"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli
Mostrando postagens com marcador defeitos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador defeitos. Mostrar todas as postagens

sábado, outubro 16

Monólogo de sábado

Me mantive afastada por motivos óbvios… falta de criatividade mesmo, desordem dos pensamentos e total ausência de conteúdo para falar sobre qualquer coisa.
Resolvi quebrar meu silêncio por dois outros motivos, necessidade de me expressar livremente e principalmente escrever aqui, (porque no meu tcc, estou a ponto de enlouquecer, um momento… acho que já sou louca, enfim…).
Refleti muito nesse período, e me dei conta que “psicologizar” a forma com que interpreto o mundo faz parte da minha personalidade, desconstruir essa maneira de ver e compreender as coisas me coloca num lugar muito desconfortável. Por mencionar desconforto, percebi que uma das minhas paixões foi posta de lado, e isso ocorreu por um motivo… Deixei de fotografar. Minha retina continua vendo e assimilado talvez maior quantidade de informação do que alguns meses antes, então porque deixei de fazer uma coisa na qual sinto tanto prazer? Talvez porque não quero ser vista.

Explico melhor:
Mesmo quando faço meus registros, seja de pessoas, lugares ou objetos, me disponho também a ver a mim mesma. Meus autoretratos eram constantes e, o que provocou meu “autorepúdio” foram alguns kilos a mais. Estes também surgiram por algum motivo, e podem ser interpretados como ansiedade em excesso, a apreensão que venho sentindo em função do término de curso (nada me fará mais feliz nesse momento, do que me formar e sair de vez da faculdade), e a insegurança total no trabalho, são os culpados pelo acúmulo de ansiedade, somados a noites mal dormidas, que resultam em falta de concentração, etc, etc. Está instalado o caos (no meu subconsciente e no corpo também, rsrsrs). Sem caos não há mudança, não é mesmo? Qual será a minha?
Bem, partindo do pressuposto de que sei exatamente o que aconteceu até aqui, preciso destacar que os kilos motivaram meu isolamento, o que é comum acontecer em fases de transição como esta que vivo recentemente, porém, é a primeira vez que isso ocorre comigo. Devo lembrar que não foi algo brusco, pelo contrário, gradativamente me vi não querendo fazer o que gostava, nem desfrutando da companhia de amigos, não que não goste de falar com eles, mas estar em suas presenças é diferente. Divaguemos um pouco… Às vezes algumas pessoas extrapolam de liberdades das quais não foram conquistadas verdadeiramente, processo ilusório acreditar que por ser amigos podem falar sobre qualquer coisa, há amigos e amigos. Amigos com os quais contamos e podem contar conosco e “amigos” aqueles que não sou inimigos, entendeu? E tolerar piadinhas de todos os tipos já estava desagradável, sobre meu peso talvez fosse pior, não iria ficar chateada ou discutir, mas evitaria permanecer com quem supostamente as fizesse.
Voltando ao raciocínio do peso, discordo totalmente de pessoas que defendem a teoria de que mulheres se vestem para outras mulheres, salvo o casos das lésbicas ou bisexuais, não vejo nenhum fundamento em tal afirmação. Aliás, devo destacar que alguém que tenha chegado a essa conclusão é de uma ignorância descomunal quando o assunto é mulheres. Falando egocentricamente, preciso me sentir segura, e os kilos a mais não me deixam assim, as opções se tornam mais escassas e visto o que não for me deixar tão ridícula, ok?
Não é a opinião dos outros que importa, porque independente do que fizer, vestir, pensar ou ser, haverá alguém que irá ser do contra (graças à Deus, já pensou se todo mundo estivesse sempre de acordo?), então isso é irrelevante. Vale considerar que pessoas inseguras são engolidas pela sociedade (hipócrita, consumista e capitalista) em que vivemos e esse conjunto de manipulações para obter resultados, pode desencadear na síndrome de Estocolmo, ora se você se tornar refém da sociedade, poderá começar a imaginar que a culpa é sua, e que ela não é tão ruim assim, nhac - pudim de você... Novamente a necessidade de se isolar fará com que todas as outras atividades que têm sua atenção passe a ser menos importante do que ficar sozinha. Deste modo, podemos entender o processo de ICI:
Insegurança + Caos  = Isolamento
Como resolver o problema? Sei lá. Não tenho as respostas, afinal me encontro nessa situação, mas o que posso revelar sobre minhas atitudes, é que admiti que não estava bem, o que por conseguinte me levou a levantar os fatores que provocaram minhas reações, após os ter identificado, me movimento em direção às soluções. Sobre o peso, o fato é que estou muito sedentária, desde que cheguei à Macapá com 43kg, me preocupei somente em estudar e trabalhar, sou uma ex-atleta, sabia que se não conservasse meu corpo sem dúvida eu viraria um caco de mulher, rsrsrs e cá estou com meus 55kg. O jeito é terminar logo esse TCC que está me dando nos nervos e partir para uma academia, porque adoro saladas e sucos, então alimentação não é prejuízo para mim, não nesse aspecto, mas gosto de comer tudo que tenho vontade e só o fato de dizer que não pode, já dá vontade, agora por exemplo, gostaria de comer algo…só não sei bem o que é.
Lueeu  *Espero que você que costuma vir aqui dar uma espiadinha não tenha perdido seu tempo e ao menos se divertido… e da minha parte, espero ter justificado minha ausência, Bjs rsrsrs.
PS – Essa é uma das poucas fotos novas, foi nosso amigo Sal que fez, ao meu lado está a Lu (Louise) minha amiga e colega de trabalho, a Lu tá sempre assim, com um sorrisão no rosto (pelo menos comigo, hahaha). Agora preciso voltar a escrever meu tcc, antes que meu “desorientador” brigue comigo novamente.

