"O texto simplifica meu eu complexo, ora é aliado, ora me faz refém".- Hellen Cortezolli

terça-feira, outubro 13

Insanidade nas decisões, impulsos e outras confusões...

Hoje havia decidido mil coisas...
Uma delas que não traria mais meus sentimentos pra cá. Preciso de motivos, e meus leitores mais assíduos não me davam retorno. Hoje mais do que nunca uma série de desistências me ocorreram.
Desisti de muita coisa e estava convicta que postar algumas delas aqui, não estava inclusa...
Temo a solidão que mora em mim...
Temo o que ela me provoca,
Dura e jáz...
Deixo minha alma navegar por caminhos fortuitos, apaixonantes, desesperados, segundos vivenciados...
Sufocantes...
Hoje decidi mais ainda que jogar a toalha era algo muito sensato.
Então desisti, de brincar de casinha, de esconder o jogo, de esperar o fim de semana, de não desejar nada de ninguém, de aproveitar o tempo e permitir que ele sugue minhas energias, de não me decepcionar...
Hoje não! Não mais...Estou fraca, e é franca que assumo, que minha liberdade chega ao seu final, que trágico resumo.
Me entregarei às convenções... Não sei se serei feliz, mas não quero sentir o que estou sentindo desde então...
Acho que vou me casar.
Me despeço hoje, só por hoje de minha liberdade condicional...
"Lágrimas
Deixo para tráz os desejos contidos, não ligo
Não quero mais...
Vou me entregar à segurança que em teus passos nunca encontrei, quero paz...
Deixo contigo teu riso sem graça, levo comigo a pirraça de saber que ofereci tudo que havia em mim, de bom e de ruim e você não quis.
Agora me deixa aqui, por mais um tempo, imaginando como teria sido...
Só pensa em mim mergulhado em puro vício...
Agora não lembrarás mais...
Tracei um novo caminho que devo seguir, me pergunto: Por que tantos sinais?
O que me dizem?
Ando confusa, mal sinto meus pés no chão, mas não deixarei de ir... Você nunca pediu que eu ficasse. Então, adeus!"
Minha carta de despedida à vida de solteira que tanto me acompanhou, acho que não quero passar mais noites mal dormidas, na cama grande solitária...
À todos os amores que deixei de viver, adeus,
aos desamores que evitei, adeus...
Parto insegura, mas do jeito que estou não quero mais.
Agora me ocuparei com os preparativos...
Escolher algumas coisas, móveis, estilos...
Não importa, só não quero estar mais tão sozinha...
Doce vida amarga, cuja acidez dos desencantos me fez dependente. Agora sinto que envelheci, empobreci, eis minha hora de morrer.
Moça cortês deixe seus cabelos soltos,
Ao vento para que eu não mais possa admirá-los,
Volta teus olhares para um só canto,
Minha culpa por apenas recusá-los!
(Van -  é para você por ter sentido falta do que escrevo, é assim que me senti hoje, o dia inteiro... Não sei se estou certa ou errada, mas ofereço esses pensamentos e meus versos tortos à você, obrigada por ler o que escrevo, obrigada por me fazer saber que você lê).
Beijos amiga, boa noite!