"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

segunda-feira, março 14

Crônica de Nada


Padecemos de uma grave doença, talvez até incurável. Está confuso? Calma, a tendência é piorar.

Temos a necessidade incontrolável de cultivar heróis/ídolos e, quando não existem, nós escolhemos alguém e atribuímos-lhes todo e qualquer poder, menos o de nos decepcionar, isso o fazem com tanta certeza, quanto temos da morte. 

Mas, para essa liga torta ficar mais consistente, apenas pontuarei de maneira superficial a moléstia.

Numa terra muito, muito distante, quando não havia o politicamente correto, adorávamos o fogo,  idolatrávamos o sol, e antes que bata o sono, (porque se não há ritmo acelerado, as aulas de história provocam contagiosos bocejos); Amamos homens! Sim, senhoras e senhores, no sentido figurado de gênero humano, independente da relação sentimental ou sexual para com ele.

Amamos e os odiamos, os heróis e anti-heróis criados por nós. E, quando se vê os gibis espalhados pelo chão do quarto, dão lugar a inúmeras obras literárias, dos mais variados gêneros, dos mais diferentes autores. 

Tudo mastigado, para que possamos engolir e não obstante, para que suas considerações saiam pelos poros. E, independente de estarmos do "lado negro da força", os mesmos autores podem ser citados, para os mais divergentes fins. Porém, ainda é muito pouco...

Nos surpreendemos com o corriqueiro e, o “bom dia, por favor, licença, obrigado”, agora recebem status de parabéns. 

Esperem, como assim? Quem executa suas funções nos setores do sistema, é herói e todo herói, tem um arqui-inimigo? É isso mesmo produção?! Dicotomicamente o bem e o mal. 

Ah, é? Nós não somos 99% anjos ou demônios, tem aquele 1% hipócritas. 

*Imagens Google.

domingo, março 13

O entendimento do 13 de março


Povo, substantivo masculino, do latim populi. Diz-se do conjunto dos habitantes de uma nação ou de uma localidade, aglomeração de pessoas, gente.

Gente substantivo feminino, do latim gens, conjunto indeterminado de pessoas, habitantes de um território, país.

Pobre, adjetivo, do latim pauper, que aparenta pobreza, que é mal dotado, pouco favorecido, que produz pouco, que ou quem tem pouco do que é considerado necessário, vital, necessitado. Que tem poucos bens ou pouco dinheiro. 

Não há nada além do entendimento particular, que justifique, que povo não pode ter dinheiro, em contrapartida, que pobre não pode ter bens.

Hoje muitos brasileiros foram às ruas, para protestar contra “o mar de lama que assola este país” há muitas décadas. Contudo, “nunca antes na história deste país” houve tanta certeza de que como está não pode ficar, não queremos mais. Chega de impunidade e principalmente, que tudo e todos sejam investigados, que contra provas não haja argumentos. A justiça é cega para o bem da verdade, não escolher quem absolver, todavia, ninguém está acima dela, não importa de onde veio, mas importa para onde vai.

sábado, março 12

A isenção da culpabilidade dos versos

Nunca disse que era brilhante. As ideias despertam no meio da noite e durante o dia desaparecem. Então, viro a página e amasso os rascunhos, jogo numa lixeira qualquer.

Cortezolli
Porém, que culpa tem as palavras por terem dado as mãos, se alinhado, completado frases desconexas, atribuído definição para meus sentidos amplamente distintos?


Não responsabilizo os versos, são meros tradutores de uma linguagem obscura, cheia de instabilidade, numa velocidade ímpar. Mesmo que seja de alguém que não pluraliza. 

sexta-feira, março 11

O tempo... O meu e do Mário

CortezolliEu tinha um costume de personificar o tempo e me referir à ele, como a alguém a quem costumava perseguir, sem alcançar e ainda o vê-lo obviamente, sempre de costas. Do jeito que isso soa mesmo, insano. 

Sou dessas que personifica quase tudo, se tiver que explicar ou exemplificar.

