todos os clic’s foram do Márcio Merctz, meu amigo pessoal, colega de trabalho e classe.

Minha última cobertura fotográfica do projeto Eleitor do Futuro, o Márcio que me clicou!
* Desejo ao próximo estagiário da ASCOM do TRE, todo o sucesso do mundo! Que agarre essa oportunidade com unhas e dentes, assim como eu! :)

domingo, abril 25

Texto e a síndrome de Estocolmo

Nem sempre nossa relação é amigável, brigamos muito, o texto e eu. Transportar para o papel toda a capacidade imaginária, canalizada de forma a usufruir de conhecimentos apreendidos sobre como chamar a atenção, prender por maior tempo possível o leitor... Não é tarefa fácil. O usufruto de tal mecanismo permite excentricidades confessas, admitidas sem temores.

Não se trata unicamente de devaneios de uma simpatizante das possibilidades que regem a alma humana, em sua moralidade e intelectualidade num raciocínio bem superficial, que de certa forma é frustrada por ter visto na comunicação o atalho mais adequado para se aproximar da socialização. O que muitas vezes se comprova inversamente.
O jornalismo foi mera formalidade, moldes estabelecidos por uma hierarquia de interesses cognitivos. Sim, linguagem com a qual se anseia atingir minorias relevantes.
Com julgamentos adequados no que concerne o contexto proposto nessas malfadadas linhas, ora clichês e em parte pertinentes.
A triste constatação de que o envolvimento da prática às vezes perde a teoria pelo caminho da execução, faz da rotina de criações ora brilhantes, ora medíocres, um peso incômodo de carregar. Execrando de certo modo as etapas que deveriam ser seguidas. Assim é um editor, mesmo que em texto anterior tenha sido considerado um mal feitor... Eis um mal necessário. Textos sem críticas, sem concisão são meros emaranhados de significados puramente unilaterais, que não atingem seu real propósito que é comunicar. Tendo ciência disso, me atrevo a fazer do texto parte importante da minha personalidade, que assim como eu precisa evoluir, ser polido, para quem sabe um dia consiga fazer-se compreender.

A relação de intimidade com o texto se equipara a síndrome de Estocolmo, um algoz que te faz escravo, intimida, te mantém muitas vezes refém, e ainda assim uma paixão, simpatia e amor inexplicável é nutrido por ele. Resolvi falar de texto novamente para justificar meu estado de completa falta de criatividade nesse últimos dias. Não foi falta do que contar, comentar ou criticar, foi o meio que não pude utilizar.

quinta-feira, abril 15

Fábula de quinta

Mauinício era o irmão mais novo de Clichê e Rebuscado. Apesar da mãe, que se chamava Rotina e pai de nome Cansaço, serem os mesmos, Mauinício, Clichê e Rebuscado, não foram criados juntos.
Clichê, o primogênito, cresceu fazendo tudo direitinho, sem fugir às regras. Não tinha intenção de dar trabalho aos pais. Um tapinha nas costas o contentava fácil.
Rebuscado nasceu depois. Sempre preferiu dificultar a permitir que as coisas apenas fluíssem. Tinha tendências a enfeitar demais tudo o que podia, mas ninguém o discriminava por isso. Em casa os pais diziam que o importante era Rebuscado ter espaço para criar. Preferiam a personalidade do filho, do que a do filho do vizinho, Nivelandoporbaixo, um rapaz sem futuro, indigno até mesmo de um olhar de desdém.
Mauinício, veio bem depois. Na verdade a mãe disse se tratar de um milagre da natureza, pois depois de Clichê e Rebuscado, ela não pretendia ter mais filhos, tão pouco o pai Cansaço. Tamanha foi a surpresa quando dona Rotina disse ao seu Cansaço, que espera mais um moleque. Foi só ele dar os primeiros sinais, que lhe chamaram de Mauinício.
Clichê se virou desde pequeno, quando homem já sabia o que queria, sem muitas surpresas nem mesmo aos pais. Foi morar na capital, trabalhava num jornal semanal, com tiragens de grande circulação.
Rebuscado mais ambicioso, queria não só sair da cidade, mas ganhar o mundo.
Com a notícia que o novo irmão estava a caminho, voltaram correndo para a cidade de Lauda, no interior do Estado de Caderno, ao norte de Mochila.
Já na cidade, correram para o hospital e no berçário viram Mauinício. De cara ambos torceram o nariz. E, foi cada um para um canto.
Passaram-se alguns anos, os moleques agora barbados, resolveram se encontrar para se conhecerem melhor. Foi então que marcaram um encontro. O lugar precisava ser calmo, organizado, e que oportunizasse aos três perceberem suas diferenças. Porém, não poderia ser qualquer lugar... Depois de muito pensar, resolveram por uma pracinha jeitosa da cidade, que tinha um coreto muito bonito, onde reunia todas as exigências dos moleques, agora homens feitos.
E, foi lá no coreto, chamado Texto, que os irmãos puderam ficar pela primeira vez juntos,  Mauinício, Clichê e Rebuscado.
O encontro foi comemorado pela cidade inteira, com direito a banda marcial e tudo. A família agora estava reunida, Mauinício o mais novo, Clichê o mais velho e o irmão do meio, Rebuscado, fizeram de  dona Rotina e seu Cansaço os pais mais felizes do mundo… Até que a paz na cidade de Lauda foi ameaçada, por uma criatura terrível, de tão má, só de ouvir o nome do sujeito mal encarado o povo todo estremecia, idosos, homens, mulheres e crianças… Ficavam para molhar as calças. Era ele El Editor, um estrangeiro maldito que implicou com Rebuscado numa de suas andanças pelo mundo. Pois não é que o coisa ruim seguiu Rebuscado até sua cidade natal. El Editor queria dar um fim em Rebuscado, mas quando durante a festa em comemoração ao encontro dos irmãos, Mauinício, Clichê e Rebuscado, El Editor, decidiu que precisava dar um fim nos três para inquietude da cidade de Lauda e, principalmente de dona Rotina e seu Cansaço
O jeito foi apelar para um mafioso da cidade, chamado Sr. Arrogância, um velho encrenqueiro cheio da grana, mandou os rapazes para bem longe de Lauda. Para um lugar chamado Ciberespaço que recebia todo o tipo de gente, acolhia que nem coração de mãe. Lá os rapazes vivem seguros, sem nunca esquecer das ameaças de morte de El Editor.

