"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

terça-feira, abril 13

Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay

Quero pedir desculpas aos meus leitores mais assíduos, pela minha ausência. A verdade é que me pus de castigo, precisava pôr minhas leituras em dia, fazer meus últimos ajustes antes da semana de prova que se aproxima…
Pois bem, é pelo início que se começa, e se segue um curso cheio de surpresas. Acreditava eu, do auge da minha inocência que faria um post com relatos da triste experiência de ter sido surpreendida durante a tarde da segunda-feira, pela informação de que uma servidora do setor jurídico sugeriu que as informações postadas em um determinado site, não tivesse as fontes citadas… Será que ela não sabe que isso é plágio? E, que plágio é crime?
E no que implica assessorar juridicamente? Alguém aí se habilita a explicar? (Sarcasticamente falando, ou escrevendo).
Já tinha tido uma experiência uma tanto dolorosa com textos sem fontes, sem nomes de entrevistados e tantas outras atrocidades, como os releases de assessorias publicados como se fossem matérias, onde o suposto “jornalista” se dá o trabalho de trocar o nome e pronto: Eis um texto de sua autoria. Talvez só trocar alguns parágrafos de lugar, e ninguém irá notar.
Me poupe!
Engana-se quem pensa que isso acontece somente em jornais experimentais de faculdade, com alunos “espertinhos”…
Abra um jornal impresso aqui de Macapá, procure nos blogs espalhados pelo ciberespaço, duvido que não encontre algum plágio. Contudo, este não é o foco desse desabafo. É fácil apontar essas, insisto, atrocidades… Mas, sou ácida o suficiente para descer do salto (até o limite, é claro) quando o assunto é burrice, no que tange a preguiça do pensar. Se nos diferimos dos outros animais, porque pensamos, racionais dizem os estudiosos, cientistas, especialistas… Porque há os que não querem usufruir desse “dom”?
Devaneios eu aceito! Afinal, sejamos todos loucos com mundos paralelos. Contudo, burrice por preguiça, (porque falta de estudo e informação é ignorância) é intolerável.
Eis que alguém, sem pauta, sem um devaneio criativo, e com muita preguiça “cavalar” publicou que o Amapá supostamente não existiria.
Duvidou da linha do Equador, diz nunca ter ouvido falar de escândalos políticos por essas bandas. Terá sido impedido de assistir televisão também, nunca ouvir falar de Eike Baptista, mineradoras, Polícia Federal, CPI da pedofilia, lei da transparência, sequestros, tudo isso já teve aqui…
Com a capital banhada pelo maior Rio de água doce do mundo… Cuja fortaleza é patrimônio histórico e uma das sete maravilhas do Brasil. Aff, por favor! Que a intenção tenha sido para incentivar o Amapá a crescer como Estado, ganhar visibilidade, ter sua cultura assumida e propagada aos quatro cantos, sinto informar que a mensagem veio com ruídos e mexeu com os brios de muita gente. Tomo as dores em parte, sou gaúcha amante da minha terra e cultura, sou gaúcha em qualquer lugar, não esqueço minha origens, no entanto, não distribuo minhas opiniões – e tenho muitas - sem antes me certificar que a base para sustentá-las não são frágeis demais…
Sem mais delongas, a história toda se deu em função de um suposto jornalista, cheio de intenções das quais não se sabe bem quais eram, ter publicado em um jornal chamado O Popular, com circulação em Goiânia, e do qual nós moradores do Amapá, não conhecemos, mas não duvidamos que ele exista… “Amapá, uma abstração”, leia a matéria no site
Para a minha frustração particular, não foi a intenção, nem tão pouco o fato dele ignorar a existência de um Estado da Federação Brasileira, mas verdadeiramente o fato dele se dizer jornalista. Trata-se de uma crônica, eu sei, nós sabemos.
Ele alega não conhecer ninguém que tenha nascido no Amapá, desconhece a musica local, a arte e a cultura. Cá estou eu há quatro anos e por mais que reclame dos choques culturais que ainda sofro, não me atrevo a dizer que não há cultura, eu sinto ela nos batuques do Marabaixo, naquela dança que me controlo para não pagar mico de tão envolvente que é… Dançar sem saber, não me atrevo… No girar das saias rodadas, temo a gengibirra. E se não há música brega? Por favor, o que é isso que  nos tortura durante à noite na orla de Macapá? Os carros com alto-falantes brigando para ver quem toca o som ruim, mais alto.
Durante o dia, as filas intermináveis e só assim o são, por causa dos constantes “furos” e de cuidar para trás, é acreditem quem não sabe, no Amapá as pessoas informam que estão atrás de alguém e pedem que seu lugar seja preservado…
Acredito que leva-se muito tempo para conquistar um espaço… um lugar ao sol,  construir uma imagem… e menos tempo ainda para destruí-la.
Já diria uma sábia amiga assessora que dividiu seus conhecimentos comigo sobre bastidores… “blogs são visitados, porém só quem tem nome, recebe comentários…”
Isso só acontece em Macapá capital do Amapá, um Estado em desenvolvimento, cheio de escândalos, com uma imprensa cujos jornais se espremidos derramam sangue, com uma força política tremenda conflitante para todos os lados, onde os diários eletrônicos tem mais credibilidade que a TV e os jornais impressos. Que tem uma capital onde administram dois prefeitos, ou melhor um prefeito e uma prefeita, esse absurdo só existe aqui…
E ainda tem alguém que diz que não existe! E Deus, existe?