Enfim, o que me leva a crer que, além de inatingível é um cara estranho, que viaja sem parar e manipula a vida das pessoas a seu bel prazer. 

Contudo, por um instante isentarei o tempo de sua vilania e seu caráter dúbio, e mencionarei a obra homônima de Mário Quintana com a qual mais me identifico.  

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.



*Já fiz quase tudo descrito no poema, exceto os 50 anos... Se bem que às vezes parece. :D

sábado, fevereiro 13

I came back!




Depois de um hiato que parecia interminável: "Olhaaaa elaaaaa!", o gosto pela escrita voltou.

Na verdade nada volta a ser como antes, e isso é ótimo, porque o antes já passou e o futuro é imprevisível, como tem que ser. 


As boas novas se dão em virtude dos passos cautelosos de quem não tem nada a perder, mas também não quer perder mais tempo. 



Este espaço promete retomar publicações que respeitem um certo período, não tão certo ainda, como exercício de desapego. Porque não dá para carregar tudo na bagagem sozinha.




Afinal, algumas histórias merecem ser contadas com detalhes, por mais sórdidos que possam parecer, pois não poderemos contar com a memória para sempre. Assim, 2016 merece vários ensaios vintage, com gosto de "ainda não sei".

segunda-feira, agosto 25

Discussão entre o corpo, a alma e a palavra dita

Dormi e acordei várias vezes, algumas delas sobressaltada com imagens perturbadoras, de um diálogo possível...

Durante o dia tive momentos de total concentração e outros em que mal sabia quem eu era realmente. Contudo, em todos os momentos havia um pouco de você, ora algo que havia dito, feito, ora alguma coisa que eu gostaria de ter lhe falado e não tive coragem, oportunidade ou aquele jeito certo de fazer as coisas.

Repeti internamente que não poderia arrancar minhas máscaras aos seus olhos, nada mudaria, o tempo não iria parar, o vazio que sinto não seria preenchido e, talvez para você não passasse de uma informação inútil, que seria esquecida no instante seguinte. 

Nem com todas as possibilidades analisadas, minha mente encontrou uma espécie de conforto. Aquela máxima de que chorar faz bem não tem surtido o mesmo efeito de antes. E meus olhos não param de arder... Resultado dos mergulhos nas profundezas do mar contido em mim mesma. 

Eu apenas sentia a necessidade de admitir que nunca deixei... acho que não consigo. Ainda não.

Mesmo ciente de que você já saiba, admitir tem sido uma necessidade. Não espero que expresse nada, não imagino além de palavras que possam me magoar. Talvez um alerta mencionado anteriormente, como se o fim fosse apenas unilateral. 

Me calo, apenas calo, quando noto incongruências no seu timbre. O corpo diz, a alma tenta assimilar e a boca rejeita. 

sexta-feira, julho 25

O homem estigmatizado

O homem perfeito é aquele de apenas uma noite, cujo amor fingiu receber e dar. Porque somente por uma vez não lhe será negado nada. Aquele a quem não se beija o rosto, o pescoço, os olhos depois do ápice...

O homem perfeito banha-se admirado pela mulher a quem provocou algumas sinapses momentos antes. Se preocupa ainda em manter a atenção dela, e em saciar sua cede...

O homem perfeito não fala de seu passado, traz no olhar uma profundidade única, cheia de seus mistérios, que não devem, nem precisam ser desvendados. Ele é o que ninguém vê. É mais do que veste, faz ou possui, é apenas sentimento. E o que reverbera, lhe pertence. 

O homem perfeito não telefona no dia seguinte, para não arruinar as lembranças de um bom momento, com as trivialidades de uma relação à dois. Pois, a maioria das pessoas são como a arte do célebre pintor francês impressionista, Claude Monet, de longe exprimem toda sua magnitude, contudo, bem de perto, são apenas borrões. 

sábado, julho 19

Subliminar

Fingimos falar de sexo abertamente, como uma coisa natural, contudo, qualquer xingamento tem conotação sexual, porque há sempre algo feio, ou sujo a ser salientado. Não sou eu quem afirma, me apoderei das palavras da sexóloga e escritora Regina Navarro.