quinta-feira, abril 15

Fábula de quinta

Mauinício era o irmão mais novo de Clichê e Rebuscado. Apesar da mãe, que se chamava Rotina e pai de nome Cansaço, serem os mesmos, Mauinício, Clichê e Rebuscado, não foram criados juntos.
Clichê, o primogênito, cresceu fazendo tudo direitinho, sem fugir às regras. Não tinha intenção de dar trabalho aos pais. Um tapinha nas costas o contentava fácil.
Rebuscado nasceu depois. Sempre preferiu dificultar a permitir que as coisas apenas fluíssem. Tinha tendências a enfeitar demais tudo o que podia, mas ninguém o discriminava por isso. Em casa os pais diziam que o importante era Rebuscado ter espaço para criar. Preferiam a personalidade do filho, do que a do filho do vizinho, Nivelandoporbaixo, um rapaz sem futuro, indigno até mesmo de um olhar de desdém.
Mauinício, veio bem depois. Na verdade a mãe disse se tratar de um milagre da natureza, pois depois de Clichê e Rebuscado, ela não pretendia ter mais filhos, tão pouco o pai Cansaço. Tamanha foi a surpresa quando dona Rotina disse ao seu Cansaço, que espera mais um moleque. Foi só ele dar os primeiros sinais, que lhe chamaram de Mauinício.
Clichê se virou desde pequeno, quando homem já sabia o que queria, sem muitas surpresas nem mesmo aos pais. Foi morar na capital, trabalhava num jornal semanal, com tiragens de grande circulação.
Rebuscado mais ambicioso, queria não só sair da cidade, mas ganhar o mundo.
Com a notícia que o novo irmão estava a caminho, voltaram correndo para a cidade de Lauda, no interior do Estado de Caderno, ao norte de Mochila.
Já na cidade, correram para o hospital e no berçário viram Mauinício. De cara ambos torceram o nariz. E, foi cada um para um canto.
Passaram-se alguns anos, os moleques agora barbados, resolveram se encontrar para se conhecerem melhor. Foi então que marcaram um encontro. O lugar precisava ser calmo, organizado, e que oportunizasse aos três perceberem suas diferenças. Porém, não poderia ser qualquer lugar... Depois de muito pensar, resolveram por uma pracinha jeitosa da cidade, que tinha um coreto muito bonito, onde reunia todas as exigências dos moleques, agora homens feitos.
E, foi lá no coreto, chamado Texto, que os irmãos puderam ficar pela primeira vez juntos,  Mauinício, Clichê e Rebuscado.
O encontro foi comemorado pela cidade inteira, com direito a banda marcial e tudo. A família agora estava reunida, Mauinício o mais novo, Clichê o mais velho e o irmão do meio, Rebuscado, fizeram de  dona Rotina e seu Cansaço os pais mais felizes do mundo… Até que a paz na cidade de Lauda foi ameaçada, por uma criatura terrível, de tão má, só de ouvir o nome do sujeito mal encarado o povo todo estremecia, idosos, homens, mulheres e crianças… Ficavam para molhar as calças. Era ele El Editor, um estrangeiro maldito que implicou com Rebuscado numa de suas andanças pelo mundo. Pois não é que o coisa ruim seguiu Rebuscado até sua cidade natal. El Editor queria dar um fim em Rebuscado, mas quando durante a festa em comemoração ao encontro dos irmãos, Mauinício, Clichê e Rebuscado, El Editor, decidiu que precisava dar um fim nos três para inquietude da cidade de Lauda e, principalmente de dona Rotina e seu Cansaço
O jeito foi apelar para um mafioso da cidade, chamado Sr. Arrogância, um velho encrenqueiro cheio da grana, mandou os rapazes para bem longe de Lauda. Para um lugar chamado Ciberespaço que recebia todo o tipo de gente, acolhia que nem coração de mãe. Lá os rapazes vivem seguros, sem nunca esquecer das ameaças de morte de El Editor.

