"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

sexta-feira, novembro 18

Morte online

Nasce, cresce, se reproduz e morre...
Esse não é mais um texto daqueles para recordar as suas aulas de ciências do primeiro grau. 
Mas, as coisas dão continuidade a alguns conceitos aprendidos ao longo da vida... e algumas vidas são tão breves que não têm continuidade.

Basta estar vivo para morrer. Me refiro exatamente as redes sociais, melhor ainda às ferramentas que desde que virou febre fazem parte das consultas diárias aos acontecimentos imediatistas que os instrumentos de comunicação requerem para alcançar o maior público possível. Contudo, bate uma tristeza a falta de continuidade que as aguardam logo ali, na próxima postagem, ou até mesmo assassinadas pela falta de criatividade.

Agora tudo que é evento tem twitter, perfil no facebook e blog, isso é bacana. Porém, depois das ações, ficam às traças as mídias criadas para divulgação.

Assim como há materiais muito interessantes, há espaço para as "belas" porcarias também. No início desta semana, fiquei arrasada quando li alguns textos produzidos por pessoas que já tiveram talento, mas, perderam totalmente a noção do ridículo, enfim, esse não é o foco.

E, o coitado do Orkut é quem leva a culpa pela mediocridade com que as redes sociais são tratadas. A expressão “orkutando” está na ponta da língua para se referir a qualquer coisa feia, cafona e que cause vergonha alheia no universo virtual.

É gerado todo o tipo de lixo. Os convites para os eventos chovem nas caixas de e-mails e quem usa smartphones então, atualização o tempo todo com: Nada de aproveitável! Perfis incompletos, sem imagens, sem dados atrativos. Tudo feito de qualquer jeito.

Não há continuidade, insisto!
Ninguém faz a manutenção e certamente no ano seguinte, virão outros blogs, twitters ou perfis no facebook, preenchidos pela metade. Porque as senhas foram esquecidas ou o template ficou demodê.

Tá se você não entendeu ainda, que tal um estudo de caso, hein?
#Ficaadica

Improdutividade, conversa paralela e vôos mais altos

Quase todas as manhãs encontro assuntos interessantes dos quais gostaria de discorrer meus ácidos, porém, quando encontro a hora ideal para fazer isso vejo a criatividade voar pela janela como no comercial de TV...

Essa semana foi tão improdutiva para o meu universo umbilical... Fiquei doente e me senti mais fraca e mais descartável do que nunca.  Sei que se eu não me cuidar, não vai adiantar toda a dedicação do mundo ao trabalho. As noites de insônia não tem ajudado muito também. 

Mas, hoje em especial troquei opiniões com um jornalista colega meu, que tem anos luz de experiência e um texto bacana de ler. Sem a mesmice dos releases, que me perdoem os demais colegas adeptos desta prática, seja por obrigação ou necessidade.  Surgiu então, a vontade de escrever, qualquer coisa, mas escrever...

Abri aspas no pensamento e lembrei do meu pai que falava sobre o serviço público: “tem “profissional” puxa-saco que não faz nada nunca. Bate a vontade repentina, ele decide fazer qualquer coisa, o chefe passa e lá está o puxa trabalhando. Daí o chefe “constata o quanto o cara é dedicado”. Por outro lado, tem recepcionista que passa o dia em pé, trabalha até o limite do humanamente possível, na hora em que resolve sentar o chefe passa e pergunta o que ela faz sentada”. Complicado, né? Duvido que você não tenha lembrado de alguma situação. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

Voltando ao papo do meu colega jornalista, temos quase a mesma idade. Fiquei encantada quando ele comentou com um amigo - falavam alto, sendo assim, acredito que não tenha sido indiscrição minha ter prestado atenção - Ele disse mais ou menos assim: “Se queres voar alto a hora é agora, não deixa para mais tarde. Porque depois dos trinta anos, mudar dá medo”.

A primeira coisa que percebi é que não estou sozinha nessa constatação. Não fiz nem metade do que sonhei e de fato, sonho todo o tempo com um monte de coisas. Assim fica difícil organizar por ordem de chegada o que realizar primeiro, não é mesmo?

Tenho sentido muito o frio na barriga... Aquele que dá quando se começa do zero, no escuro ou qualquer coisa assim.

terça-feira, novembro 15

Temporário

Faz algum tempo que tinha identificado alguns defeitos no blog. Mas, a preguiça ocupava 50% do meu corpo/tempo e mente... e do restante também.  

Então, enquanto estudo novas adaptações aos blogs alheios, vou deixar minha "casa" com esta aparência. Ok?

É temporário... como algumas mudanças precisam ser. ^^

sábado, novembro 5

Quem assopra as 'velhinhas' hoje é a Thay

Você percebe o quanto o tempo passou e mudou você, quando seus amig@s comemoram mais um ano de vida. Porque você busca as fotos do ano anterior e enxerga a efemeridade de cada segundo vivido.


Que bom que tenho muitos dos quais posso sentir falta com uma saudade gostosa como um abraço, desses que faz tempo que não dou na minha amiga Thainá Rodrigues.


Thainá é um nome de origem Tupi, e significa estrela. 


Também quer dizer que é alguém que traz consigo muita compaixão e amor para dar, é capaz de passar a vida fazendo o bem as pessoas, chega até a se esquecer que também pode precisar receber ajuda e amor. ---> (Rá é aí que entramos nós reles mortais, rsrs, pra defender o mundo da devastação... ops. Essa é outra história) 


Em algumas situações não consegue perdoar ou esquecer o mal que lhe fizeram (fiz força para que aprendesse isso comigo, lembra Thay? ), mas isso é o mínimo de que pode se valer para defender-se.
Parabéns pelo seu dia. Muitas, muitas felicidades mesmo. 