Na verdade o que mantém a atenção seja numa conversa casual ou num debate seríssimo, é a malícia, a sagacidade nas provocações. Vence o jogo quem rir primeiro, quem entender a piada, quem se revoltar e tiver os argumentos mais bem fundamentados. Quem provocar no outro profundas reflexões.

A manipulação está em excitar o sentimento de querer provar algo, principalmente, que não há nada a ser provado. Plantar a semente da dúvida, porque quem não duvida, tem certeza e se está sempre certo, não enxerga o óbvio. 

Um tipo de sedução menos onerosa ao bolso, ao raciocínio, que chega ao fim após o último gole do que tiver no fundo do copo ou da xícara. Na última garfada de bolo...

Por que discorri sobre isso? 
Porque daqui há dois segundos não lembrarei mais.  

domingo, junho 8

Parônimas Considerações

Sinto falta de escrever, tenho vislumbrado tanto... O que me impedia não era a falta de assunto à discorrer, pelo contrário. 

Me apeguei ao egoísmo de sentir apenas para mim, como quem se agarra a um bote inflável em alto mar. 

Tenho transbordado inúmeras vezes e, meu olhar marejado faz com que a imagem refletida na minha íris, tenha um efeito inagualável, bem melhor que qualquer outro recurso tecnológico.

Não há lentes que traduzam mais o meu entendimento de mundo, quanto os meus olhos, os da minha alma então, que o digam. 

E, tem sido tão diferente, minha pequenez se converte em grandeza e vice-versa. Em cada verso deixo um pouco de mim, me perco em retalhos...

Descobri que não preciso fazer sentido. Os sentidos é que me tem feito uma pessoa diferente. 

Por ventura, se alguém tiver a nefasta intenção de me ofender, e disser à boca miúda que sou de rasa expressão, me atreverei a impor que ao menos me deem um nome que honre minha condição... 

Deixarei que me chamem de poço, pois, detenho em mim profundidade e ainda assim transbordarei.

Posso pro fundo, poço profundo.   

terça-feira, abril 8

Alternativa

Ele ligou o rádio do carro e olhou para mulher ao seu lado. Perguntou-lhe o por quê daquele silêncio todo.
Ela respondeu com um sorriso. Porque para ela havia muito barulho, de seus próprios pensamentos, da arritmia cardíaca provocada pelo álcool em sua corrente sanguínea e outras ondas que não cabem nessa frase.
Havia ainda o som dos pneus do carro tocando a estrada, para que não perdessem a impressão de que estavam em movimento.
O vento assobiando na janela e ainda o timbre da voz dele.
Havia muito naquele nada.
Tudo, menos silêncio.

quarta-feira, outubro 2

Desconfigurada

Desassossego e cega em minhas frágeis conclusões...
Um medo obsceno, quase um aceno ou o ensaio de um adeus.

Fazer planos, elaborar estratégias, contornar danos, e o tempo se encarrega...
De apagar memórias, elucidar histórias, lançar dúvidas, questionamentos.

E tudo começou com uma vontade de não ser mais tão robótica, hoje não sei lidar com o novo, com o jeito de me emocionar fácil, com o riso ausente e as lágrimas correntes.

Saudades de ser robô.

Submersa expressão

Palavras mal ditas, malditas, não ditas.
Palavras jogadas ao vento, perdidas, subentendidas...

Palavras escritas com caneta tinteiro mancham os dedos e o papel inteiro,
Diz-se quase tudo,
Quase, porque no fundo nem sempre se sabe o que se quer dizer.
O que se deve ou não querer.

Há, no entanto uma alma inquieta, que soluça num choro febril...

Palavras mal ditas são ditas pela metade,
Palavras malditas, amaldiçoam, viram enfermidade,
Palavras não ditas se tornam utopias, decepções, avarias.
Palavras silenciadas aos que se calam por gosto, opção, por não desejar prosseguir em observação.

