"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

sexta-feira, novembro 13

Peculiaridades das histórias interessantes para contextualizar

  Alguns erros, gafes não faltaram. Mas quem quer ver a perfeição? Talvez depois da morte.

Então, perguntas pouco inteligentes, outras muito estúpidas. O que seria de mim, se não as tivesse presenciado? Apreciei sem moderação, num humor compulsivamente ácido. Foi ótimo.

Só foi possível testemunhar porque estava lá. É bem verdade que me perdi entre um comentário e outro, pior ainda, porque assimilo as coisas devagar.

Cada um no seu ritmo, eis uma lei.

E segue o baile…

Primeira noite

   Um espaço que poderia ter sido preenchido por outras coisas interessantes, sem desmerecer o talento do “artista”, mas nem sempre o improviso pega bem. Uma falha grande na abertura do II Congresso de Comunicação. A mesa estava posta, pronta, declaradas abertas as horas de divisão.

Dividir e absorver o que outras experiências podem provocar em alunos que não sabem bem para onde ir. Que não querem ir para lugar nenhum, num pensamento do tipo: “deixe a vida me levar”... Entretanto, abertura feita, e uma espera interminável pela estrela da noite, Ricardo Noblat, jornalista, escritor, blogueiro e alguém que já experimentou situações diversas e viveu para contá-las.

Pontualidade britânica, então uma hora e meia disponível para o “Ceará”, personagem criado por um aluno tímido de um semestre pouco divulgado (talvez seja o 4º, não sei), ele rouba a cena. Mas, observe com cuidado, ele não se desfaz do personagem. Não tira a máscara para que lhe encare nos olhos. E tudo que é demais cansa... A intenção é válida... Releve, de leve.

 

Segunda noite

  Paixões, discursos inflamados e mais paixões, assessores de comunicação (jovem) Aleco Mendes, diretores de marketing Jorge Avancini, paixão pelo que fazem (Sport Club Internacional). De vermelho, Aleco Mendes, de terno preto, Jorge Avancini.

Contagia, mas não vende... Talvez seja meu sangue azul que não permite que eu compre (gremista até a última gota, rsrsrs). Admiráveis, de longe...

 Ronedo de Sá Ferreira, frase de impacto: "Eu tentei"! Ronedo de Sá, queria colo desde o início da palestra, mas foi esforçado...

Não tinha público, juro que contei. Vinte e duas cadeiras preenchidas à esquerda, trinta e duas à direita, por sorte, ninguém dormiu... Não foi a pior.

Uma emoção que alcança os ossos, se é que é possível osso sentir arrepio. Ele conta histórias e todos ouvem...  Francisco Ornelas.

Então, sonhamos todos e, o mundo era de foca.

 

Terceira noite

(Tive que trabalhar, então só fui a noite, não assisti a palestra do jornalista e apresentador Gilvan Barbosa da Record de Macapá).

   Phillipe Bertrand tem 30 anos, após se formar trabalhou em vária agências, sentiu frustrações, vendeu o carro, foi morar na Ásia, deixou 400 currículos em 400 agências, até chegar onde está hoje.Na palestra do Diretor de Planejamento da Agência Dm9ddb, Philippe Bertrand,  o público recebeu no lugar de uma palestra um show de injeção de ânimo, todos foram agraciados com o vídeo desobvialize da campanha da Brastemp... Entre outras coisas, é claro. Só que o lance foi tão bacana, que não é possível que ninguém tenha saído naquela noite, sem pensar no que poderia deixar de ser ou fazer o óbvio e inovar, revi o vídeo seis vezes hoje...

Mais tarde, percebi que conheço pessoas “desobvializadas”, uma que vai trocar de nome na segunda-feira, outra que vai começar um regime na terça, um cara que anda de madrugada sozinho na rua... Os que gostam de loucos, os loucos que gostam de alguém. Foi como respirar um novo ar.

 

Inspira, você também!

(Não fiquei para a palestra do Roberto Toledo, assessor de imprensa da Confederação Brasileira de Futsal).

     Bruno Paes Manso, jornalista investigativo do Estadão. Enquanto contava suas histórias, enquanto se apossava de outras para nos contar, eu o via subindo o morro do Alemão, conversando com “chacineiros” num dilema ético, cheio de histórias interessantes para contextualizar. Numa dicotomia quase doente, febril, daquelas submersas no comportamento humano.

Tanto para aprender, quanto para querer ser… Façam fotos... Retornemos aos tempos em que acreditava-se que as câmeras fotográficas eram capazes de apreender as almas das pessoas. Ainda é magia. Só os bruxos mudaram de nome, méritos que antes poderiam ser de Merlin e Morgana, agora são Sony, Panasonic entre outras.

Bruno Paes Manso Já deu passos para subir o morro do Alemão, conversou com chacineiros, se interessa pelo comportamento humano, fala a verdade para os entrevistados, sabe seus limites, tem 38 anos e é doutorando. Jornalista investigativo e ainda assim nunca se expos.

 

A Lili não gosta de tirar fotos sozinha com os convidados, eu tieto tranquilamente, mas deixei ela sair nessa foto, rsrs. Por favor!

Apreender por osmose, vale?

 

E se me perguntassem como foi? Eu responderia que foi único, como cada segundo sempre é.  Talvez o segundo seja melhor que o primeiro.

Tem que ser assim, sempre.