"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

segunda-feira, abril 26

Redescubro minha bipolaridade...

Numa segunda-feira onde o despertar para o dia foi uma música que fala de alma, que insistentemente se fez presente por mais tempo do que deveria. Eis os incômodos do trabalho, a falta de comunicação e tempo perdido, me remetem a uma fuga voraz a outro sentido... Aquele do qual não se deve falar, quase impublicável e coisas que adoro fazer... De quase todas as maneiras possíveis.
No decorrer da noite, apatia...
Um pouco mais de compromisso quanto aos trabalhos pendentes, hoje solúveis. Deixei o brilho nos meus olhos aparecer, mas depois oculto, prometo!
IMG_8115 E, as fotos apagadas... Queria publicar em outdoor, quem sabe para eternizar sensações que amanhã se tornarão lembranças somente, como as que já transformei em contos numa outra oportunidade. Mas não faz mal, porque entorpecida, conheço minha abstinência dos devaneios, e como boa dependente que sou, vou viver um dia de cada vez, acompanhados de neblinas que minha íris roubou para si, num exercício puramente visual. De tangível apenas o que as luzes dos holofotes, agora apagadas, me permitiram tatear. Sem falar da minha audição... Os ruídos assimilados... É nesse contexto que se revelam as várias de uma.
Só por hoje me permito interpretar as músicas que falam de alma, do jeito que eu quiser. Lembro por fim, do meu relacionamento com o texto... Redigí-lo é provocar ações, e provocações pela ponta dos dedos.
O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém. Meu algoz nesse momento camufla as sensações nas quais me deleito ainda. Porque fotos são apagadas e presas no olhar… Vi o que os olhos viram, senti o que alma quis me falar. Sendo o texto de minha autoria posso atribuir à alma um tamanho G (rsrsrs) e sonhar com isso mais tarde. Sou mega, super, hiper tensa.
* Falei tanto da música, aqui vai um trecho:
“…como é que a alma entra nessa história…
eu bem que tento, tento entender, mas a minha alma não quer nem saber…
Calma alma minha… calminha… você tem muito o que aprender.”
(Zeca Baleiro)