P1040085 * E aí o que achou? O meu dia foi tão ruim, que se eu não fizesse alguma coisa para mudar, não iria dormir de novo… Espero que você ao menos tenha dado boas risadas. E, a propósito, essa historinha aí de cima, aconteceu com um texto meu. :(

sexta-feira, março 5

C mentes

O destaque vai para:

A aula de rádio.

Produtora, editor e apresentadores do Rádiojornal Paula Livre.

Com data marcada para ir ao ar nesta sexta-feira, o projeto piloto da Rádio Pauta Livre ao vivo, adiou o sucesso de crítica e “ouvintes” para uma outra ocasião, consequência do nervosismo e insegurança, que adentraram o laboratório de rádio sem pedir licença e se aproximaram de maneira insólita dos apresentadores.

O que de certa forma não receberá destaque nas capas dos principais jornais do país,  já que os os cobaias, digo, felizardos colegas, Plácido de Assis e Ane Gláucia, dupla escolhida para a estréia, não tem experiência como a maior parte da turma em radiojornalismo. Plácido de Assis

Espera-se contudo, que com a prática os exercícios passem a ser menos tensos e mais prazerosos.

Para os que acompanharam a empreitada, foi bastante divertido, pois o clima, não estava nada carregado.

P1080410

O jeito foi gravar tudo mesmo. (Plano B legítimo).

E assim:

Ficou acordado que até que todos sintam-se à vontade e seguros para encarar os improvisos que o radiojornalismo exige, o rádiojornal Pauta Livre só irá ao ar com transmissão ao vivo, quando os alunos estiverem mais “amadurecidos”.

Depois da aula rolou o ensaio fotográfico, por insistência minha.

O motivo? Estávamos verdes, Plácido e eu.

Aproveitamos que a Sharloth (de preto) quis aparecer em momentos raros este e a visita da Lili (de rosa), que vez ou outra dá o ar de sua graça pelos laboratórios da Seama.

Clique na foto para ir para o blog onde está o ensaio verde na íntegra.

terça-feira, março 2

Chove informações sem me molhar

Os dias têm sido corridos.

Mal percebo que o dia já se foi, não passo mais as madrugadas acordada, tão pouco tenho escrito meus pensamentos insanos todo o tempo.

Não culpo os dias por passarem e me deixarem para trás, já que não tenho sido muito organizada mesmo.

Esquecer têm sido uma constante. Com uma facilidade enorme, às vezes esqueço que almocei, e isso após duas horas. Talvez seja falta de vitamina, mas no fundo acredito que seja muita energia criativa desperdiçada.

Sabe aquela onda de querer abraçar o mundo, com as pernas? Acho que sou o cúmulo do absurdo nesse quesito, acredito que tenha tentado essa façanha, com os dedos dos pés.

