"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli
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segunda-feira, agosto 16

De papel e tinta…

Recebi indicação de um livro da minha amiga Naiane Feitoza, disse que irei gostar. Quando mencionou achei que já havia ouvido falar dele, sabe aqueles lances de vaga lembrança? Fiquei muito curiosa, principalmente depois dos trechos citados...“Meu nome é Will - Sexo, drogas e Shakespeare”. 

Pois, é. Estou lendo três livros ao mesmo tempo, lógico que estou gostando, apesar de ter levado um tempo para presumir de onde deveria começar o meu…

Meu namorado trouxe o “Vendedor de armas” de Hugh Laurie (é daquele ator que interpreta o Dr. House mesmo, adoro aquele humor sarcástico, o cara é phoda. Já curtia pelo fato dele mesmo escolher as trilhas e roteirizar alguns episódios do seriado, agora então…).

Devaneios à parte. Os outros livros do qual me refiro, sendo que um irei receber até quinta-feira, são para municiar esta blogueira de informações pertinentes, quanto ao contexto que será explorado para o trabalho de conclusão.

P11003600 (As aulas começaram faz sei lá quanto tempo, e não vejo a hora de acabarem de vez).

quinta-feira, abril 1

Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência

Ilustração do livro Brasiliana Itaú - De Portinari inspirado pela obra O Alienista de Machado de Assis. Com a partida do Mestre das Ilusões rumo à exploração de terras longínquas, os tripulantes da barca furada, sabiam que sua ausência seria sentida, no entanto, não imaginavam o quão difícil seriam as viagens vividas sem sua presença. Onde não poderiam mais contar com ele e seu inseparável amigo da capa preta.

Contudo, subestimaram os poderes do Mestre das Ilusões, que com sua poesia e maneira de encarar as aventuras em alto mar, nunca deixou transparecer que seu nome não era uma mera fusão de significados minuciosamente concebidos, não poderiam mensurar que ele ocultava as faces verdadeiras do pirata Bilíngue e do capitão Alma Negra, para manter a união e convivência pacífica entres os membros da embarcação.

Mal sabiam os tripulantes que, na verdade sem o Mestre das Ilusões  à bordo, o pirata Bilíngue e o capitão Alma Negra, não passavam de ratos comuns, daqueles encontrados em qualquer porto imundo…  

Pois, fora em uma dessas aventuras que a Piratinha e a Aspira, puderam constatar como os ratos - anteriormente conhecidos como pirata Bilíngue e capitão Alma Negra – reagem aos mais ínfimos estímulos. Cujos argumentos usados em suas respectivas defesas, rechaçam o hino pirata, o maior símbolo honorífico de los piratas de los bares. Engana-se quem pensa que pirata não tem honra, nem lei.

A história se deu, quando a barca furada resolveu seguir rumo a ilha de Páscoa, a tripulação fora composta pelo papagaio de pirata, capitão Alma Negra, pirata Bilíngue, Aspira e a Piratinha. Num carregamento de barris de rum, num cais qualquer, deram guarita para uma “alma nova”, que pôde dar o ar de sua graça. Naquelas circunstâncias toda a companhia seria bem vinda, pois com a vacância insubstituível do Mestre das Ilusões, o capitão perdeu completamente a noção de critério para novos membros, em primeira instância convidou para subir à bordo, uma piriguete velha, logo em seguida deixou-se seduzir por um pirata das antigas, cujo barco cheirava a novo…

A bandeira não tremulou antes da hora do diabo, e os piratas não foram capazes de perceber que isso era um mal sinal.

Os ratos imediatamente embarcaram no barco novo e, ignoraram totalmente a honradez que ainda lhes restava. Aspira, Piratinha e a convidada de alma nova, seguiram sozinhas rumo ao encontro do amigo “francês”.

Diante de tão indigna ação dos ratos famigerados piratas, a Piratinha arquitetou um plano diabólico para vingar-se dos golpes desferidos pelo pirata Alma Negra com a intensão de ferí-la mortalmente, todavia sem sucesso. Atitude esta, eleita pelo mesmo como diversão, apenas seu ombro esquerdo fora atingido.

Não seria nada inteligente desembainhar sua espada e apontar diretamente ao capitão Alma Negra, em sua forma de rato, afinal quem deixou de ser pirata foi ele, não ela. Não há honra em esmagar animais que não conseguem discernir o certo do errado. Preferiu privar-se de qualquer reação para melhor arquitetar seus planos de vingança.

