"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli
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domingo, novembro 22

Quebra de paradigma

  Achei que não escreveria nada, porque hoje é domingo, e quem convive um pouco comigo sabe o que significa pra mim…

  Mas, surpreendentemente foi bom.

Acordei cedo por causa da tosse, fui a primeira da casa, lembro que quando acordei pensei num nome e o quanto eu odeio essa pessoa agora… Acho que deveria estar sonhando com ela;

Achei que ficaria de mau humor o domingo todo (como de costume).

  Então, tomei banho, o café e juntei meus cacarecos para tentar construir a idéia que vem latejando na minha mente, desde o início...

Não defina, só perceba Fotos e mais fotos para ser entregues amanhã… Porque minha mãe pediu que eu me esforçasse e só desistisse depois de tentar… Mesmo sem querer mais nada, resolvi atender ao pedido dela.

  Apesar das implicâncias constantes do meu pai comigo, (ele faz isso quando tá de bom humor, adora me ver irritada, os homens da minha vida gostam disso, meu irmão, meu namorado, meu sobrinho também são assim, enquanto não dou um “piti” eles não páram, ainda descubro qual é a graça)…

Daí fui lá fora e fiz meus lances…

Depois saí, e mais fotos…

Apelação para o domingo ficar melhor Hoje teve cachorro quente e bolo de chocolate.

Como alguém pode achar o domingo ruim desse jeito?

Já é apelação.

 

Mais fotos, mesmo sabendo que todas serão reprovadas, não ligo mais…

  Me diverti fazendo, porque achava que não podia. Até registrar as hélices do ventilador em movimento eu consegui. Me diverti um monte fazendo isso. Mais e mais fotos. Nenhuma que eu julgasse “a foto” mas me diverti.

Cheguei em casa e mais fotos, depois um filme e muitas bobagens gostosas…

  Assisti a um romance muito bacana, talvez o melhor de todo o ano, uma história tão envolvente… mas não tive vontade de chorar, “ My Sassy Girl”, que em português ficou como “Ironias do Amor”. O final nem passou pela minha cabeça, mas vale a pena.

Caso você acredite que pode seguir o caminho só, vá se danar!

Como digo sempre: O cinema me faz refletir… Foi quando me dei conta que se pudesse desistiria de muita coisa…Sairia do emprego, largaria a faculdade hoje, só pra não ter que olhar para cara de muita gente… Neruda faz parecer tão fácil…

Percebi também que as pessoas me ligam para me pedir alguma coisa, nunca pra perguntar se estou bem. Agora me importo com isso. Adotei o celular desligado por uns tempos… Já que não posso falar mesmo, também não quero ouvir.

Hoje também descobri que nada que planto vinga, como também não quero filhos, minha última esperança é escrever um livro. Afinal de contas, não quero viver para sempre.

Amanhã começa a semana de provas, tomara que acabe logo, tomara que o ano acabe logo.

Algumas coisas precisam morrer, para ceder o lugar

sábado, novembro 21

Get out 2

Quinta-feira selecionei um filme, depois de um dia que não me acrescentou nada, e como prometi…

Eis o post sobre o que achei do filme:

Só terminei de assistir hoje… Naquela noite a gripe me venceu, (já perdi as contas de quantos hounds ela já tá na minha frente) mas tudo bem…

Como havia mencionado anteriormente, o filme é coreano…

E, assim como os japoneses, chineses, enfim, os coreanos também contam histórias de terror baseados na própria cultura, principalmente nas contos populares, em sua maioria tem a ver com morte de algum ancestral, blá, blá, blá.

(Adoro essa parte!)

Filme Coreano, que escolhi por causa da capa, o humor ajudou bastante também. O filme “Possuída pelo Mal” (como o arquivo é compartilhado, não sei o nome original) é rico nos detalhes e usa artifícios de filmagens super-ultra – mega- power de interessantes…

Imaginei que seria um pouco mais trash, mas  me enganei redondamente.

 Vale a pena se for visto pelo olhar de quem curte cinema, mas não só leigo que se restringe a pipoca e refrigerante, nada contra, mas é que demora um bocado e só chega ao fim quem tem ambições maiores…

Era isso!

