"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

domingo, novembro 8

Alma lavada

Depois de quase quatro dias de clausura, saí para respirar, lavei minha alma velha...
Avistei de longe muita gente, com vestes negras de todos os modelos, teve espaço para uns tipos estranhos, uma branca de neve por exemplo e um coroa de camisa xadrez estilo Alice no país das maravilhas, acho que ele era uma carta de algum naipe... (Na mesma noite da festa de halloween na cidade e o pessoal aproveitou).
Mas, era fácil diferenciar quem curte o som mais pesado e agressivo do bumbo duplo, do gutural e da guitarra com uma alma linda. Com direito a tapin e tudo mais.
Público na praça da Fortaleza de São José.
Fazia muito tempo que não me sentia assim, segura, mesmo com tanta gente. A hippie que vendia brincos, parou para benguear (movimento de balançar a cabeça ao som do metal, se tiver cabelos compridos ajuda, não tem no dicionário por isso expliquei) um pouco, é legal ver quem realmente aprecia. Não sabia que tinha um público bastante considerável em Macapá que curte o som… Mas a culpa é minha, não saio muito.
Ratos de Porão em Macapá E não fizeram feio, tinha uma roda punk de respeito. Agitaram o tempo todo, mesmo quando o João Gordo tirou uns babacas (sempre tem nesses lugares) que estavam brigando “...vão tomar um banho no Rio Amazonas para ver se esfriam a cabeça” enfatizou o vocalista da banda Ratos de Porão, que ainda este mês completa 29 anos.
O rato ao fundo, depois do batera. Com sons de 1989, tão atuais quanto os “problemas que não são resolvidos”, como explicou João Gordo antes de anunciar “Amazônia nunca mais”, se referindo ao nome da música que chama a atenção para o descaso com o chamado pulmão do mundo.
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Fiquei próxima a barraca da mesa de controle de áudio mas, foi muito bacana, descobri recursos na máquina fotográfica que nem sabia que tinha...
E ninguém ficou se encostando!


O que foi possível capturar divido aqui com você.
Quase consegui
Não sei mensurar a distância, mas eu estava muito longe, por isso essa aí é uma pérola.
À esquerda deu tempo para galera que tava trabalhando tirar umas fotos.
Da esquerda para direita, a primeira foi uma tentativa de uma técnica de fotografar que não aprendi, Rsrs. A terceira foi pra registrar quem tava trabalhando e teve um tempinho para fazer pose “de estive aqui”.
Ah! O show fez parte do Festival Quebramar, então vale dar o crédito, porque estava ótimo!