P1040085 * E aí o que achou? O meu dia foi tão ruim, que se eu não fizesse alguma coisa para mudar, não iria dormir de novo… Espero que você ao menos tenha dado boas risadas. E, a propósito, essa historinha aí de cima, aconteceu com um texto meu. :(

Dia de quinta

Não é só um dia ruim...
Mesmo após quase quatro anos, descobri que não consigo me fazer compreender.
Desperdicei mais um tempo precioso, tenho feito muito isso.
Concisa demais, rasa demais... E ainda assim...
Se não estivesse falando de meus próprios limites, poderia me desesperar.
Esqueci de mencionar que sou teimosa demais também, insisto em continuar.

quarta-feira, março 31

Entre preto e branco, prefiro o cinza

Minhas lentes às vezes me flagram. Falar sobre hoje me remete a uma sensação agradável de viagem, daquelas em que arrumamos as malas sem dor de cabeça, nos acomodamos na poltrona confortável de um ônibus, (achei melhor imaginar um ônibus, já que no avião nunca relaxo) recostar a cabeça no vidro da janela e ver as listras do acostamento quase entrarem uma na outra, diante da velocidade em que os pneus tocam o chão. Deslizam suavemente, fingindo não encontrar os milhares de buracos no asfalto. Ver a paisagem do campo passando, como se ela estivesse em movimento ao invés de nós, árvores e pequenos arbustos apostando corrida. Me faz lembrar da serra… saudades de viajar assim… Saudades de casa.
Acho que toda essa nostalgia é resultado de um dia cinza que meu saudou logo de manhã, quando acordei.
Adoro dia cinza, com a mesma intensidade com a qual odeio a segunda-feira…
Escrevi há muito tempo o que o dia cinza significa sob meu olhar aguçado, na época eu tinha meus quatorze anos e estava muito apaixonada… dizia eu, em voz alta quando fazia o caminho de casa depois das aulas de inglês:
Quando você não está, o dia fica cinza, a terra emudece e o céu é testemunha da falta que você me faz”…
Às vezes repito isso, mas não para um alguém definido, é como se existissem mais de mim, espalhados por aí. Como num universo paralelo.
Hoje fiz minha parte. Me doei em muitos momentos e, adivinha?
Me diverti muito, então: Viva o cinza! Que é a fusão do preto com o branco, do bem e do mal, heróis e bandidos, anjos e demônios…

quarta-feira, março 3

Para a incompreensão: Uma fuga justificável

Ontem à aula teve a ver com títulos atraentes, obviamente que o direcionamento era outro… Contudo, cheguei a conclusão de que meus títulos não são atraentes e, se um dia o foram, há tempos já deixaram de ser.

Pensando no título para este post, resolvi destrinchar meus sentimentos negativamente conturbados, depois de uma aula de roteiro nesta manhã.

Um misto de inquietação incessante, com doses cavalares de ignorância, aquela no sentido de não raciocinar com a lógica e permitir que sentimentos nada virtuosos tomem conta dos argumentos pobres, como raiva sem motivo aparente. Quanto mais as linhas são construídas, mais compreendo que esta sensação se findará até o término deste raciocínio, já mencionado anteriormente, como ilógico.

Passou.

Num exercício de saída do “problema” ou do lugar em que ocupo, vejo nada mais, nada menos, que uma mulher mimada, que não gosta de ser contrariada, até aí, nenhuma novidade. Entretanto, talvez o que realmente a tire do sério, seja a comparação.