Imediatamente ao golpe que fez escorrer seu sangue quente e vermelho, a Piratinha recordou das palavras de um outro capitão, pelo qual ainda sustenta profunda admiração:

Seu nome é Nascimento e, assim como a Piratinha, também acreditou ter escolhido mal suas companhias. Foi durante uma investida ao território inimigo,  que capitão Nascimento advertiu o seu suposto sucessor, que pôs em risco a vida de seus comandados, numa ação suicida:

“Tira essa roupa preta, tira essa roupa preta que tu não é digno de usar essa farda, tu não é caveira, tu é moleque”, esbravejou indignado o capitão.

Será que a Piratinha realmente morreu?Essas palavras ecoavam na mente da Piratinha, enquanto recordava o significado dos símbolos piratas… E, se preparava para o confronto final com o capitão Alma Negra…

Distante ainda três dias do destino final, a ilha de Páscoa e, com o mar revolto, os piratas encaram uma tempestade... Antes do fim da viagem a Piratinha fora dada como morta, porém seu corpo não fora encontrado. Os tripulantes da barca furada ignoraram completamente o fato de que já haviam sido amaldiçoados à caminho da ilha…

O cavalheiro da Capadócia, nobre homem de bons sentimentos e que sente repugnância pelos interesses sórdidos,(com ressalva apenas aos “losângulos”) em sua armadura de metal azul, conduziu a “alma nova” até um lugar seguro e, as lembranças da Piratinha em terra, como homenagem póstuma…

(Será mesmo que a Piratinha terá tido um destino tão infeliz, sem antes fazer o capitão Alma Negra provar do seu próprio veneno? Que gosto terá o sangue de um rato?)

Saiba nos próximos capítulos…

quinta-feira, novembro 19

Get out

Depois de um dia mais ou menos e, uma noite cujos comentários permanecerão impublicáveis…

… de chegar em casa após ter reclamado de tudo que não deu certo…

…e, de um longo banho frio…

ProjetorA escolha do filme trash foi proposital…

“Possuída pelo mal”, uma produção coreana….

Vou assistir e prometo que próximo post é com uma crítica do filme, afinal o cinema sempre me leva a reflexões profundas,

então até lá…7 dias

 

Get out.

terça-feira, novembro 17

Veneno em doses homeopáticas

Fazer um resumo de tudo que acontece numa segunda-feira é quase que uma terapia de choque.
Leva-se pouco tempo, para recordar os fatores que são infinitamente mais agressivos ao âmago de um ser humano, que relativamente não evolui.
Quem disse que o tempo não pára?
Questões que se proliferam na mente de alguém como eu, que não se resume, nem se rotula, forçam a um mergulho quase suicida nas próprias convicções.
Raiva, paixão, ódio, desejo, sentimentos que movem o mundo e ao mesmo tempo o mantém inerte, quase incontroláveis e onde fica a razão nisso tudo?
Sei lá, deixe na sala de estar!
Falsos julgamentos e prismas tendenciosos essa foi a segunda-feira.
Então, feche a porta, apague todas as luzes, que a escuridão seja a única a me fazer companhia e que meus pensamentos não gritem enquanto durmo.
Faço minhas as palavras da “Luxúria”, “…esse meu ódio é o veneno que eu tomo, querendo que o outro morra”!
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sábado, outubro 31