Está tudo muito grande ao meu redor…

Hoje por exemplo, já é madrugada de terça, mas a segunda foi muito grande. Não como “aquelas segundas” em que acordo pela manhã com a filosofia do Garfield (de quem odeia segunda-feira e gostaria de voltar a dormir)… contando os segundas para chegar o fim de semana.

Vale a pena citar os melhores momentos:

Pela manhã, a aula de roteiro estava prazerosa, o ritmo do grupo, apesar das reclamações do meu velho, vai bem. Me lembrarei de não convidar mais meu papito para ser meu coleguinha de curso, ele é muito “Caxias”   não me deixa faltar, rsrsrs, que maldade a minha.

Tô curtindo muito. Contudo, acho que minha criatividade ainda está de férias, aff! nono

________xx_________

À tarde no trabalho, foi conturbado, mas pensei várias vezes em não reclamar, e não é que deu certo!

Me senti mal no caminho pra casa, dores… Mas, madrecita me medicou e fui para aula. Foi legal, apesar do meu atraso, e do trânsito no caminho… Mas, ando preocupada com os trabalhos, com o “Trabalho de Conclusão”, este último já almoça comigo.

_________xx_________

À noite, aula bacana mesmo foi a de Telejornalismo II, eu já nem lembrava mais como usar a câmera…Foi muita prática.

Só lamento não ter registrado para postar aqui, não sei onde ando com a cabeça, que tenho perdido cliques fabulosos.

musica06Ah! Para completar minhas lamúrias, esqueci de imprimir o trabalho de rádio, que saco!

A rádio ainda não tem nome, e nome de rádio é tão fraco. Essa palavra se encaixou bem. Não gosto de rádio, não gosto de como minha voz fica na rádio.

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Assisti ao stand up que fiz na semana passada, tô gorda. Cadê disposição para cuidar do corpo?

 

Já que eu vou pirar mesmo...que seja com style! Por falar em palavras, a disciplina Laboratório de Jornalismo Impresso, tem rendido boas pérolas, li textos muitos agradáveis, criativos, cheios de delicadeza na hora de transmitir para o papel o que cada um sente sobre a ação de escrever… Alguns renderam um raio X da alma, foi mágico. Porém, por mais que se tente, nem todo mundo tem alma, e na remessa de hoje, li um lixo… Que até mesmo o lixo se ofenderia de receber tal comparação. Então me pergunto:

Por que a surpresa, vindo de onde vem?

Não se pode julgar o livro pela capa, mas quando a capa não lhe diz nada, por que teimar em abrir o livro?

Assisti ao filme Legião, no sábado (não, não é da banda Legião Urbana), fala de quando Deus perdeu a fé no homem, e enviou os anjos para aniquilá-los… Um de seus soldados (anjo Miguel) resolveu desobedecê-lo, a trilha tem muito valor, enriqueceu cenas que poderia ser usadas tranquilamente em outras circunstâncias e não teriam o mesmo charme e/ou efeito. Todavia, o que isso tem a ver com as perguntas que fiz ainda a pouco? Talvez alguns livros, cujas capas nada atraentes sejam abertos, seja por curiosidade… ou esperança.

Mas, no caso acima, não teve jeito, não se aproveitou nada. Vazio, tão vazio que até mesmo o vazio se tiraria proveito, mas do texto em questão? Não! Nada.

Fiquei triste quando li.

Tive vergonha de ter alguém assim na mesma turma que eu.

Deixa para lá, entretanto, não seria eu mesma se não observasse de outro ângulo…o da língua afiada, por exemplo. Rsrsrs.

A internet não ajudou nada hoje…

Tenho exercitado minha paciência, não tem sido fácil, em especial hoje, apesar de meus esquecimentos imperdoáveis, foi um dia bom.

terça-feira, fevereiro 9

Delicada audição

Retorno às aulas, e uma noite onde rostos já vistos, porém pouco distintos, preenchiam aquela sala, que para todos  era novidade por ser visivelmente menor que a anterior… Mas, que não passava de mais uma sala branca, com uma lousa, cujo quadro de avisos pendurado na parede espera ter utilidade. E, no canto próximo a porta, uma lixeira de médio porte, forrada com um saco plástico preto, aguarda também ser usada… Quem sabe alguns papéis de balas ou chocolates, já que ninguém trouxe cadernos…

Aqueles rostos fazem parte de outros conjuntos, com histórias singulares, interessantes ou não, e sentidos. E, dentre eles a “delicada audição”, que se readapta aos poucos ao bombardeio de informações que retumbam junto a acústica nada agradável, onde pode-se ver o som ir até o fundo da sala, bater na janela metálica e retornar para a porta com um espaço de vidro para olhar através, tudo é sentido como um soco no estômago. Ainda assim, não dói.

