"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli
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quarta-feira, janeiro 26

Corsário na nau!

  Saudações navegantes destas águas agitadas que envolve este pedaço de terra, cheio de mistérios e lendas… As felicitações à essa piratinha que vos fala de seu amado pai, o corsário, desta nau!

papito  Oi, Minha filhota, aproveitei a visita para desejar-lhe um Feliz Aniversário e que neste dia (26 Jan) seja repleto de alegrias junto a nós pai e mãe, bem como a seus amigos e companheiros de “pirataria”. Continue a ser essa filha, amiga e menina de todos os dias, horas e minutos. Te amamos...Mil Beijos do Pai, da mãe, do mano e sobrinhos...!!!

quinta-feira, dezembro 16

Litros de Amor

anigif  Os últimos dias têm sido tensos, não sei avaliar ainda a gravidade. Não acredito muito em níveis de gravidade, quando a situação se enquadra em tais patamares é sério e pronto. Nossos problemas sempre são maiores que os dos vizinhos, é comum pensar assim. Pena que isso não se aplica também quanto às notícias boas, daí a coisa inverte, a grama do vizinho é sempre mais verde.

  Essa volta toda para dizer que se preciso escrever hoje, é mais para conseguir concatenar minhas ideias... Se eu pudesse ter superpoderes queria ser invisível, entrar e sair de lugares onde não pudesse ser notada, poderia ainda acumular a função “ler mentes”. Assim, ficaria mais fácil saber o que os médicos pensam, quando diagnosticam seus pacientes, já que eles não nos dizem muita coisa...

  Na terça-feira, 14,  acho que consegui realizar esses dois desejos, quase perdi minha mãe, há dias corremos (meu pai, meu irmão e eu) com ela para médicos, entramos e saímos do hospital. Até que a situação dela se agravou ainda mais.

  Meu irmão já foi enfermeiro nos tempos de caserna, atualmente com 26 anos, lida com máquinas. Chegou a salvar vidas e perdeu uma delas. O mano é sangue frio, chega a ser meio ríspido às vezes, sobretudo com minha mãe que é extremamente teimosa. A vida inteira foi ela quem correu conosco. A mãe sempre sabia como me salvar, a mim principalmente com minhas milhares de alergias que nem o médico sabia identificar... Meu pai por outro lado, fica totalmente paralisado, mas acho que ontem vi meu pai em desespero. Totalmente travado, repetia “Ai, meu Deus. Ai, meu Deus”, com os muitos desmaios da minha mãe.

  Quanto a mim... precisava pensar, agir rápido, sem saber como agir, mantê-los calmos (até parece que alguém fica calmo em situações desse tipo, racionalizar ou raciocinar) e equilibrar a situação. Me sentia de fato invisível, e via no olhar das pessoas alguns indícios de todo o tipo de sentimento, até mesmo desdém. Nas vozes isso também era facilmente percebido. Tem gente que não cuida da própria vida, da própria família, mas se enche de moral para apontar aos outros.

  Para encurtar a história e do pouco que me recordo em função da minha anestesia natural, que impede o resgate dessas memórias, vi minha mãe definhando enquanto aguardava uma avaliação médica. Ela forte e guerreira como é, foi envolvida no meu abraço… quase pude levantá-la...  

  A médica finalmente veio e mandou com urgência que ficasse no oxigênio, que lhe dessem três bolsas de sangue, o mínimo para um ser humano se manter estável é 15 alguma coisa... minha mãe tinha apenas 5.

  Foi então que mais uma etapa dessa peregrinação se iniciou, em função de um regime que fiz de urgência para parecer magra em minha defesa de TCC, não pude doar... Mandei mensagens por sms para amigos, colegas de trabalho e a ajuda veio rápida, graças a todas as forças e boas energias.  Dna. Lúcia está melhor, vai ficar no hospital até que possa fazer tudo que sempre fez.