Véspera do dia 31 de outubro

Sem ordem cronológica. Por que obedecer as regras?
Que venham as lembranças confusas. Vou lembrar mais dos sorrisos, pode ser?
A causa da antecipação da esbórnia foi a penumbra, que ainda pelos corredores iluminados com luzes amarelas de emergência, poderia gerar cenas de um filme de terror clichê. Pena não ter dado certo.
Ok, rumo “àquele bate canal de sexta-feira”. Quanto mais gente melhor, ou não...
Éramos cinco, seis, sete, ok dez. Depois mais. Três mesas unidas e um monte de bobagens sobre elas. Borbulhavam frases de efeitos:
  • Acaba o assunto que a conversa chegou! (Naiane Feitoza)
Nesse caso a conversa deu tanto trabalho, que todos queriam levá-la embora.
  • Sinceridade não é um dom, mas uma doença, assim como a falsidade. (Regi Cavaleiro)
Essa, confesso que não entendi dentro do contexto... Mas tudo vai ficar bem.
Tinha um lance de vacinação, mas não lembro direito...
E todos filosofavam aqui e ali. Um sentimento meio de vontade de chorar, a outra metade era de ver até onde iria parar... Legal para quem não sente isso nunca, né?
Rolou até compaixão. Em outras situações provavelmente não haveria mobilização. De nenhum gênero. Deixe estar.
Dane-se! Cada um colhe o que planta...e blá, blá, blá.
“É difícil avaliar circunstâncias desconhecidas quando não experimentadas, às vezes com um propósito puramente científico”.
Com o comportamento é assim. Como perceber sem sentir, analisar friamente sem vivenciar?
De longe parece tudo muito babaca, e olha que essa palavra latejou na minha cabeça, por horas...
Mais de perto absorve-se a essência.
O lance do álcool é mais complexo. O tímido se solta, os pensamentos ganham vida própria e andam sozinhos, o contido perde o limite da língua. E esta por sua vez não pára mais... Apimentada gera conflito consigo mesma, não quer se limitar em permanecer na boca. Viva a mexicana!
Os olhos já sem foco miram para todos os lados.
De todas as cores, uma é predominante... O vermelho.
Lanternas para os afogados e à deriva. Salve todos!
Risos sem graça, conversas dúbias. Filosofia de tão barata, fica mais onerosa quanto mais avançam as badaladas... Porque palavras se perdem ao vento, mas as provocações são permanentes. As cicatrizes fazem parte das experiências, sinal de que algo foi vivido, e essa é a parte boa.
Naquela mesa, ontem, teve de tudo, de jóias à bijuterias sem valor, nem brilho, mas que fizeram um volume enorme. E o que seriam das diferenças se não fosse a comparação? Viva o anti-modelo.
Na volta para casa, caminhos estranhos, blackout!
Ufa! Estamos seguros.
Dependendo da trilha poderia ter sido o início do dia das bruxas, ou será noite? Maldita hora que esqueci minha vassoura.

terça-feira, outubro 20

Engole inteira

Quando acordei...

Foi como um soco no estômago... No meio da madrugada, acordar com um peso na consciência... Afinal, não tinha cumprido parte da minha rotina, que talvez já faça mais parte de mim, que um beijo de boa noite...

Cheguei em casa depois de um dia mais ou menos, uma noite nada mal, mas sem histórias bacanas para contar.

Cobranças, puxões de orelha, um sentimento de “ridícula” no ar! Não deveria ter ido lá, tem algo que me incomoda, não sei decifrar... Não importa.

Dormi no sofá, em meio aos afagos da mamãe, conversas sobre o filme de ação que papai assistia na TV, novidades da noite, depois do jantar.

Assim, meio acomodada, adormeci.

Acordei na hora do intervalo, corri para minha cama... Só me joguei, desmaiei, não sei o porquê do cansaço, um corpo pesado e, que cai...Despertei quase às três e meia, como se uma voz me chamasse, e dissesse “Você não publicou nada”... Que cobrança mais descabida, e há essa hora!

Os cliques de sempre... Nenhuma novidade. Que saco!

Tento me lembrar se alguma coisa valeu a pena, e recordo da minha voz estridente, não queria lembrar... Tá tudo estranho.

Lembrei de pelo menos duas pessoas reclamarem que não conseguiram publicar seus comentários aqui. Fiquei de cara, eu queria tanto.

Têm outras que dizem que lêem. Pô! Bacana. Mas, não comentam, dane-se.

E quem tá a fim não consegue. Não quis dizer a elas para ter paciência, também não tenho. Não gosto de esperar.

 

“Detesto perguntas no ar, aquelas sem respostas, que não foram respondidas só para sacanear. As que não dependem de mim, as que me obrigam a pensar. Malditos filósofos filhos da $*#@, não vivo sem eles”.

 

E quando pisco novamente já são quatro da manhã... Me engole às vezes esse tempo que não pára. Podia ao menos mastigar?!

“Doce vida amarga, cuja acidez dos desencantos me fez dependente.”

domingo, setembro 27

Resultado 4x2

O que não rolou ontem:

1-Sem reunião com a galera do projeto;

2-Sem visita à Noite de Vinil;

O que rolou ontem:

1- Boa companhia;

2-Perdida no trânsito (até que foi engraçado);

3-Amigos;

4-Namorado;

Churras e Pizza no final da noite regada a histórias de todos os gêneros, encerrada com "filme de terror". Namorar até às 3 da manhã e quem precisa de mais?

Cortezolli Wins!

sexta-feira, agosto 28

Blackout

Foi por volta da meia noite que a energia se foi...
Calma! Isso não é o início de uma história de terror daquelas fraquinhas contadas à luz de velas...

É Macapá mesmo, que está às escuras. Da janela do meu quarto dava pra ouvir o pessoal que ainda jantava na pizzaria, no meio da quadra. Todos gritaram, e comunicaram ao pizzaiolo que não teriam como passar o cartão, é mole?

O jeito é esperar, mas já é possível prever que pela manhã muita notícia ruim vai abarrotar os noticiários locais, se com luz já é ruim, imagine assim.