"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

domingo, agosto 1

Opinião não é terrorismo

Ontem teve apresentação de bandas no bar Crepúsculo, que fica no Araxá (orla de Macapá/AP).
Uma noite regada à boa música e ótimas companhias. Pelo menos era o que esperávamos. As duas primeiras bandas a se apresentarem, serviram como trilha para o “jantar”, filé na chapa, com fritas. Uma porção de azeitona (adoro) e outra de camarão empanado e refrigerante.
A lua estava linda compunha o cenário quase perfeito. Ah, quase você se pergunta?
Explico: Na apresentação da banda SEED FALLS, a vocalista Vanessa Rafaelly, que tem uma voz abençoada quando o quesito é lírico, isso ninguém discorda. Quanto ao gutural, tem muito a percorrer para se tornar boa. O domínio de palco também deixou a desejar no que tange a postura musical. Alguém deve ter soprado em seus ouvidos aguçados um outro palavrão além de “porra” só para variar, pena que isso foi só no final, antes ela intercalava com um  “hey, hey”.(Puts, imaginei que fosse imendar how, how e de repente tocar Whiski a go go, rsrs – fala sério). Mas, o que realmente motivou ao troféu “el micon de la noche” foi no meio do show ela tirar as botas, imaginei que fosse puxar uma dança da chuva depois disso…
Por isso não vou nem comentar a incitação à violência que ela fazia toda vez que gritava no microfone "bate cabeça, bate cabeça porrrrrraaaaaaaaaaaaaaa" (ela tinha a intenção de dizer aos presentes para benguear - para quem não sabe é balançar a cabeça, hahahahaha). Me diverti para caramba
Afinal, estamos em Macapá. De repente ela poderia ter dado uma nova roupagem à “Pérola Azulada” rsrsrs.
Aquilo está totalmente àquem do que se espera de uma amante do black metal. Destruiu a imagem que eu tinha dela. Contudo, para o cenário amapaense, não posso reclamar, é o que tem, fazer o quê?!
Já estavamos cansados de esperar, a brisa da noite tava um charme. Mas, já começava a incomodar, sabe quando bate um soninho? Pois é, fomos nos despedir do Antônio (nosso amigo que toca na banda Hidrah), já que a apresentação tinha sido trocada de horário por sei lá quantas vezes. Foi quando a “desorganizadora” comunicou a ele, que a Hidrah, ficaria para o fim, para dar lugar para o White Metal. #Nãocreio
Partimos na mesma hora.
Inri Cristo x white metal           Lado negro da força!
Bom, não pude assistir a apresentação do meu amigo. Interceptei meus pais que estavam a caminho e os alertei de que tipo de som também encontrariam por lá. A minha mãe como é mais direta, descartou logo a hipótese de prestigiar a banda de white metal. “Tá louca, não vou assistir mesmo, vamos dar uma volta depois iremos ao Crepúsculo, não saí de casa para assistir “gospel”. Tem coisas que não devem se misturar”, enfatizou Lu Cortezolli. Meu pai, disse que a bagunça se deu em função da já citada desorganizadora, não ter aguentado a pressão dos rapazes, por se tratar de uma mulher sem pulso, que deixou passaram na frente de outras bandas, uma banda que sequer estava no local na hora marcada, pura palhaçada.
Como prometido vou deixar o link da Hidrah para vocês conferirem como foi no dia mundial do rock.

Por que será que ela pensou isso? hahahahaha Grito meu - “Venho de uma cultura onde todos os espaços devem ser respeitados, ninguém deve profanar o território de ninguém. Assim, quando me sinto incomodada, me retiro logo. Para o meu entendimento tem coisas que são como água e óleo, não se misturam e não deve-se forçar a barra. É melhor definir de que lado você está”. Ah, quase esqueço. Quando disse ao Antônio que isso merecia um post, a vocalista me chamou de terrorista. Confesso que gostei, no que concerne ter minha opinião definida, se é assim que ela define quem prefere usufruir do direito de não se misturar, então tudo bem.