"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

domingo, outubro 18

Entre cifras e acordes, uma noite compassada

Lá estava ele todo prosa, em meio ao ambiente meio verde, meio rosa, com uma luz um tanto alaranjada.
Com passos de levantar poeira, todos os amigos sentados ao redor da mesa e, mais e mais cadeiras foram necessárias para acomodar todos ali, perto do palco improvisado.
Um artista incorporado e seu momento...
Abrem-se as cortinas do espetáculo, só um oráculo para decifrá-los, antes dos primeiros acordes o anúncio feito pelo homem de braço quebrado, “Silvio Neto”, disse ele, “Num Tributo a Raul Seixas”.
P1040222 E a noite começou…
…com meia dúzia de gatos pingados, que deram lugar as cadeiras ao redor das mesas e ao som embalado, por um cheiro de saudades daquelas frases repletas de subliminaridade, foi quando do nada não havia mais todo aquele espaço no local com paredes pintadas de cunani e maracá, talvez um macaco com violão, mas o que importa eram os ausentes do presente, que convidavam à uma viagem sem rumo, só a fim de navegar por lembranças que foram vividas ou não.
Ora num ritmo acelerado, ora o deixava pairando no ar, aquele jeito maluco beleza de empolgar, quem via e ouvia no ambiente sem distinção.
PalcoGentePúblico   Silvio Carneiro
Uma sensação agradável, não era preciso mais nada, amigos, alguns copos sobre a mesa, conversas que ninguém entende e um som ao fundo que fala mais alto que emoção, para muita gente. Goles de água com limão para não ressecar as cordas vocais e dá-lhe mais Raulzito…
Num jeito meio esquisito, me despeço sem rodeios porque amanhã dos detalhes, não lembrarei mais.
“Ao redor do palco vez ou outra, uma rã roqueira fazia menção de querer entrar, se encorajou com o Rock das Aranhas, talvez por imaginar que a bicharada estava por chegar.
Se acomodou aos pés do cantor, num gesto de adoração também se pôs a cantar.”