"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

terça-feira, abril 6

Opiniões inúteis e a incrível capacidade de involuir

Poderia escrever sobre um monte de coisas, ou temas específicos. Ainda assim, seria a forma como vejo o mundo. Mesmo que seja do meu jeito tosco, é meu e daí? Dispenso as conveniências. Não tenho que agradar ninguém. Quanta gente pensa como eu?

Pensei em falar sobre o meu relacionamento com texto, mas já escrevi sobre isso um dia desses, imaginei que pudesse expor meu desejo de ficar um mês sem me olhar no espelho. Escrevi sobre isso também…

Que tal: Decepções, ou dez opções. Um discurso repetido, como os que ouço por todos os dias. Talvez em uma outra ocasião.

Falaria então, sobre feriados e dias santos. E poderia compactar em dez linhas, depois cinco, certamente em três, mas melhoraria se o fizesse em uma frase… Só que fiz isso hoje.

Falar sobre o quê?

Que tal sobre os vídeos dos anões em chamas, que meu namorado se deu ao trabalho de pesquisar, para que eu tivesse noção dos roteiros de comédia que fazem sucesso por aí… Muito bons por sinal, gostei mesmo. Vale a pena conferir o trabalho dos caras. Expande esse mundinho limitado, cheio de vazio no qual estou submersa.

Mas, acredito que não escreveria sobre isso, não gosto de comédia, já convivo com muita gente que acha que amontoar um monte de palavrões é a coisa mais legal do mundo. Dã! Dependendo da origem, percebo isso como uma grande babaquice, o contexto fica em segundo plano. Contudo, as pessoas são livres para serem babacas.

Defendo o direito de não concordarem comigo, mas a minha opinião é essa e ponto, um dane-se e acabou.

A dica é acessar outros cenários, se deixar levar por outras conversas. Fazer novas amizades, se desfazer de outras que não te acrescentam nada. O descarte faz parte do amadurecimento de todo mundo, para não dizer que só os fracos persistem em “involuir”. Entretanto, não conte seus segredos ao seu melhor amigo, ele poderá vir a ser seu inimigo mais perigoso.

Já escrevi aqui, apaguei e reescrevi, porém, quando a história que escolhi para contar estava interessante demais (sobre o meu critério, obviamente), lembrei que tem gente que não sabe ler. Benditas as infinidades possibilidades de interpretações, assim como os atos, são assimiladas a bel prazer.

Incrível, né?!

Esse espaço não é mais meu, apesar de manipulá-lo como quero. Não ligo se as pessoas me mandam recadinhos ou não. Cada um se expressa da forma que lhe convém, e os covardes também tem voz. É claro que corajoso não é só aquele que fala o que pensa, mas o que pensa. Isso se tornou cada vez mais raro, porque tem gente que pensa que pensa. Mas, só sabe refletir sobre o que os outros pensam e, desperdiçar oportunidades!