E os jornais velhos, trazidos pela professora que veste verde e empolgada depois das férias, doida por produzir jóias, talvez, cujo brilho no olhar até pode ser contagiante… Porém, não deve se iludir, será melhor esperar que a festa profana extravase os resquícios de sonhos não realizados no fim do ano passado. Certamente, haverá mais energia após o carnaval, agora no entanto, a produção de “pérolas” somente como as do Enem, é mais seguro.

Eis, um festival.

Nada pessoal, é só a minha delicada audição, que se encolhe desesperada após ouvir uma leitura “adivinhada”… E o tempo não finda aquele parágrafo interminável e torturante de se ouvir.

Já no laboratório mais uma pérola contraída para o “anais” deste espaço, não, não há como descrevê-la fielmente, mas um andar desajeitado, cujo “boa noite pessoal” meio forçado, segue por uma solicitação de “divulgação”. .. Tem coisas que não se aprende na escola ou faculdade e antipatia é uma delas.

Então, no retorno depois dos quinze minutos de intervalo, após alguns lances de escada, a professora perdida pelo corredor é “conduzida” àquela sala branca, que agora tem seu número notado, 507, que agora apresenta respingos literais de cores pelos cantos, são só quatro alunos, um amarelo na primeira fila, outro vermelho do outro lado da sala, colado tem um verde, e ao fundo um vermelho meio sério, quase pendendo para o vinho.

Algumas frases soltas ao vento frio do ar condicionado, resultam em frágeis estímulos intelectuais, que sugerem as diferenças… e uma sensação boa de “ouvir”.

Como descongelar o corpo e sentir aos poucos o sangue correr nas veias.

A professora agora é gente, tem história e a cada degrau de sua escalada faz um filme da própria vida para os meros expectadores… Um de cada vez, e quando nos damos conta há mais cores na sala, e mais gente. E tudo foi percebido por meio da audição delicada, ora agredida, ora afagada.

terça-feira, dezembro 1

Páginas cheias de nada

Decidi que minha alma morta, precisa renascer de uma nova forma. Já que não pode ter um novo corpo.

Vou aproveitar as férias e ler vários livros, essa será minha meta...

Um livro por semana, talvez mais.

Assim poderei viver as vidas que não posso...

E dores, amores que não sejam os meus.

Porque dói demais.

"A vingança é um motivo poderoso", diz o anúncio da trilogia Millennium custa só R$ 87,20. Dá uma vontade de ler... "Os homens que não amavam as mulheres", "A menina que brincava com fogo" e "A rainha do castelo de ar". Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

Então folheio mais umas páginas.

Na página número oito, tem "Da criação ao Roteiro Teoria e prática" R$63,99 - Das idéias iniciais até o roteiro final, esta edição atualizada traz textos teóricos e exercícios práticos voltados à televisão e ao cinema - texto bem escrito da sinopse, já me convenceu. Preciso!

Logo abaixo "A técnica fotográfica" R$87,99 ...

Mal me recuperei e em seguida, "Fotografia Digital - O Manual que Faltava" R$55,99, é realmente não tem cura.

As obras se repetem... até que "Homens, Dinheiro e Chocolate", Escute seu coração e corra atrás de seus sonhos, diz abaixo do livro para convencer mulheres como eu a consumi-lo, será a capa, será o chocolate? Ou não...

Ouvir o coração, correr atrás dos meus sonhos?

Vou ficar mais maluca ainda.

Por enquanto só dói.

Eis que "O pai dos burros" me chamou a atenção - Expressões como "a escola da vida", "abraçar uma causa" e "acreditar piamente" estão entre os mais de 2000 verbetes deste dicionário de clichês e frases feitas R$23,99. Hum, me lembrou alguém, devo colocar na lista para presentes. Tem gente que gosta de fazer sombra com o chapéu dos outros.

Páginas e mais páginas, contagem de moedas...

Até que "A arte de entrevistar bem" R$20,99, poderia ser livro de bolso.

Uma coluna inteira para consumir:

"70 Lições de Jornalismo" R$23,99;

"Amigos Ouvintes" R$22,99;

"Jornalismo Diário" R$39,99;

"Jornal Nacional: Modo de Fazer" R$28,99;

"A arte de escrever bem" R$21,99.

Mais páginas, mais...

