"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli
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quarta-feira, julho 17

Discurso dos meus métodos

Reflexões e auto-retrato
Não existe ética diferenciada para cada ambiente que você frequenta. Meus valores não mudam conforme os membros que compõem uma mesa. Não faço politicagem.

O que tenho a dizer falo na cara, não espero que ninguém se retire para isso. E, não abro mão da minha satisfação pessoal para agradar ninguém. Há um caminho extremamente distinto entre integridade moral e babaquice.

Não acato discurso medíocre, tão pouco, falsa motivação.
Nunca me submeti por dinheiro a ter de trabalhar com gente que não me fazia bem e não o faço de graça.

Amor? Ter amor ao trabalho, a arte, as pessoas nada tem a ver com submissão cega e descabida.

Até o ridículo tem senso.

segunda-feira, setembro 12

Autoanálise e os desafios de admitir os porquês

Quando um problema gera reflexões tão profundas que a única alternativa é falar, para dar início ao processo de admissão da própria responsabilidade perante as escolhas que fazemos, é hora de compartilhar.

No início pode parecer apenas com a necessidade de exteriorizar, mesmo que no fim não dê em nada.
Vejamos, numa conversa com um amigo com quem não vejo problema algum em falar o que penso ou sinto, dividi minha insatisfação com meu comportamento perante os últimos acontecimentos, e neles destaco a ansiedade que me desgasta brutalmente. É quase um cansaço físico.


As coisas demoram a acontecer, o tempo custa a passar e minha expressão se modifica. Se de algum modo digo o que penso e espero as reações, por outro lado independe da aprovação ou consentimento de alguém, porque se eu tiver vontade, farei mesmo assim, sobretudo no campo particular.

Considerando essa visão num contexto macro, identifiquei que o que não me faz bem, não dura muito tempo. Me desfaço facilmente de coisas assim. Usufruo tranquilamente do descarte, o que não me serve mais, não ocupa espaço nem meu tempo, itens de sobrevivência imprescindíveis.

No fim de semana, li uma frase que marcou: “Pelo menos 70% das atividades devem satisfazer o profissional, os 30% restantes são inerente a qualquer organização” daqui óh. A frase martelou tanto que levei para as relações pessoais, logo, é preciso estar satisfeito 70%, os 30% restantes são as diferenças, que mantém o equilíbrio de uma relação. 

É impossível permanecer tanto tempo com alguém que apenas concorde e ninguém é assim tão sádico que queira semear a discórdia o tempo todo...
Enfim, quanto à avaliação do meu amigo sobre mim, foi a forma com que ele me vê, “... muito independente... isso às vezes é bom, você quer alguma coisa, vai e faz. Por outro lado, assusta” disse depois de me ouvir.

Sempre quis que alguém me dissesse o que há de errado comigo. Pronto, me disseram. O pior é que não vejo isso como algo ruim... E olha que me vejo dependente às vezes. Só não me submeto.
Tanto numa situação de relação pessoal, quanto na profissional penso dessa forma, se algo não me faz bem, é hora do descarte.

E, hoje estou de péssimo humor, dia de ficar por mais tempo possível calada!

domingo, maio 8

As várias formas do “eu te amo”

Lú Cortezolli - Minha mãe!
  Engraçado como as palavras ganham formas com base nos sentimentos que as motivam, como por exemplo, você dizer que está feliz, quando teu olhar não brilha e os cantos da tua boca, não estão para cima... 

  Para quem tem capacidade mínima de se importar é visível que se trata de uma inverdade ou relativa confusão. O mesmo ocorre com outras palavras acompanhadas de outros conjuntos...

  O “eu te amo” também tem dessas coisas, eu te amo para amig@s, para os amores que trazem consigo a atração física, psicológica e sexual, o eu te amo de admiração, mas nada se compara ao eu te amo aos pais, às mães. A forma mais sublime de amar e ser amado. 
  
  Não me aterei aos episódios lamentáveis que ocorreram nos últimos tempos, sobre mães e filhos. 

