"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

sábado, novembro 7

O que se vê nos bastidores...

Nunca me vi trabalhando em Assessoria de Imprensa, nas aulas na faculdade sempre tive certa antipatia pela área, no fim os dois estágios que surgiram para mim tiveram a ver justamente com essa vertente do jornalismo.
Meu pai costuma dizer: Nunca diga nunca! E isso é sempre motivo para discutirmos.
Mas, a verdade é que me apaixonei pelo jornalismo, não por isso que chamam de jornalismo no Amapá.
Tudo muito acomodado, cheio de bajulação e fofoca. Sem mencionar os ataques contínuos de estrelismo dos profissionais da área, pelo menos com os quais tive contato até hoje, um dia qualquer de novembro, desde editores, repórteres, cinegrafistas, fotógrafos, e aspirantes a tudo isso.
Há também os estagiários, e disso entendo muito bem. Divido as salas de aula com gente de todo o tipo, não me considero uma “persona non grata”, seria valorizar demais a discordância. No entanto, é possível identificar filhos da pauta, puxa sacos, fracassados totais, gente brilhante, mas que se submete a cada coisa... Ah, não interessa se fazem isso porque tem bocas para alimentar, se não tinham condições para que tiveram filhos, nunca ouviram falar em camisinha?
Para uma análise mais fria, trata-se de “profissionais”, sobretudo frustrados, nesse contexto classifico os com idade de 18 a 35 anos. Numa carência mórbida e necessidade de auto-afirmação incomum. Porque não dizer patética?
Principalmente os que trabalham com TV, é incrível o quanto eles acreditam ser “estrelas da TV” de fato.
Sabe aquilo que supostamente deveria ser apreendido na faculdade, que afirma que o jornalista tem que se preparar para o entrevistado, saber o básico para questionar? Esquece! Não se aplica no exercício da função, não aqui.
Aquela história de que eles saem com a pauta dos estúdios de TV... Mentira, mal sabem sobre o que se trata, e tem ainda a cara de pau de perguntar para os estagiários (me incluo) o que devem perguntar para os entrevistados.
(Diferente da minha colega também estagiária, não sou conhecida como delicada, sou educada sim, mas como costumo justificar minhas atitudes aos meus pais:
Só uso o que aprendi em casa com quem julgo ser merecedor!). Daí já da para tirar uma idéia.
Como da última vez... Respondi que não iria ensinar ninguém a trabalhar, minha bolsa estágio não inclui aulas gratuitas para marmanjos.
Aprendi muito no meu estágio anterior. E, vale ressaltar que não era a primeira vez que trabalhava, já tenho algumas assinaturas na minha carteira de trabalho, e por conseqüência já acumulei algum conhecimento.
No entanto, sempre fui vista como alguém que não pode pensar, rsrsrs, isso é muito engraçado, porque eu penso! E muito. O pior é que eu falo o que penso, daí os enormes sustos, caras e bocas e gente desocupada que adora um tititi. Mas, isso já são outros quinhentos. O que quero realmente registrar é o quão patético são esses profissionais “estrelas”, que acreditam ser extremamente profissionais.
Veja abaixo um modelo de release que se fosse possível eu enviaria para a imprensa amapaense, e divirta-se:
A instituição tal... convida a imprensa para uma coletiva que será realizada no dia... e tratará dos assunto... blá, blá,blá.
Convite by Cortezolli de mau humor.
E aí, gostou, identificou-se, será que alguém que você conhece é assim, morto de fome e incompetente e arrota o que não tem, nem consome?
Aposto que você conhece alguém assim. Bom, isso foi só uma brincadeira, jamais mandaria um email tão sincero, mas dá vontade né?
Bom, mais especificamente a minha revolta foi porque uma jornalista dessas estrelinhas chegou mais que atrasada em um evento cujo convite foi publicado num jornal impresso local... Acho que os “profissionais do jornalismo” não o leram, contudo ela chegou muito atrasada e queria que o entrevistado que já tem uma certa idade, subisse lances de escadas que até gente nova quase morre para subir, simplesmente porque ela queria imagens dele no local de difícil acesso, mas porque ela é da emissora tal. E ainda perguntou: Ele não caminha?
Mas, não fique triste, o autor da clássica pergunta:
“O que eu pergunto para ele?” É homem de outra emissora tal e coisa. Ah, ambos não se suportam e ficaram de biquinho quando se encontraram nos corredores. Se alguém souber uma outra palavra para a situação que não seja patética, por favor enriqueça meu vocabulário. Afinal, sou estagiária e não penso.