O rótulo, pior ainda, nas circunstâncias em que ocorre a rotulação. Cai por terra toda a baboseira de ser único, seja quem for.

Vem à tona a construção do caráter do indivíduo a partir das expectativas da sociedade, que são extremamente contraditórias, para não dizer “burras”. Já havia traçado este paradoxo em outra ocasião, mas como tudo que não é autêntico, se repete…

Na infância todos devem ser iguais, seja perante os dogmas impetrados pela família, escola e círculo de convivência e/ou, pela Justiça dos homens.

Chega a ser engraçado, uma Justiça igual para desiguais, num contexto meramente Aristotélico. Que aquém dos próprios interesses se aplica individualmente.

Partindo dessa premissa, errônea ou não, do geral para o específico, a comparação me enoja. Com toda a repulsa que é possível sentir, eis minha arrogância… E, posso ser eu mesma.

Fogem meus argumentos racionais e me apega a Hobbes, prevendo meu estado de insegurança de iniciativa da agressão.

Assimilação deturpada dos conceitos, inflamada pela revolta, originada pela comparação.

___________xxx____________

 

 Raiva: um sentimento que deve ser controlado, ou mergulhado numa obra de Agatha Christie - Assassinato no Expresso Oriente.

 

Um mergulho bem-vindo à ficção.

plantacarnivora

terça-feira, novembro 17

Veneno em doses homeopáticas

Fazer um resumo de tudo que acontece numa segunda-feira é quase que uma terapia de choque.
Leva-se pouco tempo, para recordar os fatores que são infinitamente mais agressivos ao âmago de um ser humano, que relativamente não evolui.
Quem disse que o tempo não pára?
Questões que se proliferam na mente de alguém como eu, que não se resume, nem se rotula, forçam a um mergulho quase suicida nas próprias convicções.
Raiva, paixão, ódio, desejo, sentimentos que movem o mundo e ao mesmo tempo o mantém inerte, quase incontroláveis e onde fica a razão nisso tudo?
Sei lá, deixe na sala de estar!
Falsos julgamentos e prismas tendenciosos essa foi a segunda-feira.
Então, feche a porta, apague todas as luzes, que a escuridão seja a única a me fazer companhia e que meus pensamentos não gritem enquanto durmo.
Faço minhas as palavras da “Luxúria”, “…esse meu ódio é o veneno que eu tomo, querendo que o outro morra”!
PhotoFunia-20bb1b8 (1)

segunda-feira, novembro 16

Só pensei...sobre o assunto



 Sábado foi um dia atípico, quase não saí do meu quarto, com exceção para tomar banho, por quatro vezes, e quando minha mãe me obrigou a comer... Deus sabe lá o motivo de tanto mau humor, só não queria ver ninguém, falar com ninguém...
A internet me fez companhia, alguns telefonemas e só.
Acho que eu queria fazer parte de um filme velho.



















O domingo foi um dia interessante, não só pelos filmes que assisti, tão pouco pela companhia, mas pelo ponto de vista que exercitei, com todas as limitações de um “robô” (apelido carinhoso dado pelas pessoas que realmente me amam, pai, mãe, irmão, namorado).


Não sei dizer se foi um up grade ou o teste de novos sistemas. Contudo, mergulhei no consumismo medíocre, aquelas porcarias de redes fast food, coisinhas gordurosas do shopping. Enquanto esperava, percebi uma cena corriqueira em pelo século XXI, uma menina de sei lá, aparente quatro anos em companhia de seu pai. Um homem de cabelos grisalhos a quem não lhe dava muita atenção, compensava com compras...


Ela olhou pra ele e entre uma mordiscada naquele hambúrguer maior que sua mão, disse:
- Eu quero que você fale com o dono do shopping para fazer meu aniversário aqui.
Aquilo acabou comigo, lembrei da minha infância e de como via meus pais como meus heróis, jamais falaria assim com eles. Mas, não a condeno. Ela é fruto de uma geração que não tem atenção e é compensada com presentes, dos mais estapafúrdios possíveis.
Quatro anos... Fútil assim?


Tenho um sobrinho que é muito parecido comigo, invocado, talvez com humor seco, sarcástico e sagaz para alguém de cinco anos.
Ele também é fruto de relações deste século. Casamentos que não dão certo (como um robô das antigas, não quero casar, porque sei que meu programa também tem falhas e não fracasso nunca, por isso não quero).


