"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli
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quarta-feira, maio 11

Inscrições abertas para o 1. Congresso de Comunicação da Unifap

1º Congresso de Jornalismo da UnifapA Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), através do Curso de Jornalismo, promove o 1º Congresso de Jornalismo da Unifap. O evento acontece de 28 a 30 de maio (sexta-feira, sábado e segunda-feira) no Anfiteatro da Universidade. O investimento é de R$20,00 para alunos de qualquer curso da Unifap e R$40,00 para a comunidade amapaense, as inscrições estão abertas e podem ser feitas junto aos alunos de Jornalismo da Universidade, ou pelo e-mail jornalismounifap@gmail.com, encaminhado à Roberta Scheibe.

O primeiro congresso de Jornalismo organizado por universidade pública terá como tema “Os rumos do Jornalismo”. Estarão presentes o coordenador do projeto Foca do jornal Estado de São Paulo, Francisco Ornellas, que realizará uma palestra sobre o Jornalista do Futuro. A pós doutora em Comunicação Joana Puntel participará através da conferência A cultura Midiática. Também estarão presentes o senador Randolfe Rodrigues, a jornalista Alcinea Cavalcante, o jornalista Chico Terra, a Secretária de Comunicação do Estado do Amapá Jacinta Carvalho, o sociólogo e professor da Unifap Luciano Magnus, entre outros profissionais, que participarão da mesa-redonda A ética na Comunicação.

Oficinas

O participante do Congresso de Jornalismo da Unifap também poderá escolher uma oficina para enriquecer os seus conhecimentos. Fazem parte da grade de oficinas os seguintes temas: reportagem para rádio, com o jornalista Clay Sam; reportagem para TV com o jornalista da Amazon Sat David Diogo, Mídias Sociais, com a jornalista e blogueira Hellen Cortezolli e Assessoria de Imprensa com a profissional Graziela Miranda. As oficinas acontecerão dias 27 e 30 de maio, das 14h às 18h na Unifap.

Concurso de vídeo

O primeiro Congresso de Jornalismo da Unifap promove paralelo às palestras o 1º Concurso de vídeos de 01 a 05 minutos. Poderão submeter produtos audiovisuais as pessoas inscritas no congresso. Os vídeos podem ser de ficção ou documentários. Os mesmos devem ser enviados para o e-mail jornalismounifap@gmail.com. Os vídeos participantes serão apresentados no sábado, às 15h, no anfiteatro da Unifap. Haverá premiação para o melhor audiovisual.

Confira a programação e os horários

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Palestra de Francisco Ornellas – Coordenador do projeto Foca do jornal Estado de São Paulo “Jornalista do Futuro”: O Case do projeto Foca . Sexta-feira, 27 de maio: Abertura – 18h30

Candidato Randolfe Rodrigues (PSOL/AP).<br />

Participação de Jornalistas e profissionais da área de Comunicação no Amapá, entre eles: Jornalista Alcinea Cavalcante; Jornalista Chico Terra; Senador Randolfe Rodrigues; Secretária de Comunicação do Estado do Amapá, Jacinta Carvalho; Sociólogo e professor Luciano Magnus de Araújo; Entre outros profissionais. Sábado, 28 de maio: Mesa Redonda “A Ética na Comunicação” – 10h

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Mostra de vídeos de 01 a 05 minutos que participam do CONCURSO VÍDEOS CRIATIVOS. Poderão participar inscritos no congresso. Os temas poderão ser de ficção ou documentários. Sábado, 28 de maio: Mostra de Vídeos – 15h

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Palestra com a pós-doutora Joana Puntel – “A cultura Midiática” Premiação do Concurso de Vídeos. Segunda-feira, 30 de maio: Encerramento – 18h30

Fonte: CRONICANDO...

sexta-feira, novembro 13

Peculiaridades das histórias interessantes para contextualizar

  Alguns erros, gafes não faltaram. Mas quem quer ver a perfeição? Talvez depois da morte.

Então, perguntas pouco inteligentes, outras muito estúpidas. O que seria de mim, se não as tivesse presenciado? Apreciei sem moderação, num humor compulsivamente ácido. Foi ótimo.