Ah! Bateu aquela frustração, por que achou que eu iria contar o filme?

Se tiver muito a fim de assistir e, dependendo de quem for… se me pedir com jeitinho… Agora se é só para impressionar alguém, nem me peça, vai se Ph$&* pra lá…

A história até que é interessante, tem alunos de fotografia, um professor, cabelos pretos e compridos como os da foto, um estúdio, uma noiva que não casa, e muito sangue.

HA HA HA!

segunda-feira, novembro 16

Só pensei...sobre o assunto



 Sábado foi um dia atípico, quase não saí do meu quarto, com exceção para tomar banho, por quatro vezes, e quando minha mãe me obrigou a comer... Deus sabe lá o motivo de tanto mau humor, só não queria ver ninguém, falar com ninguém...
A internet me fez companhia, alguns telefonemas e só.
Acho que eu queria fazer parte de um filme velho.



















O domingo foi um dia interessante, não só pelos filmes que assisti, tão pouco pela companhia, mas pelo ponto de vista que exercitei, com todas as limitações de um “robô” (apelido carinhoso dado pelas pessoas que realmente me amam, pai, mãe, irmão, namorado).


Não sei dizer se foi um up grade ou o teste de novos sistemas. Contudo, mergulhei no consumismo medíocre, aquelas porcarias de redes fast food, coisinhas gordurosas do shopping. Enquanto esperava, percebi uma cena corriqueira em pelo século XXI, uma menina de sei lá, aparente quatro anos em companhia de seu pai. Um homem de cabelos grisalhos a quem não lhe dava muita atenção, compensava com compras...


Ela olhou pra ele e entre uma mordiscada naquele hambúrguer maior que sua mão, disse:
- Eu quero que você fale com o dono do shopping para fazer meu aniversário aqui.
Aquilo acabou comigo, lembrei da minha infância e de como via meus pais como meus heróis, jamais falaria assim com eles. Mas, não a condeno. Ela é fruto de uma geração que não tem atenção e é compensada com presentes, dos mais estapafúrdios possíveis.
Quatro anos... Fútil assim?


Tenho um sobrinho que é muito parecido comigo, invocado, talvez com humor seco, sarcástico e sagaz para alguém de cinco anos.
Ele também é fruto de relações deste século. Casamentos que não dão certo (como um robô das antigas, não quero casar, porque sei que meu programa também tem falhas e não fracasso nunca, por isso não quero).


Nessa viagem meio sem rumo, me peguei refletindo sobre as novas relações. Hoje não dá para chamar de família somente pai, mãe e filhos. Agora são duas mães que levam os frutos do relacionamento anterior ao cinema.
O velho vestido de boyzinho com as duas namoradas, o namorado novo da mãe de filhos gêmeos. E daí?


Famílias de todos os tipos. Tá certo que aqui não tem muito opção de lazer...
Acho um saco ver aqueles pais antipáticos, descontar nas crianças na praça, com uma cara que mais parece bicho papão... Sua eterna insatisfação na vida. E eu também não tenho filhos e logo, não sei nada como é e tals...

Tudo isso me veio à mente depois de ver uma guriazinha passar, ela não usava salto, nem essas roupas horrorosas que as crianças usam hoje, era roupa de criança mesmo. Como as que eu usava...


E, lembrei das minhas conversas com os meninos, onde eles perguntavam por que meu cabelo era tão grande, e nossa curiosidade de quando crescêssemos se os cabelos iriam arrastar no chão, e cresceria também os cílios e não poderíamos enxergar. Menino pensa cada coisa!


O filme “Tá chovendo hambúrguer” outra animação cheia de surrealidades com mensagens subliminares de relacionamento difíceis entre pais e filhos. A necessidade de ouvir incentivos, a dificuldade de transmiti-los. Porém, um “eu te amo” salva o dia.


