"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

domingo, maio 8

As várias formas do “eu te amo”

Lú Cortezolli - Minha mãe!
  Engraçado como as palavras ganham formas com base nos sentimentos que as motivam, como por exemplo, você dizer que está feliz, quando teu olhar não brilha e os cantos da tua boca, não estão para cima... 

  Para quem tem capacidade mínima de se importar é visível que se trata de uma inverdade ou relativa confusão. O mesmo ocorre com outras palavras acompanhadas de outros conjuntos...

  O “eu te amo” também tem dessas coisas, eu te amo para amig@s, para os amores que trazem consigo a atração física, psicológica e sexual, o eu te amo de admiração, mas nada se compara ao eu te amo aos pais, às mães. A forma mais sublime de amar e ser amado. 
  
  Não me aterei aos episódios lamentáveis que ocorreram nos últimos tempos, sobre mães e filhos. 

Repenso o tempo todo, os sentimentos que tomam conta da minha vida, o “todo” desse tempo é mais constante, talvez por haver mais espaços agora.
Mas, para falar do que me motivou a escrever essas palavras, linhas, frases e sentimentos, foi o dia das mães, que apesar de não ser mãe e não desejar ser considero que são todos os dias.

Agradeci acho que o dia inteiro por ela estar comigo, depois dos sustos é natural que repensemos como seria difícil prosseguir sem ela, é claro que um dia isso irá acontecer, e obviamente as reações serão complicadas de lidar. Nunca se está preparado, não se quer que esse dia chegue, mas enfim... inevitável.

Enquanto isso celebramos a vida e as bênçãos que elas nos concede, de estar vivo de ter quem amamos por perto de sermos amados. E, falar do amor de mãe, da minha é algo que engasga.

Acho que por isso não publiquei ontem, ela estava perto e por mais que seja de felicidade, não gosto de vê-la chorar. Amo a risada dela, as bobagenzinhas que ela faz (acredite a língua do P, ainda rola lá em casa). Os olhos brilhantes. O gênio forte, o jeito vaidosa, elegante, dedicada, de se doar demais... e nem sempre faço por merecer. Dna Lucinha ou a Lú,  não fala “eu te amo” por nada, ela ouve e diz “idem” e sei o quanto esse idem vale.

Minha mãe é força, garra, determinação, persistência, dinamismo e meu ponto fraco!
Te amo, sempre.