Só foi possível testemunhar porque estava lá. É bem verdade que me perdi entre um comentário e outro, pior ainda, porque assimilo as coisas devagar.

Cada um no seu ritmo, eis uma lei.

E segue o baile…

Primeira noite

   Um espaço que poderia ter sido preenchido por outras coisas interessantes, sem desmerecer o talento do “artista”, mas nem sempre o improviso pega bem. Uma falha grande na abertura do II Congresso de Comunicação. A mesa estava posta, pronta, declaradas abertas as horas de divisão.

Dividir e absorver o que outras experiências podem provocar em alunos que não sabem bem para onde ir. Que não querem ir para lugar nenhum, num pensamento do tipo: “deixe a vida me levar”... Entretanto, abertura feita, e uma espera interminável pela estrela da noite, Ricardo Noblat, jornalista, escritor, blogueiro e alguém que já experimentou situações diversas e viveu para contá-las.

Pontualidade britânica, então uma hora e meia disponível para o “Ceará”, personagem criado por um aluno tímido de um semestre pouco divulgado (talvez seja o 4º, não sei), ele rouba a cena. Mas, observe com cuidado, ele não se desfaz do personagem. Não tira a máscara para que lhe encare nos olhos. E tudo que é demais cansa... A intenção é válida... Releve, de leve.

 

Segunda noite

  Paixões, discursos inflamados e mais paixões, assessores de comunicação (jovem) Aleco Mendes, diretores de marketing Jorge Avancini, paixão pelo que fazem (Sport Club Internacional). De vermelho, Aleco Mendes, de terno preto, Jorge Avancini.

Contagia, mas não vende... Talvez seja meu sangue azul que não permite que eu compre (gremista até a última gota, rsrsrs). Admiráveis, de longe...

 Ronedo de Sá Ferreira, frase de impacto: "Eu tentei"! Ronedo de Sá, queria colo desde o início da palestra, mas foi esforçado...

Não tinha público, juro que contei. Vinte e duas cadeiras preenchidas à esquerda, trinta e duas à direita, por sorte, ninguém dormiu... Não foi a pior.

Uma emoção que alcança os ossos, se é que é possível osso sentir arrepio. Ele conta histórias e todos ouvem...  Francisco Ornelas.

Então, sonhamos todos e, o mundo era de foca.

 

Terceira noite

(Tive que trabalhar, então só fui a noite, não assisti a palestra do jornalista e apresentador Gilvan Barbosa da Record de Macapá).

   Phillipe Bertrand tem 30 anos, após se formar trabalhou em vária agências, sentiu frustrações, vendeu o carro, foi morar na Ásia, deixou 400 currículos em 400 agências, até chegar onde está hoje.Na palestra do Diretor de Planejamento da Agência Dm9ddb, Philippe Bertrand,  o público recebeu no lugar de uma palestra um show de injeção de ânimo, todos foram agraciados com o vídeo desobvialize da campanha da Brastemp... Entre outras coisas, é claro. Só que o lance foi tão bacana, que não é possível que ninguém tenha saído naquela noite, sem pensar no que poderia deixar de ser ou fazer o óbvio e inovar, revi o vídeo seis vezes hoje...

Mais tarde, percebi que conheço pessoas “desobvializadas”, uma que vai trocar de nome na segunda-feira, outra que vai começar um regime na terça, um cara que anda de madrugada sozinho na rua... Os que gostam de loucos, os loucos que gostam de alguém. Foi como respirar um novo ar.

 

Inspira, você também!

(Não fiquei para a palestra do Roberto Toledo, assessor de imprensa da Confederação Brasileira de Futsal).

     Bruno Paes Manso, jornalista investigativo do Estadão. Enquanto contava suas histórias, enquanto se apossava de outras para nos contar, eu o via subindo o morro do Alemão, conversando com “chacineiros” num dilema ético, cheio de histórias interessantes para contextualizar. Numa dicotomia quase doente, febril, daquelas submersas no comportamento humano.

Tanto para aprender, quanto para querer ser… Façam fotos... Retornemos aos tempos em que acreditava-se que as câmeras fotográficas eram capazes de apreender as almas das pessoas. Ainda é magia. Só os bruxos mudaram de nome, méritos que antes poderiam ser de Merlin e Morgana, agora são Sony, Panasonic entre outras.