  Agradeço muito as minhas amigas Naiane Feitoza que espalhou no twitter e conseguiu contatos com doadores, Thainá Rodrigues pela divulgação e por sua mãe ter doado, Liliane Oliveira que conseguiu doador na PM. Aos amigos e colegas de trabalho Selma dos Anjos que fez contato com todo mundo, Kleber Soares  e Jailson Santos por se prontificarem a doar, Emerson Renon e Graça Penafort que moveram campanha junto ao Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Exército, amigos, conhecidos e vizinhos com tipagem sanguínea igual. Edgar Rodrigues por doar.

Aos meus vizinhos da Sensual Moda Íntima e tantas outras pessoas que não precisaram nem entrar em contato, só doaram. Muito obrigado mesmo, não há nada que possa demonstrar minha gratidão, senão melhorar a minha qualidade de vida e colaborar com alguém, assim como fizeram por mim e por minha mãe, alguns sem mesmo nos conhecer, sem nem mesmo perguntar a quem.

Três bolsas eram suficientes para minha mãe, mas muito mais foi doado. O sangue tipo A positivo estava em falta no HEMOAP, que bom que tem pessoas que doam litros de amor! Excelente presente de Natal!!!

 

O que é preciso para doar sangue?

Quais as recomendações para o dia da doação?

Ter entre 18 e 65 anos;

Estar alimentado, porém evitar alimentos gordurosos;

Estar bem de saúde;

Dormir no mínimo 6 horas na noite que anteceder a doação;

Pesar acima de 50kg (sem sinais de anemia);

Evitar a ingestão de bebida alcóolica 12 horas antes da doação;

Apresentar documento de identificação com foto, emitido por órgão oficial (carteira de identidade, profissional, passaporte ou outros).

Evitar fumar 2 horas antes da doação;

Ser sincero nas respostas dadas durante a entrevista;

 

Ter comportamento sexual seguro;

 

   

 Hemoap

No Hemocentro do Amapá toda a última sexta-feira de cada mês acontece o Doa Mulher, um convite às doadoras mulheres a fazer esse gesto de amor.

quinta-feira, dezembro 9

Pirataria em família, câmbio!

                                Pirataria em família 50 veioClick de Aog Rocha

  Ontem a pirataria ficou com a “Família Cortezolli”, era aniversário de 50 anos do corsário e saímos para navegar, papito (corsário), mano e eu, voltamos “câmbio”, só a mãe como boa navegadora fez esse barco atracar em porto seguro. Rsrs

*Parabéns pai! :)

*Sem planos para hoje :(

domingo, agosto 8

Dia dos pais

Vale considerar que para quem tem uma família estruturada e  presente, hoje é apenas mais um dia bacana. Para dividir momentos agradáveis com quem amamos. Sempre considerei meus pais, o faço todos os dias.

Sou muito privilegiada de ter uns velhos como os meus, “crescemos juntos” eles costumam dizer. Quando falo em melhores amigos, eles vem em primeiro lugar, divido tudo, de bom e de ruim. Quem dera se todas as pessoas que conheço pudessem confiar ou contar com os seus…

 AFamílias vezes as pessoas gostam mais deles do que de mim, mas não me importo, fico até orgulhosa. Falo em dia dos pais, porque deveria ser comemorado pai e mãe, juntos. Tem famílias por aí, que mãe desempenha as duas funções, em outras o pai faz a vez… Devemos tudo que somos aos nossos pais. Mesmo quem não os teve ao lado por qualquer motivo deveria refletir sobre o assunto. Faz sentido até para os anti-modelos. Então tá, não esqueçamos nossas respectivas origens, fica combinado.

quinta-feira, julho 15

Tempo de Pensar em Modificações de Humor

A TPM do título foi totalmente intencional, já o lance do humor, uma consequência obviamente, da primeira.
Hoje tudo me irrita, mais que o normal.
Por exemplo, meu pai passou dias, horas, noites acordado, editando um vídeo, para ser entregue hoje. E, por motivos de equipamento tosco (me refiro ao computador de casa, que tenho um ódio particular), me deu para renderizar. O vídeo todo roda tranquilo no Media Player, mas no editor o @#$*%, tá tipo vídeo para gago, dando uns pulos e travando geral. #ódio.
Não sei como ajudá-lo.
Acho que terei que capturar todos os trechos dos vídeos novamente e tentar editar em tempo de ser entregue, no meu note.
Só não sei como achar tempo para fazê-lo, isso me deixa irada. 
Sério, sem exageros, tenho vontade de quebrar tudo. 
Já viram aqueles virais na internet, de nerds no trabalho, com semblante totalmente pacífico que de repente, jogam o computador pela janela, depois de jogá-lo em cima da impressora?
Pois é, acho que acordei assim. Eca!!
Saco!!

terça-feira, junho 15

Oi, posso entrar?

