"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

quarta-feira, março 17

Quatro histórias: Um roteiro por filmar, o destino do descarte, entrevistas e massagem no ego

Pensei em como começar este post, e não me veio nada criativo para descrever de forma ponderada o quanto esse dia foi mágico.

Sem exageros.

Comecei com uma manhã preguiçosa, com muita chuva, mas consegui convencer meu velho pai, a sair de casa somente após as 9 da manhã.

O click foi meu, auxiliada pelo Bopinho. Em foco, meu Papito. Fomos para o curso de roteiro, onde seriam realizadas as filmagens das cenas finais do curta, roteirizado pelo meu colega Luan.

Isso se os atores não tivessem faltado. Mesmo assim, não desperdiçamos o tempo gasto para montar a iluminação (O Bopinho e meu Papito), o cenário, nem as supostas cenas. Foi simplesmente, divertido.

E o clima no Teatro (das Bacabeiras) foi muito gostoso. Sorri e ri para caramba das histórias do Luan e da Renata. E, outras tantas que em outro momento eu conto aqui.

Na volta para casa, tivemos a sorte de São Pedro estar de bom humor, e por algum tempo parar de mandar chuva para cá, tempo o suficiente para chegarmos enxutos em casa.

Durante a tarde, no estágio. Uma moça me incumbiu de acompanhar o descarregamento do material reciclado, descartado pelo TRE-AP. Não vou negar que por instantes relutei, já que minha supervisora responsável está em viagem, o que me desobriga totalmente de me ausentar do prédio do Tribunal. Contudo, achei que a experiência me renderia um post bacana.

Assim, lá fui eu, de câmera, bloco e caneta em punho.

Juro que fiz um esforço fora do normal, para evitar que meu rosto franzisse e provocasse aquelas caretas horrendas que sou capaz de fazer, em respeito aos homens de todas as idades que separam o lixo do material que pode ser reaproveitado.

O mau cheiro que toma conta daquele vasto terreno, situado no bairro Renascer, é nauseante para quem não está acostumado. Se é que é possível se acostumar com aquilo. Fétido, pútrido, mas os homens estavam trabalhando, quando chegamos ao local. Foi quando pensei rápido e imaginei que eles se ofenderiam se eu fizesse caras e bocas:

A gente tá trabalhando aqui e, vem um pessoal não sei de onde cheio de frescuras.” – imaginei o que pensavam, por isso tentei conter as caretas de nojo.

Não levou nem quinze minutos lá. O sr. Sérgio motorista que nos levou até o local, disse que aquele material não é tratado aqui no Amapá… Que triste né? Seria emprego para muita gente.

Pena que fotografia não tem cheiro, queria que a moça percebesse… Acho que ela não iria ter coragem mesmo de encarar aquela lama toda com o salto 15 vermelho que estava calçando.

Em casa tratei de me desinfetar bastante por causa dos micróbios espalhados no ar, meus all star vermelho ficaram cheios de lama. Mas, quer saber, achei bacana ter algo diferente para contar.

Na faculdade recebi um convite legal que se resultar em algo, eu conto aqui. Mas, já posso agradecer ao professor Losito que sempre lembra e mim.

Depois de muita briga, o Plácido se concentrou. Não sei o que acontece com ele quando está em frente às câmeras, dá uma crise de riso contagiante. Só faz palhaçadas. rsrsrs Fizemos exercícios de entrevista. A turma se engajou para ser prazeroso o aprendizado.

Foi difícil manter a seriedade com o Plácido fazendo palhaçadas… rsrs.

Depois em casa para o jantar… o churras fez tanto sucesso, mesmo com a chuvinha, que não sobrou nada para mim. Meu namorado e eu fomos até o X do Sul para lanchar e adivinha só:

Teve fiscalização do GAT na praça, para notificar os trailers sobre a obrigatoriedade do recolhimento do lixo até 200 metros da sua proximidade. O que o X do Sul já fazia, a novidade se dá em razão da proibição do lixo mesmo recolhido em sacos plásticos, amanhecer no local. O que segundo a vigilância resulta no acúmulo de insetos e animais que se aglomeram para consumir os restos de comida, sem contar na sujeira da cidade. Legal, né?

A abordagem foi tranquila, o detalhe é que estavam sendo filmadas as instruções da oficial aos responsáveis pelo comércio.

Lamentei não estar com a minha máquina fotográfica, é que durante a aula acabou a bateria e não deu tempo de carregar. Aff!

Ufa! Que dia movimentado, né?!

Foi para compensar a minha tristeza sem motivo do dia anterior.

Click do Aog Rocha

 

 

Ah! Não posso deixar de registrar que meu amigo Aog Rocha, teve toda a paciência do mundo comigo e atendeu um pedido meu… depois de um dia corrido queria massagear meu ego. A Lili e o Plácido também estavam lá.

 

 

Beijos para vocês! Beijos