Repenso o tempo todo, os sentimentos que tomam conta da minha vida, o “todo” desse tempo é mais constante, talvez por haver mais espaços agora.
Mas, para falar do que me motivou a escrever essas palavras, linhas, frases e sentimentos, foi o dia das mães, que apesar de não ser mãe e não desejar ser considero que são todos os dias.

Agradeci acho que o dia inteiro por ela estar comigo, depois dos sustos é natural que repensemos como seria difícil prosseguir sem ela, é claro que um dia isso irá acontecer, e obviamente as reações serão complicadas de lidar. Nunca se está preparado, não se quer que esse dia chegue, mas enfim... inevitável.

Enquanto isso celebramos a vida e as bênçãos que elas nos concede, de estar vivo de ter quem amamos por perto de sermos amados. E, falar do amor de mãe, da minha é algo que engasga.

Acho que por isso não publiquei ontem, ela estava perto e por mais que seja de felicidade, não gosto de vê-la chorar. Amo a risada dela, as bobagenzinhas que ela faz (acredite a língua do P, ainda rola lá em casa). Os olhos brilhantes. O gênio forte, o jeito vaidosa, elegante, dedicada, de se doar demais... e nem sempre faço por merecer. Dna Lucinha ou a Lú,  não fala “eu te amo” por nada, ela ouve e diz “idem” e sei o quanto esse idem vale.

Minha mãe é força, garra, determinação, persistência, dinamismo e meu ponto fraco!
Te amo, sempre.

quinta-feira, fevereiro 24

Isso já aconteceu com você

FANDANGOS SUICIDA - DECLARACAO 1

FANDANGOS SUICIDA - DECLARACAO 2

 

FANDANGOS SUICIDA - DECLARACAO 3

FANDANGOS SUICIDA - DECLARACAO 4

FANDANGOS SUICIDA - DECLARACAO 5

* Gosto muito do trabalho do Guilherme! E, escolhi esta tirinha por dois motivos, 1º porque já aconteceu, independente de qual papel foi executado, de chata ou de chateada e 2º porque ri alto!

terça-feira, agosto 3

Muito bem, agora chega!

Pois é, sempre fui de dizer o que penso, não vou mudar agora. Evoluir sim, me esconder porque alguém não gostou, jamais. Defendo o direito de não concordarem comigo, mas principalmente tenho opinião e as exponho, quando tenho oportunidade, quando perguntam e principalmente nesse espaço que é meu.

Como a minha casa, ninguém sabe o endereço até que receba um convite. Me diga como receber um visitante e este adentrar sua residência e lhe dizer como se portar, falar ou pensar?

Não penso que penso, penso.  É possível discernir?

Tenho argumentos e não dou minha razão à ninguém. Atacaram meu profissionalismo, isso não merece resposta. Sei quem são, as mesmas pessoas que vêm perguntar o que achei do show, ao invés de virar disse me disse, o fiz no meu blog e com as minhas palavras. Do meu jeito! Não mudarei a forma com que vi o show, esperava mais, já conhecia o trabalho e esse foi muito ruim. Como é? Não posso não gostar? Tenho que dizer amém e aplaudir sempre?

Não é a primeira vez que tentam me censurar por ter uma opinião que não é a da maioria. E daí? Vou me calar ou fingir que discordo só para fazer parte da turma. Isso é atitude de quem não tem estrutura emocional formada ou pior, não tem personalidade. Não puxo o saco de ninguém, quando gosto de algo ou alguém essa pessoa não precisa saber que existo.

Mencionaram tanto autopromoção e coisas sem sentido. Pessoas estiveram aqui, que nunca haviam estado. O meu blog ao contrário do que um professor que também tentou me chamar atenção por causa dos meus escritos, é lido em outros países. Gente que não conheço e quem não me liga para dizer se gostou ou não.

Entendo que muitos se sentiram ofendidos. Sinto muito, mas não há em lugar algum um documento que me obrigue a gostar das mesmas coisas que gostam.