Nessa viagem meio sem rumo, me peguei refletindo sobre as novas relações. Hoje não dá para chamar de família somente pai, mãe e filhos. Agora são duas mães que levam os frutos do relacionamento anterior ao cinema.
O velho vestido de boyzinho com as duas namoradas, o namorado novo da mãe de filhos gêmeos. E daí?


Famílias de todos os tipos. Tá certo que aqui não tem muito opção de lazer...
Acho um saco ver aqueles pais antipáticos, descontar nas crianças na praça, com uma cara que mais parece bicho papão... Sua eterna insatisfação na vida. E eu também não tenho filhos e logo, não sei nada como é e tals...

Tudo isso me veio à mente depois de ver uma guriazinha passar, ela não usava salto, nem essas roupas horrorosas que as crianças usam hoje, era roupa de criança mesmo. Como as que eu usava...


E, lembrei das minhas conversas com os meninos, onde eles perguntavam por que meu cabelo era tão grande, e nossa curiosidade de quando crescêssemos se os cabelos iriam arrastar no chão, e cresceria também os cílios e não poderíamos enxergar. Menino pensa cada coisa!


O filme “Tá chovendo hambúrguer” outra animação cheia de surrealidades com mensagens subliminares de relacionamento difíceis entre pais e filhos. A necessidade de ouvir incentivos, a dificuldade de transmiti-los. Porém, um “eu te amo” salva o dia.


E nessa coisa toda, quase me engasguei por duas vezes, era tanta comida que imaginei que ao longo da noite eu ficaria enjoada, mas não. Esqueci do filme em seguida. Não foi muito relevante para mim. Me concentrei mais nas futilidades das pessoas, nas minhas. Na lei da compensação.  Nas coisas que quero da vida ou não.


Lembro quando eu brincava de imaginar coisas.
Quando criança escrevi meu primeiro livro, era boa de imaginação.
Sabia ser malvada também e meu irmão que o diga. Aplicava mentiras memoráveis quando ele tinha dúvidas e eu tirava sarros gigantescos com a cara dele.
Lembro também do meu papel de irmã mais velha, tinha que alertá-lo dos perigos da vida e aos amigos patetas dele também.Aconteciam coisas do tipo, recomendá-los para não andar de bicicleta na rua, pior ainda sem capacete.


Sutilezas como:
-Se você andar por aquela rua ali, tá vendo, sem capacete, vem um carro e te atropela e se você não ficar todo espatifado com a batida na cabeça você pode morrer bem depois.
Era aquela choradeira, mas ninguém fazia.
O mesmo acontecia no segundo grau...


O pior é que ainda faço isso, o discurso não mudou muito, a psicologia menos ainda.
Tem muito garoto sem rumo querendo um puxão de orelha.
 Às vezes levar um bom susto ajuda, às vezes só piora. Tem gente que machuca os outros, porque não sabe amar... Tem uma música que diz uma coisa parecida, né?!


Cheguei à conclusão que gosto das histórias das pessoas, daquelas que elas contam até com o simples andar, jogada de cabelos, gestos, ou as que não são contadas... Ouço as histórias que dos corpos que não dizem nada, mas nunca param de falar.
É isso que me fascina nelas. E também me afasta.


Nem sempre o que dizem é a verdade, talvez não por maldade, talvez acreditem realmente, e se repetir com bastante força pode ser que transforme em verdade, então...

Me questiono quanto às pessoas ao meu redor, por que as escolho, tolero, me importo...
Acho que sei também a resposta, ou talvez as leia, ouça e continue observando... Quem sabe um dia eu compreenda?



quarta-feira, outubro 7

Só por hoje...

Quando acordei, não queria saber de nada. Talvez o ócio tivesse absorvido minha alma, me escravizado por mais que alguns segundos. Não foi uma noite mal dormida, não lembro de ter dormido...

Não queria abrir os olhos e ver tudo sempre igual, nem levantar e me encarar no espelho, tudo sempre igual...

Ir ao trabalho, depois faculdade, de volta para casa...e, tudo sempre igual...

Mesmas conversas, cheias de expectativas e tudo por nada.

Sempre igual...

Não é a rotina que me mata, é essa ansiedade em sair dela.

Então, só por hoje, também não queria ligar o computador, conectar a internet, ver as mesmas coisas, procurar por novas, falar com pessoas que não falam o que gostaria de saber delas, simplesmente porque não quero perguntar... ou não deveria.