Olha! "Desvendando o Twitter" R$31,99, um guia divertido é o que promete ensinar o que fazer para ser um twiteiro com destaque no microblog. Hunf!

Coluna de vampiros... Conheço alguns.

Lá vem os guias de viagens e autoajudas, até parece!

E repete, os mesmos livros nas páginas.

Tudo isso em www.livrariadafolha.com.br

Fiz um conto novo.

Que devo mostrar para alguém...

É bem provável que não publique aqui.

quarta-feira, novembro 18

Sem desculpas

  Tinha pensado o que iria dizer, treinado em frente ao espelho, ou não, mal pude encarar, mas não tem espaço, tempo ou privacidade…

  Tenho algumas coisas em mente, que às vezes não saem do papel, fico meio frustrada e uma grande aura negra me envolve.

É assim que me sinto quanto aos trabalhos da faculdade ultimamente, até que me divirto. Mas, esse lance de tempo, acaba comigo. Não falo nem da pressão, nada vê. É não poder estar em vários lugares ao mesmo tempo que destrói as minhas idéias…

 

Comunicação

  Fiquei quase dois dias completamente sem voz, o pior é que eu tinha tanto pra falar…

Mas, nunca dá, tem sempre @#$ no &$ que não sai do meu caminho.

Fiquei pensando… e se de repente eu ficasse muda pra sempre?

Muita gente iria gostar.

 

Trabalho

  Hoje foi divertido, no sentido de deboche mesmo. Vi gente “madura” se comportar como adolescente, não chega a ser ridículo, é quase digno de pena, e uma esperança… Quem não sabe se comportar agora, quando envelhecer a coisa toda só piora.

Vi aspirantes a repórteres perderem alguns minutos por não conseguirem bolar um texto bacana para matérias de tv… isso explica muita coisa. Principalmente, lembrei de Noblat, que disse no congresso que os jornalistas nivelam pela mediocridade, pode crer! 

Vi a blusa de zíper da repórter, que não conseguia esconder a barriga, que insistentemente ficava para fora das calças, nem o terninho apertado dava conta. Sério, se um dia eu ficar assim, e perder o senso do ridículo me avisem.

Mais um trabalho para o “supercinegrafista”, fechar na altura do peito, rsrsrs.

  Como não podia ficar sem debochar, pedi socorro ao rapaz do lado, com quem nunca tinha conversado. Eu precisava dividir a observação, se não eu iria morreeeeeeeeeer. Dei graças que ele entendeu, demos boas risadas juntos. Talvez ele tenha rido da minha futilidade, mas não faz mal.

Estava muito ridícula. Coitada!  (Jornalista formada e atua na área algum tempo);

 

Planos

Tô com umas idéias meio tortas, que talvez melhore meu astral, se ficar bom eu divido com você…

sexta-feira, novembro 13

Peculiaridades das histórias interessantes para contextualizar

  Alguns erros, gafes não faltaram. Mas quem quer ver a perfeição? Talvez depois da morte.

Então, perguntas pouco inteligentes, outras muito estúpidas. O que seria de mim, se não as tivesse presenciado? Apreciei sem moderação, num humor compulsivamente ácido. Foi ótimo.

Só foi possível testemunhar porque estava lá. É bem verdade que me perdi entre um comentário e outro, pior ainda, porque assimilo as coisas devagar.

Cada um no seu ritmo, eis uma lei.

E segue o baile…

Primeira noite

   Um espaço que poderia ter sido preenchido por outras coisas interessantes, sem desmerecer o talento do “artista”, mas nem sempre o improviso pega bem. Uma falha grande na abertura do II Congresso de Comunicação. A mesa estava posta, pronta, declaradas abertas as horas de divisão.

Dividir e absorver o que outras experiências podem provocar em alunos que não sabem bem para onde ir. Que não querem ir para lugar nenhum, num pensamento do tipo: “deixe a vida me levar”... Entretanto, abertura feita, e uma espera interminável pela estrela da noite, Ricardo Noblat, jornalista, escritor, blogueiro e alguém que já experimentou situações diversas e viveu para contá-las.

Pontualidade britânica, então uma hora e meia disponível para o “Ceará”, personagem criado por um aluno tímido de um semestre pouco divulgado (talvez seja o 4º, não sei), ele rouba a cena. Mas, observe com cuidado, ele não se desfaz do personagem. Não tira a máscara para que lhe encare nos olhos. E tudo que é demais cansa... A intenção é válida... Releve, de leve.

 

Segunda noite

  Paixões, discursos inflamados e mais paixões, assessores de comunicação (jovem) Aleco Mendes, diretores de marketing Jorge Avancini, paixão pelo que fazem (Sport Club Internacional). De vermelho, Aleco Mendes, de terno preto, Jorge Avancini.