Bruno Paes Manso Já deu passos para subir o morro do Alemão, conversou com chacineiros, se interessa pelo comportamento humano, fala a verdade para os entrevistados, sabe seus limites, tem 38 anos e é doutorando. Jornalista investigativo e ainda assim nunca se expos.

 

A Lili não gosta de tirar fotos sozinha com os convidados, eu tieto tranquilamente, mas deixei ela sair nessa foto, rsrs. Por favor!

Apreender por osmose, vale?

 

E se me perguntassem como foi? Eu responderia que foi único, como cada segundo sempre é.  Talvez o segundo seja melhor que o primeiro.

Tem que ser assim, sempre.

terça-feira, novembro 10

Histórias de um contador de histórias


Um senhor que um dia se deparou com uma realidade na redação do jornal onde trabalhava, após passar pelos cargos de repórter, subeditor, editor e chefe de reportagem...  Se deu conta que “não havia espaço para pessoas de cabelos brancos, menos espaço ainda, para pessoas que nem cabelo tem mais”.


Num traje de camisa azul bebê, calça verde-musgo clara e sapatos marrons de sola confortável, Francisco Ornelas, diretor do projeto FOCA do Jornal O Estadão, se apresentou para uma platéia cheia de mentes onde borbulhavam curiosidades, tendo como admiráveis os acumulados 42 anos de profissão...

Presenteou os ouvintes atenciosos, acredite com exceção das moças sentadas às minhas costas, que faziam projetos cujo tema principal era sexo, ninguém piscava.
E, a cada ponto e vírgula era mais uma história interessante de alguém que construiu a vida com o jornalismo. Dele mesmo, que no início a mãe não o apoiou, porque o salário era menor que o da cozinheira da família, e para o pai que acreditava que coisa de gente jovem é o estudo.

O único que o apoiou desde sempre foi o cunhado que o incentivou com um comentário, ao saber que Ornelas tinha conseguido o primeiro emprego como jornalista do Jornal da cidade:
      - Legal Chico, só falta você ir para o Estadão!
Quatro anos depois...


·                      -Estou no Estadão!
·                      -Legal Chico, só falta o New York Times!


Vinte e quatro anos depois...


-Estou no New York Times!
-Ah! Não falta mais nada!


E histórias como a de Lourival Santana e Priscila Neri (seja curioso, faça a lição de casa e pesquisa sobre eles, achou que eu facilitaria as coisas, né?).
Frases clássicas como: 

“Vocês escolheram a mais fascinante profissão do mundo”


Se entre aqueles que escolheram o jornalismo como profissão, está os que querem ganhar muito dinheiro, desistam, dá pra ganhar o suficiente para pagar boas escolas, mas não ficar rico.



O projeto


“Um programa que abre as portas para as escolas de jornalismo e que possa proporcionar aos acadêmicos um espaço para exercitar”, esses foram os argumentos de Ornelas para convencer o dono do jornal.


          Quanto vai custar?  - Perguntou ele.
           Nada. Respondeu Ornelas.


E assim... 
De 23 a 25 mil é o número dos jovens jornalistas  já inscritos no programa. 
Que disponibiliza 30 vagas todos os anos no período de setembro a dezembro, destinado a alunos no último semestre do curso de jornalismo ou formados a pelo menos dois anos.
Atualmente 85% dos estudantes que passaram pelo projeto exercem a profissão em grandes veículos de comunicação.


Dicas infalíveis
"Não peça por emprego, este nunca tem, peça por trabalho que nunca termina".
"Não existe incompetente com sorte, então dedique-se".
"Demita o patrão: Tá demitido, não trabalho mais para você!" (rsrsrs).
Essa foi a palestra que mais me emocionou, por alguns instantes, acredite...quase chorei.
   




II Congresso de Comunicação e muito mais



Ricardo Noblat pela primeira vez no Amapá, veio à capital para palestrar sobre Jornalismo Político no II Congresso de Comunicação, promovido pela Faculdade Seama, deu dicas e destacou os pontos frágeis de um blog com várias atualizações ao dia, falou sobre o exercício das Assessorias de Imprensa e dividiu sua opinião com os presentes, alunos, egressos e interessados em comunicação, baseado nos 42 anos de experiência no jornalismo.