Atendendo a pedidos e ameaças... rsrsrs Depois me explico melhor.

Agora quero aproveitar os sentimentos, na ponta dos dedos, afinal fazia tempo que isso não acontecia. Resolvi dividir a minha incapacidade de administrar crises de egos. Faço minha mea culpa, baseada nas minhas próprias experiências. É bem provável que a forma com que vejo o mundo tem a ver com minha formação, cultura, experiências, entendimentos, crenças e descrenças.

Então, respeito à opinião das pessoas, mas tenho a minha também. Assim como outras pessoas, me manifesto e muito. Tudo bem, ultimamente isso não tem acontecido com tanta frequência, já que estou sendo consumida pelo tempo, com dosagens cavalares.

Sinto muito, mas não consigo ver sob a óptica de egos inflamados, não quero notoriedade. Porque quando desejo isso, escolho um vestido vermelho. Quero respeito, mereço. E faço isso com estudo, trabalho, dedicação para comigo, não para os outros.

As experiências que trago no currículo são minhas, não das empresas para as quais trabalhei, com as pessoas com as quais convive e naturalmente aprendi. Se elas conseguiram absorver algo com a minha contribuição para o crescimento do trabalho na época, que bom para ela e para os membros que fazem ou farão parte de suas vidas profissionais.

Mesmo com o rótulo de reacionária que meus pais acreditam que eu tenha, (porque na verdade meus pais pensam assim, não me deixaram ir a Cuba, com medo que Fidel fizesse algo contra a minha pessoa quase invisível, posso com isso?), os pensamentos vanguardistas que tenho, são para me proteger e beneficiar. Então, se identifico um problema, devo me preparar para enfrenta-lo e fazer dessa vivência mais um subsídio para o meu crescimento. Assim mesmo, numa observação egoísta. Muito prazer, esta também sou eu.

Não sou ladra do meu próprio dinheiro, não me achei no lixo, não jogo pérolas aos porcos. Defendo os meus, brigo, sinto e protejo meus direitos. Nada, além disso. Contudo, não consigo administrar crise de egos, quando o principal propósito é a autoafirmação.

Terapia nesse caso ajuda… ah, é caro né? É mais fácil minar os lugares por onde passa, como o personagem da peste, que matava quem tocasse. (tô assistindo muito Supernatural).

Essa viagenzinha foi o meu retorno, porque a crise de não conseguir escrever tá quase passando, preciso terminar meu projeto e iniciar outro, temi pela qualidade dos meus textos, a falta de tempo me fez sucumbir a mesmice, e não posso permitir que isso aconteça. Me chocou o fato de não conseguirem entender o que escrevi, não porque meu texto estivesse uma bost@, mas porque como futura jornalista ou comunicóloga, é minha obrigação utilizar uma linguagem capaz de atingir qualquer nível intelectual e falhei. Pode ser característico de “crise de fim de curso”, mas busquei a comunicação por isso não ter acontecido apenas uma vez…

Falei que não queria mais escrever no blog, fui mal interpretada, disseram que era “golpe de marketing” hahaha, mas não me ofendi. Como disse no post anterior, sou grata pelos que me acompanharam ou acompanham. Mas, estava me sentindo na obrigação de postar sempre, e meu blog é hobby, não ganho nada com ele a não ser o meu prazer de expor minhas ideias e isso não tem preço. Egoisticamente falando.

anim2 Já está bom por aqui, escrevi muito, talvez não tenha dito nada, prolixo ou não, exteriorizei o que há tempos me perturbava. Eis uma terapia em conta da qual falei. Beijos!