Contagia, mas não vende... Talvez seja meu sangue azul que não permite que eu compre (gremista até a última gota, rsrsrs). Admiráveis, de longe...

 Ronedo de Sá Ferreira, frase de impacto: "Eu tentei"! Ronedo de Sá, queria colo desde o início da palestra, mas foi esforçado...

Não tinha público, juro que contei. Vinte e duas cadeiras preenchidas à esquerda, trinta e duas à direita, por sorte, ninguém dormiu... Não foi a pior.

Uma emoção que alcança os ossos, se é que é possível osso sentir arrepio. Ele conta histórias e todos ouvem...  Francisco Ornelas.

Então, sonhamos todos e, o mundo era de foca.

 

Terceira noite

(Tive que trabalhar, então só fui a noite, não assisti a palestra do jornalista e apresentador Gilvan Barbosa da Record de Macapá).

   Phillipe Bertrand tem 30 anos, após se formar trabalhou em vária agências, sentiu frustrações, vendeu o carro, foi morar na Ásia, deixou 400 currículos em 400 agências, até chegar onde está hoje.Na palestra do Diretor de Planejamento da Agência Dm9ddb, Philippe Bertrand,  o público recebeu no lugar de uma palestra um show de injeção de ânimo, todos foram agraciados com o vídeo desobvialize da campanha da Brastemp... Entre outras coisas, é claro. Só que o lance foi tão bacana, que não é possível que ninguém tenha saído naquela noite, sem pensar no que poderia deixar de ser ou fazer o óbvio e inovar, revi o vídeo seis vezes hoje...

Mais tarde, percebi que conheço pessoas “desobvializadas”, uma que vai trocar de nome na segunda-feira, outra que vai começar um regime na terça, um cara que anda de madrugada sozinho na rua... Os que gostam de loucos, os loucos que gostam de alguém. Foi como respirar um novo ar.

 

Inspira, você também!

(Não fiquei para a palestra do Roberto Toledo, assessor de imprensa da Confederação Brasileira de Futsal).

     Bruno Paes Manso, jornalista investigativo do Estadão. Enquanto contava suas histórias, enquanto se apossava de outras para nos contar, eu o via subindo o morro do Alemão, conversando com “chacineiros” num dilema ético, cheio de histórias interessantes para contextualizar. Numa dicotomia quase doente, febril, daquelas submersas no comportamento humano.

Tanto para aprender, quanto para querer ser… Façam fotos... Retornemos aos tempos em que acreditava-se que as câmeras fotográficas eram capazes de apreender as almas das pessoas. Ainda é magia. Só os bruxos mudaram de nome, méritos que antes poderiam ser de Merlin e Morgana, agora são Sony, Panasonic entre outras.

Bruno Paes Manso Já deu passos para subir o morro do Alemão, conversou com chacineiros, se interessa pelo comportamento humano, fala a verdade para os entrevistados, sabe seus limites, tem 38 anos e é doutorando. Jornalista investigativo e ainda assim nunca se expos.

 

A Lili não gosta de tirar fotos sozinha com os convidados, eu tieto tranquilamente, mas deixei ela sair nessa foto, rsrs. Por favor!

Apreender por osmose, vale?

 

E se me perguntassem como foi? Eu responderia que foi único, como cada segundo sempre é.  Talvez o segundo seja melhor que o primeiro.

Tem que ser assim, sempre.

terça-feira, novembro 10

Histórias de um contador de histórias


Um senhor que um dia se deparou com uma realidade na redação do jornal onde trabalhava, após passar pelos cargos de repórter, subeditor, editor e chefe de reportagem...  Se deu conta que “não havia espaço para pessoas de cabelos brancos, menos espaço ainda, para pessoas que nem cabelo tem mais”.


Num traje de camisa azul bebê, calça verde-musgo clara e sapatos marrons de sola confortável, Francisco Ornelas, diretor do projeto FOCA do Jornal O Estadão, se apresentou para uma platéia cheia de mentes onde borbulhavam curiosidades, tendo como admiráveis os acumulados 42 anos de profissão...

Presenteou os ouvintes atenciosos, acredite com exceção das moças sentadas às minhas costas, que faziam projetos cujo tema principal era sexo, ninguém piscava.
E, a cada ponto e vírgula era mais uma história interessante de alguém que construiu a vida com o jornalismo. Dele mesmo, que no início a mãe não o apoiou, porque o salário era menor que o da cozinheira da família, e para o pai que acreditava que coisa de gente jovem é o estudo.