E nessa coisa toda, quase me engasguei por duas vezes, era tanta comida que imaginei que ao longo da noite eu ficaria enjoada, mas não. Esqueci do filme em seguida. Não foi muito relevante para mim. Me concentrei mais nas futilidades das pessoas, nas minhas. Na lei da compensação.  Nas coisas que quero da vida ou não.


Lembro quando eu brincava de imaginar coisas.
Quando criança escrevi meu primeiro livro, era boa de imaginação.
Sabia ser malvada também e meu irmão que o diga. Aplicava mentiras memoráveis quando ele tinha dúvidas e eu tirava sarros gigantescos com a cara dele.
Lembro também do meu papel de irmã mais velha, tinha que alertá-lo dos perigos da vida e aos amigos patetas dele também.Aconteciam coisas do tipo, recomendá-los para não andar de bicicleta na rua, pior ainda sem capacete.


Sutilezas como:
-Se você andar por aquela rua ali, tá vendo, sem capacete, vem um carro e te atropela e se você não ficar todo espatifado com a batida na cabeça você pode morrer bem depois.
Era aquela choradeira, mas ninguém fazia.
O mesmo acontecia no segundo grau...


O pior é que ainda faço isso, o discurso não mudou muito, a psicologia menos ainda.
Tem muito garoto sem rumo querendo um puxão de orelha.
 Às vezes levar um bom susto ajuda, às vezes só piora. Tem gente que machuca os outros, porque não sabe amar... Tem uma música que diz uma coisa parecida, né?!


Cheguei à conclusão que gosto das histórias das pessoas, daquelas que elas contam até com o simples andar, jogada de cabelos, gestos, ou as que não são contadas... Ouço as histórias que dos corpos que não dizem nada, mas nunca param de falar.
É isso que me fascina nelas. E também me afasta.


Nem sempre o que dizem é a verdade, talvez não por maldade, talvez acreditem realmente, e se repetir com bastante força pode ser que transforme em verdade, então...

Me questiono quanto às pessoas ao meu redor, por que as escolho, tolero, me importo...
Acho que sei também a resposta, ou talvez as leia, ouça e continue observando... Quem sabe um dia eu compreenda?



sábado, agosto 22

Veronika Decides to Die

O que você faria se só lhe restasse uma semana de vida?

Bom, o importante é que essa obra do escritor e mago, Paulo Coelho, lançada em 1988, foi adaptada para o cinema, já foi filmado e agora aguarda a estréia.

Terá a atriz Sarah Michelle (como Verônica); Que estava um pouco sumida das telonas desde "O Grito". Sarah é mais conhecida por protagonizar a séria americada "Buffy - A Caça Vampiros".
Com direção da novata Emily Young, que conquistou Cannes com seu primeiro longa, "Kiss of live"; O filme conta a história de uma jovem que é mal sucedida...e aguarda a hora de morrer...

Quero muito ver esse filme!

sábado, agosto 15

Dicas de Filmes


Com direção de Cláudio Torres, o filme Mulher Invisível conta a história de um romântico inveterado, cuja desilusão amorosa o remete às mais engraçadas e embaraçosas situações, produzidas pelos seu desejo subconsciente, bom se eu comentar mais perde a graça e você poderá ser influenciado por minhas impressões.

Mas, o bacana é que o filme tem Seltom Melo como (Pedro Albuquerque), Luana Piovani (como Amanda, a mulher invisível) e outros pesonagens interessantes. O áudio não tá dos melhores, mais isso já é coisa de filme nacional, mudou muito a qualidade desde as pornochanchadas, concordo, se tornou referência em muitos aspectos, mas o áudio peca, aconteceu o mesmo com "Meu nome não é Jony" que coincidentemente também tem como protagonista o ator Seltom Melo...

Enfim, quase chorei com a trama, que no meio dá indícios de ter ser perdido um pouco, mas retoma o foco e o final é legal.
Valeu o dia. Ah! E onde eu queria chegar, a poltrona namoradeira no Cine Imperator, mandou bem, apesar de não ter cadeiras no centro da sala, como eu gostaria, mas adorei, aprovadíssimo, e toda as sextas-feiras haverá lançamentos.
Legal né? Só conferir.