Conheço o universo underground há tempos, em Macapá há pelo menos quatro anos. Já havia prestigiado outros eventos, inclusive da referida cantora, e curti. Esse não, não gostei mesmo. Achei muito ruim, justamente porque esperava mais. Deixa eu ver se entendi, quer dizer que como “fã” agora serei proibida de frequentar os eventos porque sim, fui prestigiar um amigo, reitero isso, pois parece que está difícil de compreender. E não gostei.

O que houve com a famosa e desgastada frase “gosto não se discute”?

Não tenho que usar um espaço que é meu para falar sobre a minha personalidade ou a maneira com que encaro a vida, para pessoas que não conheço, não sei que existem. Deixei os comentários, não irei excluir nenhum, respeito a opinião e exijo que a minha também seja respeitada, sobretudo, aqui. Respeito muito a liberdade de expressão, contanto que não nivelem pela mediocridade.  Cansa ler!

As pessoas devem mesmo defender seus direitos, usufruí-los, procura-los, caso contrário, não são dignas de te-los.

Não entrarei no mérito da minha postura enquanto jornalista, quer dizer que por causa da minha profissão quando comer em um restaurante ruim, não poderei falar sobre o assunto, por que sou jornalista e irão me processar? Ah, claro.

Parece que não foi  esclarecedor o “Direito de Resposta” publicado aqui. Posso fazer o favor de trocar em miúdos…

Quem não gosta de alguma coisa, se sente ofendido ou blá, blá, blá, peça direito de resposta e o veículo de comunicação irá publica-lo sem edição, na íntegra. Entendeu? Agora quando alguém usa palavras de baixo calão, ofensivas gratuitamente perante a justiça, esse direito é perdido. Novamente: Essa mídia é minha, não precisa acessar caso não seja da sua vontade!

Elogiei a postura da Bell, que usou seus conhecimentos jornalísticos e sua experiência profissional para expressar sua opinião. Louvável, sem sarcasmo ou ironia e disse isso no comentário que fiz abaixo do dela.

Às pessoas que visitaram este espaço, (que é meu) obrigado por usufruírem do direito de não concordarem comigo. Contudo, não tenho que dar satisfações do que gosto ou não à nenhum de vocês que não gostaram do post. A impressão que tive é minha e posso falar sim. Não tenho que discorrer meu currículo sobre as experiências com música, percepções político-religiosas ou qualquer outro sentimento apaixonado que rege o mundo, nem aqui, nem em lugar nenhum.

Quem quiser continuar falando sobre o assunto, não tô nem aí. Desde que não baixem o nível o espaço tá disponível.

Promovo o que acredito ser relevante, não denegri nada nem ninguém. Não gostei e falei sobre o assunto. Quem não gostou também falou. Agora isso já cansou.

Não preciso de fama, por isso não me conhecem, não sabem meu nome, a invisibilidade me é confortável sempre. Se precisar de informações peça e lhes darei se achar conveniente. Mas como disse anteriormente, já acompanhava o trabalho e farei novamente sempre que tiver vontade de curtir o som. Do evento não gostei, pronto. Minha opinião!

Como tudo que acontece aqui, por “Macapá ser pequena” e estar em constante evolução…vira uma novela, sem necessidade. Achei um desgaste inútil.

E que diferença faz a minha opinião para essa gente toda?

Ah, fala sério! Aos amigos que estiveram aqui, obrigado, aos que não conheço, também (sem ironia), aos que tiveram paciência de chegar ao fim deste, valeu.