O único que o apoiou desde sempre foi o cunhado que o incentivou com um comentário, ao saber que Ornelas tinha conseguido o primeiro emprego como jornalista do Jornal da cidade:
      - Legal Chico, só falta você ir para o Estadão!
Quatro anos depois...


·                      -Estou no Estadão!
·                      -Legal Chico, só falta o New York Times!


Vinte e quatro anos depois...


-Estou no New York Times!
-Ah! Não falta mais nada!


E histórias como a de Lourival Santana e Priscila Neri (seja curioso, faça a lição de casa e pesquisa sobre eles, achou que eu facilitaria as coisas, né?).
Frases clássicas como: 

“Vocês escolheram a mais fascinante profissão do mundo”


Se entre aqueles que escolheram o jornalismo como profissão, está os que querem ganhar muito dinheiro, desistam, dá pra ganhar o suficiente para pagar boas escolas, mas não ficar rico.



O projeto


“Um programa que abre as portas para as escolas de jornalismo e que possa proporcionar aos acadêmicos um espaço para exercitar”, esses foram os argumentos de Ornelas para convencer o dono do jornal.


          Quanto vai custar?  - Perguntou ele.
           Nada. Respondeu Ornelas.


E assim... 
De 23 a 25 mil é o número dos jovens jornalistas  já inscritos no programa. 
Que disponibiliza 30 vagas todos os anos no período de setembro a dezembro, destinado a alunos no último semestre do curso de jornalismo ou formados a pelo menos dois anos.
Atualmente 85% dos estudantes que passaram pelo projeto exercem a profissão em grandes veículos de comunicação.


Dicas infalíveis
"Não peça por emprego, este nunca tem, peça por trabalho que nunca termina".
"Não existe incompetente com sorte, então dedique-se".
"Demita o patrão: Tá demitido, não trabalho mais para você!" (rsrsrs).
Essa foi a palestra que mais me emocionou, por alguns instantes, acredite...quase chorei.
   




II Congresso de Comunicação e muito mais



Ricardo Noblat pela primeira vez no Amapá, veio à capital para palestrar sobre Jornalismo Político no II Congresso de Comunicação, promovido pela Faculdade Seama, deu dicas e destacou os pontos frágeis de um blog com várias atualizações ao dia, falou sobre o exercício das Assessorias de Imprensa e dividiu sua opinião com os presentes, alunos, egressos e interessados em comunicação, baseado nos 42 anos de experiência no jornalismo.

Cabelos grisalhos, camisa jeans por cima de uma   camiseta preta, fala calma, cheia de conteúdo e firmeza. Calça cáqui, sapatos mocassins marrons (aqueles com bolinhas na sola). Assim se apresentou Noblat.
Falou sobre jornalismo e a larga experiência acumulada nas redações, na convivência com uma assessora de imprensa a pelo menos 32 anos (sua mulher), das redações que exploram gente nova sem experiência nenhuma e que se contenta com qualquer trocado. O ideal segundo sua análise seria dividir em parte iguais, profissionais com experiência de vida e jovens afoitos por aprender.

"As assessorias se multiplicam, as pessoas se formam para trabalhar em assessorias de imprensa, quando na verdade isso não é jornalismo, utilizam as técnicas mas não trabalham com a verdade".Obviedade foi a palavra mais dita por Noblat.
Visto que os jornalistas cobrem as mesmas pautas, principalmente quanto se trata de assuntos locais, onde estão próximos, "...nivelam pela mediocridade, reconhecem que não fizeram o melhor, mas que o concorrente também não e comemoram isso". Destaque também para textos bem escritos, fotografias bem feitas e informações corretas que devem ser rigorosamente exigidas, o que comumente não acontece.
 "O Jornalismo é a única profissão onde se admite pessoas que não sabem fazer direito seu ofício, diferente de um engenheiro, por exemplo, é fácil encontrar nas redações textos mal escritos, presos ao lead,como era no tempo do telégrafo". (Acho que tenho um professor que iria adorar esse trecho da conversa).

Criticou a arrogância dos profissionais de comunicação, que não admitem os próprios erros e se apropriam da verdade, cujos poderes não foram delegados à eles por ninguém. Enganam as pessoas, sejam elas leitores, expectadores ou ouvintes. Comportam-se não muito diferente de "bandidos" com seus gravadores escondidos para registrar conversas, se fazem passar por alguém, ganham a confiança e mentem, tudo pelo tão concorrido "furo de reportagem". "As pessoas têm o direito de saber que estão sendo gravadas, filmadas que se trata de uma entrevista. Não existem pergunta ruim, existem respostas ruins".
E por falar em ruim, reservei um espacinho aqui para as pérolas da noite:
Pérolas
Diretor da Faculdade Seama Carlos Scapin empolgado com a indicação da instituição com a melhor da região norte: "Vocês poderão olhar com ar de superioridade, digamos assim, para as faculdades das outras regiões do país, porque a Seama é a melhor da região norte". (???)

