"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

quarta-feira, março 30

Ironia de moda feminina!


A cada nova temporada um modismo é lançado. Pessoas coloridas, gestos patéticos feitos com as mãos, imitando algum tipo de símbolo romântico bem babaca, roupas justíssimas vestidas a vácuo. 

Tudo bem, usar as últimas tendências, desde que os corpos não “tendam” para o ridículo. O que obviamente, não é o que se vê saindo à rua. Sobram de tudo, dos excessos de todos os tipos, principalmente do mau gosto, péssimo diga-se de passagem.

Sobras estas, por exemplo, de mulheres. Como descritas na década de noventa pelo “Os Irracionais”, eternizados na hap de Gabriel, O Pensador... “Mulheres vulgares, uma noite, nada mais”. 

A vulgaridade não só ganhou status de fama, hoje ganha mais espaço nas porcarias promovidas pela programação da TV aberta. Volúvel hoje, amanhã nas principais revistas e sites de fofocas sobre celebridades instantâneas. Que bom que serão esquecidas em breve pela massa, salvo retrospectiva das mesmas emissoras que promovem as já malfadadas porcarias.

Não demorou para que todo o tipo de baranga também fosse considerado símbolo de alta estima, lembra das roupas a vácuos e sobras?

O frisson do momento são os modelos de “burras”. Não têm problemas, ficam melhores ainda quando “interpretam” qualquer tipo de sinal masculino como uma deixa perfeita para se jogar, arrastar ou permanecer em posições humilhantes ou vexatórias na tentativa de chamar atenção. Nisso não poupam esforços e chamam de iniciativa.

Principalmente se o alvo for o tipo boa pinta, galã galinha, que lamenta que a vagina seja acompanhada de uma mulher. Mesmo porque o perfil acima descrito encara qualquer bucho, o que vale é quantidade e números na agenda do celular, outrossim de que maneira poderiam contar piadas aos amigos? Faltariam argumentos.

Para quem não gosta do pacote completo, há modelos genéricos, basta ter paciência e pesquisar no mercado mais próximo de você.

Claro que o modelo “burra” tem variações, afinal tem gosto para tudo... tem a burra intelectualoide, a burra ingênua... Nesses dois casos, consomem a mesma bebida entorpecente, “papofuradusparatecomeris” é sem dúvida, a preferida.

Não obstante em crer com veemência nas ilusões criadas pelo efeito da droga, elas contam vantagens para as amigas, e a duração disso pode ser dias, meses ou sabe-se lá quanto tempo for possível...

O lado “dark” dos modismos são os números de adeptos. Estima-se que até 2012, mulheres vulgares, horrorosas com alto estima acima da média, burras ingênuas ou intelectualoides, se tornem prostitutas caras, tendo o mundo acabado ou não. Afinal, quem ganha R$ 1,5 milhão?

Sobre a hipótese do mundo acabar realmente no ano que vem, estudiosos e otimistas entram num consenso  ao afirmar que a extinção da espécie responsável pela superpopulação das “horrorosasfaceisdecomeriscompapusfuradis” é o verdadeiro beneficio a todo o globo terrestre, claro que diante da divulgação desta estatística, houve rumores da insatisfação masculina. Desconsideradas diante do perfil pesquisado (homens que não ligarão antes, nem depois de uma transa qualquer), pois os consumidores desta demanda também não apresentaram números de boa procedência...

Talvez com a próxima explosão de um planeta próximo a Terra, se houver sobreviventes e um segundo sol permanecer no céu por mais de um mês, algumas pessoas possam ser felizes plenamente. Os ratos de laboratório que o digam.