O homem perfeito não fala de seu passado, traz no olhar uma profundidade única, cheia de seus mistérios, que não devem, nem precisam ser desvendados. Ele é o que ninguém vê. É mais do que veste, faz ou possui, é apenas sentimento. E o que reverbera, lhe pertence.
sexta-feira, julho 25
O homem estigmatizado
O homem perfeito não fala de seu passado, traz no olhar uma profundidade única, cheia de seus mistérios, que não devem, nem precisam ser desvendados. Ele é o que ninguém vê. É mais do que veste, faz ou possui, é apenas sentimento. E o que reverbera, lhe pertence.
sábado, outubro 27
No pretérito imperfeito do indicativo
Gostava quando chovia e você dizia que era o melhor momento de ficarmos juntos, como as gotas que tocam o solo.
Eu gostava de quando me telefonava minutos depois de nos despedirmos, para dizer que meu gosto ainda estava em teus lábios.
Gostava de quando você cobrava o que eu não havia prometido.
Eu gostava da sua sensibilidade e do jeito como assistia ao mundo.
Gostava de adormecer em teus braços e despertar ao som de "Bandolins".
Eu gostava de te ver trabalhando, da tua entrega e ver o brilho em teus olhos, que um dia desapareceu.
Gostava de te ver no banho e da tua insistência para quase tudo.
Eu gostava do sexo à noite e de fazer amor pela manhã.
Gostava das nossas discussões acaloradas e de como consertávamos as coisas.
Eu gostava do respeito e admiração de antes e não da aversão de agora.
Gostava muito mais de como era.
Eu gostava de amar você.
quarta-feira, julho 4
Minhas desistências
Leio, escrevo, apago.
Leio de novo...
Em outros momentos só sinto saudades.
Então, choro e me despeço das muitas que fui, enquanto construía pensamentos, sentimentos e ideias.
Tudo muito intenso.
Muitas dessas vezes desisti.
Cheguei e parti.
E, hoje, parto novamente.
segunda-feira, maio 21
De vítima a algoz
Tive uma história, escrita a quatro mãos, não a desenvolvi sozinha, era noite e chovia. E, foi assim muitas noites depois. Ponte e vírgula nos separavam e depois houve um abandono, ninguém mais quis escrever daquele jeito e as páginas ficaram amareladas pelo abandono...
Agora sim, minha história teve fim. Um final feliz porque sei o que fiz, o que me foi feito e de tudo que tirei proveito.domingo, maio 6
A trama complexa da traição
sexta-feira, junho 17
Modelo de diálogo
domingo, maio 8
As várias formas do “eu te amo”
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| Lú Cortezolli - Minha mãe! |
quinta-feira, março 31
O amor …
O twitter além de uma ferramenta muito eficiente para a comunicação, também gera estímulos além de muitas bobagens divididas online, o foco desse início de postagem são justamente os estímulos.
Cheguei a mencionar bem no canto desse espaço onde fica um chat especial e rápido para quem não curte esperar pela caixa de comentários, que Thiago Soeiro, lançou um desafio. Não costumo correr de obstáculos, mas confesso que havia desistido de dividir minhas percepções sobre o assunto considerando minha falta de ou excesso de… bom, cada um interprete como melhor lhe convir.
Por outro lado, achei coerente postar aqui também, já falei de sexo… É uma questão de justiça me posicionar quanto ao amor também.
Na segunda-feira à noite o encontrei pessoalmente e ele me lembrou dessa “dívida”, morri de vergonha e me enchi de coragem para discorrer “meia dúzia” de asserções de um mundo só meu. Este texto foi escrito especialmente para o blog Amor Cafona, mas fique à vontade para critica-lo… Acho que minha permissão é desnecessária, né?
Há tempos penso em como vejo o amor e seus significados
Imaginei que amor verdadeiro fosse somente aquele de pais para filhos, mas minha interpretação a respeito é ainda menos fantasiosa que o próprio amor lírico com o qual somos iludidos ainda crianças.
Se pensarmos nos motivos que levam alguém ficar com outro alguém, e dessa união resultar em fragmentos das duas personalidades consolidadas em outra, que supostamente levará consigo para o resto de sua vida genes, capazes de provocar lembranças de quem os gerou inicialmente, é um agente totalmente egoísta.
Surge dessa perspectiva mais uma teoria do caos ou pior ainda, essa maneira distorcida de ver o mundo. Cujas informações são transportadas por minha retina descrente estimulada pelo hábito de duvidar de tudo, até meu cérebro cético, e logo em seguida se encarregar de distribuir pela corrente sanguínea e poros, expondo a contragosto minha fórmula exata do abstrato e remete novamente a nada mais que o “eu”.