Aberrações
1-Com o comentário de Noblat sobre assessoria de imprensa não ser jornalismo, uma assessora se ofendeu pessoalmente e foi incapaz de discernir o que o palestrante disse, foi grossa e demonstrou desequilíbrio emocional, não deixou que o convidado concluísse o raciocínio para justificar sua posição, faltou postura para uma profissional da área, que sobretudo precisa ser política.

2-Pergunta de aluna de 8º semestre de jornalismo:
 A internet veio para substituir o impresso?
É bem verdade que a pergunta pode ser interpretada como pertinente no que tange a opinião do convidado. Contudo, se de fato trata-se de uma dúvida verdadeiramente perturbadora da colega do último semestre, eis uma preocupação se os quase quatro anos dentro de uma instituição, tida como a melhor da região norte, não lhe esclareceu nada. O que será que foi feito nesse período?

3- Agora a melhor de todas, pergunta feita por aluna do 2ª semestre:
O senhor acha que o jornalista se desvaloriza quando se sobrepõe a determinada situação política?
Noblat não compreendeu o que a aluna quis dizer, eis uma tradução:
sobrepõe - em lugar de submete
Ela insistiu na pergunta:
O senhor acha que o jornalista se desvaloriza quando se "assujeita" a determinada situação política?
assujeita - no lugar de sujeita (submete aí de novo).
A aluna continuou...
O que quero perguntar é quando o senhor se relaciona o jornalismo à política...
Deus sabe o que ela quis dizer.

Isso foi só no primeiro dia!
Aguardem os próximos capítulos.

sexta-feira, outubro 23

Melhores da Semana

Click de Liliane Oliveira
Resolvi destacar algumas imagens da semana, algo que eu tenha visto com esses meus olhinhos e queira dividir com você, posso adiantar que nem sempre serão coisas agradáveis, estimulantes ou engraçadas, mas que farão certamente você achar que nem tudo é perda de tempo.
Nesse caso, fica instituído que sexta-feira além do “Francês”, “Matapi”, reuniões com o grupo do curta, haverá também as “Melhores da Semana”.
Faz tempo que venho ensaiando uma enquete bacana para fomentar aqui no blog, mas não queria nada que fosse criar “teias de aranha” ou acumular “poeira”, sem que ninguém participe, como acontece com os comentários.
Então, o jeito é divulgar imagens de amigos, minhas e sei lá, o que vier mais.  Não esqueça, toda sexta nesse bate canal.

quarta-feira, outubro 21

Funcionalidade do blog

Aos colegas atrasadinhos devo informá-los que o G2 já começou. E, de volta então os downloads dos conteúdos dados pelos professores.

A aula de sexta-feira dia 16, de Fotojornalismo já tem link para download, é só observar o “G2” e baixar a aula dada.

Quanto ao Jornalismo Ambiental, vai demorar um pouco, o texto entregue pelo professor tem umas 12 páginas, e não sei se digito tudo ou digitalizo, é bem provável que eu opte pela segunda forma, mas ainda assim requer tempo (e lembrança de minha parte), prometo, contudo, dedicar-me para facilitar a vida de vocês.

“Aproveitem esses meus lapsos altruístas que não é sempre que me ocorrem”.

A aula de Telejornalismo, também está disponível, atente para os trabalhos que são feitos em sala de aula, pesam muito na pontuação. Agora para o G2, já tem trabalho em grupo (seis componentes) e requer assiduidade. Organizem seus grupos e mãos à obra, o desafio e montar um telejornal, com direito a nome e tudo. O download, também tá na mão, ok?

Falta pouco gente, então vale o esforço.

A aula de terça-feira de radiojornalismo tiveram dois exercícios, um boletim e um conto infantil, tudo editado no Vegas… Ah! Não sabe como editar, tem o download da introdução do programa Vegas, tudo aqui no blog. É só deixar de preguiça.

Fico devendo só o lance de Jornalismo Ambiental, como já foi dito. Beijos e até.

Podem pegar o que quiser do blog, só não esqueçam de:

Deixar um comentário!

Não dói! E me ajuda a avaliar se o que escrevo estivá ruim.  E onde preciso melhorar.

Ufa! Por hoje é só.