Com essa garanti minha orientação. :)

quarta-feira, novembro 25

Melhor… Obrigada!

A água não morre, seca, se esvai... Foge entre os dedos, como os desejos...

Abri meus olhos e sorri para mim...

Tive um sonho bom, como há tempos não tinha.

Pela manhã um bom banho, iogurte, conversas no café da manhã, nebulização a cada 3 horas para respirar melhor, o último capítulo do seriado preferido no computador, agora acabou. Alguns apagões (efeito da medicação) e trabalho à tarde.

Entrevistas... Diversão.

Prova, outra aflição.

Que venham todas, acho que fico mais aflita com os trabalhos.

Aff! Esqueci de um, minha culpa, que droga, esqueci, não era pra hoje, não era pra mim...

Textos, tanto pra expressar pouco para dizer.

Contenha-se!

Chorar ou não? Lave a alma, velha, nova, sua ou minha.Agora não adianta não chorar ou chorar.

Tenho que correr atrás do tempo, lá vai ele de costas para mim outra vez, será que um dia nos veremos frente a frente?

Desejo tocá-lo. Será que ele sabe?

Exposição... Use filtro solar.

Proteja-se!

Cubra-se, não revele tudo.

Revelação...

Minha mãe diz que tenho que aprender a mentir, controverso isso, ela me ensinou anteriormente que era feio fazer isso... “Você precisa aprender a ser falsa às vezes!” Disse alto e em bom tom. “É verdadeira demais, transparente demais”... “Tenha segredos”!

Eu tenho alguns, poucos, que escondo até de mim. Se não... não é segredo.

Acho que ela tem razão mas, porque algo em mim diz que não?

Repete que é tarde.

Não tem mais jeito.

Fotos... Quais serão?

Relação difícil essa... Tão impossível quanto as outras.

Mas a noite vem, e o tempo agora dorme, quais serão os sonhos, o que pensar agora?

Quero um jasmim.

segunda-feira, novembro 16

Só pensei...sobre o assunto



 Sábado foi um dia atípico, quase não saí do meu quarto, com exceção para tomar banho, por quatro vezes, e quando minha mãe me obrigou a comer... Deus sabe lá o motivo de tanto mau humor, só não queria ver ninguém, falar com ninguém...
A internet me fez companhia, alguns telefonemas e só.
Acho que eu queria fazer parte de um filme velho.



















O domingo foi um dia interessante, não só pelos filmes que assisti, tão pouco pela companhia, mas pelo ponto de vista que exercitei, com todas as limitações de um “robô” (apelido carinhoso dado pelas pessoas que realmente me amam, pai, mãe, irmão, namorado).


Não sei dizer se foi um up grade ou o teste de novos sistemas. Contudo, mergulhei no consumismo medíocre, aquelas porcarias de redes fast food, coisinhas gordurosas do shopping. Enquanto esperava, percebi uma cena corriqueira em pelo século XXI, uma menina de sei lá, aparente quatro anos em companhia de seu pai. Um homem de cabelos grisalhos a quem não lhe dava muita atenção, compensava com compras...


Ela olhou pra ele e entre uma mordiscada naquele hambúrguer maior que sua mão, disse:
- Eu quero que você fale com o dono do shopping para fazer meu aniversário aqui.
Aquilo acabou comigo, lembrei da minha infância e de como via meus pais como meus heróis, jamais falaria assim com eles. Mas, não a condeno. Ela é fruto de uma geração que não tem atenção e é compensada com presentes, dos mais estapafúrdios possíveis.
Quatro anos... Fútil assim?


Tenho um sobrinho que é muito parecido comigo, invocado, talvez com humor seco, sarcástico e sagaz para alguém de cinco anos.
Ele também é fruto de relações deste século. Casamentos que não dão certo (como um robô das antigas, não quero casar, porque sei que meu programa também tem falhas e não fracasso nunca, por isso não quero).


Nessa viagem meio sem rumo, me peguei refletindo sobre as novas relações. Hoje não dá para chamar de família somente pai, mãe e filhos. Agora são duas mães que levam os frutos do relacionamento anterior ao cinema.
O velho vestido de boyzinho com as duas namoradas, o namorado novo da mãe de filhos gêmeos. E daí?