sábado, outubro 31

Véspera do dia 31 de outubro

Sem ordem cronológica. Por que obedecer as regras?
Que venham as lembranças confusas. Vou lembrar mais dos sorrisos, pode ser?
A causa da antecipação da esbórnia foi a penumbra, que ainda pelos corredores iluminados com luzes amarelas de emergência, poderia gerar cenas de um filme de terror clichê. Pena não ter dado certo.
Ok, rumo “àquele bate canal de sexta-feira”. Quanto mais gente melhor, ou não...
Éramos cinco, seis, sete, ok dez. Depois mais. Três mesas unidas e um monte de bobagens sobre elas. Borbulhavam frases de efeitos:
  • Acaba o assunto que a conversa chegou! (Naiane Feitoza)
Nesse caso a conversa deu tanto trabalho, que todos queriam levá-la embora.
  • Sinceridade não é um dom, mas uma doença, assim como a falsidade. (Regi Cavaleiro)
Essa, confesso que não entendi dentro do contexto... Mas tudo vai ficar bem.
Tinha um lance de vacinação, mas não lembro direito...
E todos filosofavam aqui e ali. Um sentimento meio de vontade de chorar, a outra metade era de ver até onde iria parar... Legal para quem não sente isso nunca, né?
Rolou até compaixão. Em outras situações provavelmente não haveria mobilização. De nenhum gênero. Deixe estar.
Dane-se! Cada um colhe o que planta...e blá, blá, blá.
“É difícil avaliar circunstâncias desconhecidas quando não experimentadas, às vezes com um propósito puramente científico”.
Com o comportamento é assim. Como perceber sem sentir, analisar friamente sem vivenciar?
De longe parece tudo muito babaca, e olha que essa palavra latejou na minha cabeça, por horas...
Mais de perto absorve-se a essência.
O lance do álcool é mais complexo. O tímido se solta, os pensamentos ganham vida própria e andam sozinhos, o contido perde o limite da língua. E esta por sua vez não pára mais... Apimentada gera conflito consigo mesma, não quer se limitar em permanecer na boca. Viva a mexicana!
Os olhos já sem foco miram para todos os lados.
De todas as cores, uma é predominante... O vermelho.
Lanternas para os afogados e à deriva. Salve todos!
Risos sem graça, conversas dúbias. Filosofia de tão barata, fica mais onerosa quanto mais avançam as badaladas... Porque palavras se perdem ao vento, mas as provocações são permanentes. As cicatrizes fazem parte das experiências, sinal de que algo foi vivido, e essa é a parte boa.
Naquela mesa, ontem, teve de tudo, de jóias à bijuterias sem valor, nem brilho, mas que fizeram um volume enorme. E o que seriam das diferenças se não fosse a comparação? Viva o anti-modelo.
Na volta para casa, caminhos estranhos, blackout!
Ufa! Estamos seguros.
Dependendo da trilha poderia ter sido o início do dia das bruxas, ou será noite? Maldita hora que esqueci minha vassoura.

terça-feira, outubro 20

Pergunta sem resposta, só para refletir

Fui atraída por uma capa da revista Época, esquecida na estante de casa. Falava sobre as mulheres e o desejo (fevereiro/2009 nº559 pág. 70).

Ouvi em uma mesa de bar uma pergunta boba (como era de se esperar). “Onde fica o maldito ponto G?” e desta vez não citarei o santo, nem que ele exija só o milagre mesmo. Ok?

Comentei com Cléia, bem baixinho:

-Enquanto eles se preocupam em procurar, nós mulheres nos divertimos! (Rimos discretamente).

Voltando a história do achado. Na matéria um trecho me hipnotizou. Citava Freud, o pai da psicanálise.

“A grande questão que nunca foi respondida, e que eu ainda não fui capaz de responder, apesar de 30 anos de pesquisa sobre a alma feminina, é: o que querem as mulheres?”.

No alto de sua sapiência e curiosidade, Freud errou, quando teve a intenção de apreender a alma das mulheres e reduzi-la a conceitos fechados.

Ora se ele se enganou, como podem seres incapazes de assumir seus desejos, medos e comportamentos receberem tal dádiva?

Negam a própria negação e, se calam obviamente.

Na real, não são dignos de saberem onde está o ponto, quanto mais sua localização “alfabética”. Talvez no trajeto existam mais...

Quanto à matéria, diz um monte de bobagens com embasamento científico. Enquanto eles testam e pesquisam,  nós mulheres apenas sentimos... Ou não mais!

castanhosoucordemel

Engole inteira

Quando acordei...

Foi como um soco no estômago... No meio da madrugada, acordar com um peso na consciência... Afinal, não tinha cumprido parte da minha rotina, que talvez já faça mais parte de mim, que um beijo de boa noite...

Cheguei em casa depois de um dia mais ou menos, uma noite nada mal, mas sem histórias bacanas para contar.

