segunda-feira, junho 27
Sentidos
sexta-feira, junho 10
quarta-feira, março 2
Tic-tac
| Quanto tempo tenho? |
sábado, janeiro 1
Acabou? Liga a luz
Pois é, cá estou eu no primeiro post de 2011. Falar do que espero para este ano que se inicia é tão complicado quanto falar de planos. Confesso que não tenho planos, os temo a essa altura do campeonato. Foram quatro anos planejando o fim de 2010 que esqueci dessa nova etapa, o planejamento estratégico a ser empregado em 2011.
Sabe aquelas pessoas insatisfeitas, que não aproveitam o agora? Como sou muitas de mim, também me encaixo nesse perfil e quando percebo que meus planos atrapalham minhas vivências então paro. Mas, acho a mais “pura falta de sacanagem” (hehehe, isso também provoca as piores mancadas do mundo), voltando ao raciocínio, acho a mais pura falta de sacanagem superar os obstáculos e ainda sem aproveitar o gosto de os ter alcançado um engraçadinho qualquer te questionar: “E aí qual será o próximo objetivo?”, ou ainda: “O que vai fazer agora que tudo acabou?”.
Esse post então, é sobre o que fazer agora que tudo acabou:
Não sei, não faço ideia! O que sei é que as coisas vão mudar e já me preparo para o pior, não que seja de todo ruim, mas tá tão na cara que acredito ser estupidez ignorar e só “pensar positivo”, então se pudesse, queria uma viagem, mas ainda não rola sair por aí sozinha. Bem, melhor parar de sonhar, mas puxa vida, são os meus sonhos que me fazem ser quem sou. Assim fica difícil decidir alguma coisa. Melhor deixar rolar… Ligar o Fod@#$&.
Vou arrumar meu quarto, me desfazer do que está sobrando (se é que tem disso), dar um jeito em alguma coisa, me ocupar, para não pensar em nada, afinal, amanhã é domingo. Sem frustrações ok? Ano novo traz essa carga pesada, de que tudo vai ser melhor. Mas, sabe... 2010 foi muito incrível para mim, tudo intenso, como tem que ser, de bom e de ruim. Vou sentir saudades, talvez tenha sido o ano mais difícil da minha vida, então sem dúvida será o mais inesquecível.
O ano que mais realizei sonhos, dos mais íntimos aos mais perseguidos, ano de dores profundas, de glórias inacreditáveis (que exagero), não que eu seja uma psicopata-megadesestruturada-fria-calculista-insensível-megera-masoquista, mas por ter sido tão difícil posso dizer que o gostinho de dizer: Venci! É inigualável.
Que venham os próximos obstáculos e que todos tenhamos força, discernimento, disciplina, paixão, vontade e fé em nós mesmos para dar valor a tudo que pudermos viver. Um ano cheio de luz para você também!
quarta-feira, outubro 20
Tudo mundo conhece um
O Puxa-saco deveria ter classificação ou estabelecer um grau de intensidade, quando extrapolasse poderiam explodir como fazem os carrapatos depois de se alimentarem acima do tolerável por seus corpos.
Sugestão de classificação:
Sem noção - aquele que necessita elogiar todo mundo, mesmo quem não tem nada para ser enaltecido, não economiza e a falsidade total é sua maior característica, não compensa nem contar até dez;
Perseguidor – aquele que ninguém quer por perto, mas ele insiste, o assédio é tão grande que asco é um sentimento muito propício para a ocasião;
Solícito – tem necessidade de demonstrar seus préstimos, principalmente quando ninguém precisa.
Abusado – é a junção de todas as classificações anteriores com o acréscimo de contato físico.
Você conhece outros? Então… não me diga. Só de pensar que existem mais fico doente.
domingo, setembro 5
Nua, sem armadura
Lembrei do início da minha vida profissional e antes dela, minha relação com a escrita. Quando de fato percebi o que significava para minha vida, escrever. Sabe aqueles lances de filmes onde você é o “voz over” ou voz de Deus (quando o personagem conta a história, estando inserida nela ou não)?
Eu fazia diários, lógico... sem nenhuma novidade até aí, escrevia o que sentia, e na maioria das vezes era triste. Recordei de uma vontade enorme de escrever um livro, e o fiz acho que na sexta série, recebi até certificado.
Foi meu primeiro livro, nada que tenha sido publicado por uma editora qualquer, mas cujas percepções foram minhas, falava sobre meio ambiente, e meu pai o havia ilustrado. Eu lia muito, para alguém com treze anos, a transição se deu em função de vários objetivos, o primeiro é porque ouvia a conversa dos adultos, mas segundo minha formação, não poderia participar delas. Mas, queria entender... Depois por causa dos garotos, já que não era bonita. Desejava que me respeitassem por minha “inteligência”, falava difícil para que “eles” não me vissem como alguém sem conteúdo, até que descobri quem eram os “vazios”. Eles não entendiam nada do que eu dizia, muito menos o meu sarcasmo (não mudou muito). Não sei onde guardei essas lembranças, mas deve ter sido num lugar tão seguro, que nem eu as pude encontrar, até hoje.
