"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

quarta-feira, maio 4

Dilema da criação e recompensa

P1120661  Fui motivada a escrever um texto por uma força que guiava meus dedos rápidos... mas aconteceu alguma coisa no meio do processo, que desacelerou...

  Tenho me emocionado com facilidade ultimamente, é muito fácil me esconder atrás de mudanças hormonais, todo mundo aceita e mantenho minha fama de má. Fama? Má?

  De repente o mundo dá um loop e lá estou eu parada vendo tudo girar tão rápido, as conquistas se amontoam na minha cabeça e não reajo. Pior, ajo não sei como.

  Tive mil reações, aquele lance de ser bipolar não é adequado ao momento. “Tetrapolar” talvez.

  Comecei o dia com dores físicas fortíssimas que me impediram de trabalhar. A medicação me derrubou... Durante o sono acho que me deparei com meus medos mais profundos e o que é pior fui realmente sincera com meus sentimentos, sabe o quanto isso é difícil?

  Me lembro de cada momento que vivenciei no subconsciente. Seria bom que esse sonho em particular fosse premonitório. Mas, agora que estou acordada, melhor por os pés de volta no chão.

  Desde ontem quando recebi um email fiquei anestesiada, mas feliz. São as coisas acontecendo... Hoje um telefonema me trouxe mais novas boas notícias. É como se depois de tanta dor (ainda constantes) fosse injetado em minhas veias doses positivas de realização.

  Talvez por isso eu tenha tanta vontade de chorar... o corpo reage engraçado a tantas coisas ao mesmo tempo.

  Mais tarde fiquei triste porque um trabalho que fiz foi “destruído”, não de propósito, mas vi horas de dedicação voarem direto para lixeira. Na hora bate uma revolta, porque as pessoas não sabem como é o processo de criação. Elas só conhecem as coisas prontas, daí vem sempre os clássicos: “legal”, “ficou bom”, “dá para ti fazer para mim de graça?” e coisas do gênero.  Não pretendo ser mãe mas, as coisas que crio são importantes para mim, faço com carinho, sinto prazer e quero ver isso fazer bem para alguém.

  Contudo, parei por um instante e refleti. Opa, ponto para mim, até que enfim, um pensamento nessa cabeça! – Que trouxa que eu estava sendo em achar que as pessoas acham que sou otária porque estão sempre me pedindo alguma coisa... E faço o que posso para atender.

  O reconhecimento não necessariamente vem dessas mesmas pessoas, mas ele sempre vem.

  Então é isso, dentre outras coisas que me aconteceram de bom:

Dia 27 e 30/05, ministrarei Oficina de Novas Mídias no 1. Congresso de Jornalismo da Unifap

  E eu reclamando da vida, agora terei a chance de ajudar de fato as pessoas que querem aprender um pouquinho a usar essas mídias (blog, twitter, facebook), espero vê-l@s por lá.