E minha boca agora cala, silencia, emudece...
Meus dizeres que não dizem nada, e só assim o são porque no nada navego, me afogo, me perco, não nego.

sábado, julho 20

Artes cínicas

Não se trata de uma palavra parônima ou uma brincadeira proposital regada de ironia para falar de artes cênicas, é cínica mesmo. Há por aí aos montes e talvez você também conheça, alguém de sua convivência com tais dotes, um artista cínico.

Mas, a origem do cínico vai além de sua semântica, que despreza as conveniências sociais, muito pelo contrário, este ser específico, reconhece as oportunidades em explorar os potenciais alheios de modo a servi-lo, e não se furta de enredar tantos quantos forem necessários para que convenham aos fins em que ele for o beneficiário direto. Tão pouco economiza energia caso tenha de enveredar por outros caminhos não tão dignos.

Artífice, porque leva-se um tempo até identificar seu caráter obsceno, outro tempo mais para ver que pessoa dissoluta chega a ser, desde que a finalidade seja sempre o próprio sucesso, obviamente.

É uma trama tão bem feita, que os otários passam pelo chamado “tempo da piada” e riem exageradamente, sem notar sua patética participação no enredo, até que no fim do ato, todas as máscaras caem, e lá está você rindo de si mesmo, por não ter valor algum, por não ter entendido que o gracejo é ninguém além de você e, no fim das contas, pagar para ser motivo de riso.

quinta-feira, julho 18

Construção poética de um texto

Alinhar opiniões, imagens, juízos parece um ato singelo, há os capazes de executar com primazia, quase como um reflexo. Talvez por essa superficial noção, exista o pensamento equivocado de que qualquer um seja capaz de escrever de modo a tocar os sentimentos de alguém. 

Particularmente a coisa toda ganha largas proporções, é como vincular mundos distintos. Obter sucesso na conexão de ideias seria algo muito parecido com uma ponte. Sei o formato que uma ponte pode ter e o material que poderei empregar. Porém, um texto escrito com sentimento é mais que isso. 

É a forma que os mundos têm de se aproximarem, o meu mundo do seu. As palavras precisam ser bem escolhidas, para que a existência não seja aleatória, a intenção é mais complexa. Cada palavra, frase, num contexto, formará o juízo e, esta, acarretará em uma emoção. 

Isso sim é mágico. 

Às vezes paro diante da construção da ponte, imagino qual modelo ficaria melhor, uma ponte de madeira, de concreto, de corda, uma ponte frágil, que pode facilmente ser desgastada com o tempo, ou de repente, até aquela já destruída para que você se aventure a atravessa-la e assuma correr riscos. 

Essa ponte como disse anteriormente é aquela palavra da qual tenho vaga lembrança, e insisto nela, para que torne a conjectura na qual me insiro e quero inseri-lo, em um universo específico. 

Esse texto só foi possível, porque parei exatamente entre dois cumes, cuja ponte precisarei construir. 

quarta-feira, julho 17

Discurso dos meus métodos

Reflexões e auto-retrato
Não existe ética diferenciada para cada ambiente que você frequenta. Meus valores não mudam conforme os membros que compõem uma mesa. Não faço politicagem.

O que tenho a dizer falo na cara, não espero que ninguém se retire para isso. E, não abro mão da minha satisfação pessoal para agradar ninguém. Há um caminho extremamente distinto entre integridade moral e babaquice.

Não acato discurso medíocre, tão pouco, falsa motivação.
Nunca me submeti por dinheiro a ter de trabalhar com gente que não me fazia bem e não o faço de graça.

Amor? Ter amor ao trabalho, a arte, as pessoas nada tem a ver com submissão cega e descabida.

Até o ridículo tem senso.

sexta-feira, maio 31

Análise sobre os próprios porquês

Sempre tive pressa, porque morri muitas vezes... Literalmente até.

Tenho pressa porque no trajeto até aqui vi pessoas que colecionavam pessoas. Não que eu seja peça única, apesar do sustenta o DNA, não é também que me sinta melhor que qualquer outro, nem tão pouco pior. Contudo, não sou colecionável e sem pestanejar sempre me desfarei do que não me fizer bem.