Depois um breve salto até a adolescência e na minha dificuldade enorme de me comunicar e expressar meus sentimentos, a timidez praticamente me esmagava, reduzia a minha existência a algo menor que um centímetro. Escrevi uma carta para os meus pais... Os deixei preocupados, por não falar sobre a forma com que encarava o fato de me mudar tanto de um cidade, Estado, região. Choque cultural, foi apelido. Difícil mesmo foi ter que recomeçar sempre. Foi assim até os dezessete anos. Fase bem complicada, como a de qualquer adolescente. Mais leitura, mais diários. No segundo grau, me divertia com versos e poemas que eu escrevia a pedido das minhas amigas (naquele tempo eu era boa até, não tinha esse peso que trago nas linhas que escrevo hoje), elas entregavam aos namorados e eles se derretiam, mal sabiam que eram de minha autoria, rsrsrs. E, nunca souberam.
Passei por algumas experiências de trabalho que me fizeram amadurecer rapidamente, como profissional, a identificar muitas coisas também. No meu primeiro emprego com carteira assinada, após deixa-lo por uma oportunidade de melhor remuneração, escrevi um manifesto. Rsrsrs. Acho que deu certo, algumas pessoas foram substituídas, ouvidas, promovidas, excluídas, e o que todos pensavam foi dito por alguém, que já não importava mais. Ainda tenho o respeito de todos e uma vaga quem sabe se um dia precisar.
Cinco mil quilômetros de distância percorridos pelo ar, como se fosse possível abrir os olhos e viver outras vidas, me trouxeram para onde me encontro hoje. A escrita faz parte de mim. Então, internet e blogs, diários de novo. Com a diferença que alguém, em algum lugar lê o que escrevo aqui. Às vezes assusta.
Decidi que queria deixar algo meu para alguém, desde que isso ajudasse de alguma maneira. Contudo, diante dos obstáculos meu desejo mais recente, me cegou, bloqueou, confundiu e é possível que seja covardia mesmo...
Durante esses dias todos, não escrevi uma linha, em função do meu desejo de escrever meu livro, como trabalho de conclusão. As palavras simplesmente me abandonaram por escolhê-las demais. Nunca está bom o suficiente, e desejo sempre mais.
Senti saudades de casa hoje. Mas, não tenho essa casa da qual sinto tanta falta.
Então, pensei que talvez tenha algo a ver com a morte, exteriorização do meu subconsciente temeroso. É bem provável que seja, afinal, morrer sem ter feito nada de relevante, deixar de existir sem ter feito nada de importante para alguém e “egoisticamente” falando, como sempre falo e encaro meu mundo “de umbigo profundo”, seria um desperdício sem precedentes.
Ajo tão friamente, às vezes, pelo simples fato de ver poesia em tudo, que isso além de atrapalhar, chega a ser ruim porque a probabilidade de ser incessantemente decepcionada é exagerada. Mas, ninguém me prometeu nada.
segunda-feira, agosto 9
Escárnio irrelevante
Alguns se queixam que hoje seus espíritos levantaram-se revoltos de sonhos sem nexos que tiveram durante a noite. Outros mergulham numa tristeza, sem razão aparente. Por minha vez, não tomo partido, não me divido. Seria unir meus pedaços a outros milhares, não haverá fim.
Por mais que minha compreensão não seja algo superficial sobre o assunto. Não importa. Hoje é segunda-feira e cada um se trata com os remédios que dispõem.
Encare-se várias vezes no espelho, para não esquecer quem és, porque o rosto que está lá não é seu. Finja ou não finja. Minta ou não minta, tanto faz. É apenas uma segunda…
Assinalar alternativas, ao menos supor que elas existam, não é compreender sempre do mesmo.
Os de memórias mais curtas, resolvem esquecer os próprios passos dados em falso. Erguem-se não sei de onde, para um discurso ensaiado, diante de olhares descrentes sobre as próximas palavras ditas ao léu, porque todos os ouvidos estão surdos e nem todos sabem libras.
Exprimir o que de mais apurado se extrai.
Amanhã será uma terceira oportunidade…
De não declarar nada, sentar-se em um lugar tranquilo e observar que na rotina da sua retina, só se repete o que és capaz de perceber. Enquanto o novo, se perde em algum outro lugar ou em dias mais intensos e menos passíveis de não acontecer nada de interessante.
sexta-feira, julho 23
É...a sexta chegou
Sexta-feira, cheirinho de final de semana.
Aquela vontade enorme de se cuidar, porque a semana que vem exige!
Força na peruca porque hoje é sexta-feira...
Mas, enquanto me concentro para diluir toda a minha acidez, em algum fato que presenciei nesta semana. Convido você à avaliar o quanto é difícil a convivência com pessoas cuja capacidade de assimilação de qualquer tipo de coisa, pode ser considerada nula, ou insuficiente.
Sem contar na interpretação de situações como: "o copo está meio cheio ou meio vazio?"
Numa comparação fria, diria que sou inteiramente sem paciência.
Isso faz com que me irrite com a minha irritação.
Conclusão, quando me deparar com pessoas burras, é melhor não tentar faze-la entender nada, dane-se... Nada de altruísmo e colaborar com a evolução do outro.
Aplica-se o ditado que afirma que: "quanto mais se mexe em merda, mais fede" rsrsrs.
Só um pouquinho de humor negro, tá? Para não perder o costume!
Cruze os dedos e ótima sexta para você também.
quarta-feira, julho 14
Hoje é dia de honrar o seu direito
Então, sinta-se livre para pensar.
Exerça esse direito e não permita que ninguém o impeça!