Só por hoje, vou ouvir conversas toscas que não têm nada a acrescentar. Fingir ser novidade.

Só por hoje, vou andar por aí, sem celular, para que ninguém me encontre, para que ninguém me peça nada, pra que não ouçam minha voz rouca, que não tem nada a dizer.

Só por hoje vou usar branco, para que de repente tintas de todas as cores quebrem a rotina de quem quer histórias para contar...e está pobre delas.

terça-feira, outubro 6

Entre tantos...

Tenho muitos defeitos, que em algum momento da minha insignificância cheguei a classificá-los apenas como desajustes...
Não tem importância que nome vai levar,
Quero chegar onde a confusão me consome,
O certo demais é monótono, monossilábico.
Um desses tantos, é crer que há sempre algo mais sob o que foi dito, subliminaridade, há sempre um outro direcionamento, ambiguidade é pouco. Sejam mais criativos... consigo mesmos. Ou sempre os mesmos consigo.
Hoje talvez tenha descoberto o por quê, quando perdi o sono e a vontade de mil coisas mais...
Eu sou assim, tudo que eu digo ou escrevo tem mais de um fim. Desisti de ser compreendida. Danem-se as frases resumidas, e tudo que for simples de entender.
Vida,
Bandida,
Entediante,
Minha derrota é desejar demais, quando são só migalhas... que levam ao caminho de casa. Quero ir para casa, por outros caminhos, não me sigam, deixem-me em paz, durante minha guerra solitária.
Da muralha que construí para que ninguém me alcançasse, não vejo frestas, nem desvios, sigo sem saber onde vou chegar... mas sigo.

sexta-feira, setembro 11

Manual da mulher resolvida...

Se for amor o seu problema siga abaixo e reflita...
1) Se ele se interessou, ele ligará;
2) Passou uma semana sem ouvir notícias dele?...esqueça-o, melhor partir para outro. Ligar para saber se está tudo bem, nem pensar;
3) Vocês saíram e ele não ligou mais? Foi porque você foi muito fácil? Ou por ter sido muito difícil? Não importa!
4) Homens comprometidos, diga não. Não importa como esteja a relação deles!
5) Ouviu àquela clássica: "Você é demais pra mim"...Acredite amiga, é verdade;
6) Não tente, sem admiração, não dá;
7) Traição - Não continue com um cara que traiu sua confiança e a relação de vocês, a menos que você esteja preparada para as próximas...
Por Daiane Mota - Santa Catarina.

Achei bacana quando li, ri muito. E, pensei em acrescentar:
8) Caso esteja interessada num cara, não se arrume, se ele a quiser de verdade vai ser de jeans, camiseta, tênis, rabo de cavalo e sem maquiagem (tem coisa mais patética do que uma mulher que quer impressionar e se arruma toda? O cara nem nota);
9) Se ele olha para todas as mulheres com quem convive, joga charme, faz piadinha, não se sinta única, esqueça-o, é o jeito dele;
10) Para que alguém te ame de verdade, antes você precisa se amar e, muito. Ninguém é melhor ou pior do que ninguém. Valorize-se sempre, e lembre que você não se achou no lixo!

Essa é pra começar bem o seu dia, tá?
Beijos!!!

terça-feira, setembro 1

Crime sem castigo, aperto de mãos

Dia relativamente ruim, desses que não têm culpados ou inocentes...Noite média...de uma vidinha média, tudo mais ou menos...

Lembro dos amigos não tão íntimos, dos quais não sinto tanta falta, mas que porém, sempre vêm à minha mente, momentos bons, que não foram bem aproveitados. Como sempre.Nunca são.

Imagino, quem eu seria se tivesse tomado o outro caminho, aquela outra rua, se tivesse deixado o cabelo vermelho e nunca tirado a cor preta das minhas roupas?

 b-heart

"Pra ser sincero não espero de você

Mais do que educação,

Beijos sem paixão

Crime sem castigo...

Aperto de mãos,                                            

Apenas bons amigos...

...Nós dois temos o mesmo defeito,

Sabemos tudo a nosso respeito,

Somos suspeitos de um crime perfeito,

Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos

Um dia desses, num desses encontros casuais,

Talvez a gente se encontre,

Talvez a gente encontre explicação...

(Engenheiros do Hawaí)."