"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

quarta-feira, março 3

Para a incompreensão: Uma fuga justificável

Ontem à aula teve a ver com títulos atraentes, obviamente que o direcionamento era outro… Contudo, cheguei a conclusão de que meus títulos não são atraentes e, se um dia o foram, há tempos já deixaram de ser.

Pensando no título para este post, resolvi destrinchar meus sentimentos negativamente conturbados, depois de uma aula de roteiro nesta manhã.

Um misto de inquietação incessante, com doses cavalares de ignorância, aquela no sentido de não raciocinar com a lógica e permitir que sentimentos nada virtuosos tomem conta dos argumentos pobres, como raiva sem motivo aparente. Quanto mais as linhas são construídas, mais compreendo que esta sensação se findará até o término deste raciocínio, já mencionado anteriormente, como ilógico.

Passou.

Num exercício de saída do “problema” ou do lugar em que ocupo, vejo nada mais, nada menos, que uma mulher mimada, que não gosta de ser contrariada, até aí, nenhuma novidade. Entretanto, talvez o que realmente a tire do sério, seja a comparação.

O rótulo, pior ainda, nas circunstâncias em que ocorre a rotulação. Cai por terra toda a baboseira de ser único, seja quem for.

Vem à tona a construção do caráter do indivíduo a partir das expectativas da sociedade, que são extremamente contraditórias, para não dizer “burras”. Já havia traçado este paradoxo em outra ocasião, mas como tudo que não é autêntico, se repete…

Na infância todos devem ser iguais, seja perante os dogmas impetrados pela família, escola e círculo de convivência e/ou, pela Justiça dos homens.

Chega a ser engraçado, uma Justiça igual para desiguais, num contexto meramente Aristotélico. Que aquém dos próprios interesses se aplica individualmente.

Partindo dessa premissa, errônea ou não, do geral para o específico, a comparação me enoja. Com toda a repulsa que é possível sentir, eis minha arrogância… E, posso ser eu mesma.

Fogem meus argumentos racionais e me apega a Hobbes, prevendo meu estado de insegurança de iniciativa da agressão.

Assimilação deturpada dos conceitos, inflamada pela revolta, originada pela comparação.

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 Raiva: um sentimento que deve ser controlado, ou mergulhado numa obra de Agatha Christie - Assassinato no Expresso Oriente.

 

Um mergulho bem-vindo à ficção.

plantacarnivora