Cobranças, puxões de orelha, um sentimento de “ridícula” no ar! Não deveria ter ido lá, tem algo que me incomoda, não sei decifrar... Não importa.

Dormi no sofá, em meio aos afagos da mamãe, conversas sobre o filme de ação que papai assistia na TV, novidades da noite, depois do jantar.

Assim, meio acomodada, adormeci.

Acordei na hora do intervalo, corri para minha cama... Só me joguei, desmaiei, não sei o porquê do cansaço, um corpo pesado e, que cai...Despertei quase às três e meia, como se uma voz me chamasse, e dissesse “Você não publicou nada”... Que cobrança mais descabida, e há essa hora!

Os cliques de sempre... Nenhuma novidade. Que saco!

Tento me lembrar se alguma coisa valeu a pena, e recordo da minha voz estridente, não queria lembrar... Tá tudo estranho.

Lembrei de pelo menos duas pessoas reclamarem que não conseguiram publicar seus comentários aqui. Fiquei de cara, eu queria tanto.

Têm outras que dizem que lêem. Pô! Bacana. Mas, não comentam, dane-se.

E quem tá a fim não consegue. Não quis dizer a elas para ter paciência, também não tenho. Não gosto de esperar.

 

“Detesto perguntas no ar, aquelas sem respostas, que não foram respondidas só para sacanear. As que não dependem de mim, as que me obrigam a pensar. Malditos filósofos filhos da $*#@, não vivo sem eles”.

 

E quando pisco novamente já são quatro da manhã... Me engole às vezes esse tempo que não pára. Podia ao menos mastigar?!

“Doce vida amarga, cuja acidez dos desencantos me fez dependente.”

quinta-feira, outubro 8

Abra com cuidado

Durante a aula do profº Alexandre Brito para esclarecer possíveis dúvidas que possam ter perturbado as mentes dos futuros jornalistas da turma 6JRN, foi feita uma análise na imagem de uma tirinha utilizada na prova, que serviria como base para explicar a manipulação da imagem no jornalismo. Prova esta aplicada no dia 1º de outubro...

Blá, blá, blá... de todos os quatro cantos da sala pequena, onde cabem pouco mais de vinte alunos. Dado momento da explanação do professor, foi citado os métodos da conquista quase arcaicos, para a era tecnológica corrente, porém, não menos charmosos. Afinal, não são todos que usufruem da mesma, trata-se do envio de cartas, com fotografias dos lugares onde o futuro pretendente habita, ou se encontra, enfim...

E, davam-se mais ou menos assim, depois de escritas, aliás, cuidadosamente escritas, pois, tudo que continham deveriam agradar quem supostamente iria recebê-la. Valia de tudo, inclusive gotículas do perfume, que por ventura, borrariam aquelas mal traçadas linhas, feitas com caneta bic...Dobradura particular, cada um com seu método. Era só esperar para que suspiros e crises de apaixonite aguda pudessem ser constatadas...

Saudosista e cética posso afirmar que hoje não rola mais isso. Agora fala-se tudo por MSN, mensagens de texto no celular, com linguagem abreviada e tudo mais... Um diálogo monossilábico já é suficiente. Demasiadamente abreviada.

É possível falar com várias ao mesmo tempo, desde que seja hábil no abrir e fechar janelas, senão: Ops, já era... Lá se vai a linha de raciocínio. Quais eram mesmo as mentiras que eu iria contar? (Rsrs).

Viva a tecnologia, internet, MSN, quadri BAND,sms...

Conclui-se com essa viagem remota, que amores, desamores ou paixões fortuitas eram mais facilmente arrancados por cartas bem escritas, cuja única responsável era a imagem construída unilateralmente, a partir das informações que ora fizeram parte daquela conjectura, previamente construída. Logo o objetivo proposto era atingido, quase que instantaneamente. O personagem pertencia ao autor, ou unicamente ao leitor com criatividade para imaginar... e tomar àquilo como verdade.

Verdades, falácias, o que seriam de nós se não fosse a ambigüidade das possibilidades?