Sou quem sou, porque já vivi algumas coisas, intensas... Potencializadas para que fosse possível construir um discernimento baseado em teorias, fórmulas e acima de tudo sentimentos. 

Carrego comigo cicatrizes de guerra, as mais profundas, de que me lembro, travei comigo mesma. 

As mentiras tomam forma de verdades se contadas muitas vezes, quem sabe até em voz alta, para que quem as profira, possa acreditar nelas. 

A minha verdade se equipara aos meus erros, porque sou adepta da filosofia do sim ou não e justificar os porquês. Essas explicações raramente são bem recebidas, lidas ou interpretadas. A verdade dói, assim como a vida dói... Se não doer como saberemos que não é um sonho? Que não estamos dormindo em nossas camas quentes? 

Sou quem sou, porque admito e sustento minhas palavras, meus atos, minhas convicções, mesmo que as quedas sejam inevitáveis. O jeito é levantar e prosseguir.

O tempo nos apresenta caminhos e, escolhemos por quais percorrer... Mas, uma coisa é certa, sempre haverá caminhos... No plural! 

A premissa de que há apenas um, além de equivocada, não nos é apresentada com cara feia, ela vem bem maquiada, cheia de enfeites, pronta para seduzir ou apenas encantar. 
Me despi sim  com o tempo, da carapaça grossa que defendia meus valores, sinto muito quando não sou compreendida, mas não surto por isso. Não perco meu sono. 

Me entendo, me aceito e com o tempo, quem sabe um dia... Posso vir a mudar. Porque até as pedras mudam. Ainda assim, descarto e não olho para trás, porque a evolução está sempre à frente. 

Hellen Cortezolli

segunda-feira, maio 27

Luta declarada

Antes eu lutava... Sério!... Vivia armada até os dentes e vestia a minha melhor armadura.
E, foram muitas guerras, muitas derrotas, muitas cicatrizes. Uma coleção vasta delas, na verdade.

Um dia me deu um estalo de que perdia as guerras porque usava sempre as armas erradas. As estratégias mais frias e matematicamente comprovadas, porém, nada eficazes. Faltava algo que eu sabia que deveria proteger, mas não mantinha comigo.

...Minha alma. 

Aprendi a lutar e vencer porque minha alma é meu punhal, meu escudo e o tesouro desejoso do inimigo... 
É ela que devo apontar para tocar a alma de quem quero conquistar. 

Chegou a hora! 

domingo, abril 7

Feliz Dia do Jornalista

Parabéns à todos os jornalistas que amam o que fazem! ;)

Novos ensaios

Senti a temperatura do corpo se elevar, enquanto o termômetro marcava 18°C lá fora. Os batimentos cardíacos se aceleraram, eu sabia o motivo. Em circunstâncias semelhantes isso é bem comum. A boca ressecada, pactua com as mãos suadas e trêmulas.
E deixam as perguntas pré-estabelecidas fugiram da mente...

Esperei pelo momento certo em que minhas fraquezas conhecidas fossem evidenciadas até que possível encará-las. Chegada a hora de subir ao palco e encarar a plateia e, minha apresentação foi quase um monólogo.


Depois da primeira aula de teatro "Palco Aberto" com Michel Godinho e uma turma harmoniosa, acredito que encontrei uma maneira de praticar alguns conhecimentos adquiridos ao longo da minha vida, carreira e demais aprendizados, além é claro da assimilar estudos e observações. Esse momento é importante porque achei que não conseguia mais escrever com a alma. 

Outro ponto importante que me motivou a subir ao palco, além da vontade de conhecer outras versões de mim mesma, foi a necessidade de entender o brilho no olhar dos atores com os quais tenho tido o prazer de trabalhar no projeto do documentário que fala sobre o teatro. Eu chamei de "monstro faminto" esse sentimento que nos arrebata a cada entrevista...

Achei que tivesse perdido a vontade de compartilhar minhas observações com o mundo, porém, notei, ao menos até aqui, que apenas mudei a direção. Contudo, continuo amando o que faço.