Ciência x consciência

“A crise não está no mundo, mas na nossa consciência” (Krishnamurt*), é com essa frase que discorro o primeiro episódio da série “provar da conveniência do meu próprio ácido”, na qual avaliarei constantemente meu desempenho. ¬¬ Nada muito diferente do que já faço, porém, desta forma dá a impressão de reorganização...

A velha estratégia de nova roupagem para falar das mesmas coisas. Quem sabe funcione?

Já passa das 3h... O papo com um dos meus melhores amigos por celular também findou, porque ele precisava dormir. Decidi então, por vasculhar meu HD a procura de um filme ou série qualquer para ocupar a mente.

Durante as buscas encontrei arquivos da minha primeira capa de jornal (do tempo da faculdade), parece que já faz muito tempo.

Tive paciência para reler o que escrevi e me debulhei em lágrimas... Acho que perdi o que tinha de mais bonito na hora de escrever. Não sei se consigo apontar os culpados, ou reconhece-los em mim.

Talvez eu tenha me tornado aquilo que mais abomino nos profissionais da área... Quem sabe a cegueira da rotina já obscureceu minha retina?

Recordo de uma frase minha que ainda faz sentido, que falava sobre minha relação com o texto: “O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém”. Acho que me tornei refém não só dos textos ruins que construo, mas da rotina de construir textos.  Não! Não espero por elogios ou reconhecimento, quero apenas reconhecer os pensamentos que deram origem as linhas propositalmente ordenadas, quem sabe me enxergar na desordem.

Os sentimentos com que escrevia, talvez tenham se perdido em algum lugar nessa trajetória e provavelmente, aquilo em que acreditava e hoje não creio mais seja reflexo da minha escassez.
Hora de mudar, tudo... de novo!


segunda-feira, outubro 31

As mentiras produzidas e consumidas diariamente

Nestes últimos dez dias, tive poucos momentos para exercer a reflexão saudável. Entre um questionamento e outro dos porquês de me submeter à sistemas que não funcionam, ou melhor, funcionam em meio ao caos... Agora mais descansada, analiso o reflexo dos contextos onde estou inserida.

Para ser mais específica, no salão de beleza enquanto esperava minha mãe ficar do jeito que desejava, para não criticar os assuntos comumente abordados pelas pessoas que lá labutam (quem casou, se separou, quem é amante de quem, quanto pagam por isso ou aquilo), resolvi folhear algumas revistas... 

Encontrei um álbum com o passo a passo de tratamento químico capilar. As fotos eram realmente horríveis, pixealizadas, escuras, não valorizavam o efeito/resultado do tratamento, tão pouco o desempenho do profissional (não sei se as consumidoras concordaram em não querer ficar como as “cobaias das fotografias”, ou se foi meu olhar “adestrado” que ficou ainda mais exigente). Sendo assim, viva a publicidade!

Hoje, descobri que minto o tempo todo. Principalmente para mim mesma, quando digo, por exemplo, que durante meu descanso não irei passar perto de tecnologia/rede social alguma (já que trabalho com isso). 
Mentcheeeeeeeeeera!

Cá estou depois de tanto tempo, para dividir minhas novas asserções, ou não tão novas assim, só mais conscientes, quem sabe, consistentes?
Não sei bem como fui parar no twitter de uma celebridade, que me levou a outro link, de seu site. Muito ergonômico por sinal, atraente, não só pelos ensaios fotográficos, mas principalmente pela facilidade e velocidade com que são as imagens e aplicativos são carregados (fator preponderante para uma internet não tão boa como a que a maioria das pessoas tem acesso).

Contudo, o que mais me chamou a atenção e motivou meu retorno obrigatório ao programa de elaboração de textos e todos os passos que são conhecidos para se postar um tema na internet, foi o texto explicativo de um dos ensaios fotográficos da referida celebridade. Minha dúvida foi em saber se ele foi de fato escrito por ela, ou por sua assessoria de comunicação.  

Um rápido mergulho no mundo da manipulação da informação: Publicidade, jornalismo, assessoria de comunicação e por aí vai. Esse meu olhar, identifica quem escreve o quê, provoca e praticamente responde sozinho que: a assessoria dela é muito eficiente.  Já que o texto elaborado tem, obviamente características da celebridade assessorada, mas também destaca um trabalho delicado, atento de que não foi ela quem escreveu a próprio punho em razão da forma com que escreve em seus twittes, complicado?  Respondo que não. E não vale apelar para a acentuação nem sempre disponível nos aparelhos de celular com aplicativos que facilitam tudo.

Viajando ainda mais na imaginação, posso seguir essa linha de raciocínio e pensar que foi uma pergunta que deu origem aquela resposta tão profunda, que justificou a entrada do ensaio fotográfico. Porém, mais do que uma pergunta foi a forma com que foi formulada. De maneira bem natural, talvez respondida enquanto folheava uma revista, conferia seus twittes no celular ou esperava o cabeleireiro ou maquiador terminar de produzi-la.
Tantas mentiras, que se tornaram verdades gostosas de consumir.
E você, também mente gostoso ou apenas gosta de mentir? 

terça-feira, outubro 18

Expurgação do aprendizado

Foto: Ewerton França (fotógrafo das estrelas) *-*

Hoje pela manhã cometi mais um daqueles erros estúpidos, dos quais costumo ficar remoendo e me cobrando o resto do dia. 
Falar de sonhos com quem não sonha, é desperdiçar sensações. Pior ainda com quem não é capaz de sentir. Resolvi silenciar de vez...
Ocupei a mente com as coisas chatas que faço todos os dias. E, entre uma produção de texto e consultas constantes ao email, recebi esta mensagem e a readaptei, obviamente: