"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

quinta-feira, março 10

Pensando em voz alta

  Hoje muita coisa passou pela minha mente, alguns desatinos me fizeram perceber que enquanto busco viver meus momentos como se fossem os últimos, por simplesmente acreditar nisso... As pessoas vivem, em sua maioria, como se houvesse todo o tempo do mundo. Isso me asfixia.

  Em outro momento, percebi que ninguém gosta de perder e cada um reage de maneiras diferentes... a negação é basicamente uma delas.

  Há momentos, os mais difíceis principalmente, em que precisamos das pessoas, das que consideramos mais, que nos são mais caras, raras... muito próximo daquilo que cremos ser amor, em suas formas diferentes e mais inusitadas.

  E talvez, só talvez, por não saber o que dizer, como reagir, ou onde colocar as mãos, nos vestimos com a roupa mais impecável da negação e nos furtamos de ficar ao lado de quem precisa de nós.

  Um dia também precisei de alguém, alguém que sempre esteve comigo, estiquei minhas mãos e muitas pessoas apareceram, fiquei feliz por isso, mas aquele alguém não. Então, cobrei sua presença, já que ele demonstrou que o sempre, havia se tornado um quase... Ele me disse que não sabia o que dizer. Me calei diante de tal argumento, o tempo passou e procurei entender.

  Tantas vezes não soube o que dizer... Enxerguei que o ouvir é menos importante, quando se tem a presença de alguém que realmente importa.

  Muitos gestos são capazes de demonstrar que não somos tão frívolos quanto aparentamos e uma força estranha, nos adequou com discernimento para evidenciar o percentual intelectual dos quais somos dotados, mesmo que pouco.

  Demonstremos de todas as maneiras possíveis. Será mais difícil fazê-lo quando não houver mais plateia, nem palco, holofotes nem picadeiro.

  Ser ímpar, também significa ser só, sempre haverá um sobrando… sobrando.