Partindo desse pressuposto, o amor pode vir a ser os próprios valores multiplicados por algumas vezes mais e refletidos no suposto ser amado. Contudo, onde ficariam as justificativas palpáveis da atração entre os opostos? Talvez pudessem ser encaixados no que falta para o “eu” inicial, assim agiria como compensação na ausência de valores, que o hipotético ser amado teria em excesso. Deste modo, os tímidos amariam os extrovertidos, os bonitos amariam os feios e nessa ordem para pior (ou melhor, dependendo do contexto inversamente proporcional).
Ainda assim, o que seria amor numa concepção particular? A realização dos pais nos filhos, o orgulho dos filhos pelos pais e vice versa, a dedicação total ao trabalho, ou a satisfação pessoal? O homem mais bonito, inteligente, atraente e charmoso? A mulher mais feminina, educada, elegante e sensual?
Que se dane, poderei eu uma simples mortal do auge da minha ignorância simplesmente e “egoisticamente” assumir que o amor romântico não existe, salvo o amor próprio, este sim talvez seja capaz de relevar nossos passos em direção a autosabotagem, quando acreditamos amar alguém e que não somos merecedores desse alguém.
Quando o homem perfeito tem todas as imperfeições possíveis e imagináveis, sendo dessa forma imperdoável qualquer falha que nos faça sentir menos que lixo. Quando qualquer outra mulher, feia, gorda, magra, linda, alta, baixa ou sei lá o que for, seja capaz de leva-lo embora num estalar de dedos ou com a frase mais estúpida já formulada, então não nos amamos verdadeiramente, se tememos a concorrência.
Amor quem sabe seja morrer de tanto chorar porque algo saiu errado, porque a frase tão esperada não foi dita, porque o olhar mais desejado não foi para você, quando os pensamentos mais incríveis não tiveram na lembrança traços do seu rosto. Pode ser que esse seja o amor romântico que muitas esperam encontrar, às avessas obviamente.
Então, amor verdadeiro é aquele que me impulsiona a admitir que não sou capaz de amar mais ninguém além de mim. Porque me amo demais para esperar de alguém que não me prometeu nada, corresponda as minhas expectativas, que jamais irão nivelar por baixo, ser razoáveis ou beirar a normalidade, pois deste modo, esta não seria eu.
Pondero sobre o amor, ele hipoteticamente te faz acordar pensando no ser amado, dormir desejando que algo partisse dele naturalmente e fosse direcionado apenas a você. Que os planos de futuro tivessem você, mesmo que na lembrança como a maior frustração da vida dele... Seja ele acometido de dores intoleráveis de saudades e que estas por sua vez, o matem pouco a pouco.
Amor é algo impossível, que faz o tempo parar ou acelerar, e quando você acordar não haverá ninguém lá. Porque na verdade o suposto ser amado só deu formas para um desejo unilateral, de ter suas ilusões materializadas em alguém que nunca te prometeu nada. Isso é o amor romântico, desromantizado em poucos atos.
Amor verdadeiro é aquele que você se permite sentir, sofrer, se doar, sorrir, sonhar, mas não diga que não quer nada em troca, de fato quer ver tudo se multiplicar.
Não se permita mentir a si mesmo, amor... porque no final tudo é sobre você.
domingo, fevereiro 6
Diagnóstico
segunda-feira, janeiro 24
Princesas do século XXI… não querem ser salvas
Enfim... assisti na semana passada a mais um conto de fadas da Disney, com aquela cantoria que lhe é peculiar, contudo, me fez refletir profundamente, quando foi que perdi minhas ilusões e dei lugar a minha armadura... Acho que foi aos 14 anos... e lá se vai tanto tempo...
Bom, mas o mergulho na minha fraca e rasa compreensão de doces ilusões (ou não tão doces assim), do que de fato seja o amor e suas ramificações... Fez com que me afogasse um pouco nas quimeras dessa vez recontadas de uma forma um pouco menos sedutora e não menos fascinante, baseada no clássico dos irmãos Grimm, Rapunzel ou agora, Enrolados…
Contudo, não lembro bem das outras “roupagens”, mas as que a infância nos mete goela a baixo é que todas as princesas devem ser perfeitas, delicadas, inteligentes de uma forma que não ofusque o brilho de seus respectivos príncipes, obedientes à seus pais, de postura invejável e sempre prestes a serem salvas.
Rapunzel é diferente... ela bate, se defende. Ao contrário dos contos de fadas convencionais, ele não é filho de um cara babaca, ultra, mega, rico, que se gaba de suas posses. Se apaixona por um carinha com cara de safado (como todo a mulher gosta) de barbicha e cabelo bagunçado.
Seu príncipe é ladrão, cara de pau, e inicialmente seu charme nem funciona com ela... e Rapunzel simplesmente o quer para o fim determinado... Desvendar o mistério das lanternas que surgem no céu na noite de seu aniversário.