Famílias de todos os tipos. Tá certo que aqui não tem muito opção de lazer...
Acho um saco ver aqueles pais antipáticos, descontar nas crianças na praça, com uma cara que mais parece bicho papão... Sua eterna insatisfação na vida. E eu também não tenho filhos e logo, não sei nada como é e tals...

Tudo isso me veio à mente depois de ver uma guriazinha passar, ela não usava salto, nem essas roupas horrorosas que as crianças usam hoje, era roupa de criança mesmo. Como as que eu usava...


E, lembrei das minhas conversas com os meninos, onde eles perguntavam por que meu cabelo era tão grande, e nossa curiosidade de quando crescêssemos se os cabelos iriam arrastar no chão, e cresceria também os cílios e não poderíamos enxergar. Menino pensa cada coisa!


O filme “Tá chovendo hambúrguer” outra animação cheia de surrealidades com mensagens subliminares de relacionamento difíceis entre pais e filhos. A necessidade de ouvir incentivos, a dificuldade de transmiti-los. Porém, um “eu te amo” salva o dia.


E nessa coisa toda, quase me engasguei por duas vezes, era tanta comida que imaginei que ao longo da noite eu ficaria enjoada, mas não. Esqueci do filme em seguida. Não foi muito relevante para mim. Me concentrei mais nas futilidades das pessoas, nas minhas. Na lei da compensação.  Nas coisas que quero da vida ou não.


Lembro quando eu brincava de imaginar coisas.
Quando criança escrevi meu primeiro livro, era boa de imaginação.
Sabia ser malvada também e meu irmão que o diga. Aplicava mentiras memoráveis quando ele tinha dúvidas e eu tirava sarros gigantescos com a cara dele.
Lembro também do meu papel de irmã mais velha, tinha que alertá-lo dos perigos da vida e aos amigos patetas dele também.Aconteciam coisas do tipo, recomendá-los para não andar de bicicleta na rua, pior ainda sem capacete.


Sutilezas como:
-Se você andar por aquela rua ali, tá vendo, sem capacete, vem um carro e te atropela e se você não ficar todo espatifado com a batida na cabeça você pode morrer bem depois.
Era aquela choradeira, mas ninguém fazia.
O mesmo acontecia no segundo grau...


O pior é que ainda faço isso, o discurso não mudou muito, a psicologia menos ainda.
Tem muito garoto sem rumo querendo um puxão de orelha.
 Às vezes levar um bom susto ajuda, às vezes só piora. Tem gente que machuca os outros, porque não sabe amar... Tem uma música que diz uma coisa parecida, né?!


Cheguei à conclusão que gosto das histórias das pessoas, daquelas que elas contam até com o simples andar, jogada de cabelos, gestos, ou as que não são contadas... Ouço as histórias que dos corpos que não dizem nada, mas nunca param de falar.
É isso que me fascina nelas. E também me afasta.


Nem sempre o que dizem é a verdade, talvez não por maldade, talvez acreditem realmente, e se repetir com bastante força pode ser que transforme em verdade, então...

Me questiono quanto às pessoas ao meu redor, por que as escolho, tolero, me importo...
Acho que sei também a resposta, ou talvez as leia, ouça e continue observando... Quem sabe um dia eu compreenda?



quinta-feira, outubro 22

Conversa entre mãe e filha

A filha comenta com a mãe o que pretende fazer num futuro não muito distante.
 - Mãe, depois que eu me formar e fazer o que tiver que fazer... Depois que entrar para um grupo de teatro e fizer um curso de cinema na Argentina, pretendo aprender a dançar tango.

- É minha filha?


- Assim pode ser que eu me torne uma mulher culta e delicada.

- Tu sabe que eu te apóio em tudo que decidires. Culta sim, delicada... Nem tanto. Não te criei para ser delicada.


- Ah! É, né mãe? Vou ser uma eterna "SELVAGEM".

O pai as interrompe:
- Já tá tarde para vocês fazerem barulho para os vizinhos.


Conheça seu público alvo, diz o professor.