Cabelos grisalhos, camisa jeans por cima de uma   camiseta preta, fala calma, cheia de conteúdo e firmeza. Calça cáqui, sapatos mocassins marrons (aqueles com bolinhas na sola). Assim se apresentou Noblat.
Falou sobre jornalismo e a larga experiência acumulada nas redações, na convivência com uma assessora de imprensa a pelo menos 32 anos (sua mulher), das redações que exploram gente nova sem experiência nenhuma e que se contenta com qualquer trocado. O ideal segundo sua análise seria dividir em parte iguais, profissionais com experiência de vida e jovens afoitos por aprender.

"As assessorias se multiplicam, as pessoas se formam para trabalhar em assessorias de imprensa, quando na verdade isso não é jornalismo, utilizam as técnicas mas não trabalham com a verdade".Obviedade foi a palavra mais dita por Noblat.
Visto que os jornalistas cobrem as mesmas pautas, principalmente quanto se trata de assuntos locais, onde estão próximos, "...nivelam pela mediocridade, reconhecem que não fizeram o melhor, mas que o concorrente também não e comemoram isso". Destaque também para textos bem escritos, fotografias bem feitas e informações corretas que devem ser rigorosamente exigidas, o que comumente não acontece.
 "O Jornalismo é a única profissão onde se admite pessoas que não sabem fazer direito seu ofício, diferente de um engenheiro, por exemplo, é fácil encontrar nas redações textos mal escritos, presos ao lead,como era no tempo do telégrafo". (Acho que tenho um professor que iria adorar esse trecho da conversa).

Criticou a arrogância dos profissionais de comunicação, que não admitem os próprios erros e se apropriam da verdade, cujos poderes não foram delegados à eles por ninguém. Enganam as pessoas, sejam elas leitores, expectadores ou ouvintes. Comportam-se não muito diferente de "bandidos" com seus gravadores escondidos para registrar conversas, se fazem passar por alguém, ganham a confiança e mentem, tudo pelo tão concorrido "furo de reportagem". "As pessoas têm o direito de saber que estão sendo gravadas, filmadas que se trata de uma entrevista. Não existem pergunta ruim, existem respostas ruins".
E por falar em ruim, reservei um espacinho aqui para as pérolas da noite:
Pérolas
Diretor da Faculdade Seama Carlos Scapin empolgado com a indicação da instituição com a melhor da região norte: "Vocês poderão olhar com ar de superioridade, digamos assim, para as faculdades das outras regiões do país, porque a Seama é a melhor da região norte". (???)

Aberrações
1-Com o comentário de Noblat sobre assessoria de imprensa não ser jornalismo, uma assessora se ofendeu pessoalmente e foi incapaz de discernir o que o palestrante disse, foi grossa e demonstrou desequilíbrio emocional, não deixou que o convidado concluísse o raciocínio para justificar sua posição, faltou postura para uma profissional da área, que sobretudo precisa ser política.

2-Pergunta de aluna de 8º semestre de jornalismo:
 A internet veio para substituir o impresso?
É bem verdade que a pergunta pode ser interpretada como pertinente no que tange a opinião do convidado. Contudo, se de fato trata-se de uma dúvida verdadeiramente perturbadora da colega do último semestre, eis uma preocupação se os quase quatro anos dentro de uma instituição, tida como a melhor da região norte, não lhe esclareceu nada. O que será que foi feito nesse período?

3- Agora a melhor de todas, pergunta feita por aluna do 2ª semestre:
O senhor acha que o jornalista se desvaloriza quando se sobrepõe a determinada situação política?
Noblat não compreendeu o que a aluna quis dizer, eis uma tradução:
sobrepõe - em lugar de submete
Ela insistiu na pergunta:
O senhor acha que o jornalista se desvaloriza quando se "assujeita" a determinada situação política?
assujeita - no lugar de sujeita (submete aí de novo).
A aluna continuou...
O que quero perguntar é quando o senhor se relaciona o jornalismo à política...
Deus sabe o que ela quis dizer.

Isso foi só no primeiro dia!
Aguardem os próximos capítulos.