Assim como deveria ser... (usá-lo ao bel prazer... rsrs). O engraçado na historinha é que ela é ingênua, pura, não conhece nada do mundo e ainda assim, está certa de que ele a corresponde, mesmo que as armadilhas que lhe foram preparadas no caminho pareçam provar exatamente o contrário.
A vida tão tecnológica nos fez robóticas, porque duvidamos de tudo, acreditamos que o amor romântico e monogâmico deixou de existir, ou pelo menos deixará em breve, para quem quiser uma leitura menos imaginativa e baseada em números que recheiam gráficos, pode-se dizer que as instituições estão falindo… ou por uma visão mais otimista, aquilo que obrigavam as pessoas a serem “infelizes” para sempre, desapareceu. E o para sempre é mais breve!
As mulheres ou quiçá princesas de outrora, não querem ser salvas, alimentam suas ilusões de maneira mais racional, pelo menos algumas… Escolhem o macho que poderá lhe dar crias saudáveis, pelo cheiro, pela conta bancária, pelo tempo que disponibilizam para dar-lhes atenção…como descrito no Discovery Channel…Ou por uma noite basta, a fim de saciar seus anseios igualmente animais.
Voltando ao que motivou esse post, tão patético como tudo que se refere ao amor, seja ele, chato, errado, passional, unilateral ou simplesmente impossível, acredito até que os amores platônicos ainda são os melhores, porque não podem ser destruídos... O mais bonito não é ser amado (a), por mais que essa seja a justificativa para nossa covardia diante do que realmente achamos que precisamos, mas é pensar que o sentimento vale a pena se fazer sentir e não fazer sentido, mesmo que não seja valorizado como mereça. Algo para lembrar quando envelheçamos, para imaginar que o tempo que foi perdido, não foi só perdido…
Informações sobre o filme Enrolados
Com direção de Nathan Greno, a animação da Walt Disney Pictures tem 100 minutos de duração. ENROLADOS é uma comédia de animação musical com muita ação sobre uma menina
com mágicos cabelos dourados de mais de 21 metros de comprimento. Rapunzel, a princesa que foi raptada do castelo de seus pais quando bebê é mantida presa em uma torre e sonha com aventuras. Agora uma adolescente determinada e criativa, ela realiza uma fuga de arrepiar os cabelos com ajuda de um ousado bandido. Com o segredo de sua linhagem pesando na balança e seu captor em seu encalço, Rapunzel e seu amigo encontram aventura, emoção, humor e cabelos... muitos cabelos. Com música de Alan Menken, esta comédia reimaginada do clássico dos irmãos Grimm.
Informações sobre amor…
Não tem receita não. As pessoas não estão dispostas a crer, não acreditam no que ouvem ou não merecem perceber… nem se permitem sentir. Gente burra!
quinta-feira, janeiro 13
Pancadas de chuva
Chuva forte que lava a alma e traz recordações
Meu corpo molhado, quente, sente frio
A pele arde febril e reage ao sentimento
Caio doente de saudades...
Porque a dor que trago no peito
Não é desespero, nem caridade
Nem amor ou desamor
É mais e melhor!
sexta-feira, dezembro 3
Aos pedaços…
Não posso mais me doar, não com tanto afinco.
Os trabalhos me consomem e já cansei de meus cacos espalhados por aí.
Sobram menos de mim, das várias que me compõe.
O caos é meu porto seguro e minha zona de conforto é o desconforto absoluto.
A nudez revelada, a minha falta de tato...
O meu desejo enorme agora grita, já não disfarço.
Pulsante, incorrigível, declarado e de novo sou refém da minha alma velha.
quarta-feira, agosto 18
Sob a chuva
Tenho um lance interessante com a chuva…
Já faz um tempo, quase um ano, ou talvez sempre esteve por aí, sem que eu procurasse, sem que me encontrasse, só por aí…
Algo como lavar ou elevar a alma. Quase romântico. Ontem tomei um banho contra minha vontade, mas talvez no fundo eu quisesse ficar ali, sob aquelas gostas fortes de água, a mergulhar minha alma velha e exigente.
sexta-feira, julho 30
Na sexta, opções
Depois de um dia de trabalho, é bom pensar nas possibilidades proporcionadas pelo simples fato de ser sexta-feira. Vejamos:
- Não importa o tamanho dos problemas, todos serão solucionados em tempo de ficar de cara boa;
- Nada de planejar;
- Deixe rolar;
- Use a roupa que sentir que está confortável e pronta para mudar de idéia se surgir uma oportunidade;
- Distribua sorrisos, afinal é sexta-feira, e só isso já vale encarar que está tudo lindo;
- Coma uma pizza bem gostosa e esteja em boa companhia (o boa é relativo, se sentir bem estando em má fica a seu critério);






